Não há quem não chegue no Alto da Ventania e não fique intrigado quando vê aquela linha de torres descendo a serra até o vilarejo de Santo Aleixo, e é justamente por esse o caminho que se dá mais uma bela travessia de nossa serra imperial: a Travessia Caxambu x Santo Aleixo.
Nessa travessia podemos apreciar algumas das paisagens mais maravilhosas de nossas serras, já no inicio da subida para o Alto da Ventania é possível apreciar uma bela paisagem com destaque para Maria Comprida, para o pontudo Pico do Alcobaça e também para a sequencia das linhas de transmissão que seguem até se perder no horizonte. Já no Alto da Ventania a paisagem que mais nos chama a atenção é o Pico Grande de Magé com seu formato triangular bem na nossa frente e bem ao seu lado é possível ver parte do trajeto dessa travessia. No Alto da Ventania também podemos admirar a Pedra do Inferno com seus dois cumes, o maciço da Serra dos Órgãos com destaque para os Castelos do Açu e até mesmo o fundo da Baia da Guanabara. Outro local de beleza estonteante é a Garganta das Três Torres, de lá é possível já ver o vilarejo de Santo Aleixo com o Pico Pequeno de Magé bom aos seus pés.
A trilha desta travessia é mantida pelos funcionários da companhia de transmissão elétrica, pois é por ela que os mesmos fazem a manutenção das torres de alta tensão, mas não existe uma manutenção regular, pois tem épocas que a trilha está aberta e em outras está praticamente fechada, acho que a manutenção da mesma seja feita somente quando tem alguma demanda de concerto ou manutenção nas torres.
A travessia possui um desnível muito grande, são cerca de 500 metros de subida até o Alto da Ventania e são mais 1500 metros de desnível do Alto da Ventania até Santo Aleixo, e isso em quase 15 quilometro de extensão, ou seja, prepare os joelhos, pois eles vão sofrer um bocado.
Parece que a linha da trilha segue a linha de alta tensão, mas não é verdade, essa travessia pode se dividida em algumas 5 partes:
  
1 - A primeira é a subida do Caxambu até o Alto da Ventania, que é a única parte de subida dessa travessia e nessa parte a trilha praticamente corre ao lado das linhas de transmissão.
  
2- A segunda parte é a descida do Alto da Ventania até uma área de acampamento um pouco antes de entrar no descampado, essa parte é de quase 300 metros de desnível (negativo) e se passa praticamente sobre copas de belas árvores de nossa Mata Atlântica, nessa parte a trilha hora acompanha a linhas das torres e em outros momentos se afasta um pouco.
  
3- A terceira parte é a do descampado, que é uma trilha praticamente plana em um descampado forrado por capim melado, um macete para encontrar a trilha nesse ponto é que ele segue a linha de transmissão até um local chamado de Garganta das Três Torres.
  
4- A quarta parte da trilha é a pior de longe, ela começa na Garganta das Três Torres e nesse ponto não é mais possível mais caminhar seguindo as torres de perto, pois os cabos das mesmas mergulham em um grande penhasco (por isso o nome garganta) e só vão se conectar a próxima torre quilômetros abaixo, então o jeito aqui é descer a encosta longe das torres em um zig-zag respeitando as curvas de nível do terreno até praticamente já bem perto do final da descida. Nessa parte o desnível aumenta muito além de ter que passar por chatos Taquaruçus.
  
5- A última e quinta parte é mamão com açúcar, é praticamente andar por trilhas bem abertas e por estradinhas de terras já bem próximo ao nosso destino final.
Para quem quiser esticar o fim de semana em Santo Aleixo pode ser uma boa pedida, pois lá existem muitas opções de caminhadas, como a caminhada para a Cachoeira do Monjolo, para o Pico do Itacolomy, para o Morro do Sapecado, para o Morro da Boa Vista, para o Pico Menor de Magé, etc...
  
Altitude Máxima: 1.270 m (Ato da Ventania).
  
Nível: Caminhada Semi-pesada.
  
