O Morro do Cochrane com seus 718 metros de altitude faz parte do Parque Nacional da Tijuca e está encravado bem no meio da Floresta da Gávea Pequena separando a localidade conhecida como Gávea Pequena no Alto da Boa Vista do Bairro de São Conrado. Ele fica praticamente no final da Serra da Carioca e bem de frente para a Praia de São Conrado onde é facilmente reconhecido. Ele também faz fronteira com outros morros como: a Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Morro do Queimado e o temido Morro do Laboriaux.
Ele curiosamente possui dois cumes, o mais oeste, voltado para o bairro de São Conrado é o próprio cume do Cochrane com seus 718 metros, e no outro lado bem ao leste virado para o bairro Gávea encontramos a Ponta das Andorinhas com 675 metros de altitude, lá encontramos um grande torre de transmissão de energia.
O visual no alto do Cochrane é bem limitado e prejudicado pela densa vegetação que lá encontramos. Um pouco antes do cume, onde existe alguns blocos de pedra podemos apreciar alguns picos do parque como o Pico e Serrinha do Papagaio, o Pico da Tijuca e o Mirim, mas todos eles são vistos quando a vegetação abre uma brecha. No outro lado, na Ponta das Andorinhas a galera faz uma coisa que não recomendo, elas sobem na imensa torre de transmissão para ter um visual deslumbrante da Zona Sul da cidade, de lá é possível ver toda a Serra da Carioca, o Morro do Corcovado, o Pão de Açúcar, os Dois Irmãos, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema, Leblon e de São Conrado além de alguns bairros dessa bela região da cidade.
Atualmente eu não recomendo essa trilha, pois além de estar bem fechada o cume do Cochrane é bem próximo a algumas favelas onde o tráfico infelizmente ainda domina, achamos até um acampamento em seu cume na última vez que fomos, mas esse acampamento não é necessariamente de traficantes, o mais provável é que seja de caçadores ou passarinheiros.
O seu nome foi dado pelo professor e historiador Carlos Manes Bandeira em homenagem ao Médico homeopata Dr. Thomas Cochrane, morador da "Chácara da Tijuca" localizada na Gávea Pequena. O Cochrane foi um dos introdutores da Homeopatia do Brasil e também o responsável em 1862 pelas obras de construção da Estrada da Vista Chinesa - Antiga "Estrada de Rodagem" - que tinha a função de ligar o Alto da Tijuca com o Jardim Botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas, conforme rezava o contrato de 3 de Junho de 1861. Os trabalhos desta estrada estavam concluídos em Março de 1865, e de Março a Agosto a sua conservação foi feita gratuitamente pelo Cochrane.
Realmente o Cochrane merece essa homenagem, pois ele foi um grande visionário da época, ele além de ser um dos introdutores da Homeopatia no Brasil ele ajudou a fundar em 28 de março de 1851 a Academia Homeopática do Rio de Janeiro, na Rua Santa Tereza, n 42. As proezas desse médico inglês não para por aí, ele também fundou com amigos um hospital para escravos, que era conhecido na época como "Socorro para os Pretos", fundou também a Casa de Saúde Homeopática, no Morro do Castelo - o que bem testemunha seu ímpar caráter humanitário. Ele também é o autor do tratado Medicina Domestica Homoeopathica ou Guia da Arte de Curar Homoeopathicamente. Seus feitos não param por aí, ele foi o introdutor da ferrovia no Brasil e propôs a construção da estrada de ferro entre o Rio de Janeiro e São Paulo e o transporte ferroviário urbano, que é o predecessor dos Metrôs: Em 29 de março de 1856, O governo imperial autoriza o médico inglês Thomas Cochrane a organizar um serviço de transporte urbano sobre carris de ferro, constituindo-se a Cia. de Carris de Ferro da Cidade a Boa Vista na Tijuca.
O Dr. Thomas Cochrane é o primo-irmão do almirante homônimo. Alexandre Thomas Cochrane foi um almirante escocês da Marinha Real do Reino Unido que lutou junto à Marinha brasileira contra a frota naval de Portugal participando, ainda, das lutas de independência da Bahia e do Maranhão. Após o seu regresso ao Reino Unido tornou-se o Décimo Conde de Dundonald sendo, mais tarde, readmitido na armada britânica com a patente de almirante. Seu sobrenome e patente foram dadas a uma rua no bairro da Tijuca como homenagem.
