Parque Nacional da Tijuca

Parque Nacional da Tijuca


Tipo: Parque Nacional

Região: Maciço da Tijuca

Localização: Rio de Janeiro - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°55 S e 23°00 S / 43°11 W e 43°19 W,

Atividades: Caminhadas, Escaladas, Vôo Livre, Mountain Bike e Banhos de Cachoeiras

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude Máxima: 1.022 m (Pico da Tijuca)




Descrição



O Rio de janeiro é uma das dez maiores cidades do planeta e a segunda maior cidade do Brasil. No entanto, dentro dele há uma área densamente arborizada, uma verdadeira floresta, extensa, diversificada e rica. Essa floresta embeleza a paisagem, refresca o ar, modera a temperatura e propicia lazer e recreação. Durante muito tempo ela também forneceu virtualmente toda a água potável da cidade. Essa área arborizada, composta principalmente pelas florestas da Tijuca e das Paineiras, e facilmente acessível para quem sai do centro da cidade ou de alguns de seus bairros mais antigos, é quase completamente cercada pela cidade e sua área metropolitana, ambas em crescimento acelerado há muitas décadas. Apesar disso, a floresta tem-se mostrado suficientemente tenaz para resistir às diversas pressões urbanas: até hoje, excursionistas inexperientes se perdem dentro de seus limites.



Pela sua imensa importância esse bela floresta recebeu o status de parque nacional em julho de 1961, com o nome de Parque Nacional do Rio de Janeiro, denominação alterada para Parque Nacional da Tijuca em fevereiro de 1967, quando foram redefinidos os seus limites com a exclusão de áreas consideradas irrecuperáveis ou invadidas por favelas como a Floresta da Covanca, parte da Floresta do Andaraí, Chácaras da Bica e do Cabeça da Gávea e com a inclusão do Conjunto da Pedra Bonita / Pedra da Gávea e áreas do Morro Dona Marta, Corcovado, Gávea, Cochrane, Alto da Boa Vista, Av. Edson Passos e Jacarepaguá, entre outras.


Pico da Tijuca


Em 1991, o Parque foi elevado à condição de Reserva da Biosfera, por possuir um rico patrimônio natural e cultural, com cerca de 600 espécies vegetais, entre nativas de Mata Atlântica e exóticas, 300 espécies de animais de médio e pequeno porte. O PNT ainda tem 69 elevações geológicas, 42 vales, 43 córregos e rios, 43 cascatas e cachoeiras, 2 lagos, 19 pequenas represas, 61 grutas e cavernas além de 16 sítios arqueológicos que abrigam em seu interior inúmeras obras de arte, de  valor incalculável.


Pedra Bonita


O Parque Nacional da Tijuca (3.972 hectares) já fui considerada a maior floresta urbana do mundo, mas perdeu esse título para o Parque Estadual da Pedra Branca (12.500 hectares) que está localizada também da cidade do Rio de Janeiro por causa da expansão e urbanização dos bairros de Jacarepaguá, Bangu, Campo Grande e Vargem Grande, com isso o PEPB ganhou o status de Floresta Urbana desbancando o PNT em tamanho. Esse mesmo fenômeno de crescimento das cidades está ocorrendo praticamente no mundo inteiro e mais duas florestas ganharam o status de urbana: O Parque Estadual da Cantareira (7.900 hectares) com o crescimento da Cidade de São Paulo e o Parque Nacional Sanjay Ganhi (10.400 hectares) que está localizado no extremo norte da cidade de Mumbai (Índia).


Visual do Pico da Tijuca Mirim


A palavra Tijuca é de origem indígena (Tupi) e significa brejo, lamaçal, charco, pântano. Originalmente esse nome era próprio das áreas baixas e pantanosas, posteriormente esse nome foi estendido para outros lugares mais altos como a Floresta e o Pico da Tijuca.


Dois Irmãos visto da Pedra Bonita


Apesar de ser o segundo menor parque nacional em área, o PNT, é o mais visitado do país. Cerca de 2 milhões de pessoas vão até lá. Um dos locais mais procurados é o Corcovado, onde está o Cristo Redentor. Na área denominada Floresta da Tijuca, existem muitas trilhas para caminhadas e na Pedra Bonita, há uma rampa para vôo livre, parapente e asa delta.