Duração: 5h00 min até 7h00 min (Travessia).
  
Carta Topográfica: Petrópolis.
  
Atração: paisagem.
A partir da rodoviária no centro de Petrópolis dirija-se ao ponto do Caxambu. Pegue o ônibus Caxambu Santa Izabel. Descer no ponto final.
Siga a estradinha com calçamento de pedra sem dobrar para a ponte. Siga sempre subindo até chegar numa estrada de terra, sempre seguindo as torres de alta tensão, você passará por duas bifurcações, mas sempre se mantenha na estradinha principal até chegar um momento que ela se divide em duas, pegue a estrada da direita que é uma subida com calçamento de pedra, do ponto de ônibus até aqui devemos ter andado cerca de 15 minutos.
Suba por essa estradinha por mais 10 minutos (cuidados com os cachorros) até ver uma entradinha na mata a esquerda antes de uma casa, entre aí, nesse ponto precisamos atravessar um riacho pulando por pedras, mas nesse ponto é bem fácil de fazê-lo. Assim que atravessar o rio chegaremos a uma cerca de arame farpado, nesse ponto a trilha acompanha a cerca para direita e é por devemos seguir por alguns minutos até chegar em um lugar que tem uma passagem para atravessa-la. Continue na trilha mas observe um bifurcação seguindo para a direita, é nela que devemos entrar. A a partir de agora você vai precisar seguir sua intuição para procurar alguma trilha nesse ponto que te levará na direção das torres, é que a trilha nesse ponto vai mudando de acordo com manejo do terreno em função das plantações, uma dica é andar na perto da borda direita da plantação, mais ou menos paralelo ao rio.
Siga até o final das plantações em direção as torres para começar a subir a encosta, bem no começo da subida passaremos por um chato capim melado, que pode tampar um pouco o traçado da trilha, mas tente seguir na direção de um conjunto de duas torres, pois a trilha passará bem no meio delas, que são as primeiras torres já fora da plantação. Se você já estava achando ruim o capim melado, para piorar, ele acaba para dar lugar a horríveis samambaias que ficam te arranhando o tempo todo.
Seguindo pela trilha no meio das samambaias em menos de 20 minutos (após passar por dentro das torres) chegaremos em uma bifurcação, a trilha da esquerda é um atalho que sobe reto que precisamos evitar, a trilha da direita é a original que devemos seguir pois ela respeita as curvas de nível da encosta. A partir desse ponto a trilha fica bem marcada e passaremos a andar praticamente na sobra, sobre as copas de bonitas árvores de nossa Mata Atlântica, e vai assim até chegar no Alto da Ventania. Nessa bifurcação normalmente paramos para descansar e para apreciar uma bela vista, desse ponto apreciamos a imponente e sombria face sul da Maria Comprida e também o pontudo cume do Alcobaça.
Com um pouco mais de 15 minutos de caminhada após da última bifurcação chegaremos a um ponto de água que costuma deixar a trilha molhada e escorregadia, logo após esse ponto começaremos a subir em zig-zag até alcançar uma torre em mais 25 minutos de caminhada. Após essa torre a trilha faz uma curva para a esquerda e segue mais ou menos plana e pouco inclinada até se encontrar com o final do atalho que evitamos. Agora a trilha segue praticamente reta com uma inclinação média de 45 graus até chegar no Alto da Ventania com mais 15 minutos de pernada.
Quase chegando ao cume do Alto da Ventania a trilha sai da mata para cortar um capim baixinho que dependendo da estação do ano fica com uma bonita aparência dourada. Esse capim cobre praticamente todo Ventania que também é salpicado por muitos blocos de pedras onde normalmente paramos para fazer um bom lanche reforçado, além de tirar várias fotos de suas muitas lajes e blocos de pedras, pois o visual daqui é estonteante. Daqui de cima o que nos chama mais atenção é o Pico Grande de Magé com seu formato triangular bem na nossa frente, mas também podemos admirar a Pedra do Inferno com seus dois cumes, o maciço da Serra dos Órgãos com destaque para os Castelos do Açu e até mesmo os fundos da Baia da Guanabara.