Altitude: 718 m.
Nível: Caminhada Semi Pesada.
Duração: 2h00 min até 3h00 min (Ida).
Atração: paisagem, represa e aspectos históricos.
A caminhada para o Morro do Cochrane e Ponta das Andorinhas começa no final da Estrada Córrego Alegre que é uma pequena estradinha que começa na Estrada da Gávea Pequena um pouco depois da casa de inverno do Prefeito da cidade, e um pouco antes de chegar na Estrada da Vista Chinesa. A Estrada Córrego Alegre tem uma guarita bem no começo, avise ao segurança da rua que vai fazer a trilha que ele não vai criar problemas para a sua entrada.
Se for de carro siga com o mesmo até o número 15 da estradinha e estacione aí em um larginho bem perto de um grande portão de ferro de uma mansão. Siga caminhado por volta de 3 minutinhos até o final da estradinha que é onde começa a trilha propriamente dita, ela começa logo depois de um muro que possui uma pequena passagem mais a direita junto a encosta do morro.
Siga caminhando por uma plana trilha que por volta de 5 minutos chegaremos em uma bifurcação, siga pela trilha mais a direita, a da esquerda leva ao Rio do Queimado. Continue caminhado pela trilha por mais 5 minutos, que por causa de um desmoronamento, ela vira para a esquerda para subir um barranco para descer mais a direita logo depois. Continuando seguindo por um trilha plana onde já é possível reparar no seu calçamento em "pé de moleque", logo depois passaremos por cima de uma riacho e chegaremos as "Ruínas do Sitio do Cafeicultor Mocke". Repare que além das ruínas históricas existe logo depois do rio uma grande figueira com raízes enormes.
Assim que cruzamos o primeiro riacho a trilha começa a seguir para o sul, passaremos pelas ruínas do Mocke, pela figueira e um pouco depois cruzaremos por outro riacho, e logo depois por mais um. Continuando pela trilha em poucos minutos passaremos ao lado de uma voçoroca e logo depois chegaremos em mais algumas ruínas. Essas ruínas são da Fazenda Nassau que já foi considerado o melhor empreendimento cafeeiro do Brasil no tempo colonial. Repare que bem perto das ruínas você encontrará um tanque de lavar roupa de quase 200 anos, mas o curioso que ele é bem parecido com os nossos tanques atuais.
Continuando pela trilha com menos 5 minutos passaremos por baixo de uma cerca de arame farpado, logo depois a trilha começa a subir suavemente e passaremos por sob mais uma cerca e com mais 3 minutinhos chegaremos em uma represa com uma pequena queda d'água acima, essa represa é a última de uma extensa rede de nove pequenas represas construída pelo departamento de Obras Publicas do Império para abastecer a cidade no período colonial. Ela represa e desvia as águas do Rio Cochrane.
Até essa represa a trilha é bem tranqüila e quase toda em terreno plano, mas a partir desse ponto ela fica bem difícil, ainda mais que não é marcada, nem tão pouco pisada e se transcorre sobre as copas de árvores de nossa Mata Atlântica, o que torna a navegação visual muito difícil, pois tudo é muito parecido o que nos desorienta bastante. Por esses motivos se você tem pouca experiência em matas fechadas com trilha pouco sinalizada não prossiga, aproveite bem a represa e volte desse ponto mesmo.
Se você tomou a decisão em prosseguir a trilha para o Morro do Cochrane segue subindo a esquerda da represa, quase ao lado de uma caixa d'água. A trilha sobe um barranco e segue em direção a encosta do próprio Cochrane, nesse ponto tente se guiar ao máximo pelas marcas de facão deixadas nos troncos das árvores, se as marcações sumirem, volte até a última e tente procurar a próxima. Uma dica é você deixar uma pessoa perto da última marcação e uma outra pessoa sair para procurar, pois se ninguém marcar o última marcação é capaz da desorientação aumentar. Para ajudar na volta, caso ache necessário amarre algumas fitas ou saquinhos de mercado em alguns troncos chaves, mas o mais importante é retirar tudo na volta. Essa parte é bem íngreme com um desnível de 310 metros com 4 quilômetros a serem percorridos até o cume, esse trajeto normalmente é vencido com pouco mais de 1 hora pela dificuldade em se achar o caminho correto.