Maciço da Pedra da Gávea


O PNT é um parque urbano reflorestado que se encontra em regeneração, que além de preservar um fragmento da Mata Atlântica, o parque garante a proteção das nascentes e conservação das bacias hidrográficas, como as dos rios Carioca e Maracanã, colabora também com o sistema de chuvas e o equilíbrio ambiental da cidade, sendo um verdadeiro reservatório de água e cobertura vegetal, o parque preserva também uma fauna ameaçada de extinção, como aves e mamíferos raros.


Visual da Pedra do Conde


O Parque conta com boa infra-estrutura. Lá encontram-se lindas cachoeiras, grutas, várias trilhas, fauna variada e vegetação nativa exótica, tudo na mais perfeita harmonia e exuberância, possui paisagens de rara beleza, com atrações turísticas amplamente visitadas. De seus mirantes, pode-se ter uma vista privilegiada das zonas Sul, Norte e Oeste da cidade: de um lado, a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Praia de Copacabana do outro, a Baía de Guanabara, e do outro a Praia da Barra e o Maciço da Pedra Branca, é até possível avistar as montanhas da Serra dos Órgãos na região serrana do estado do Rio de Janeiro. As atividades esportivas e de lazer são inúmeras dentro do parque, como o trekking, vôo livre de asa delta, montanhismo, corrida de orientação, mountain bike, entre outras.


Mirante Excelsior


As trilhas e caminhos históricos do Parque Nacional da Tijuca são uma atração a parte: 61 Km delas já estão sinalizadas, desobstruídas e com seus atalhos fechados, para que se possa promover a recuperação ambiental dos caminhos desnecessários. A preservação do parque depende de cada um de nós, precisamos fazer a nossa parte, temos que fazer a diferença. O parque está sofrendo muito com o crescimento desordenado de favelas e de mansões em sua área de entorno, sofrendo também com as quedas de balões que causam muitos incêndios, existe também o acúmulo de lixo em algumas áreas e o ingresso de animais domésticos e até mesmo está sendo prejudicado pela chuva ácida.


Escadaria do Pico da Tijuca


Anteriormente administrado apenas pelo IBAMA e dispondo somente de verbas e recursos humanos do Governo Federal para a sua manutenção, desde 22 de março de 1999, através de um Convênio, o PNT é administrado pelo IBAMA e pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em uma Gestão Compartilhada. O convênio foi assinado com dois anos de duração, e já foi renovado uma vez.

   Altitude Máxima: 1.022 m (Pico da Tijuca).
   Área: 39,51 km2.
   Relevo: Montanhoso.
   Atração: paisagem.


Atrações



   Pico da Tijuca: O Pico da Tijuca com 1.022 m. de altitude, é o segundo mais alto da cidade do Rio de Janeiro tendo sua silueta praticamente visível de toda cidade e das cidades vizinhas. Ele só perde o imponente título de montanha mais alta da cidade para o Pico da Pedra Branca, situado no maciço de mesmo nome, com 1.024 m. Apesar de ser a montanha mais alta do Parque Nacional da Tijuca, a sua trilha é perfeita para o iniciante, não oferecendo maiores desafios, além de grande parte da trilha ser protegida pela sombra das árvores. O único frio na barriga que algumas pessoas possam ter é no lance final quase chegando ao cume, nesse ponto existe uma escadaria de 117 degraus cavada na própria rocha, com proteção de um corrimão feito de correntes de ambos os lados.


Pico da Tijuca


   Bico do Papagaio: O Bico do Papagaio com seus 989 metros de altitude é o segundo ponto mais alto do Parque Nacional da Tijuca e tem esse nome obviamente pelo seu formato pontudo. Primitivamente ele era chamado de Pedra Dente ou Dente dos Espíritos, este pico era evitado pelos supersticiosos índios tupinambás. Eles acreditavam que dali emanavam maus fluidos, mas os aventureiros que se aventuram em seu cume tem a oportunidade de apreciar bem de perto as principais montanhas do parque como o Pico da Tijuca, o Morro da Cocanha e a Pedra do Conde.


