Pico Taunay

Pico Taunay


Tipo: Montanha / Morro / Rocha

Parque: Parque Nacional da Tijuca

Localização: Rio de Janeiro - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°56.663 S / 43°18.441 W

Atividades: Caminhadas e Boulderes

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude: 701 m




Descrição



O Pico Taunay que também é conhecido como Pedra do Dente, está situado na Floresta da Tijuca, mais precisamente na Serra de São Francisco que fica de frente ao bairro do Anil em Jacarepaguá. O Pico possui 701 metros de altitude o que privilegia um visual esplendoroso de seu cume. De seu cume podemos ver alguns picos importantes do parque, como o Pico da Tijuca, toda Serrilha do Papagaio com a Pedra do João Antonio no seu começo e o Pico do Papagaio no final. Podemos ver ainda toda Zona Oeste em uma incrível tela panorâmica: bem aos nosso pés é possível ver toda a baixada de Jacarepaguá, o Recreio dos Bandeirantes, parte da Barra da Tijuca e ao fundo o grande maciço da Pedra Branca, olhando mais a direita ainda podemos ver parte da Zona Norte e a Zona portuária da cidade.

A Serra do São Francisco é bem pequena, é uma das menores de todo parque, ela possui apenas 5 morros, dentre eles o Pico Taunay que é o mas conhecido e também o Pico do Escragnolle que é o mais alto da serra com seus 727 metros de altitude, os outros 3 são bem mais baixos, na casa dos 400 metros de altura e curiosamente todos os 3 estão fora da área do parque.

Tanto o Taunay como o Escragnolle possui uma característica muito peculiar e única de todo parque, a vertente que é virada para Jacarepaguá apresenta uma vegetação bem rasteira e é salpicadas por muitos belos pinheiros e a sua vertente que aponta para dentro do parque é composta por uma exuberante Mata Atlântica.


O Atípico Visual do Pico Taunay


Existem várias trilhas para o Pico Taunay, a mais conhecida começa no Bom Retiro, mas mesmo essa dependendo da época pode estar muito fechada por falta de manutenção e por pouco uso, e é por isso que a trilha para o Taunay é considerada uns das mais difíceis de todo Parque Nacional da Tijuca. Existe uma variante dessa trilha que possui a vegetação mais fechada e ainda é necessário superar uma pequena chaminé e uma passagem similar à Passagem do Inferno localizada na Serrilha do Papagaio. Pela dificuldade para chegar ao seu cume o CEC (Centro Excursionista Carioca) colocou um livro de cume para que os aventureiros pudessem relatar as dificuldades para atingir o cume mais difícil de todo parque.


Cume do Pico Taunay


O Pico Taunay também é visitado por quem faz a Travessia Alto da Boa Vista - Morro do Quitite via Serra de São Francisco. O Morro do Quitite também faz parte do Maciço da Tijuca (mas está fora da área do Parque) na sua face sul, além de possuir um campo escola de escalada, o morro conta com mais de 600 metros de via entre projetos e vias já terminadas.


Barra da Tijuca visto do Pico Taunay


Perto de seu cume encontramos belos boulders sobrepostos, e o mais conhecido deles é chamado de “Pedra da Dor”. Olhando-a de um certo ângulo, essa pedra lembra perfeitamente um Moais da Ilha de Páscoa que são aquelas esculturas gigantescas com formas humanas esculpidas em pedra espalhadas por toda a ilha. Quem olha, nem que seja por um minuto, pensa que atravessou um portal e foi parar diretamente na Ilha. Essa pedra ficava um pouco escondida, mas nessa área ocorreu recentemente um grande incêndio que deixou-a à mostra. Por ter um nome um pouco triste ela foi apelidada de “Crock”, lembrando a bem-humorada história em quadrinhos “Crock - O legionário”, onde um personagem é bem parecido.


Pedra da Dor


   Altitude: 701 m.
   Nível: Caminhada Leve Superior.
   Distancia: 4 km.
   Duração: 2h00 min a 3h00 min(Ida).
   Atração: paisagem.


