Cabeça de Negro
Descrição
A Cabeça de Negro se eleva a 1.055 metros de altitude e está situada no início da Serra dos Órgãos bem na divisas das cidades Fluminenses de Petrópolis e Magé. No sopé da montanha, por ser menos escarpado, foi construída na época colonial uma antiga estrada que era chamada de "Caminho Real", essa estrada era um importante atalho utilizado pela Coroa para escoar as riquezas das Minas Gerais para o porto do Rio de Janeiro. Ela foi também a principal referência de orientação para os desbravadores do século XVIII, vista da Baia da Guanabara.
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Essa montanha possui essa denominação porque existe uma grande formação rochosa arredondada em seu cume cheia de vegetação lembrando vagamente uma cabeça com cabelo enroladinho. Ela é somente conhecida pela população local como Maminha da Princesa, pela dúbia semelhança de seu cume arredondado com um seio, mas também possui outros nomes menos conhecidos como Cabeça de Frade e Pedra da Tocaia Grande. Por ser um maciço de grande beleza e também por mudar de cor passando do cinza para uma coloração avermelhada quando está sob a luz do sol o mesmo foi retratado em diversas obras de arte, como as do pintor alemão Rugendas durante a expedição do barão Von Langsdorff ao Brasil, em 1821.
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No pé da montanha foi construída a primeira via de ligação entre o Rio de Janeiro ao Alto da Serra, área conhecida na época como região dos índios bravios, hoje cidade de Petrópolis. Por volta de 1723 e 1724, o sargento-mor Bernardo Soares Proença afim de encurtar os caminhos que levavam as Minas fez uma picada praticamente contornando a montanha seguindo os rios da região. Já em 1809, com a vinda da Família Real e, a pedido de D. João VI, Príncipe Regente, a picada de tropeiros foi calçada por escravos em plena Mata Atlântica utilizando grandes pedras que podem chegar até 150 Kg.
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A Caminhada ao topo do Cabeça de Negro é verdadeiramente uma boa pedida para gosta de aventuras dentro da Mata Atlântica da região da Serra dos Órgãos. A trilha é de fácil acesso e apesar do enorme potencial que a montanha oferece para a escalada, ela possui apenas uma rota que atinge o cume. Rica em biodiversidade, com sorte pode-se observar pequenos macacos, tatus, aves e vários tipos de bromélias além do incrível visual de seu cume. Do alto de seus mirantes temos uma vista espetacular: olhando para oeste observamos o enorme paredão rochoso da Pedra do Cortiço, mais abaixo e para esquerda podemos ver o arredondado Ovo de Colombo e logo atrás uma linda linha de morros compostos pelo Morro do Macaco, Morro dos Três Irmãos e Morro do Caititu. Vemos também, olhando para o norte, alguns picos do Alto da Serra, como o Cobiçado, Morro da Lagoinha com suas antenas e o Morro do Meu Castelo. Olhando para o leste podemos ver as terras mais baixas da Cidade de Magé além de muitos morros com destaque para a Agulha do Itacolomi, Morro Mãe, Morro da Companhia e Dois Irmãos de Pau Grande.
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Altitude: 1.055 m.  
Nível: Caminhada Leve Superior.  
Duração: 1h00 min até 2h00 min(Ida).  
Carta Topográfica: Petrópolis.  
Atração: paisagem.A Trilha
A trilha para a Cabeça de Negro começa no final do Caminho do Ouro, em uma rua de terra que segue para o alto de Petrópolis denominada de Estrada da Esperança, bem antes do belo pontilhão em arco conhecido como Viaduto da Grota Funda, na verdade a trilha começa um pouco depois do final do caminho do ouro, e caso você esteja seguindo sentido alto de Petrópolis é uma entradinha na mata a sua direita antes uns 200 metros da primeira ponte. Possivelmente o maior problema da trilha para a Cabeça de Negro é achar essa entrada e seu início, pois nesse local existem algumas entradas para a mata, simplesmente para a capitação de água para abastecer as residências da região, por isso foi criada nessa área uma rede de trilhas interligadas com a trilha que segue para o cume da Cabeça de Negro, e isso pode confundir um pouco a nossa orientação. Ou seja, entre a bifurcação do Caminho do Ouro e a primeira ponte (ponte simples de concreto) temos algumas entradas a direita na mata que podemos usar para seguir para o Cabeça de Negro.
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"Para ajudar a nossa orientação, independente da entrada entrada da trilha que pegamos, temos que ter em mente que a trilha segue até o fundo do vale que é formado pelas encostas do morro do Meu Castelo a esquerda com a do Cabeça de Negro a direita. A trilha no inicio segue pela encosta do morro do Meu Castelo a esquerda onde caminhamos em paralelo com o vale até chegar ao seu final, onde podemos encontrar a nascente de um riacho e é só nesse ponto que passamos para a encosta do Cabeça de Negro, a esconta da direita, onde vamos seguindo em sua trilha bem marcada até o seu cume."
