Parque Estadual do Ibitipoca
Tipo: Parque Estadual
Região: Zona da Mata Mineira
Localização: Lima Duarte, MG, Brasil, América do Sul
Lat/Lon: 21°40 a 21°43 S e 43°52 a 43°54 W
Atividades: Caminhadas, Banhos de Rios e Cachoeiras
Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno
Altitude Máxima: 1.784 m (Morro da Lombada)
Nos contrafortes da Serra da Mantiqueira, a meio caminho entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no MunicÃpio de Lima Duarte, está a Serra do Ibitipoca, entre as coordenadas 21o40’ a 21o43’ Sul e 43o52’ a 43o54’ Oeste. Numa área muito preservada desta Serra, encontra-se o Parque Estadual do Ibitipoca, cujo nome é originário da lÃngua tupi, e significa “casa de pedra”.
Em Ibitipoca encontram-se cavernas em “quartzitos” (raras no mundo), magnÃficas exposições de terrenos montanhosos, belÃssimas cachoeiras, lagos, fauna exótica e em extinção (representadas por exemplo pelo lobo-guará, pelo primata mono-carvoeiro, pela onça parda) e flora endêmica (várias espécies de orquÃdeas e tipos resistentes ao fogo, variedades de liquens e ocorrência de cactáceas). É a localidade com a maior importância do ponto de vista liquenológico do Brasil, especialmente no que se refere aos gêneros Cladonia e Cladina, que a qualifica como uma das áreas de maior importância do Hemisfério Sul (M. MARCELLI, 1994).
Visual da Trilha
As melhores épocas do ano oferecidas à visitação do Parque são verão (temperaturas do ar médias em torno de 24° C) e inverno (em torno de 12° C), correspondentes aos meses de dezembro a fevereiro e junho a agosto”, pois há boa visibilidade nestas épocas. A pluviosidade da área está por volta de 1100 mm ao ano. A uma distância de aproximadamente 3 km do Parque, com algumas relÃquias arquitetônicas estilo barroco-rococó do século XVIII. A Vila de Conceição do Ibitipoca, constitui-se como uma extensão das infra-estruturas do Parque, com pousadas; refeições; comidas tÃpicas como pães de canela, de cebola e de queijo.
Pôr do Sol na Trilha
Cachoeirinha - Com uma queda de aproximadamente 30 metros formada em uma porção do Rio Vermelho o desenho majestoso de uma cortina é traçada. A água cai numa pequena praia, onde a areia branca lembra mais uma vez o mar. Com certeza é mais uma das surpresas que Ibitipoca reserva.
Cachoeira Janela do Céu - É uma cachoeira localizada no Ribeirão Vermelho. De seu topo à sua base na mata do fundo do vale são 7 quedas d’água, em forma de degrau, mas a visitação no parque é feita apenas no topo de onde tem-se uma visão extraordinária de vales e morros a longa distância.
Cachoeira Janela do Céu
Capela do Senhor Bom Jesus da Serra - Loalizada no Pico do Pião, foi inaugurada em 10 de Agosto de 1932. A construção foi autorizada por um bispo de Juiz de Fora com a finalidade de consolidar a posse de terras devolutas do Estado. Vale enfatizar o bonito penhasco de grande desnÃvel formado nas adjacências do Pico do Pião.
Gruta das Bromélias - Com 2.750 metros de extensão e considerada a segunda maior caverna de formação quartzÃtica do Mundo a gruta das Bromélias vem demonstrando sinais da presença humana provocando o assoreamento do rio, além da erosão natural de sua estrutura. Por este motivo alguns pontos estão interditados. A clarabóia mais alta da caverna fica no Salão dos Anjos, após cerca de 800 metros de percurso. A abertura externa está a uma altura de 18 metros do piso. O Claraboião é a maior abertura da caverna, com 13 metros de diâmetro, possibilitando a sobrevivência de plantas em seu interior, ao lado de um pequeno córrego, que continua escavando a gruta.