A Trilha



A trilha para o Pico Taunay atualmente está bem aberta (Set/2009), mas não existe nenhuma sinalização e também cruza por uma das áreas mais remotas de todo parque, a trilha não é difícil, mas os caminhantes precisam ter uma boa experiência em orientação, principalmente para a volta, porque os horizontes mudam totalmente. Nessa trilha passaremos por áreas de bambuzais que com suas folhas caídas no chão podem disfarçar muito bem a trilha e também por algumas bifurcações não muito obvias, então seria bom em alguns pontos marcar com um saquinho ou com uma fita para a volta ficar mais fácil.

Existem algumas trilhas para o Pico Taunay, mas a principal é a que começa no Largo do Bom Retiro e que passa também pelo Pico do Escragnolle, que é um outro pico bem pouco conhecido, até mesmo de quem freqüenta o parque. O Bom Retiro, onde começa a caminhada, se encontra a aproximadamente 685 metros do nível do mar, o largo está situado no final da estrada dos Picos, estrada essa que se inicia junto à sede do Parque (Barracão).

Podemos dividir essa trilha em 4 partes distintas:

   1- A primeira parte da trilha é a mais fácil, ela começa no Bom Retiro, segue pela mesma trilha do Pico do Papagaio e Cocanha e entra na bifurcação para a Serrilha do Papagaio. Esse trecho tem cerca de 800 metros de distancia e um pequeno desnível de 50 metros;

   2- A segunda parte da trilha é uma longa descida que começa na bifurcação com trilha da subida da Serrilha do Papagaio até uma clareira chamada de “Clareira do Sitio Abandonado”. O desnível nesse trecho é de 220 metros com 1.5 km de distancia.

   3- A terceira parte é a subida em um leve ziguezague da Serra de São Francisco até atingir o cume do morro do Pico do Escragnolle. Essa subida tem cerca de 1.3 km em um desnível de menos de 200 metros.

   4- A terceira parte é bonita e bem curtinha, tem cerca de 500 metros de distancia. Esse trecho se compreende na descida da encosta do Escragnolle e a subida do Taunay.

O início da trilha é a mesma que segue para o Tijuca, Archer, Papagaio e Cocanha, começando relativamente fácil, bem marcada e protegida pela sombra das árvores. Ela começa em um aclive suave em ziguezague, segue-se nessa trilha por volta de 15 minutos até uma bifurcação, a trilha correta é a esquerda que segue em direção ao Papagaio. Se você quiser ir até o Pico da Tijuca, a opção é a da direita. Poucos minutos após essa bifurcação (acho que no máximo 5 min) existe uma outra bifurcação que não é tão obvia quanto a primeira onde se encontra uma trilha que sobe a direita, nesse ponto tem uma duas placas, uma indicando a direção do Morro do Archer, Bico do Papagaio e do Morro da Cocanha, e a outra placa indica a saída para o Bom Retiro.


Início da Trilha


Essa trilha que sobe estava fechada com um arame até pouco tempo atrás e tinha até um cartaz pendurado informando que essa trilha não está sinalizada, mas para ir para o Taunay é por aí mesmo, essa é a temida trilha dos Ciganos que segue para a base do paredão Marumbi na Pedra do João Antonio, para o Alto dos Ciganos, para a Represas do Ciganos, para a antiga trilhas dos Ciganos que passa nas ruínas da Fazenda Cantagalo, para a trilha do Vale das Pacas, etc...


