Essa bela travessia de 12 quilômetros corta o Parque Nacional da Tijuca de sul a norte atravessando uma das mais belas e pouco visitadas áreas do parque. Ela começa no Alto da Boa Vista mais precisamente na Praça Afonso Viseu e segue pelo interior do parque subindo até o cume do Morro do Elefante que possui uma vista exclusiva e deslumbrante de toda Zona Norte da cidade e desce na sua outra vertente seguindo para o bairro do Grajaú.
Grande parte da trilha dessa travessia corta as encostas do desconhecido e erodido Morro do Elefante que possui 723 metros de altitude. Do alto de seu cume é possível ver boa parte da Zona Norte da cidade com destaque para o estádio do Engenhão, para os fundos da Baia da Guanabara e na linha do horizonte ainda podemos ver a silueta da Serra dos Órgãos. Uma curiosidade do Morro do Elefante é que toda a extensão de sua cumeada é exatamente o limite do parque, mais precisamente o limite do Setor A, já que do outro lado da Estrada Grajaú-Jacarépaguá começa o Setor D que é chamado de Preto Forros. Em sua face nordeste, que é virada para o Bairro do Grajaú, está sendo feita um grande reflorestamento, mas esse trabalho não está sendo fácil, pois o solo está muito pobre, seco e erodido graças as plantações de cafés do Brasil no tempo colonial e mais recentemente devido as grandes queimadas que aconteceram graças aos balões que teimam em cair sobre suas encostas.
Se já não fosse bastante cortar todo setor A do parque, cruzando paisagens deslumbrantes, bem no final dessa travessia ainda temos o privilégio de subir na incrível pirâmide de granito que se ergue a 442 metros de acima no nível do mar para admirar uma das paisagens mais fantásticas de nossa cidade, essa pirâmide possui muitos nomes, mas ele é mais conhecida como Pico do Perdido do Andaraí e está localizada dentro do Parque Estadual do Grajaú antiga Reserva do Grajaú.
  
Altitude Máxima: 788 m (Alto da Serrilha da Caveira).
  
Nível: Caminhada Semi pesada.
  
Duração: 4h00 min até 5h00 min (travessia).
  
Distância: 12 km.
  
Atração: paisagem, aspéctos históricos e banhos de cachoeiras.
Essa travessia se inicia na pracinha Afonso Viseu que fica localizada no Alto da Boa Vista e segue adentrando o parque pelo seu portão principal. A pernada começa e com menos de 5 minutos de já podemos admirar a cachoeira mais bonita e conhecida do parque, a Cascatinha Taunay. Depois de muitas fotos da cascatinha a caminhada segue por cerca de 2 quilômetros subindo pela Estrada do Imperador até o Barracão (sede do parque) onde entramos a direita na bucólica Estrada Excelsior e com mais 1.8 quilômetros de subida chegaremos no Largo da Caveira onde efetivamente começa a trilha. É fácil reconhecer o Largo da Caveira, pois é um larguinho onde a Estrada do Excelsior faz uma acentuada curva para a direita e o começo da trilha é exatamente no vértice dessa curva (existe uma placa no local).
Entramos nessa trilha que é conhecida como Trilha da Serriha da Caveira que é um antigo caminho colonial que levava ao antigo Sítio da Caveira, onde hoje ainda sobrevivem os restos de um posto da guarda florestal. Depois de vencer cerca de 900 metros em pelo menos de 20 minutos de caminhada nessa trilha protegida do sol por árvores bem frondosas, passamos rapidamente da cota 640 m à cota 791 m que é o ponto conhecido como Alto da Serrilha e também é o ponto culminante dessa travessia. Esse local é um bom lugar para descansar dessa última subida e tem até um tronco de árvore que serve de banco para que possamos descansar para o que vem por aí. Bem no Alto da Serrilha podemos observar uma bifurcação indo para direita que segue para o Andaraí Maior e outra para a esquerda que segue para o Tijuca Mirim, mas a trilha para o Morro do Elefante é em frente, agora uma boa descida.