Após a represa a trilha sobe a encosta no sentido sul bem no começo e depois segue um pouco para o sudeste até chegar na cumeada do Cochrane. Assim que chegar na cumeada, você pode optar em seguir para a direita para o cume do Cochrane ou para esquerda para seguir para a Ponta das Andorinhas onde se encontra uma grande torre de transmissão. Muita Atenção!!! Assim que chegar na cumeada marque bem esse ponto para facilitar na volta, pois o cume do Cochrane é enorme e como tudo é muito parecido se você não marcar bem o acesso terá uma grande dificuldade em achar. Nesse ponto existe uma pequena seta em um tronco de árvore indicando o começo da descida, mas é uma marcação bem sucinta e difícil de visualizar.
Chegando na cumeada a trilha fica um pouco mais definida e quase plana, seguindo para a direita em menos de 15 minutos chegaremos no cume do Morro do Cochrane, mas não se anime, de lá não temos nenhum visual, pois o cume tem uma vegetação muito fechada, mas um pouco antes do cume onde encontramos alguns blocos de pedra se tem um visual bem parcial de alguns picos do parque como o Papagaio, o Tijuca e o Tijuca Mirim. Passando do cume e continuando andando para a direita, agora descendo, se chega na Estrada das Canoas bem pertinho do portão que dá acesso a estradinha para a rampa de asa delta, mas essa descida alternativa está com a trilha bem fechada.
Voltando para o ponto inicial da cumeada e seguindo agora para a esquerda iremos em direção a Ponta das Andorinhas, mas a trilha para lá está pior do que para o cume, mas não é difícil pois é só caminhar pela cumeada que também não é muito larga. Depois de 5 minutos caminhado nessa direção passaremos chegaremos em uma parte que a trilha ficou totalmente interditada por um grande tronco de uma árvore que caiu bem no meio da trilha, a solução é andar em cima do próprio tronco. Depois de mais 5 minutos encontramos o que mais temíamos, encontramos um acampamento, mas que felizmente estava vazio, porém pelo estado do mesmo não é muito antigo. Não acredito que seja de caçador ou de passarinheiros e sim de alguma facção de traficantes que devem ficar entocaiados quando a policia sobe no morro onde eles se estabeleceram, acredito nisso pois o Cochrane fica bem próximo a favela da Rocinha. Continuando por mais 15 minutos chegaremos na Ponta das Andorinhas e seguindo mais um pouco, agora já descendo a encosta encontraremos uma grande torre de transmissão de energia. É nesse local que temos o melhor visual de toda caminhada, pois ele é virado para a Zona Sul da cidade com um visual privilegiado da Serra da Carioca, do Cristo Redentor, do Pão de Açúcar, da Lagoa Rodrigo de Freitas e de vários bairros dessa região.
Continuando a trilha descendo essa vertente, chegaremos bem próximos a Rua Marques de São Vicente que se localiza no bairro da Gávea, mas não recomendo essa outra descida alternativa pois passa muito próximo da Rocinha e também da Favela do Parque da Cidade.
O Morro do Cochrane se localiza na Floresta da Gávea Pequena que está em parte inserida no Parque Nacional da Tijuca situado na Cidade do Rio de Janeiro.
Estrada Córrego Alegre, 15 - Alto da Boa Vista - Rio de Janeiro - RJ
Todas as estações são boas para caminhar até o Morro do Cochrane , entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.
O acampamento dentro do Parque Nacional da Tijuca está proibido.
Tracklog da Trilha do Morro do Cochrane e Ponta das Andorinhas - PNT - Rio de Janeiro - RJ (CA)
Mapa Topográfico do Parque Nacional da Tijuca - 1:50.000
2009-12 - Morro do Cochrane e Ponta das Andorinhas
Mapa Topográfico do Parque Nacional da Tijuca - 1:50.000
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Morro do Cochrane
Descrição
O Morro do Cochrane com seus 718 metros de altitude faz parte do Parque Nacional da Tijuca e está encravado bem no meio da Floresta da Gávea Pequena separando a localidade conhecida como Gávea Pequena no Alto da Boa Vista do Bairro de São Conrado. Ele fica praticamente no final da Serra da Carioca e bem de frente para a Praia de São Conrado onde é facilmente reconhecido. Ele também faz fronteira com outros morros como: a Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Morro do Queimado e o temido Morro do Laboriaux.