Gruta do Monjolinho e Gruta do Pião - A gruta do Monjolinho tem este nome devido a um engenho movido à água de um antigo morador. Destaca-se também, próximo à gruta, um pequeno lago com uma particularidade: é possÃvel mergulhar por um pequeno túnel cheio de água e chegar a outra extremidade. Já a Gruta do Pião, encontra-se misturada à vegetação em um conjunto de formas e cores, sendo um pouco difÃcil sua localização.
Gruta dos Três Arcos - Gruta dos Fugitivos - Gruta dos Moreiras - As grutas encontram-se praticamente no mesmo complexo. A primeira delas é a Gruta dos Três Arcos, que não exige o uso de lanterna para ser visitada, pois as três aberturas na rocha permitem a entrada da luz do dia. Logo depois a Gruta do Fugitivo, onde 1912 foram encontradas ruÃnas de quilombos devido ao grande espaço interno. Por fim encontramos bem próxima à gruta dos Fugitivos a Gruta dos Moreiras denominada assim em homenagem a famÃlia que freqüentava o local.
Gruta dos Viajantes - A principal caracterÃstica desta imensa gruta é atravessar a colina que localiza-se bem próximo ao Pico do Pião. Possui dois grandes pórticos de entrada e além de seu túnel principal, encontrarmos pequenos salões em suas adjacências. Já serviu de abrigo no passado, sendo famosa por ter sido freqüentada por muitos que, de passagem, pernoitavam ali.
Gruta dos Viajantes
Janela do Céu - Um dos pontos mais procurados da região. É uma corredeira emparedada por um cânion, que termina bruscamente em uma cachoeira, despencando de 20m de altura. Para chegar lá, enfrenta-se uma caminhada de 3h por trilha Ãngrime. É o último ponto turÃstico do parque em direção Norte. Seguindo Rio Vermelho abaixo depois de passar a Cachoeirinha o percurso é contagiante em meio a pedras e muito verde. De repente como um passe de mágica o horizonte se abre, é a Janela do Céu. O rio despenca por mais de 100 metros e cai em uma grande bacia. Sem sombras de dúvidas é um dos locais mais bonitos de nosso Brasil. Apesar da distância, a paisagem é recompensadora.
Visual da Janela do Céu
Lago dos Espelhos - O Lago dos Espelhos é um dos pontos mais visitados no parque devido a sua beleza e a facilidade de acesso, pois fica a aproximadamente 20 minutos de caminhada do Camping.
Lagoa Seca - Um deserto, uma praia? Esse lugar no mÃnimo exótico é composto de uma boa porção de areia branca e uma área que parecia estar reservada a água foi tomada pela grama, assemelhando-se a um pântano.
Morro da Lombada - O Morro da Lombada que também é conhecido como Pico do Ibitipoca possui 1784 metros de altura sendo o ponto culminante de todo Parque do Ibitipoca. O seu cume propicia uma visão privilegiada de todo Parque do Ibitipoca, além de ser ótimo ponto para curtir o espetáculo do pôr do sol.
Morro da Lombada
Pedra Furada - Passeio curto também de águas subindo o rio do salto com 7km ida e volta, cachoeira de 25m de altura cuja passagem do rio se dá por um anel na pedra furada, curioso e ao mesmo tempo fantástico. Saindo da lanchonete passa-se pela Prainha em direção a Gruta do Monjolinho, e de lá o acesso se dá por trilha estreita até a Cachoeira da Pedra Furada. Há 500m dali pode-se visitar a Cachoeira das Varinhas e o belÃssimo Poço Preto e Cachoeira dos Namorados.
Pico do Cruzeiro - Local onde se encontra uma grande cruz, que acaba servindo de para raio. Passagem obrigatória para chegar à Lombada.