Bico do Papagaio Visto da Ponta do Urubu


   Morro da Cocanha: O Morro da Cocanha é a terceira maior montanha do parque com 982 metros de altitude. Seu nome significa grande quantidade de frutas. Estas parecem ter sido o principal produto plantado pelo Elias José dos Santos que foi o proprietário das terras do entorno da Cocanha. A Cocanha se encontra bem em frente ao Bico do Papagaio, e no seu cume existem enormes blocos de pedra, onde se pode subir sem muita dificuldade para apreciar o melhor angulo do Pico da Tijuca além de uma bela vista do Bico do Papagaio e de boa parte do Parque Nacional da Tijuca (inclusive o Corcovado e a Pedra da Gávea) - além da Baía de Guanabara, das praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, da Baixada de Jacarepaguá e do Maciço da Pedra Branca.


Morro da Cocanha


   Pedra do Conde: A Pedra do Conde com 821 metros de altitude possui esse nome em homenagem ao Conde Gestas, que possuía uma fazenda no local. A caminhada para a Pedra do Conde que já foi chamada de Pedra Redonda devido ao seu formato inconfundível, se inicia no parque próximo à Capela Mayrink ou pela Estrada do Excelsior. Apesar do trecho final mais íngreme com uma pequena escalaminhada, a subida para a Pedra do Conde é uma caminhada leve coroada com uma vista privilegiada de frente para o Pico da Tijuca e outras montanhas do parque.


Pedra do Conde


   Andaraí Maior: O Pico do Andaraí Maior, um dos mais bonitos, tem 861 metros de altitude e um grande penhasco que forma outra atração: a Gruta Maior. A trilha para o Andaraí Maior é uma das muitas trilhas que se localizam dentro do Setor A do Parque Nacional da Tijuca (Floresta), mas não muito conhecida e muito interessante, sendo uma das que pertencem ao complexo de montanhas da Serra dos Três Rios.


Pico do Andaraí Maior


   Morro da Taquara: O Morro da Taquara está localizado no Setor A do Parque Nacional da Tijuca e possui 814 metros de altitude, mas apesar de ser uns dos mais altos morros do parque ele é pouco freqüentado e conhecido, mesmo possuindo uma das trilhas mais interessantes de todo parque. A principal trilha de acesso é a Trilha da Cova da Onça, que é uma linda e plana trilha que atravessa uma exuberante Mata Atlântica, cortando córregos e passando por algumas cachoeiras, além de uma interessante ponte pênsil sobre o Rio Humaitá.


Morro da Taquara


   Cascatinha Taunay: A cascatinha Taunay é a mais bela e maior queda d'agua do parque, ela possui 35 metros e é formada pela queda do Rio Tijuca que antigamente era chamado de Maracanã Cachoeira.


Cascatinha Taunay


   Morro do Corcovado: O Morro do Corcovado com seus 704 metros de altitude é um fantástico mirante de onde é possível se contemplar quase toda a cidade e onde se encontra um dos mais belos cartões postais do Rio. Cerca de 2 milhões de pessoas por ano vão sobem o Corcovado onde está localizado a estátua do Cristo Redentor eleita em 2007 como uma das maravilhas do mundo moderno com mais de 10.000.000 de votos, ela foi inaugurada em 12 de outubro de 1931, a estátua pesa 1.145 toneladas e mede 32 metros de altura contando com os 8 metros de pedestal, onde existe uma capela. No local também encontramos várias lanchonetes e lojas de suvenires. O nome de Corcovado vem do formato curvo do morro, que lembra uma “corcunda” ou corcova.


Morro do Corcovado visto da Vista Chinesa


   Pedra da Gávea: A Pedra da Gávea é um impressionante monumento natural de gnaisse com topo de granito subindo à 844 metros acima do nível do mar além de ser o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. Devido a sua privilegiada localização geográfica é um fantástico mirante de onde é possível se contemplar boa parte da cidade,  olhando para norte vemos alguns morros do parque, com destaque para a Pedra Bonita e a Agulhinha da Gávea. Desviando levemente o olhar para o oeste vemos a grande baixada de Jacarepaguá, todo bairro da Barra da Tijuca, do Recreio e ao fundo o grande maciço da Pedra Branca. Para finalizar o show olhamos para o leste - que na minha opinião é a vista mais bonita da Pedra da Gávea - para admirar a Praia de São Conrado, as torres de granito que formam o Morro Dois Irmãos que é uns dois principais cartões postais da cidade e até já serviu de inspiração para tema de musica de Chico Buarque, e a gigantesca favela da Rocinha ao seus pés. Mais ao fundo é possível ver a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Baia da Guanabara, a Pedra do Elefante essa já da cidade de Niterói e até mesmo a Praia de Itaipuaçú na cidade de Maricá.