Depois do descanso merecido, continuamos reto, agora descendo para o outro lado no sentido Morro do Elefante, só que a trilha agora não é mais bem marcada e não existe nenhuma sinalização e nem placa de indicação, pois estamos adentrando em uma área pouco visitada do parque e passaremos por perto de áreas onde é muito raro passar alguém, como por exemplo o Vale do Elefante, que é talvez a área mais preservada de todo parque. Curiosamente existe dentro do Vale do Elefante um local conhecido como a Floresta dos Espinhos que é o local mais impenetrável de todo parque, esse local está localizado entre o Vale do Elefante e a escosta do Morro Redondo. Na verdade essa floresta é um grande carrascal, onde nascem piteiras, gravatás espinhosos, cipós-carrascos, páu-jacarés, palmeiras tucum (arranha-gato), cactos e muitas espécies de plantas espinhentas que por coincidência ou por alguma graça da natureza resolveram crescer todos juntos nesse local.
Com menos de 5 minutos de descida já passaremos pelos chatos bambus que teimam cair sobre a trilha, nos obrigando a caminhar abaixado, e é nessas horas que é preciso ter muito cuidado pois a espécie de bambu que nasce nessa área tem uns espinhos grandes que mais parecem agulhas, então cuidado redobrado com os olhos. Caminharemos em companhia desses bambus por cerca de 10 minutos e depois a trilha segue ainda descendo envolta de árvores de mata atlântica. Depois de mais 10 minutos de caminhada acaba o sossego e começa mais um trecho de bambus que leva menos de 5 minutos para ser vencido.
Com mais 2 minutos de caminhada após os bambus chegaremos em uma clara bifurcação que na minha opinião é o ponto chave de toda travessia, se você tiver um altímetro confira pois essa bifurcação fica a 679 metros de altitude. Nesse local encontramos uma trilha clara que continua descendo e que segue para o Altos do Ciganos localizado na Floresta de Santa Inês, outra trilha também clara indo para a direita bem mais plana e que segue para o Vale do Elefante e também para o Morro do Elefante. Nessa bifurcação entraremos a direita e depois de 2 ou 3 minutos de caminhada precisamos prestar atenção a uma discreta bifurcação a esquerda que segue subindo justamente a encosta do Morro do Elefante. Se passar reto da bifurcação que sobe o Elefante você chegará em um larguinho com enormes blocos de pedra e se assim mesmo você seguir você estará indo na direção do Vale do Elefante onde a trilha é muito fechada e cheia de bambus, volte!
Logo após entrar a direita na última bifucação, precisamos entrar a esquerda em outra bifurcação para subir a encosta do Morro do Elefante, nesse ponto ainda caminharemos debaixo das copas de grandes árvores, mas a medida que vamos subindo a encosta do Elefante a vegetação vai mudando, diminuindo o seu porte até atingir seu cume onde encontraremos uma vegetação média na vertente que aponta para o parque e muito mato na vertente que fica de frente para a Zona Norte da cidade. Essa subida demora cerca de 15 minutos até atingir os 723 metros da altitude do Morro do Elefante. No cume do Elefante tem uma pequena trilha a esquerda para um mirante onde a vegetação é mais baixa, mas a trilha para a travessia continua para a direita descendo, desse ponto em diante andaremos em um descampado com a vegetação variando de pequeno porte a rasteira.
Agora caminharemos para do Oeste para o Nordeste no "dorso" do Elefante (Morro do Elefante) exatamente na linha cumeada que na verdade é a linha divisória do parque, do lado direito são terras pertencentes ao parque e do outro lado não, somente depois da estrada Grajaú-Jacarepaguá que volta a ser parque, só que do Setor Preto Forros.
Ainda caminhado para nordeste em um grande descampado podemos observar no nosso lado direito o inusitado visual do Andaraí Maior se mostrando de perfil, e também, mas um pouco mais para trás o Pico da Tijuca e o Mirim, ambos também de perfil, e do outro lado é possível ver toda zona Norte da cidade com destaque para o estádio do Engenhão e na linha do horizonte é possível ver a silueta da Serra dos Órgãos. Na minha opinião essa é a vista mais bonita dessa travessia. Depois de 15/20 minutos de caminhada após o cume do Elefante chegaremos no todo da vertente, também do Elefante, virada para o Grajaú, esse local é muito bonito todo forrado com um capim bem baixinho e bem no topo existe uma armação de madeira que pode ter servido de abrigo do sol para a galera que fez reflorestamento nessa área, já que nesse local não existe nenhuma árvore para nos proteger no astro rei.