Bifurcação com a Subida da Serrilha


Entrando por essa trilha iremos subindo e em menos de cinco minutos nos deparamos com mais uma bifurcação, nesse ponto é fácil distinguir, pois existe um grande tronco de árvore caído na trilha, pule para seguir em frente, pois a trilha da esquerda segue para a serrilha do Papagaio. Essa bifurcação é o ponto mais alto dessa trilha, pois ela fica a aproximadamente a 737 metros de altitude, ou seja, mais alto que o Escragnolle e que o Taunay. A trilha agora é uma grande descida de cerca de 220 metros de desnível, logo no começo da descida a trilha dá uma virada para esquerda e passamos a seguir para o Oeste.  Em poucos minutos passaremos por uma bifurcação (a trilha que desce a direita é a que vai na direção da Represa dos Ciganos), mas seguimos sempre em frente na trilha mais marcada, e em poucos minutos chegaremos a um local onde existe uma bela parede de escalada e pelo que parece não é usada para esse fim. Após a parede de escalada a trilha começa a mudar lentamente de direção para começar a seguir para o Noroeste.

Existe uma trilha ladeando a encosta do paredão que segue bem para a esquerda (atenção nesse ponto, muita gente erra aqui), mas a trilha correta não é essa. Repare que bem no começo do paredão tem um trilha que segue um pouco mais a direita formando um "V" com essa trilha do paredão, a trilha correta é a que segue mais a direita (mesmo uma indo mais para a direita e a outra para a esquerda, mas ambas as trilhas seguem para o Noroeste, e é por isso que causa confusão).


Bambuzal


Seguindo ainda descendo passaremos por um bambuzal, nesse ponto a trilha não está fechada, pelo contrário, ela está bem aberta, mas as folhas do bambu no chão podem disfarçar um pouco a trilha, principalmente na volta, se achar necessário em alguns pontos amarre um saquinho de supermercado para marcar o caminho (não se esqueça de retirar na volta). Com mais 5 minutos de descida chegaremos à Pedra Rachada, para saber o motivo do nome é só contornar a pedra que você verá uma grande rachadura desde o chão até o seu topo, ótima chaminé para ser escalada. Se for ver a rachadura volte para a trilha e continue descendo (ou seja, ao chegar na Pedra Rachada, seguir à direita, dando as costas a ela).

Depois de 3 minutos de descida a partir da Pedra Rachada existe um bifurcação, mas não é uma bifurcação para a descida (ida), e sim para subir (na volta), ou seja, é bom reparar muito bem esse local e até mesmo marcar com um saquinho, pois na volta podemos confundir um pouquinho. Nesse local, olhando para cima, existe uma trilha que segue praticamente reto com um leve desvio para a direita (normalmente o pessoal vai direto para essa), mas a trilha certa para a subida é um pouquinho mais para a esquerda. Essa bifurcação não causa confusão na ida, mas pode causar na volta. Com mais 10 minutos de descida passaremos por um filete d’água, esse filete é o Rio das Pacas, que nasce perto do paredão do João Antonio, esse rio é um deságua do Rio dos Ciganos que abastece a Represa dos Ciganos.


Setinha indicando a Trilha para o Pico Taunay


Continuado descendo e em poucos minutos começaremos escutar um som de riacho que corre no nosso lado esquerdo, esse é o Rio João Antonio, logo depois chegaremos no final da descida em clareira plana que fica a 510 metros de altitude, esse local é conhecido como "Trifurcação" ou como "Clareira do Sitio Abandonado". Nesse local precisamos ter bastante atenção, pois além da trilha que segue para o Taunay, também encontramos mais duas trilhas que seguem para o Bairro de Jacarepaguá. A trilha para o Taunay é a trilha mais a esquerda (de quem estava descendo) seguindo para Oeste.


Ziguezague da Serra de São Francisco


Entrando na trilha mais a esquerda, logo cruzaremos o riacho João Antonio e seguiremos em uma trilha plana por mais 5 minutos até chegar a uma bifurcação, o caminho que sobe mais a esquerda é a que segue para o Taunay, repare que tem uma setinha em uma árvore apontando para esquerda. Essa subida tem cerca de 220 metros de desnível e segue em um leve ziguezague até o Pico do Escragnolle. Atualmente essa trilha está bem aberta, bem marcada e não tem nenhuma bifurcação que possa confundir, então siga subindo que em cerca de 45 minutos chegaremos no Escrangnolle.