Pedra da Gávea


   Pedra Bonita: A Pedra Bonita é uma montanha com altitude máxima de 696 metros, e está situada entre os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Eu pessoalmente a considero como um dos mirantes mais bonitos de toda cidade, além de sua ascensão ser por uma caminhada bem leve e de fácil acesso. Recomendo essa caminhada para toda família, sem contar que é o local onde se pode apreciar um dos melhores por-do-sol da cidade.


Visual da Trilha da Pedra Bonita- Agulhinha da Gávea e Dois Irmãos



Setores do Parque



   Floresta da Tijuca:

Localizada na parte superior da Serra dos Três Rios, mas se estende até a Estrada Menezes Côrtes. Ela é circundada pelos bairros da Usina, Andaraí, Grajaú, Jacarepaguá, Alto da Boa Vista e Itanhangá. Esta área possui diversos atrativos: Cascatinha, Capela Mayrink, Meu Recanto, Centro de Visitantes, Lago das Fadas, Bom Retiro, Paulo e Virgínia, Açude da Solidão e os mirantes Excelsior e do Almirante. Os visitantes entram na Floresta pelo Portão da Cascatinha, onde se localiza um posto de fiscalização e controle de veículos que também informa e orienta os visitantes. A saída é pelo Portão do Açude da Solidão. Afora isso, há mais duas entradas secundárias, os portões Marianópolis, Três Rios e antigos caminhos, que permitem o acesso à área em toda sua extensão. Os portões secundários não possuem controle, mas o da Rua Marianópolis está fechado e o Portão Três Rios é supervisionado por funcionário da CEDAE, que capta água no local.

   Serra da Carioca:

Situada na parte superior da serra de mesmo nome, separando a zona sul da zona norte da cidade. Faz vizinhança com os bairros da Usina, Muda, Tijuca, Rio Comprido, Santa Teresa, Cosme Velho, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado e Alto da Boa Vista.

Este setor é atravessado pelas estradas Sumaré, Redentor, Corcovado, Paineiras, Vista Chinesa e Dona Castorina. Nessa área existiram cinco portões de acesso de veículos: do Passo de Pedras, dos Macacos, das Caboclas, do Sumaré e das Sapucaias. Mas, devido à carência de pessoal para ser alocado nos postos, estes foram desativados e demolidos, mantendo-se apenas um portão e a guarita de cobrança de ingresso no Corcovado, sob responsabilidade de empresa terceirizada. Essa área possui alguns dos mais importantes atrativos turísticos da cidade do Rio de Janeiro: Mirante Dona Marta, Alto do Corcovado, Mirante Andaime Pequeno, Mirante Bela Vista, Mirante Barro Branco, Mirante Vista Chinesa, Mesa do Imperador e Mirante Curva dos Bonecos.

Uma das mais representativas obras do passado, e que compõe o patrimônio histórico da cidade do Rio de Janeiro, é o Parque Lage, que também faz parte do setor Serra da Carioca, desde 2004. Na atualidade seus prédios são utilizados pela Escola de Artes Visuais (EVA) e a ONG Renascer. Quanto à fiscalização nesta área, a Guarda Municipal oferece seu apoio no período diurno, enquanto uma empresa terceirizada controla o portão de entrada por vinte e quatro horas.

   Conjunto Pedra da Gávea - Pedra Bonita:

Geograficamente, esse conjunto está integrado ao Maciço da Tijuca. Suas encostas se voltam para os bairros da Gávea Pequena, São Conrado, Barra da Tijuca e Alto da Boa Vista. O acesso para Pedra Bonita é feito pela Estrada das Canoas, e o da Pedra da Gávea pela Rua Sorimã.

   Conjunto Serra dos Pretos Forros e Covanca:

Situado ao norte do Maciço da Tijuca, tem como limite divisório a Estrada Menezes Côrtes, mas também se limita com a zona norte da cidade e com Jacarepaguá. O acesso é feito pela parte superior da mencionada estrada e pela Estrada da Covanca. Este setor foi incorporado ao Parque, em 2004, e a fiscalização na área é ainda problemática, pois está cercado por comunidades onde há presença de facções criminosas.

Flora



Existem aproximadamente 900 espécies de plantas no Parque Nacional da Tijuca. A vegetação é densa, exuberante e complexa.