Pico do Cruzeiro
Pico do Pião - Para muitos, chegar no alto do Pico do Pião, a 1762mt de altitude, é uma conquista devido ao rigor imposto pela subida. Uma das primeiras visões é a presença de um altar de cimento no alto da Serra de Ibitipoca. São as ruÃnas da Capela Senhor Bom Jesus da Serra, destruÃda pelos raios, pelo vento e pelas tempestades que assolam o cume, restando apenas o altar.
Pico do Pião
Ponte de Pedra - A Ponte de Pedra tem uma altura aproximada de 40 metros. O arco da ponte foi formado milhares de anos atrás, quando a correnteza era gigantesca e violenta. Da Ponte de Pedra pode-se chegar a Cachoeira da Pedra Quadrada.
Prainha - Local de fácil acesso, onde as crianças ficam bricando nas águas calmas do rio que desse a Serra.
Prainha
A área correspondente ao Parque era considerada como terra devoluta e recebeu seu primeiro administrador em 1964. O Parque foi criado em 04/07/1973 através de Lei Estadual número 6.126, pelo Governo de Minas Gerais, que passou o domÃnio das terras, totalizando 1.488 hectares, ao Instituto Estadual de Florestas (IEF). Entre os anos de 1984 e 1987, foi fechado para visitação pública a fim de se implantarem equipamentos de infra-estrutura. Hoje é considerado um dos mais bem equipados parques do Estado.
A capacidade do camping é para 50 barracas, mas o número de visitantes é muito grande devido à existência de campings, pousadas e casas de veraneio, no Arraial e redondezas. Devido à sua proximidade, o Arraial pode ser considerado uma extensão da infra-estrutura turÃstica do Parque, que dispõe de áreas de camping (com vestiários, banheiros, churrasqueiras, pias, mesas, lanchonete e estacionamento), trilhas que levam aos principais pontos turÃsticos e que recebem manutenção, Portaria, Centro de Informações e Educação Ambiental, Casas de Pesquisadores, Casas de Funcionários (administradores), Casa de Visitantes (ilustres), Centro de Manutenção (almoxarifado) e Pronto Socorro.
Existem 3 grandes eixos no Parque, e cada um deles pode ser percorrido em um dia - o Circuito das Ãguas, a Janela do Céu e o Pico do Pião. Para os que possuem mais disposição a volta completa é um desafio, seguindo-se da Prainha até ao Pico do Pião e dali à Lagoa Seca, continuando em direção à Cachoeirinha e Janela do Céu, com retorno ao Camping pela Lombada. O Circuito das Ãguas é que menos exige esforço fÃsico e possui grande variedade de atrações, com quedas d’água e poços naturais. As trilhas são bem nÃtidas, embora a sinalização deixe a desejar em alguns trechos - é aconselhável caminhar com auxÃlio de guia local. Quando chegar ao Parque, não deixe de visitar o Centro de Informações e Educação Ambiental.
As visita ao parque pode ser feita diariamente, das 7h/18h; campistas podem entrar até às 20h e tem que ligar com antecedência para marcar.
A partir de Novembro de 2000 a administração passou a restringir o acesso ao Parque. Somente é permitida a entrada de até 800 (oitocentos) visitantes por dia, incluindo a estimativa de 120 pessoas acampadas.
Os bandeirantes, vindos de São Paulo, na ânsia da busca do ouro pelos rios e solos da região, criaram o povoado de Conceição de Ibitipoca. O que consta na história é que o padre João de Faria Fialho, vigário de Taubaté, fincou bandeira no “Monte de Ebitipoca” em 1692, apesar de que na fachada da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a data de construção, 1768, é tomada como um marco histórico.
A cidade foi considerada, durante um tempo, um dos mais importantes centros da capitania da Minas Gerais e, com o declÃnio do ciclo do ouro houve uma dispersão de seus habitantes.
A partir da década de 70, juntamente com a descoberta de seus pontos turÃsticos e ecossistema exuberante, a região passou por nova fase de prosperidade, incluindo até mesmo a vinda permanente de estudiosos e cientistas.
Em 1987, o parque, então totalmente estruturado, passou a receber turistas de todas as partes do paÃs e exterior, concretizando sua vocação pelo turismo ecológico.