A caminhada agora segue descendo a encosta do Morro do Elefante, e já no começo da descida já é possível ver o "cone" de granito do Perdido do Andaraí com o bairro do Grajaú como pano de fundo. Essa descida ainda se dá na linha divisória do parque, só que agora tem uma cerca de arame farpado marcando esse limite e a caminhada se dá exatamente ao lado dessa cerca. Essa descida é bem chata e se dá exatamente na área que está sendo feita o reflorestamento no Morro do Elefante, então é preciso ter o máximo de cuidado com cada passo para não pisar em nenhuma muda, e nem da sua plaquinha informativa. Essa descida é chata pois o terreno é muito seco e erodido e também foram feito degraus para plantar as mudas, o que atrapalha também um pouco o caminhar.
Após 15 minutos de descida passaremos por dentro de uma grande torre de transmissão e poucos minutos depois passaremos por mais uma já bem perto do Pico do Perdido. Tanto na primeira torre quanto na segunda existe uma trilha do seu lado esquerdo descendo em direção a Estrada Grajaú-Jacarepaguá, essas trilhas são usadas normalmente para manutenção das torres, a trilha da travessia segue reto. Com mais 5 minutos de descida após a segunda torre, encontraremos uma bifurcação a esquerda que segue para a reserva do Grajaú em um vara-mato terrível, a nossa trilha continua em frente só que adentraremos em uma mata com árvores de pequeno e médio porte com a trilha bem marcada, mas esse refresco acaba rápido pois quase chegando na base do perdido a vegetação de mata dá lugar a um mato muito alto com mais de 2 metros de altura onde perder a linha da trilha é quase uma constante, mas tenha em mente que você deverá ir na direção da base do Pico do Perdido e vai ter que andar nesse ponto de oeste para leste.
Após varar esse mato pode cerca de 5 minutos chegaremos finalmente na base do Perdido onde existe uma trilha descendo a direita e uma outra seguindo para o Costão do Perdido, a trilha para o Perdido é logicamente a que sobe seu costão, a outra descendo é trilha de descida para o Grajaú. Seguindo subindo pelo costão a trilha afunila e segue em direção a um trepa-pedra que é chamado de carrasqueirinha, onde é preciso ter muito cuidado para subir, pois se trata de uma escalada em primeiro graú. Após a carrasqueirinha é só seguir que já estará no cume do Perdido que possui uma visão incrível do Bairro do Grajaú e da Zona Norte da cidade.
Para continuar a travessia é preciso descer o Perdido pelo mesmo caminho da subida até a sua base onde pegaremos a trilha de descida já comentada acima. Essa trilha, agora bem marcada e protegida do sol pelas sombras de altas árvores de nossa Mata Atlântica, segue descendo a direita do Pico do Perdido e paralela ao Rio do Perdido que forma bonitas cachoeiras durante esse percurso. Normalmente essas cachoeiras são bastantes freqüentadas pelo pessoal de uma comunidade vizinha. Depois de 20 minutos de descida nessa trilha fácil e bem marcada chegaremos ao Portão Vila Rica onde tem uma estação da CEDAE. O portão fica no final Rua Marianópolis já no Grajaú. Vila Rica era uma antiga fazenda cafeeira do século XIX, onde ainda no local se pode ver parte das ruínas de uma casa que possuía oficinas, depósitos de café e engenhos.
Para pegar uma condução para casa é preciso descer toda rua Marianópolis e seguir descendo também pela Rua Borda do Mato até a Rua Barão do Bom Retiro para quem quiser ir no sentido Méier/Jacarepaguá, ou seguir para a Rua Uberaba para pegar um ônibus no sentido Tijuca/Centro/Zona Sul.
A trilha dessa travessia se localiza no Parque Nacional da Tijuca no Setor Floresta da Tijuca (Setor A) situado na Cidade do Rio de Janeiro.
Como é uma travessia e o começo é bem longo de seu final o ideal é ir de ônibus ou de van para o Alto da Boa Vista, mas precisamente na Praça Afonso Viseu. Existem várias linhas que passam pelo Alto principalmente saindo da Barra da Tijuca e também Rodoviária onde é possível pegar o 233 e 234 e que cruza o bairro da Tijuca.
Todas as estações são boas para fazer essa travessia, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.
O acampamento dentro do Parque Nacional da Tijuca está proibido.
2010-01 - Travessia Alto da Boavista x Grajaú via Morro do Elefante
Tracklog da Travessia Alto da Boavista x Grajaú via Morro do Elefante
Mapa Topográfico do Parque Nacional da Tijuca - 1:50.000
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto;
  
Leve bastante água;
  
Leve também um boné pois grande parte dessa travessia se dá em descampados.