Vale ressaltar que a cobertura vegetal não é totalmente primária, nem inteiramente nativa, por causa dos terrenos desmatados principalmente para plantações de café e cana em tempos passados. Durante o reflorestamento (1862-1891), algumas espécies exóticas foram plantadas, desfigurando um pouco o cenário típico de Mata Atlântica na região.


Bromélias


Como parte integrante da Serra do Mar, não faltam no parque espécies de cedros, ipês, embaúbas, canelas, jequitibás, orquídeas e bromélias. Há, portanto, uma grande variedade de formas, desde árvores, arbustos, ervas, trepadeiras, cipós e epífetas (plantas que se apóiam em outras sem prejudicar o hospedeiro).

Destacam-se: a canela-santa (Vochysia acuminata), o ipê-amarelo (Tecoma longiflora) e a aleluia (Cassia multijuga) que possuem belas flores amarelas; o ipê-tabaco (T.chrysotricha); o jacarandá-caviúna (Dalbergia nigra), muito valorizado por ser madeira de lei; o cedro-do-campo (Lamanonia speciosa); o andá-açu (Joannesia princeps); a famosa paineira (Chorisia crispiflora); as quaresmeiras (Tibouchina granulosa), de flores roxas; o fedegoso (Cassia macranthera); a sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides); a embaúba-prateada (Cecropia hololeuca); o pau-ferro (Caesalpinia leiostachya), com seu tronco duríssimo; o raro jequitibá Cariniana legalis, cuja altura ultrapassa os 30 metros, e a também pouco comum tatajuva (Maclura tinctoria), muito explorada no passado por causa do látex capaz de produzir tinta para escrever.

Samambaias como as avencas, samambaiaçu, samambaia-estrelada e samambaia-de-campo, muito presente em áreas devastadas; os sonhos d’ouro, que embelezam caminhos com flores amarelas e frutos vermelhos; os manacás, caetés, as helicônias, com suas flores de cores laranja, azul, vermelho e amarelo; gravatás, urtigões, begônias, as orquídeas Oeceoclades maculatum, Pleurothallis carrissi, o palmito e as bananeirinhas-do-mato completam as principais espécies nativas.

Em relação às exóticas, podemos citar a conhecidíssima e abundante maria-sem-vergonha (origária da Tanzânia, na África); os eucaliptos Eucalyptus spp, encontrados na Estrada do Imperador e Estrada dos Picos; as jaqueiras Artocarpus heterophyllus; a mangueira (Mangifera indica); o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) e espécies de palmeiras como a areca-bambu, o sabal, palmeira-real e a palmeira-de-vinho.

Há ainda semi-parasitas como o capim-colonião (gramínia africana invasora), a erva-de-passarinho e o mata-pau. Estes dois últimos iniciam a vida como epífetas para, posteriormente, emitir raízes que possam atingir o solo estrangulando o hospedeiro.

A Mata do Pai Ricardo, que fica à direita da Estrada Dona Castorina, e a Represa dos Ciganos, perto do bairro de Jacarepaguá, são regiões melhores conservadas e que apresentam espécies raras de jequitibás e orquídeas.

É possível encontrar também isoladamente espécies que lembram o passado lugar, como pés de café, cacau, laranja, maracujá, jabuticaba, tangerina, bananeiras, mamoeiros e até chuchu. O que representa oferta de alimento para muitos bichos.


Fauna



A fauna do Parque Nacional da Tijuca não difere de outros lugares próximos, como o Parque Estadual da Pedra Branca e a Serra do Mendanha, que ficam na zona oeste do município do Rio. Mas devido ao passado desfavorável da região, desmatada em grande parte para plantações de café, no séc XIX, algumas espécies desapareceram para sempre, enquanto que outras resistiram e umas foram reintroduzidas. Contudo, o parque possui representantes típicos das florestas do litoral brasileiro.


Cobra


Entre as 230 espécies diferentes de animais existentes podemos citar como principais: o macaco-prego (Cebus apella), o exótico sagui-estrela (Callithrix jacchus), o quati (Nasua nasua), o caxinguelê (Sciurus aestans), a rara e arisca cutia (Dasyprocta agouti), o gambá (Didelphis marsupialis), a paca (Agouti paca), a preguiça (Bradypus variegatus), o tapiti (Sylvilagus brasiliensis), o guaxinim (Procyon cancrivorus), o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), a irara ((Eira barbara), o ouriço-cuandu (Coendou nigricans), o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), preá, furão, espécies de cuícas, gatos-do-mato e várias de morcegos; além do esquivo e também raro tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla).