Segundo estudos, acredita-se que a região de Ibitipoca era banhada por um mar, há milhões e milhões de anos atrás. Isto explica a concentração de areia branca no local, sedimentada em arenito e posteriormente em quartzito.
O desenvolvimento mais acentuado da erosão, nos gnaisses das áreas adjacentes (compostas por morros, colinas e formas intermediárias), devido a menor resistência e maior resposta às forças exógenas, permitiu o realce topográfico da Serra, onde o controle estrutural predominou em relação ao intemperismo. Resultante dos dobramentos, formaram-se duas cristas anticlinais na área do Parque, sendo elas paralelas e correspondendo as áreas mais altas da localidade. Atingem 1784m de altitude no Morro da Lombada e, na crista paralela 1762m, no Pico do Pião.
O relevo de declives abruptos, composto de quartzo, ou seja, uma rocha sujeita à s fraturas e de alta porosidade sob a ação do lençol freático (proveniente das águas de chuva que infiltra sobre as camadas inferiores) sofre um processo de erosão, formando pequenas cavidades cilÃndricas, onde a água corre e vai configurando-se uma cavidade maior, a gruta.
Um bom exemplo deste processo é a Gruta das Bromélias, com 2.750 metros de extensão, considerada a segunda maior caverna de formação quartzÃtica do Mundo.
Uma das caracterÃsticas de Ibitipoca é a sua raridade de espécies encontradas em uma vegetação tÃpica de campos de altitude com afloramentos rochosos e matas ciliares ao longo dos cursos d’água. Como exemplo podemos citar a boca-de-peixe, uma Gesneriaceae encontrada junto à Gruta da Cruz, o lÃquen Cladonia ibitipocae e o Anthocereus melaneus, espécie de cacto que apoia-se nas pedras e nos presenteia com uma flor branca de hábito noturno. Recentemente, duas novas bromélias foram descobertas, a Nidularium marigoi, já encontrada em outras regiões, e a Wittrockia ibitipocensis.
O parque também é considerado como a região mais importante do Hemisfério Sul para o estudo de lÃquens, e normalmente as árvores estão cobertas pela barba-de-velho.
Além desta espécie não é difÃcil encontrar bromélias, orquÃdeas, samambaias, quaresmeiras, candeias caracterizando-se por uma vegetação baixa, rica em canelas-de-ema, cactus e sempre-vivas.
Os observadores mais cuidadosos poderão encontrar, junto aos rios, exemplares exóticos da Drosera, uma planta “carnÃvora” que alimenta-se de insetos, e com paciência é possÃvel acompanhar seu ritual de caça, quando ela estende suas longas folhas avermelhadas e cheias de espinhos, atrai o inseto e depois enrola sua folha, aprisionando-o, para enfim devorá-lo.
Com certeza, quando falamos da fauna de Ibitipoca, logo destacamos o Lobo-guará, este mamÃfero em extinção é facilmente encontrado no parque quando chega a noite, rondando os acampamentos a procura de comida. Habitam também o parque as seriemas e o monocarvoeiro (o maior macaco das Américas), que convivem com onças pardas, jaguatiricas, porcos-do-mato, micos-estrela, sauás, barbados, macacos-prego, o guigó, o coati, o tapeti, a cuica-verdadeira, e a onça-parda, algumas destas ameaçadas de extinção.
Entre os anfÃbios, destaca-se a perereca Hyla ibitipoca, levando o nome da serra por ter sido descoberta no parque, apesar de não ser espécie endêmica.
Cerca de 230 espécies de aves foram registradas nesta unidade de conservação e arredores, correspondendo a 29% do total de espécies já catalogadas em Minas Gerais. Entre estas são comuns o andorinhão-de-coleira-falha, o capitão-de-saÃra, a maria-preta-de-garganta-vermelha, o chauá, o pavó e o papagaio-de-peito-roxo.