Ele curiosamente possui dois cumes, o mais oeste, voltado para o bairro de São Conrado é o próprio cume do Cochrane com seus 718 metros, e no outro lado bem ao leste virado para o bairro Gávea encontramos a Ponta das Andorinhas com 675 metros de altitude, lá encontramos um grande torre de transmissão de energia.
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O visual no alto do Cochrane é bem limitado e prejudicado pela densa vegetação que lá encontramos. Um pouco antes do cume, onde existe alguns blocos de pedra podemos apreciar alguns picos do parque como o Pico e Serrinha do Papagaio, o Pico da Tijuca e o Mirim, mas todos eles são vistos quando a vegetação abre uma brecha. No outro lado, na Ponta das Andorinhas a galera faz uma coisa que não recomendo, elas sobem na imensa torre de transmissão para ter um visual deslumbrante da Zona Sul da cidade, de lá é possível ver toda a Serra da Carioca, o Morro do Corcovado, o Pão de Açúcar, os Dois Irmãos, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema, Leblon e de São Conrado além de alguns bairros dessa bela região da cidade.
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Atualmente eu não recomendo essa trilha, pois além de estar bem fechada o cume do Cochrane é bem próximo a algumas favelas onde o tráfico infelizmente ainda domina, achamos até um acampamento em seu cume na última vez que fomos, mas esse acampamento não é necessariamente de traficantes, o mais provável é que seja de caçadores ou passarinheiros.
O seu nome foi dado pelo professor e historiador Carlos Manes Bandeira em homenagem ao Médico homeopata Dr. Thomas Cochrane, morador da "Chácara da Tijuca" localizada na Gávea Pequena. O Cochrane foi um dos introdutores da Homeopatia do Brasil e também o responsável em 1862 pelas obras de construção da Estrada da Vista Chinesa - Antiga "Estrada de Rodagem" - que tinha a função de ligar o Alto da Tijuca com o Jardim Botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas, conforme rezava o contrato de 3 de Junho de 1861. Os trabalhos desta estrada estavam concluídos em Março de 1865, e de Março a Agosto a sua conservação foi feita gratuitamente pelo Cochrane.
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Realmente o Cochrane merece essa homenagem, pois ele foi um grande visionário da época, ele além de ser um dos introdutores da Homeopatia no Brasil ele ajudou a fundar em 28 de março de 1851 a Academia Homeopática do Rio de Janeiro, na Rua Santa Tereza, n 42. As proezas desse médico inglês não para por aí, ele também fundou com amigos um hospital para escravos, que era conhecido na época como "Socorro para os Pretos", fundou também a Casa de Saúde Homeopática, no Morro do Castelo - o que bem testemunha seu ímpar caráter humanitário. Ele também é o autor do tratado Medicina Domestica Homoeopathica ou Guia da Arte de Curar Homoeopathicamente. Seus feitos não param por aí, ele foi o introdutor da ferrovia no Brasil e propôs a construção da estrada de ferro entre o Rio de Janeiro e São Paulo e o transporte ferroviário urbano, que é o predecessor dos Metrôs: Em 29 de março de 1856, O governo imperial autoriza o médico inglês Thomas Cochrane a organizar um serviço de transporte urbano sobre carris de ferro, constituindo-se a Cia. de Carris de Ferro da Cidade a Boa Vista na Tijuca.
O Dr. Thomas Cochrane é o primo-irmão do almirante homônimo. Alexandre Thomas Cochrane foi um almirante escocês da Marinha Real do Reino Unido que lutou junto à Marinha brasileira contra a frota naval de Portugal participando, ainda, das lutas de independência da Bahia e do Maranhão. Após o seu regresso ao Reino Unido tornou-se o Décimo Conde de Dundonald sendo, mais tarde, readmitido na armada britânica com a patente de almirante. Seu sobrenome e patente foram dadas a uma rua no bairro da Tijuca como homenagem.