Adote uma Montanha
Travessia Alto da Boa Vista x Grajaú via Morro do Elefante
Travessia Alto da Boa Vista x Grajaú via Pedra do Elefante
Descrição
Essa bela travessia de 12 quilômetros corta o Parque Nacional da Tijuca de sul a norte atravessando uma das mais belas e pouco visitadas áreas do parque. Ela começa no Alto da Boa Vista mais precisamente na Praça Afonso Viseu e segue pelo interior do parque subindo até o cume do Morro do Elefante que possui uma vista exclusiva e deslumbrante de toda Zona Norte da cidade e desce na sua outra vertente seguindo para o bairro do Grajaú.
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Grande parte da trilha dessa travessia corta as encostas do desconhecido e erodido Morro do Elefante que possui 723 metros de altitude. Do alto de seu cume é possível ver boa parte da Zona Norte da cidade com destaque para o estádio do Engenhão, para os fundos da Baia da Guanabara e na linha do horizonte ainda podemos ver a silueta da Serra dos Órgãos. Uma curiosidade do Morro do Elefante é que toda a extensão de sua cumeada é exatamente o limite do parque, mais precisamente o limite do Setor A, já que do outro lado da Estrada Grajaú-Jacarépaguá começa o Setor D que é chamado de Preto Forros. Em sua face nordeste, que é virada para o Bairro do Grajaú, está sendo feita um grande reflorestamento, mas esse trabalho não está sendo fácil, pois o solo está muito pobre, seco e erodido graças as plantações de cafés do Brasil no tempo colonial e mais recentemente devido as grandes queimadas que aconteceram graças aos balões que teimam em cair sobre suas encostas.
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Se já não fosse bastante cortar todo setor A do parque, cruzando paisagens deslumbrantes, bem no final dessa travessia ainda temos o privilégio de subir na incrível pirâmide de granito que se ergue a 442 metros de acima no nível do mar para admirar uma das paisagens mais fantásticas de nossa cidade, essa pirâmide possui muitos nomes, mas ele é mais conhecida como Pico do Perdido do Andaraí e está localizada dentro do Parque Estadual do Grajaú antiga Reserva do Grajaú.
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Altitude Máxima: 788 m (Alto da Serrilha da Caveira).  
Nível: Caminhada Semi pesada.  
Duração: 4h00 min até 5h00 min (travessia).  
Distância: 12 km.  
Atração: paisagem, aspéctos históricos e banhos de cachoeiras.A Trilha
Essa travessia se inicia na pracinha Afonso Viseu que fica localizada no Alto da Boa Vista e segue adentrando o parque pelo seu portão principal. A pernada começa e com menos de 5 minutos de já podemos admirar a cachoeira mais bonita e conhecida do parque, a Cascatinha Taunay. Depois de muitas fotos da cascatinha a caminhada segue por cerca de 2 quilômetros subindo pela Estrada do Imperador até o Barracão (sede do parque) onde entramos a direita na bucólica Estrada Excelsior e com mais 1.8 quilômetros de subida chegaremos no Largo da Caveira onde efetivamente começa a trilha. É fácil reconhecer o Largo da Caveira, pois é um larguinho onde a Estrada do Excelsior faz uma acentuada curva para a direita e o começo da trilha é exatamente no vértice dessa curva (existe uma placa no local).
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Entramos nessa trilha que é conhecida como Trilha da Serriha da Caveira que é um antigo caminho colonial que levava ao antigo Sítio da Caveira, onde hoje ainda sobrevivem os restos de um posto da guarda florestal. Depois de vencer cerca de 900 metros em pelo menos de 20 minutos de caminhada nessa trilha protegida do sol por árvores bem frondosas, passamos rapidamente da cota 640 m à cota 791 m que é o ponto conhecido como Alto da Serrilha e também é o ponto culminante dessa travessia. Esse local é um bom lugar para descansar dessa última subida e tem até um tronco de árvore que serve de banco para que possamos descansar para o que vem por aí. Bem no Alto da Serrilha podemos observar uma bifurcação indo para direita que segue para o Andaraí Maior e outra para a esquerda que segue para o Tijuca Mirim, mas a trilha para o Morro do Elefante é em frente, agora uma boa descida.