Entre os répteis são encontradas cobras como a jararaca (Bothrops jararaca), a jararacuçu (Bothrops jararacussu), a cobra-verde (Philodryas olfersii), a cobra-cipó (Chironius bicarinatus), a jibóia (Boa constrictor), a caninana (Spilotes maculatus) e a coral-verdadeira (Micrurus corallinus). Há também o famoso e brasileiríssimo lagarto-teju (Tupinambis teguixim).

O louva-a-deus (Stagmatoptera supplicaria), o bicho-pau (Prisopus ohrtmanni), a cigarra-grande (Quesada gigas), o gafanhotão (Tropidacris collaris) e as borboletas azuis do gênero Morpho se destacam entre a rica variedade de insetos.

A avifauna é diversificada e abundante. Seus maiores representantes são o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus), o gavião-pomba (Leucopternis lacernulata), a jacupemba (Penelope jacupemba), a capoeira (Odontophorus capueira), a juriti-piranga (Geotrygon montana), o tangará-verdadeiro (Chiroxiphia caudata), os bandos de pequenos papagaios verdes chamados maitacas ( Pionus maximilani), além de beija-flores, saíras, pica-paus, corujas, saracuras, arapongas, rendeiras e urus.

Pelos cursos d’águas do parque é possível encontrar uma quantidade grande de anfíbios, os comuns barrigudinhos - que são os menores peixes da região - o pitú e o caranguejo-de-rio. Nas margens verifica-se a presença de caramujos da família Planorbidae e lesmas.

Ao contrário do que se pensa, a fauna do Parque Nacional da Tijuca é variada, expressiva e razoavelmente numérica. Entretanto, a diminuição do habitat por causa do crescimento das muitas favelas que cercam a área, o despejo irresponsável de esgoto em alguns riachos, o lixo e a caça clandestina são alguns dos motivos que impedem o aumento da quantidade de espécimes, além de ameaçar a sobrevivência da fauna atual. Como as agressões ambientais são constantes, a situação do parque é grave e exige muitos cuidados.


Geologia



Predominam as rochas compostas de gnaiss, com presença eventual de massas graníticas. O imenso maciço se apresenta interrompido por diques de diabásio que sofreram maior desgaste pelo intemperismo, originando gargantas e vales entre as montanhas (como o vale dos Macacos, Mesa do Imperador, o Alto da Boa Vista, a Garganta Mateus, na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, etc.). São numerosos veios de pegmatito.


Histórico



A região, formada pela soma de seis florestas nativas (Andaraí-Grajaú, Paineiras, Santa Inês, Tijuca, Gávea e Carioca) era tão densa que nem os tupinambás, índios nativos, arriscavam-se a entrar na mata, imaginando-a habitada por espíritos. A ocupação ordenada e de exploração rural só se iniciou com os jesuítas da Companhia de Jesus, no século XVIII. A passagem da cafeicultura, que quase assassinou a floresta, também deixou testemunho de um tempo de progresso sustentado com uma escravidão latente, como pode ser visto nas construções preservadas de fazendas, engenhos, senzalas e armazéns.

A partir do século XVI a cobertura florestal original do Maciço da Tijuca foi sendo derrubada para extração de madeira, carvão e para dar lugar às atividades agrícolas. As primeiras plantações foram de cana-de-açúcar (Séc. XVI e XVII), e posteriormente de café (Séc. XVII e XIX). As práticas agrícolas eram rudimentares e rapidamente os solos se exauriram com a intensa erosão e houve uma diminuição do aporte de água para a cidade.

No século XIX a cidade cresceu rapidamente e após períodos de secas o Governo Imperial, preocupado com o abastecimento de água, realizou vários atos de desapropriação de terras em áreas de nascentes e promoveu um grande reflorestamento da Floresta da Tijuca e das Paineiras. Em 1861 o Major Manuel Gomes Archer foi incumbido da tarefa de promover o reflorestamento. O Major contou com a ajuda de 6 escravos e, posteriormente, de 22 assalariados e em treze anos de trabalho eles plantaram aproximadamente 100.000 mudas de árvores.

De 1874 a 1888 o Barão Luis Escragnolle, complementou o trabalho de reflorestamento e introduziu espécies exóticas, contando com auxílio do paisagista francês Auguste Glaziou embelezou a Floresta da Tijuca com pontes, praças, mirantes e lagos.

