Conteúdo
Minhas Aventuras
Balonismo
Minhas Aventuras
Balonismo
Na noite de sábado, já na capital paulista, jantamos no “sujinho” que, apesar do nome, é um restaurante especializado em bisteca e de bom nível social e gastronômico. Recomendo. Não sou sócio ou mesmo garoto propaganda do estabelecimento: vale somente como dica.
Dormimos e acordamos na madrugada, por volta das quatro horas da manhã e nos dirigimos à cidade de Boituva, ao Clube de Balonismo. Por que Boituva? A cidade apresenta condições climáticas ideais para o balonismo. Depois de duas horas, aproximadamente, chegamos ao local indicado. Fomos recebidos pelo pessoal responsável pela empreitada com um café da manhã restrito, pois não é recomendável excesso de alimentação no organismo quando se viaja de balão. O desjejum seria depois da brincadeira.
Os balões, essa é a rotina, chegam ao descampado da partida. Todos os envolvidos, mesmo os pagantes (o passeio está orçado em aproximadamente R$ 300,00), devem ajudar a descarregar e a desenrolar os balões. Imensos. Lindos. Coloridos. Traz aquela lembrança dos filmes de Julio Verne, ou mesmo, de desenhos animados. Os técnicos providenciam o enchimento com as máquinas potentes, determinadas a aquecer o oxigênio e alterar-lhe a composição química para fazer o ar quente elevar os balões ao ponto suficiente de embarque dos passageiros.
Os cestos são pequenos, comportam quatro pessoas, além do tripulante/navegador, mas a emoção é grande quando os balões inflados começam a subir com a potência das chamas que os impulsionam. Faz frio e mais frio na medida em que os balões ganham terreno nos céus. O aventureiro sabe que o coração e a adrenalina pouco a pouco estarão estabilizados. Na subida a dimensão da sua realidade muda. O seu foco, normalmente amplo no terreno plano, começa a reduzir vertiginosamente, dando impressão ao passageiro de que ele está pendente na atmosfera. Seu mundo fica pequeno, do tamanho do cesto de navegação, que passa a ser sua única e exclusiva ligação com o mundo seguro. Aos poucos, o viajante começa a olhar para fora e, então, o efeito, e que efeito, é ao contrário, sua visão se expande tridimensionalmente e você se integra ao firmamento. Não é exagero. Não.
O dia está prestes a amanhecer, com todos os balões no alto, uns oito, no teto de sua capacidade, apagados os barulhos artificiais de motores, chamas, conversas, explicações de navegação, a experiência se torna viva com aquele nascer do sol, aquele mesmo, das montanhas, com céu limpo e todos os viajantes, naquele segundo em que pessoas se unem num contrato invisível e sem prévio ajuste, festejam, acenam, aplaudem o sol nascente.
A visão é exuberante. O silêncio abraça a paisagem e a sensação interior é de insignificância diante de tanta pureza apreendida e captada pelos sentidos.
O balonismo é uma atividade irradiante, mas, como qualquer outra prática de aventura, comporta seus riscos. E não são poucos. Ao se elevarem do solo os balões não são mais controlados. Navegam com a corrente do vento. Só é possível controlar a altura com as bombas de chamas. O destino, portanto, é incerto. A liberdade da atividade é, então, potencializada.
Equipes de apoio acompanham a trajetória cega dos balões para o resgate na descida e eventual socorro.
Após, quarenta e cinco minutos aproximados começa o deslocamento para a descida. Inicia-se uma nova tensão: a procura do lugar apropriado. Empecilhos como fios e árvores devem ser evitados, bem evitados. A aterrissagem é difícil e depende fundamentalmente da perícia do navegador e... do vento. É necessário arremeter por várias vezes.
No chão, com o término do passeio, a paz de espírito da aventura transborda em excitação.É isso: a excitação vem ao término do passeio.
Bom, ao final, nada melhor do que as fotos da aventura. Vale a pena. É intensa e inesquecível.
Abraços a todos.
Falcão
Balonismo
Apresento ao Clube dos Aventureiros a minha maravilhosa, emocionante, ímpar e densa experiência no balonismo.