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Depois do descanso merecido, continuamos reto, agora descendo para o outro lado no sentido Morro do Elefante, só que a trilha agora não é mais bem marcada e não existe nenhuma sinalização e nem placa de indicação, pois estamos adentrando em uma área pouco visitada do parque e passaremos por perto de áreas onde é muito raro passar alguém, como por exemplo o Vale do Elefante, que é talvez a área mais preservada de todo parque. Curiosamente existe dentro do Vale do Elefante um local conhecido como a Floresta dos Espinhos que é o local mais impenetrável de todo parque, esse local está localizado entre o Vale do Elefante e a escosta do Morro Redondo. Na verdade essa floresta é um grande carrascal, onde nascem piteiras, gravatás espinhosos, cipós-carrascos, páu-jacarés, palmeiras tucum (arranha-gato), cactos e muitas espécies de plantas espinhentas que por coincidência ou por alguma graça da natureza resolveram crescer todos juntos nesse local.
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Com menos de 5 minutos de descida já passaremos pelos chatos bambus que teimam cair sobre a trilha, nos obrigando a caminhar abaixado, e é nessas horas que é preciso ter muito cuidado pois a espécie de bambu que nasce nessa área tem uns espinhos grandes que mais parecem agulhas, então cuidado redobrado com os olhos. Caminharemos em companhia desses bambus por cerca de 10 minutos e depois a trilha segue ainda descendo envolta de árvores de mata atlântica. Depois de mais 10 minutos de caminhada acaba o sossego e começa mais um trecho de bambus que leva menos de 5 minutos para ser vencido.
Com mais 2 minutos de caminhada após os bambus chegaremos em uma clara bifurcação que na minha opinião é o ponto chave de toda travessia, se você tiver um altímetro confira pois essa bifurcação fica a 679 metros de altitude. Nesse local encontramos uma trilha clara que continua descendo e que segue para o Altos do Ciganos localizado na Floresta de Santa Inês, outra trilha também clara indo para a direita bem mais plana e que segue para o Vale do Elefante e também para o Morro do Elefante. Nessa bifurcação entraremos a direita e depois de 2 ou 3 minutos de caminhada precisamos prestar atenção a uma discreta bifurcação a esquerda que segue subindo justamente a encosta do Morro do Elefante. Se passar reto da bifurcação que sobe o Elefante você chegará em um larguinho com enormes blocos de pedra e se assim mesmo você seguir você estará indo na direção do Vale do Elefante onde a trilha é muito fechada e cheia de bambus, volte!
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Logo após entrar a direita na última bifucação, precisamos entrar a esquerda em outra bifurcação para subir a encosta do Morro do Elefante, nesse ponto ainda caminharemos debaixo das copas de grandes árvores, mas a medida que vamos subindo a encosta do Elefante a vegetação vai mudando, diminuindo o seu porte até atingir seu cume onde encontraremos uma vegetação média na vertente que aponta para o parque e muito mato na vertente que fica de frente para a Zona Norte da cidade. Essa subida demora cerca de 15 minutos até atingir os 723 metros da altitude do Morro do Elefante. No cume do Elefante tem uma pequena trilha a esquerda para um mirante onde a vegetação é mais baixa, mas a trilha para a travessia continua para a direita descendo, desse ponto em diante andaremos em um descampado com a vegetação variando de pequeno porte a rasteira.
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Agora caminharemos para do Oeste para o Nordeste no "dorso" do Elefante (Morro do Elefante) exatamente na linha cumeada que na verdade é a linha divisória do parque, do lado direito são terras pertencentes ao parque e do outro lado não, somente depois da estrada Grajaú-Jacarepaguá que volta a ser parque, só que do Setor Preto Forros.
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Ainda caminhado para nordeste em um grande descampado podemos observar no nosso lado direito o inusitado visual do Andaraí Maior se mostrando de perfil, e também, mas um pouco mais para trás o Pico da Tijuca e o Mirim, ambos também de perfil, e do outro lado é possível ver toda zona Norte da cidade com destaque para o estádio do Engenhão e na linha do horizonte é possível ver a silueta da Serra dos Órgãos. Na minha opinião essa é a vista mais bonita dessa travessia. Depois de 15/20 minutos de caminhada após o cume do Elefante chegaremos no todo da vertente, também do Elefante, virada para o Grajaú, esse local é muito bonito todo forrado com um capim bem baixinho e bem no topo existe uma armação de madeira que pode ter servido de abrigo do sol para a galera que fez reflorestamento nessa área, já que nesse local não existe nenhuma árvore para nos proteger no astro rei.