Com a transição do Império para a República, em 1889, a atenção do governo foi desviada dos problemas de preservação florestal e durante os 50 anos seguintes a floresta se regenerou por conta própria, sem interferência humana.

No século XX, após um longo período de descaso governamental, a Floresta da Tijuca passou a ser administrada por Castro Maya (1943 a 1947) que com o auxílio de arquitetos e paisagistas promoveu a restauração de edificações e recantos, introduziu obras de arte e implantou novos serviços como sanitários, restaurantes etc.

Em 1961 foi criado o Parque Nacional do Rio de Janeiro; em 1966 o Parque foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e posteriormente em 1967, através de decreto federal, foi alterado o nome para Parque Nacional da Tijuca e foram redefinidos os seus limites com a exclusão de áreas consideradas irrecuperáveis ou invadidas por favelas como a Floresta da Covanca, parte da Floresta do Andaraí, Chácaras da Bica e do Cabeça da Gávea e com a inclusão do Conjunto da Pedra Bonita / Pedra da Gávea e áreas do Morro Dona Marta, Corcovado, Gávea, Cochrane, Alto da Boa Vista, Av. Edson Passos e Jacarepaguá, entre outras.

Entre 1969 e 1974, um projeto beneficiou a fauna do Parque reintroduzindo 30 espécies de mamíferos, 100 de aves e várias de répteis.  Em 1981 foi elaborado o Plano de Manejo do Parque, que buscava compatibilizar a proteção dos ecossistemas com os benefícios por eles gerados. Determinou o seu zoneamento, propondo diferentes tipos de atividades, de acordo com suas finalidades e com a capacidade de suporte do ambiente em questão.

Em 1991, o P.N. Tijuca foi declarado pela UNESCO, Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade, devido ao seu importante papel no equilíbrio do clima e na preservação do solo, da água e do ar, e por sua relevância histórica e cultural. Em 1999 o parque passou a ser administrado em regime de co-gestão entre o IBAMA e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em 4 de julho de 2004, um Decreto Federal S/Nº ampliou os limites do Parque para 39,51 km², formando mais um setor, o Setor D - Covanca/Pretos Forros.


Localização



Fica no centro da Cidade do Rio de Janeiro, dividindo-a em Zona Norte e Zona Sul. Geograficamente situa-se entre os paralelos de 22°55'S e 23°00'S e os meridianos 43°11'W e 43°19'W, no Centro Meridional do Estado do Rio de Janeiro.


Como Chegar



   Acesso ao setor Floresta da Tijuca:

Pode ser feito de automóvel através da Avenida Edson Passos e da Estrada de Furnas. O portão principal da Floresta localiza-se em frente à Praça Afonso Vizeu, no bairro do Alto da Boa Vista.

Os ônibus que servem esta localidade pertencem às seguintes linhas de ônibus:

- Linha 233: Rodoviária - Barra da Tijuca
- Linha 234: Rodoviária - Recreio dos Bandeirantes
- Linha 225: Praça Mauá - Barra da Tijuca

Na vertente norte do setor Floresta da Tijuca fica a Represa dos Ciganos, local que atualmente não é aberto à visitação pública. Mas dispõe de um portão de acesso à área localizado na Avenida Menezes Côrtes (antiga Estrada Grajaú Jacarepaguá).

   Acesso ao Corcovado:

Uma das vias de transporte para o Corcovado localizado no setor Serra da Carioca, é o trem. A principal entrada se situa na Estação Cosme Velho, localizada na Rua Cosme Velho, no bairro de mesmo nome e a outra na Estação Paineiras Paineiras. O itinerário percorrido pelo trem tem duração aproximada de 17 minutos.

O acesso ao Parque feito em automóvel se dá pelo Cosme Velho, através da Ladeira dos Guararapes, Rua Conselheiro Lampreia, Rua Prof. Mauriti Santos, Rua Almirante Alexandrino e Estrada das Paineiras.

O acesso de veículos só é permitido até o estacionamento de pedras das Paineiras. A partir deste ponto o Parque oferece um serviço de transporte rodoviário, em vans, até o Corcovado, pela estrada de mesmo nome. O ingresso é tarifado por unidade e nele está incluído o transporte de van.

