Minhas Aventuras
Travessia lapinha da serra/tabuleiro
Travessia lapinha da serra/tabuleiro
Travessia lapinha da serra/tabuleiro
Por: Alexandre Manzo
« em: 13 de Maio de 2008, 11:45 »
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Data: 20 a 24 de março de 2008-03-25
Integrantes: João, Bruno, Luiza, Luiz Paulo e Alexandre.
1° DIA
1. Saída de BH a Santana do riacho, pegamos o ônibus na rodoviária as 15:15 da tarde, passagem custou R$ 21,90, a viagem dura aproximadamente 4h.
2. Ida para Lapinha da serra, chegando a Santana do riacho pegamos um ônibus escolar que estava indo para lapinha, custou R$ 3,00, pessoal falou que tem um caminhão que vai pra lapinha também, demos sorte de pegar esse ônibus.
3. Chegando à Lapinha da Serra, fomos procurar um lugar pra ficar, a Luiza conhecia um pessoal na região, acabou que foi fácil arrumar um quintal para acampar, mas acho que isso lá também não seria problema, o pessoal é bastante hospitaleiro, é só conversar com o pessoal e descolar um cantinho pra armar a barraca. Depois de montar as barracas fomos aos bares, tomamos uma e comemos, depois fomos direto pra barraca, pois iríamos acordar bem cedo para começar a travessia.
2° DIA
4. O inicio da travessia. Acordamos as 06h30min, tempo só para tomar um café, e mochila nas costas, travessia seria pelo norte, lado oposto onde geralmente os mochileios fazem a travessia, primeiro obstáculo era passar na parte alagada do rio, todos tirando as botas e pé na água, isso as 7h da manha, água ate o joelho e bora subir o pico. Demos a volta no pico, atrás dele descemos ate um rio, onde foi nosso primeiro banho e uma parada pro almoço, biscoito e um suco. Procuramos passar por caminhos alternativos e sem trilha onde algumas vezes se pode apreciar de outros ângulos as maravilhosas paisagens, mas recomendamos não arriscar passar fora das trilhas caso alguém não conheça bem o lugar.
5. A parte tensa da travessia. Como estávamos fora de trilha, tínhamos que descobrir um melhor lugar para passar, nessa hora que entramos em uma mata mais fechada, algumas escaladas, muitos galhos no caminho, roupa suja, até chegar ao topo e avistar lá do alto onde seria nosso primeiro acampamento, ás vezes era necessário jogar as mochilas em cima das pedras e subir a pedra na raça. Após um descida bem grande e passar por um pedaço de mata fechada chegamos lá, uma cachoeira para tomar banho em uma área boa para acampar, eram quase 16h , estávamos bem adiantados, ai tivemos tempo para nadar e fazer o rango mais cedo, lua cheia no alto, macarrão no prato e primeira noite de sono ótima.
3° DIA
6. Acordamos tarde esse dia, 8h da manha, sol esquentando a barraca, cafezinho e pé na estrada. A caminhada longa até o cruzeiro, existe uma mata que tivemos que dar a volta pois era muito fechada e não dava para cortar pelo meio. A mata parece dividir a área preservada, das fazendas, pois ao passar por ela começamos a perceber rastros feitos por vacas. Chegamos ao cruzeiro onde há uma homenagem aos tropeiros, paradinha para comer algo e mais uma caminhada até chegar na casa da dona Maria, que nos recebeu muito bem, não cobrou nada para acampar no terreno dela, e ainda nos incentivou a ir conhecer a parte de cima da cachoeira de tabuleiro, era aproximadamente 1:30h de caminhada ate lá.