O Alto da Ventania não possui um cume definido, ele é um amplo platô onde a serra não é tão escarpa, servindo de passagem para quem quer descer a serra nessa bela travessia, e é por esse motivo que o Ventania foi escolhido como o local onde passaria a rede de transmissão elétrica que liga a serra ao litoral.
Seguindo a trilha já no cume do Ventania, a primeira bifurcação a direita, é a bifurcação de outra bela travessia, a Travessia Cobiçado x Ventania. Continuamos seguindo até chegar na próxima bifurcação a direita que desce em um vale entre a Pedra do Inferno no lado direito e o Pico Grande de Magé do lado esquerdo, assim que entramos nessa trilha já podemos observar toda linha das torres que praticamente vamos seguir nessa travessia até Santo Aleixo, desse ponto são aproximados 1.500 metros de desnível de descida em 10 km de distância até o final.
Entrado nessa bifurcação a direita passaremos logo ao lado de uma torre e continuaremos descendo em uma trilha bastante escorregadia, em pouco tempo o capim dá lugar a árvores de médio porte e um pouco depois andaremos sobre copas de grande árvores. Em 20 minutos de descida em uma trilha razoavelmente marcada vamos precisar desviar um pouco da trilha original, pois uma grande árvore de 40 metros de altura caiu sobre a trilha, obstruindo a mesma completamente, é preciso nesse ponto subir em um barraco para passar por cima do grosso tronco da árvore. Depois de superado esse obstáculo seguimos na trilha que em mais 10 minutos chegaremos em um bonito riacho que vale uma parada para reabastecer os cantis e para admirar a beleza cênica do local.
Precisaremos atravessar o rio pulando por cima das pedras, seguindo caminhado chegaremos em um local que é ótimo para um acampamento, com árvores bem altas e com a mata não muito fechada, esse local é usado para quem faz essa travessia em dois dias, normalmente para quem está fazendo o sentido inverso, ou seja, subindo um desnível de 1.500 metros.
Em poucos minutos após a área de acampamento a vegetação muda novamente, agora caminharemos sobre um descampado forrado de capim melado que normalmente tampa toda a trilha, mas favorece o visual da mesma, ótimo para tirar muitas fotos. O macete nesse ponto para achar o traçado da trilha é saber que ela passa por debaixo da primeira torre já nesse capinzal e vai seguindo os cabos de alta-tensão. Nesse ponto não é necessário ir pela a encosta mais alta e a direita das torres, mas também é possível caso não ache a trilha. Se não achar vá caminhado sempre paralelo as torres até um local chamado de Garganta das Três Torres que é um local onde se tem a vista mais bonita de toda travessia, e aproveite para tirar a tradicional foto na pequena arvorezinha retorcida e desfolhada (infelizmente essa arvorezinha símbolo da travessia caiu sobre o barranco). Desse ponto a vista realmente é maravilhosa, avistamos os dois picos principais picos de Magé, o Grande a nossa esquerda e o Pequeno praticamente na nossa frente com o vilarejo de Santo Aleixo aos seus pés.
Você vai saber que chegou na Garganta das Três Torres, obviamente porque nesse local existem três torres sendo uma está fora de uso, e nesse ponto não é mais possível mais caminhar seguindo as torres de perto, pois os cabos das mesmas mergulham em um grande penhasco (por isso o nome garganta) e só vão se conectar a próxima torre quilômetros abaixo, então o jeito aqui é descer a encosta longe das torres em um zig-zag respeitando as curvas de nível do terreno até praticamente já bem perto do final da descida.