No início do ano, com um grupo de colegas de trabalho, quatro ao todo, saímos do Rio de janeiro, de carro e bem cedo, num sábado, em direção à cidade de São Paulo. Chegamos ao destino ao anoitecer, com boas lembranças da viagem e com a segurança de quem deixa acesa uma vela em Aparecida do Norte, para obrigatória, assim entendemos, para que iria se aventurar em navegar de balão pelos céus.
|
|
Na noite de sábado, já na capital paulista, jantamos no “sujinho” que, apesar do nome, é um restaurante especializado em bisteca e de bom nível social e gastronômico. Recomendo. Não sou sócio ou mesmo garoto propaganda do estabelecimento: vale somente como dica.
|
|
Dormimos e acordamos na madrugada, por volta das quatro horas da manhã e nos dirigimos à cidade de Boituva, ao Clube de Balonismo. Por que Boituva? A cidade apresenta condições climáticas ideais para o balonismo. Depois de duas horas, aproximadamente, chegamos ao local indicado. Fomos recebidos pelo pessoal responsável pela empreitada com um café da manhã restrito, pois não é recomendável excesso de alimentação no organismo quando se viaja de balão. O desjejum seria depois da brincadeira.
|
|
Os balões, essa é a rotina, chegam ao descampado da partida. Todos os envolvidos, mesmo os pagantes (o passeio está orçado em aproximadamente R$ 300,00), devem ajudar a descarregar e a desenrolar os balões. Imensos. Lindos. Coloridos. Traz aquela lembrança dos filmes de Julio Verne, ou mesmo, de desenhos animados. Os técnicos providenciam o enchimento com as máquinas potentes, determinadas a aquecer o oxigênio e alterar-lhe a composição química para fazer o ar quente elevar os balões ao ponto suficiente de embarque dos passageiros.
|
|
Os cestos são pequenos, comportam quatro pessoas, além do tripulante/navegador, mas a emoção é grande quando os balões inflados começam a subir com a potência das chamas que os impulsionam. Faz frio e mais frio na medida em que os balões ganham terreno nos céus. O aventureiro sabe que o coração e a adrenalina pouco a pouco estarão estabilizados. Na subida a dimensão da sua realidade muda. O seu foco, normalmente amplo no terreno plano, começa a reduzir vertiginosamente, dando impressão ao passageiro de que ele está pendente na atmosfera. Seu mundo fica pequeno, do tamanho do cesto de navegação, que passa a ser sua única e exclusiva ligação com o mundo seguro. Aos poucos, o viajante começa a olhar para fora e, então, o efeito, e que efeito, é ao contrário, sua visão se expande tridimensionalmente e você se integra ao firmamento. Não é exagero. Não.
|
|
O dia está prestes a amanhecer, com todos os balões no alto, uns oito, no teto de sua capacidade, apagados os barulhos artificiais de motores, chamas, conversas, explicações de navegação, a experiência se torna viva com aquele nascer do sol, aquele mesmo, das montanhas, com céu limpo e todos os viajantes, naquele segundo em que pessoas se unem num contrato invisível e sem prévio ajuste, festejam, acenam, aplaudem o sol nascente.
|
|
A visão é exuberante. O silêncio abraça a paisagem e a sensação interior é de insignificância diante de tanta pureza apreendida e captada pelos sentidos.
O balonismo é uma atividade irradiante, mas, como qualquer outra prática de aventura, comporta seus riscos. E não são poucos. Ao se elevarem do solo os balões não são mais controlados. Navegam com a corrente do vento. Só é possível controlar a altura com as bombas de chamas. O destino, portanto, é incerto. A liberdade da atividade é, então, potencializada.
|
|
Equipes de apoio acompanham a trajetória cega dos balões para o resgate na descida e eventual socorro.
Após, quarenta e cinco minutos aproximados começa o deslocamento para a descida. Inicia-se uma nova tensão: a procura do lugar apropriado. Empecilhos como fios e árvores devem ser evitados, bem evitados. A aterrissagem é difícil e depende fundamentalmente da perícia do navegador e... do vento. É necessário arremeter por várias vezes.
|
|
No chão, com o término do passeio, a paz de espírito da aventura transborda em excitação.É isso: a excitação vem ao término do passeio.
Bom, ao final, nada melhor do que as fotos da aventura. Vale a pena. É intensa e inesquecível.
Abraços a todos.
Falcão
| < Anterior | Próximo > |
|---|
Login
Quem está Online
Nós temos 185 visitantes e 1 membro online
- nilton
Estatísticas
Visualizações : 11501514
































comentários
Assine o RSS dos comentários