Recentemente, uma espécie com caracterÃsticas de milhões de anos, que sobreviveu a mudanças climáticas, gelo e queimadas, foi encontrada acidentalmente. O Peripatus acacioci, um misto de inseto e minhoca, com pouco mais de 1,5 centÃmetro, possuindo tentáculos na cabeça e patas laterais, “esta descoberta tem a mesma importância de se encontrar um dinossauro vivo nos dias de hoje”, segundo seu descobridor.
Ãguas - A cor da água, que vai do laranja ao vermelho, resultado da decomposição da matéria orgânica vegetal humificada, também responsável pela acidez dos rios, fornece um empecilho para a sobrevivência dos peixes.
Diversas nascentes brotam na Serra do Ibitipoca, divisora das bacias dos rios Grande e ParaÃba do Sul. Em uma das encostas, nascem os ribeirões da Conceição, Bandeira e o córrego do Pilar, afluentes do Rio Doce. Em outras, vários córregos formam os rios do Salto e Vermelho, o primeiro pertencente à bacia do ParaÃba do Sul e o último, à do Rio Grande.
História - Os negros também formaram quilombos na Serra de Ibitipoca. Acredita-se que escravos dos grandes engenhos de cana-de-açúcar buscavam proteção e liberdade nas sombrias cavernas. No inÃcio do século foram encontradas ruÃnas de um desses quilombos na Gruta do Fugitivo.
A primeira missa celebrada no Pico do Pião foi em 15 de Agosto de 1925, muito antes de sua construção.
Lendas dizem que o sino de bronze da capela se encontra perdido na mata abaixo do Paredão do Pico do Pião, um tal de Sr. Lino ficou a dar badaladas a noite inteira até que ele rolou paredão abaixo.
Em Conceição do Ibitipoca quem é testemunha do fato é o Sr. Zuzú, nascido em 1911 que participou da construção da capela.
Geologia - Não se pode precisar com exatidão a idade das grutas. Invariavelmente posteriores as formações rochosas, enquanto estas, na região sul de Minas Gerais, têm cerca de 1,7 a 1,1 bilhão de anos, as grutas não ultrapassam os 11 mil anos.
Por ser uma rocha bastante resistente, os quartzitos da Serra do Ibitipoca acabaram por ter um destaque na paisagem, assumindo uma forma de ferradura. Esta feição é responsável pelo mito de que Ibitipoca seria a boca de um vulcão extinto.
Descoberta - O professor de Zoologia do Departamento da UFJF descobriu o Peripatus acacioci, um misto de inseto e minhoca, com pouco mais de 1,5 centÃmetro, possuindo tentáculos na cabeça e patas laterais, “esta descoberta tem a mesma importância de se encontrar um dinossauro vivo nos dias de hoje”, segundo seu descobridor.
“Até o século XVII existiam Ãndios aracis na Serra do Ibitipoca, que foram totalmente exterminados no século XVIII, com a Mineração do Ouro” (BRANDT, 1994), e até o século XIX, predominaram, após a Mineração, as culturas agrÃcolas e as pastagens (BRANDT, 1994).
Hoje, ainda com alguns resquÃcios da economia agrÃcola de subsistência, a população da Vila de Conceição do Ibitipoca, Distrito de Lima Duarte, vive do turismo local, de fluxo concentrado para o Parque.
Atualmente, os problemas estão relacionados ao turismo, que se tornou praticamente a única fonte de trabalho (direta ou indiretamente) para a população, bem como compõem-se de um fluxo descontrolado e sem estudos quanto ao impacto que está causando sobre o Parque de modo geral.
A área que corresponde hoje ao Parque era considerada de terras devolutas pelo Estado, que venceu um processo de posse contra a Igreja Católica, que dizia pertencer as terras, em 1932/3, recebendo seu primeiro administrador em 1964 (BRANDT, 1994).