Para quem está subindo sentido alto de Petrópolis a trilha começa em uma entradinha no mato a direita cercado de capim cerca de 200 metros antes da primeira ponte, e para quem vem do alto Petrópolis, descendo, são os mesmos de 200 metros, mas após a segunda ponte (descendo a primeira ponte é pontilhão em arco e a segunda é uma ponte comum de concreto) entrar a esquerda nessa mesma entradinha no mato. Praticamente toda a trilha se dá sob as copas de frondosas árvores de nossa exuberante Mata Atlântica, até propriamente chegarmos no "ombro" do Cabeça de Negro que é um local descampado, que foi assolado por inúmeros incêndios mas que possui um visual espetacular.
Entrando na trilha nesse ponto precisamos seguir no sentido sul/sudeste (se entrar em uma entrada perto da saída do Caminho do Ouro seguir mais para leste, vide mapa dinâmico), logo na primeira bifurcação seguiremos pela esquerda descendo e na próxima seguimos reto sentido sudeste, e é nesse ponto que a trilha que começa perto do fim da entrada do Caminho do Ouro se encontra com essa. Poucos minutos depois passaremos por mais uma bifurcação onde novamente seguiremos reto e continuaremos no sentido sudeste até o final do vale aonde chegamos em cerca de 30 a 40 minutos desde do começo da trilha.
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Um pouquinho antes de chegarmos no vértice do vale a trilha dá uma leve descida, onde passaremos por uma água onde é um bom lugar para uma parada para um descanso e para abastecer nossos cantis, pois é o último ponto de água da trilha. Após esse ponto a trilha dá uma quebrada para a direita e volta a subir seguindo para o sul pela encosta da face nordeste do próprio Cabeça de Negro onde existe vasta vegetação. Seguindo a calha da trilha que nessa parte da trilha está muito bem marcada, em 20 minutos passaremos por uma bifurcação onde devemos continuar reto na trilha principal. Logo depois dessa bifurcação, com menos de 1.5 km depois do último ponto d´água a trilha começa a lentamente seguir para direita virando aos poucos para o sentido oeste. Poucos minutos depois abre uma clareira ao nosso lado esquerdo revelando o cume arredondado do Cabeça de Negro salpicado de vegetação, logo depois a trilha adentra a mata mais alta e em 5 minutos já chegaremos uma área plano e bem protegido onde o pessoal costuma fazer acampamento.
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Do acampamento podemos seguir uma trilha que segue a direita para chegar ao ombro do Cabeça de Negro em 2 minutinhos, e é desse local que teremos as mais fantásticas vistas de hoje, pois essa é uma área descampada que sofreu uma séria de incêndios e por isso possui uma vegetação rasteira com o solo bem arenoso salpicado de cristal de quartzo. O ideal antes de ir para ao cume é explorar um pouco essa área, pois o visual é imperdível de seus muitos mirantes. De lá podemos ver a nossa direita os blocos rochosos que formam o Meu Castelo ao lado do Pico da Lagoinha cheio de Antenas. Olhando para frente, sentido oeste, vemos o gigantesco paredão da Pedra do Cortiço e um pouquinho mais embaixo e mais a esquerda o arredondado Ovo de Colombo e logo atrás o Morro do Macaco, Morro dos Três Irmãos e Morro do Caititu.
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Depois desse espetáculo visual, é hora de acessar o cume e para isso volte até a área de acampamento e siga a trilha que segue mais a esquerda sentido sudeste. A cada passo a trilha vai ficando cada vez mais íngreme e a vegetação vai diminuindo até chegarmos ao cume, mais ou menos em 15 minutos, a partir do acampamento. O cume é cheio de vegetação, mas mesmo assim é possível ter uma linda vista da Serra Estrela com destaque para os morros que compõem a travessia Cobiçado x Ventania e os morros mais baixos de Magé, com destaque para a Agulha do Itacolomi, Morro Mãe, Morro da Companhia e Dois Irmãos de Pau Grande.
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Via de Escalada
  
Faces do Horror, Pr.: D5 5º A2+ - 230 m.Localização
O Cabeça de Negro se localiza no final da Serra Estrela e no inicio da Serra dos Órgãos bem na divisa das cidades fluminenses de Magé e Petrópolis.
Como Chegar
Distâncias das Capitais
  
Rio de Janeiro - 63 km  
São Paulo - 476 km  
Belo Horizonte - 437 kmQuando Ir
O inverno é a melhor estação do ano para se caminhar/escalar os morros de Petrópolis, principalmente nas de maior duração e/ou com pernoite, pois o tempo é bem mais estável. Nas demais estações é possível ir, mas esteja preparado para chuvas principalmente no final da tarde, no verão as temperaturas podem chegar perto dos 40°C.
Acampamento
Existe uma boa e protegida área de acampamento perto do cume do Cabeça de Negro e também tem um grande área antes de cume com vegetação rasteira que possui um visual incrível, mas essa área não é resguardada e possui o o solo bem irregular. No cume propriamente dito só um bivaque mesmo, pois o mesmo é coberto de vegetação com um pequeno espaço plano. É preciso pegar água para o acampamento no meio da trilha, pois não existe perto do cume.
Mapa Dinâmico
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Dicas
  
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