Altitude: 718 m.
Nível: Caminhada Semi Pesada.
Duração: 2h00 min até 3h00 min (Ida).
Atração: paisagem, represa e aspectos históricos.
A Trilha
A caminhada para o Morro do Cochrane e Ponta das Andorinhas começa no final da Estrada Córrego Alegre que é uma pequena estradinha que começa na Estrada da Gávea Pequena um pouco depois da casa de inverno do Prefeito da cidade, e um pouco antes de chegar na Estrada da Vista Chinesa. A Estrada Córrego Alegre tem uma guarita bem no começo, avise ao segurança da rua que vai fazer a trilha que ele não vai criar problemas para a sua entrada.
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Se for de carro siga com o mesmo até o número 15 da estradinha e estacione aí em um larginho bem perto de um grande portão de ferro de uma mansão. Siga caminhado por volta de 3 minutinhos até o final da estradinha que é onde começa a trilha propriamente dita, ela começa logo depois de um muro que possui uma pequena passagem mais a direita junto a encosta do morro.
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Siga caminhando por uma plana trilha que por volta de 5 minutos chegaremos em uma bifurcação, siga pela trilha mais a direita, a da esquerda leva ao Rio do Queimado. Continue caminhado pela trilha por mais 5 minutos, que por causa de um desmoronamento, ela vira para a esquerda para subir um barranco para descer mais a direita logo depois. Continuando seguindo por um trilha plana onde já é possível reparar no seu calçamento em "pé de moleque", logo depois passaremos por cima de uma riacho e chegaremos as "Ruínas do Sitio do Cafeicultor Mocke". Repare que além das ruínas históricas existe logo depois do rio uma grande figueira com raízes enormes.
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Assim que cruzamos o primeiro riacho a trilha começa a seguir para o sul, passaremos pelas ruínas do Mocke, pela figueira e um pouco depois cruzaremos por outro riacho, e logo depois por mais um. Continuando pela trilha em poucos minutos passaremos ao lado de uma voçoroca e logo depois chegaremos em mais algumas ruínas. Essas ruínas são da Fazenda Nassau que já foi considerado o melhor empreendimento cafeeiro do Brasil no tempo colonial. Repare que bem perto das ruínas você encontrará um tanque de lavar roupa de quase 200 anos, mas o curioso que ele é bem parecido com os nossos tanques atuais.
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Continuando pela trilha com menos 5 minutos passaremos por baixo de uma cerca de arame farpado, logo depois a trilha começa a subir suavemente e passaremos por sob mais uma cerca e com mais 3 minutinhos chegaremos em uma represa com uma pequena queda d'água acima, essa represa é a última de uma extensa rede de nove pequenas represas construída pelo departamento de Obras Publicas do Império para abastecer a cidade no período colonial. Ela represa e desvia as águas do Rio Cochrane.
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Até essa represa a trilha é bem tranqüila e quase toda em terreno plano, mas a partir desse ponto ela fica bem difícil, ainda mais que não é marcada, nem tão pouco pisada e se transcorre sobre as copas de árvores de nossa Mata Atlântica, o que torna a navegação visual muito difícil, pois tudo é muito parecido o que nos desorienta bastante. Por esses motivos se você tem pouca experiência em matas fechadas com trilha pouco sinalizada não prossiga, aproveite bem a represa e volte desse ponto mesmo.
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Se você tomou a decisão em prosseguir a trilha para o Morro do Cochrane segue subindo a esquerda da represa, quase ao lado de uma caixa d'água. A trilha sobe um barranco e segue em direção a encosta do próprio Cochrane, nesse ponto tente se guiar ao máximo pelas marcas de facão deixadas nos troncos das árvores, se as marcações sumirem, volte até a última e tente procurar a próxima. Uma dica é você deixar uma pessoa perto da última marcação e uma outra pessoa sair para procurar, pois se ninguém marcar o última marcação é capaz da desorientação aumentar. Para ajudar na volta, caso ache necessário amarre algumas fitas ou saquinhos de mercado em alguns troncos chaves, mas o mais importante é retirar tudo na volta. Essa parte é bem íngreme com um desnível de 310 metros com 4 quilômetros a serem percorridos até o cume, esse trajeto normalmente é vencido com pouco mais de 1 hora pela dificuldade em se achar o caminho correto.