7. Cachoeira de tabuleiro, era aproximadamente 16:30 quando armamos as barracas deixamos as mochilas lá, fomos para a parte de cima da cachoeira, seguimos a trilha, mais para não fugir do nosso lema, “vamos passar por dentro”, sempre fora da trilha, descemos para cortar caminho, deu certo, chegamos mais rápido, fomos no alto da cachoeira, lugar encantador, depois da vista só um mergulho nos poços da parte de cima, melhor água que já nadei ate hoje, o parque fecha as 17h, mais o carinha que toma conta foi legal com a gente, depois de tomar um banho tínhamos que seguir de volta para a casa da dona Maria, onde estavam todas as nossas coisas, seguimos a trilha, quando de repente não havia mais trilha.
8. Perdidos na noite, após se perder da trilha, tínhamos que subir ate o topo do pico antes de anoitecer, foi tenso, subimos muito rápido causando um desgaste muito grande, pois não havíamos parado pra lanchar durante o dia todo, ao chegar na parte de cima o sol se foi, e com 2 lanternas, estávamos perdidos, agora era trabalho em equipe, andamos bastante, o lance era um bom senso de direção e uma sorte para achar a trilha, por um momento achei que iria dormir no mato, mais achamos a trilha e o caminho do acampamento, chegamos por volta de 21h, muita água e mais um macarrão e dormir.
4° DIA
9. Chegada na cidade. Acordamos quase 7h da manha arrumamos nossas coisas pela ultima vez, e bora descer para tabuleiro, pegamos a trilha e apreciando a paisagem que é fantástica na descida fomos nos aproximando da cidade, em um ponto da trilha da pra ver a sede do parque e a trilha se divide escolhemos um lado da trilha a principio iríamos para a cachoeira direto, mais quando vimos estávamos descendo para a cidade, em 1:30 estávamos na cidade, galera tomo aquela cerveja, pão de queijo na mercearia, pedimos telefone de alguém para levar agente para conceição do mato dentro, onde pegaríamos o ônibus para BH, ligamos para o táxi, cobraram R$ 50,00 por carro, cada carro 4 pessoas, na verdade tentamos negociar direto para BH, custa 250,00. Acabou que éramos 5 pessoas e marcamos do táxi pegar a gente as 16h, pois tínhamos que ir ate a cachoeira.
10. Cachoeira de tabuleiro. Era meio dia, nosso táxi nos pegaria às 16h, o pessoal tava morto, e a caminhada para tabuleiro levariam em media 3h ida e volta, galera desanimo total, menos eu (Alexandre) e Bruno, fomos para a cachoeira, fomos muito rápido, correndo mesmo, chegamos mortos lá, mais valeu a pena, para entrar no parque cobram uma taxa de R$ 5,00, a cachoeira de tabuleiro, a 3ª maior do Brasil e a maior de Minas com quase 280 metros de altura, um poço muito grande com 60 metros de profundidade, foi um banho maravilhoso, nadar de costas olhando pra queda foi incrível.
11. Poço Pari, enquanto estávamos na cachoeira, pessoal foi no poço pari, onde rola altos saltos e uns buracos enormes nas pedras onde a água desce, o poço é o encontro de dois riachos é lindo e da pra perder horas nadando naquela água ótima, existe também um poço muito legal perto de uma ponte na parte debaixo da cidade e vale a pena conhecer também.
12. Ida para casa, pegamos o táxi para Conceição e ao chegar na rodoviária por volta de 18h, a noticia, não havia mais passagem, teríamos que ficar la ate o outro dia pois só tinha ônibus as 7h da manha. Éramos 5 e estava difícil conseguir um táxi para BH que levasse todos nos, conseguimos um cara que nos cobrou R$ 240,00 e nos levou para BH, salvação, cada um pagou R$ 48,00 , pouco mais do que o preço que pagaríamos na rodoviária, 31,90. O taxista era meio estranho e conversa meio embolado (não conseguimos entender o nome dele), mas é super gente fina e fica o telefone dele caso alguém precise. 9812-7039.
13. Chegada, 22h estávamos de volta a BH, só o que restava era a saudade dessa viagem inesquecível.
Por: Alexandre Manzo
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