Trilha do Escragnolle para o Taunay


O Escragnolle é mais alto que o Taunay e ele está ali bem pertinho a esquerda, e ambos picos possuem uma vegetação bem rasteira salpicada por algumas Palmeiras, visual bem atípico de todo parque. Siga para esquerda e desça a encosta do Escragnolle e siga em direção ao Taunay. Nessa parte se o mato estiver baixinho é bem fácil de caminhar, pois ambos os cumes estão bem perto e a orientação é bem fácil, do Escragnolle até o Taunay não demora 15 minutos.


Voltando do Taunay - Subindo o Escragnolle



Localização



O Pico Taunay se localiza no Parque Nacional da Tijuca (setor A) situado na Cidade do Rio de Janeiro.


Como Chegar



Estrada da Cascatinha, 850 - Alto da Boa Vista - Rio de Janeiro - RJ


Quando Ir



Todas as estações são boas para caminhar até o Pico Taunay, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.


Mapa Dinâmico






Altimetria




Altimetria do Pico Taunay



Família Taunay



O pintor francês Nicolas-Antoine Taunay (Paris, 10 de fevereiro de 1755 — Paris, 20 de março de 1830) foi o primeiro da família Taunay a chegar ao Brasil. Ele fez parte da Missão Artística Francesa, chegando ao Brasil em 26 de março de 1816. Ao conseguir adquirir terrenos na Cascatinha ele costruiu uma casa para sua residência e em cujo sítio encontrara, seu pincel, campo de incomparáveis belezas.

O velho pintor, que foi o primeiro barão de Taunay, deixou entre nós uma descendência ilustre, figurando na primeira linha seu filho Felix Emílio, segundo barão de Taunay, seu neto, Visconde de Taunay e seu bisneto dr. Afonso d’Escragnolle Taunay.


Quem foi o Visconde de Taunay



Alfredo d’Escragnolle Taunay, o Visconde de Taunay (1843 - 1899)

Escritor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, que também foi engenheiro militar e oficial do exército, pintor e músico, jornalista e crítico literário e político. Cursou Ciências Físicas e Matemática na Escola Militar e participou da Guerra do Paraguai e outras campanhas militares. Ingressou na vida política e exerceu importante atividade política, como Deputado, Senador do Império e Presidente das Províncias de Santa Catarina e do Paraná, até que se afastou da política quando foi proclamada a República e morreu no Rio de Janeiro.

Projetou-se no meio literário sobretudo graças aos romances A Retirada da Laguna, escrito em francês, e Inocência (1872), um romance regionalista e considerada sua obra prima. No campo da musicologia, seus trabalhos mais importantes foram diversos estudos sobre a obra musical do Padre José Maurício Nunes Garcia e de Carlos Gomes. Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 17 da Academia Brasileira de Música (Ver Villa-Lobos).

Na poesia suas principais publicações foram Pedra do Sono (1942), O Engenheiro (1945), Psicologia da Composição, Fábula de Angion e Antiode (1947), O Cão sem Plumas (1945), O Rio (1954), Duas Águas, Morte e Vida Severina, Paisagens com Figuras e Uma Faca só Lâmina (1956), Quaderna (1960), Dois Parlamentos (1961), Terceira Feira (1961), A Educação pela Pedra (1966), Poesias Completas (1940-1965 e 1968), Museu de Tudo (1976), Escola das Facas (1981); Serial, Antes e Depois, A Educação Pela Pedra (1997), além dos textos em prosa tecendo considerações sobre o Poeta Dormindo (1950) e Joan Miró (1950).


Acampamento



O acampamento dentro do Parque Nacional da Tijuca está proibido.


Galeria de Fotos



2009-09 - Pico Taunay e Pico do Escragnolle
Galeria de Val Sanches
Galeria de Leo Rebello
Galeria de Helmut
Galeria de Roberto C. A. Thomé


Download Mapa Topográfico



Mapa Topográfico do Parque Nacional da Tijuca - 1:50.000


Dicas



   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.


Tempo





..: Clube do Aventureiros :..
www.clubedosaventureiros.com


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