O Parque foi criado em 04/07/1973 através de Lei Estadual número 6.126, pelo Governo de Minas Gerais, que passou o domÃnio das terras - totalizando 1.488 hectares - ao Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Entre os anos de 1984 e 1987, foi fechado para visitação pública a fim de se implantarem equipamentos de infra-estrutura. Hoje é considerado um dos mais bem equipados parques do Estado.
Constam no Parque áreas de camping (atualmente interditado) com vestiários, banheiros, churrasqueiras, pias, mesas, lanchonete e estacionamento, trilhas que levam aos principais pontos turÃsticos e que recebem manutenção; portaria, Centro de Informações e Educação Ambiental, Casas de Pesquisadores, Casas de Funcionários (administradores), Casa de Visitantes (para ilustres visitantes), Centro de Manutenção (almoxarifado) e Pronto Socorro (este último não está em atividade).
A capacidade do camping hoje é para 50 barracas, mas o número de visitantes é muito grande devido a existência de mais três campings, bem como pousadas e casas de veraneio, na Vila de Conceição do Ibitipoca e redondezas.
A Vila pode ser considerada uma extensão, ainda que precária, das infra-estruturas turÃsticas do Parque, devido sua proximidade. O problema é que a capacidade ambiental do Parque é menor que as “infra-estruturas” oferecidas pela Vila, Parque e arredores.
Devido a estas circunstâncias o número de trilhas vem aumentando espontaneamente, e com isso plantas e animais estão sendo cada vez mais confinados e a desagregação das superfÃcies recebe maior impulso, ocorrendo sulcos e ravinamentos nas trilhas oficiais e nas trilhas espontâneas.
Localizado entre o Planalto de Itatiaia e o Planalto de Andrelândia, nas coordenadas 21°40’ a 21°43’ Sul e 43°52’ a 43°54’ Oeste, com altitudes que variam de 1.050 a 1.784 m, o parque ocupa terras do municÃpio de Lima Duarte tendo sua portaria localizada a três quilômetros da Vila de Conceição do Ibitipoca.
Belo Horizonte:
Seguir na “BR-040†com destino a Juiz de Fora. Somente sair da “BR-040†na placa: (Lima Duarte, Andrelândia, Caxambú). A placa fica 7Km após a Fábrica da Mercedes Benz. Após a placa (Lima Duarte, Andrelândia, Caxambú) saia da BR-040 vire a sua direita na BR-267. São mais 49Km até Lima Duarte. Após 49Km na BR-267, entre na cidade de Lima Duarte. (O último posto de gasolina antes de Ibitipoca). De Lima Duarte até Conceição do Ibitipoca são mais 27Km de estrada de chão.
Total aproximado: 360 Km (330 Km de asfalto e 27 Km estrada de chão).
Rio de Janeiro:
Seguir na “BR-040†com destino a Juiz de Fora. Somente sair da “BR-040†na placa: (Lima Duarte, Andrelândia, Caxambú). saia da BR-040 vire a sua esquerda na BR-267.
São mais 49Km até Lima Duarte. (O último posto de gasolina antes de Ibitipoca). De Lima Duarte até Conceição do Ibitipoca são mais 27Km de estrada de chão.
Total aproximado: 270 Km (245 Km de asfalto e 27Km estrada de chão).
São Paulo:
Seguir na Dutra até o trevo para a cidade de CACHOEIRA PAULISTA. De Cachoeira Paulista seguir sentido Sul de Minas/ Circuito das Ãguas até Caxambu. De Caxambu seguir até a cidade de Lima Duarte (na rotatória de Caxambu seguir na BR 267 - as placas que indicam Juiz de Fora). Na BR 267 seguir até a cidade de Lima Duarte. Entre em Lima Duarte. (O último posto de gasolina antes de Ibitipoca). De Lima Duarte até CONCEIÇÃO DO IBITIPOCA são 27km de estrada de chão.
Total aproximado: 510 Km (485 Km de asfalto + 27 Km estrada de chão).