O acesso por transporte coletivo é feito pelas linhas de ônibus:
- Linha 206 - Praça XV Silvestre
- Linha 407 - Largo do Machado Silvestre

No entanto, de ônibus chega-se somente até a localidade denominada Portão das Caboclas, situada na confluência da Rua Almirante Alexandrino (ponto final dos ônibus) com a Estrada das Paineiras. Desta forma, tem-se uma larga caminhada em direção às Paineiras, por caminhos íngremes.

Acesso às áreas de lazer, conforme sua localização nos respectivos setores:

   Paineiras: situada no setor Serra da Carioca

Pode ser feito de automóvel pela Rua Almirante Alexandrino, no bairro em Santa Teresa e em seguida pela Estrada das Paineiras, e também pela Estrada do Redentor, com acesso pela Rua Amado Nervo, no bairro do Alto da Boa Vista. O trem do Corcovado também propicia acesso à área, pois existe uma estação nesta localidade. Não há transporte público para esta área.

   Vista Chinesa e Mesa do Imperador: situada no setor Serra da Carioca

Não há transporte público para estas áreas. Estas só têm acesso de automóvel pela Estrada Dona Castorina, que começa no bairro do Horto e pela Estrada da Vista Chinesa, que se inicia na Estrada de Furnas, no bairro do Alto da Boa Vista.

   Pedra Bonita: situada no setor Pedra da Gávea/Pedra Bonita

O acesso de automóvel pela Estrada das Canoas, começa no bairro de São Conrado e pela Estrada da Gávea Pequena, no Alto da Boa Vista, chegando até a rampa de vôo livre pela Estrada da Pedra Bonita.

O acesso de ônibus é feito pela linha São Conrado Maracaí. No entanto, para se chegar à rampa de vôo livre, deve-se percorrer um trecho em aclive pela Estrada da Pedra Bonita de aproximadamente 800m. Atualmente, não há cobrança para acesso a este setor.

   Parque Lage: situado no setor Serra da Carioca.

Tem acesso gratuito pela Rua Jardim Botânico, no bairro de mesma denominação e há diversas linhas de ônibus que servem esta localidade.

As florestas dos Pretos Forros e Covanca têm acesso pela Avenida Menezes Côrtes - Grajaú (antiga Estrada Grajaú - Jacarepaguá) e pelo bairro de Jacarepaguá, mas como essas áreas foram recentemente incluídas nos limites no Parque, ainda não ocorrem atividades de uso público.


Quando Ir



Todas as estações são boas para se visitar o Parque Nacional da Tijuca, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.


Mapa Topográfico do PNT




Morro do Corcovado visto da Vista Chinesa



Mapa Dinâmico






Galeria de Fotos



2009-09 - Pico Taunay e Pico do Escragnolle
2009-01 - Serrilha do Papagaio
2008-12 - Pedra Bonita
2008-10 - Bico do Papagaio x Fenda do Inferno x Ponta do Urubu
2008-08 - Alto da Bandeira x Pedra do Conde x Anhangüera
2008-07 - Pedra da Gávea
2008-06 - Cova da Onça x Morro da Taquara x Castelos da Taquara x Morro da Cocanha
2007-12 - Andaraí Maior, Pico da Tijuca Mirim e Pico da Tijuca
2004-05 - Morro do Corcovado


Download Mapa Topográfico



Mapa Topográfico do Parque Nacional da Tijuca - 1:50.000


Acampamento



O acampamento dentro do Parque Nacional da Tijuca está proibido.


Informações



   Horário de funcionamento do Parque:
Todos os dias das 8h as 17 h

   Horário de funcionamento do Centro de Visitantes - Floresta da Tijuca:
De terça-feira a domingo das 9h as 17h

   Ingressos para o Cristo Redentor:
A cobrança de ingressos é somente feita para acesso ao Cristo Redentor - Corcovado
R$ 5,00 por veículo e R$ 5,00 por pessoa dentro dos veículos

   Endereço da Floresta da Tijuca e Sede Administrativa:
Estrada da Cascatinha, 850 - Alto da Boa Vista - RJ - Brasil

   Telefones:
Tels: (55-21) 2492 2252 / 2492 2253
fiscalização: 2491 1700


Dicas



   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.


Tempo





..: Clube do Aventureiros :..
www.clubedosaventureiros.com


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comentários  

 
0 #1 04-04-2012 23:37
Excelente artigo!! Aliás, o site todo está muito bom. Bom trabalho!
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