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A caminhada agora segue descendo a encosta do Morro do Elefante, e já no começo da descida já é possível ver o "cone" de granito do Perdido do Andaraí com o bairro do Grajaú como pano de fundo. Essa descida ainda se dá na linha divisória do parque, só que agora tem uma cerca de arame farpado marcando esse limite e a caminhada se dá exatamente ao lado dessa cerca. Essa descida é bem chata e se dá exatamente na área que está sendo feita o reflorestamento no Morro do Elefante, então é preciso ter o máximo de cuidado com cada passo para não pisar em nenhuma muda, e nem da sua plaquinha informativa. Essa descida é chata pois o terreno é muito seco e erodido e também foram feito degraus para plantar as mudas, o que atrapalha também um pouco o caminhar.
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Após 15 minutos de descida passaremos por dentro de uma grande torre de transmissão e poucos minutos depois passaremos por mais uma já bem perto do Pico do Perdido. Tanto na primeira torre quanto na segunda existe uma trilha do seu lado esquerdo descendo em direção a Estrada Grajaú-Jacarepaguá, essas trilhas são usadas normalmente para manutenção das torres, a trilha da travessia segue reto. Com mais 5 minutos de descida após a segunda torre, encontraremos uma bifurcação a esquerda que segue para a reserva do Grajaú em um vara-mato terrível, a nossa trilha continua em frente só que adentraremos em uma mata com árvores de pequeno e médio porte com a trilha bem marcada, mas esse refresco acaba rápido pois quase chegando na base do perdido a vegetação de mata dá lugar a um mato muito alto com mais de 2 metros de altura onde perder a linha da trilha é quase uma constante, mas tenha em mente que você deverá ir na direção da base do Pico do Perdido e vai ter que andar nesse ponto de oeste para leste.
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Após varar esse mato pode cerca de 5 minutos chegaremos finalmente na base do Perdido onde existe uma trilha descendo a direita e uma outra seguindo para o Costão do Perdido, a trilha para o Perdido é logicamente a que sobe seu costão, a outra descendo é trilha de descida para o Grajaú. Seguindo subindo pelo costão a trilha afunila e segue em direção a um trepa-pedra que é chamado de carrasqueirinha, onde é preciso ter muito cuidado para subir, pois se trata de uma escalada em primeiro graú. Após a carrasqueirinha é só seguir que já estará no cume do Perdido que possui uma visão incrível do Bairro do Grajaú e da Zona Norte da cidade.
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Para continuar a travessia é preciso descer o Perdido pelo mesmo caminho da subida até a sua base onde pegaremos a trilha de descida já comentada acima. Essa trilha, agora bem marcada e protegida do sol pelas sombras de altas árvores de nossa Mata Atlântica, segue descendo a direita do Pico do Perdido e paralela ao Rio do Perdido que forma bonitas cachoeiras durante esse percurso. Normalmente essas cachoeiras são bastantes freqüentadas pelo pessoal de uma comunidade vizinha. Depois de 20 minutos de descida nessa trilha fácil e bem marcada chegaremos ao Portão Vila Rica onde tem uma estação da CEDAE. O portão fica no final Rua Marianópolis já no Grajaú. Vila Rica era uma antiga fazenda cafeeira do século XIX, onde ainda no local se pode ver parte das ruínas de uma casa que possuía oficinas, depósitos de café e engenhos.
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Para pegar uma condução para casa é preciso descer toda rua Marianópolis e seguir descendo também pela Rua Borda do Mato até a Rua Barão do Bom Retiro para quem quiser ir no sentido Méier/Jacarepaguá, ou seguir para a Rua Uberaba para pegar um ônibus no sentido Tijuca/Centro/Zona Sul.
Localização
A trilha dessa travessia se localiza no Parque Nacional da Tijuca no Setor Floresta da Tijuca (Setor A) situado na Cidade do Rio de Janeiro.
Como Chegar
Como é uma travessia e o começo é bem longo de seu final o ideal é ir de ônibus ou de van para o Alto da Boa Vista, mas precisamente na Praça Afonso Viseu. Existem várias linhas que passam pelo Alto principalmente saindo da Barra da Tijuca e também Rodoviária onde é possível pegar o 233 e 234 e que cruza o bairro da Tijuca.
Quando Ir
Todas as estações são boas para fazer essa travessia, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.
Mapa Dinâmico
Acampamento
O acampamento dentro do Parque Nacional da Tijuca está proibido.
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