Vitória:
Seguir na BR-101 até entrada para Bom Jesus do Itabapoana. De Bom Jesus seguir até Itaperuna-RJ. De Itaperuna siga até Muriaé-MG. Pegar a BR 116 (“Rio- Bahiaâ€) de Muriaé até Leopoldina-MG. No trevo de Leopoldina seguir na “BR 267â€com destino a Juiz de Fora. Em Juiz de Fora (passe por dentro da cidade) siga as placas que indicam Lima Duarte). Passe pela BR 040 até a placa: (Lima Duarte, Andrelândia, Caxambú).
São mais 50Km até a cidade de Lima Duarte. Entre em Lima Duarte. (O último posto de gasolina antes de Ibitipoca). De Lima Duarte até Conceição do Ibitipoca são mais 27Km de estrada de chão.
No outono e no inverno, apesar de chover menos, os dias são mais curtos e a temperatura cai bastante à noite. O vento constante aumenta a sensação térmica de frio. Os dias, entretanto, têm temperatura agradável. Nos meses de verão chove mais. A estação das chuvas vai de outubro a março. é preciso então ficar atento à previsão do tempo, visando aproveitar ao máximo o calor nas inúmeras atrações oferecidas no parque. De uma maneira geral as noites são frias. Não deixe de levar agasalho. Em qualquer época do ano Ibitipoca é um paraÃso. Entretanto quem gosta de tranquilidade, e de aproveitar a natureza do parque, deve evitar Ibitipoca nos feriados prolongados, quando o distrito recebe um número elevado de visitantes. Sua população chega a quadruplicar nestas épocas.
Mapa do Parque Estadual do Ibitipoca
O Camping do Parque Estadual do Ibitipoca está interditado por tempo indeterminado, mas é possÃvel encontrar boms camping no Arraial de Conceição do Ibitipoca a 3 km do parque.
Telefones:
(32) 3281 8136 / (32) 3213 9445
(32) 8401 1647 / (32) 3236 1808
E-mail: cantodavida@hotmail.com
Distância da Vila: 2,3 Km
Distância do Parque: 700 m
Telefones:
(32) 3281-8102 / (32)3281-8185 (32) 9989-1008 / (32) 8405-9278
E-mail: alphavil@alphavil.com.br
Distância da Vila: 1 km
Telefones:
(32) 3281-8211 / (32)8407-5284
Localizado no Centro da Vila
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.
O Parque conta com um Centro de Informações e Educação Ambiental, onde são exibidos vÃdeos sobre a reserva e distribuÃdos mapas das trilhas.
O Horário de Funcionamento para visitação: 7 à s 18 horas (exceto no perÃodo de obras e manutenção).
Parque Estadual do Ibitipoca - / (32) 3281 1101
Associação de Moradores Ibitipoca (AMAI) – / (32) 3281 8105
Prefeitura Municipal de Lima Duarte - / (32) 3281 1195 / 3281 1645 / 3281 1827
Parque Estadual do Ibitipoca
Caixa Postal, 17
Lima Duarte/MG - 36.140-000
Telefax: (032) 281-1101 / 281-8126
Entrada por Pessoa:
R$ 5,00 o dia (segunda a sexta)
R$ 10,00 o dia (sab, dom e feriados)
R$ 15,00 o dia (Reveillon, Carnaval, S. Santa, C. Christie)
Entrada e Estacionamento de veÃculos por dia:
Micro-ônibus, Trailer e Motorhome: R$ 10,00
Carros e Motos: R$ 5,00
O IEF limita o número de visitantes ao Parque para implementar medidas para a proteção e dos atributos naturais e da biodiversidade local. Algumas trilhas secundárias estão fechadas à visitação.
Atualmente, o número está limitado a 300 pessoas, de segunda a sexta-feira, e 800 por dia nos sábados, domingos e feriados. Na área de camping, está autorizada a permanência de dez barracas (30 pessoas) de segunda a sexta. Nos sábados, domingos e feriados o limite é 15 barracas (45 pessoas). O Parque não faz reservas para a área de camping. A ocupação é feita por ordem de chegada. O parque possui restaurante.