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Após a represa a trilha sobe a encosta no sentido sul bem no começo e depois segue um pouco para o sudeste até chegar na cumeada do Cochrane. Assim que chegar na cumeada, você pode optar em seguir para a direita para o cume do Cochrane ou para esquerda para seguir para a Ponta das Andorinhas onde se encontra uma grande torre de transmissão. Muita Atenção!!! Assim que chegar na cumeada marque bem esse ponto para facilitar na volta, pois o cume do Cochrane é enorme e como tudo é muito parecido se você não marcar bem o acesso terá uma grande dificuldade em achar. Nesse ponto existe uma pequena seta em um tronco de árvore indicando o começo da descida, mas é uma marcação bem sucinta e difícil de visualizar.
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Chegando na cumeada a trilha fica um pouco mais definida e quase plana, seguindo para a direita em menos de 15 minutos chegaremos no cume do Morro do Cochrane, mas não se anime, de lá não temos nenhum visual, pois o cume tem uma vegetação muito fechada, mas um pouco antes do cume onde encontramos alguns blocos de pedra se tem um visual bem parcial de alguns picos do parque como o Papagaio, o Tijuca e o Tijuca Mirim. Passando do cume e continuando andando para a direita, agora descendo, se chega na Estrada das Canoas bem pertinho do portão que dá acesso a estradinha para a rampa de asa delta, mas essa descida alternativa está com a trilha bem fechada.
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Voltando para o ponto inicial da cumeada e seguindo agora para a esquerda iremos em direção a Ponta das Andorinhas, mas a trilha para lá está pior do que para o cume, mas não é difícil pois é só caminhar pela cumeada que também não é muito larga. Depois de 5 minutos caminhado nessa direção passaremos chegaremos em uma parte que a trilha ficou totalmente interditada por um grande tronco de uma árvore que caiu bem no meio da trilha, a solução é andar em cima do próprio tronco. Depois de mais 5 minutos encontramos o que mais temíamos, encontramos um acampamento, mas que felizmente estava vazio, porém pelo estado do mesmo não é muito antigo. Não acredito que seja de caçador ou de passarinheiros e sim de alguma facção de traficantes que devem ficar entocaiados quando a policia sobe no morro onde eles se estabeleceram, acredito nisso pois o Cochrane fica bem próximo a favela da Rocinha. Continuando por mais 15 minutos chegaremos na Ponta das Andorinhas e seguindo mais um pouco, agora já descendo a encosta encontraremos uma grande torre de transmissão de energia. É nesse local que temos o melhor visual de toda caminhada, pois ele é virado para a Zona Sul da cidade com um visual privilegiado da Serra da Carioca, do Cristo Redentor, do Pão de Açúcar, da Lagoa Rodrigo de Freitas e de vários bairros dessa região.
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Continuando a trilha descendo essa vertente, chegaremos bem próximos a Rua Marques de São Vicente que se localiza no bairro da Gávea, mas não recomendo essa outra descida alternativa pois passa muito próximo da Rocinha e também da Favela do Parque da Cidade.
Localização
O Morro do Cochrane se localiza na Floresta da Gávea Pequena que está em parte inserida no Parque Nacional da Tijuca situado na Cidade do Rio de Janeiro.
Como Chegar
Estrada Córrego Alegre, 15 - Alto da Boa Vista - Rio de Janeiro - RJ
Quando Ir
Todas as estações são boas para caminhar até o Morro do Cochrane , entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.
Acampamento
O acampamento dentro do Parque Nacional da Tijuca está proibido.
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Dicas
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comentários
O morro do cochrane, além de parque nacional, é também uma RPPN-Reserva Particular do Patrimônio Natural (unidade de conservação privada). Nesse momento está sob planejamento, com uma equipe interdisciplina r estudando-a a fundo (atrativos, biodiversidade, aspectos históricos etc.) para elaborar o seu plano de manejo. Suas informações foram úteis, já que não havíamos ido ao cume ainda. Caso tenha mais algumas informações e fotos do cume, por favor, entre em contato, será de grande valia. Citaremos você como autor das informações. Obrigado.
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