A trilha agora desce indo para a esquerda e adentrando agora em uma espessa mata, essa parte da trilha é a pior, pois é bastante fechada, cansativa e cheia de obstáculos, como descidas de barrancos, alguns trepa-pedras e ainda vamos precisar nos rastejar em outros pontos, ou seja, você vai se sentir o verdadeiro Pitfall. Em menos de 10 minutos já dentro dessa mata, passaremos pelo primeiro ponto d’água, e com mais 5 minutos no segundo e com mais 3 minutos no terceiro. Mais 10 minutos de caminhada passaremos por um trepa-pedra que é necessário ter um pouco de cuidado para superá-lo, não é difícil.
Mais 15 minutos de caminhada após o trepa-pedra chegaremos na parte mais delicada (e chata) da travessia, a passagem pelos Taquaruçus que é uma espécie de Bambu bem grosso e que não é possível ser cortando com os nossos facões. Nesse ponto vamos precisar rastejar, passar por cima e até mesmo improvisar algum desvio para superar esses Bambus gigantes, e vamos assim praticamente por 1 hora em um zig-zag na companhia desses Taquaruçus. Atualmente (Maio 2011) a trilha está aberta e é possível superar esse trecho sem maiores problemas.
Após os Taquaruçus trilha volta a alcançar o descampado das torres já bem embaixo. Seguindo a trilha voltaremos a adentrar na mata e passaremos por alguns riachos e depois por uma casinha a esquerda e uma cerca a direita, nesse ponto o macete é sempre ficar na trilha mais marcada até chegar a uma rua, agora é só seguir essa rua até chegar ao centrinho de Santo Aleixo, que é o final dessa bela travessia.
Se quiser esticar o fim de semana em Santo Aleixo pode ser uma boa pedida, pois lá existem muitas opções de caminhadas, como a caminhada para a Cachoeira do Monjolo, para o Pico do Itacolomy, para o Morro do Sapecado, para o Morro da Boa Vista, para o Pico Menor de Magé, etc...
Pela localidade Santa Izabel no Caxambu Pequeno.
Com é uma travessia que o ponto inicial da caminhada fica muito longe do ponto final, já em outro município eu recomendo subir para Petrópolis de ônibus. Da rodoviária Novo-Rio (rodoviária da cidade do Rio de Janeiro) saem ônibus para Petrópolis a cada hora e custa cerca de 15 reais.
Já na rodoviária em Petrópolis que fica as margens da BR-040, pegar um outro ônibus que segue para a rodoviária do centro de Petrópolis, e lá pegar o ônibus Caxambu Santa Izabel. Seguir nesse ônibus até o ponto final.
O inverno é a melhor estação do ano para se caminhar/escalar os morros de Petrópolis, principalmente nas de maior duração e/ou com pernoite, pois o tempo é bem mais estável.
Nas demais estações é possível ir, mas esteja preparado para chuvas principalmente no final da tarde, no verão as temperaturas podem chegar perto dos 40°C.
A melhor área de acampamento nessa travessia é nas proximidades no Alto da Ventania, pois, alem de plano ainda encontramos água nas redondezas e ainda possui uma vista maravilhosa, mas cuidado, pois é área freqüentada por caçadores. Outro detalhe é que toda extensão dessa travessia foi recentemente incorporada ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos, e eu não sei como fica essa questão juntamente com o parque.
Outro bom ponto de acampamento nessa travessia é descendo do Alto da Ventania para Santo Aleixo por volta de 1 hora, um pouco depois do primeiro riacho, esse é um local plano, bastante protegido e com água até para tomar banho nas redondezas. Esse local é mais utilizado para quem faz essa travessia em dois dias no sentido inverso, ou seja, de Santo Aleixo para o Caxambu.
2011-03 - Travessia Caxambu x Santo Aleixo
2009-04 - Travessia Caxambu x Santo Aleixo
Carta Topográfica de Petrópolis
Travessia Caxambu x Santo Aleixo - Petrópolis - RJ (Incompleto) (CA)
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.
Adote uma Montanha
Travessia Caxambu x Santo Aleixo
Travessia Caxambu x Santo Aleixo
Descrição
Não há quem não chegue no Alto da Ventania e não fique intrigado quando vê aquela linha de torres descendo a serra até o vilarejo de Santo Aleixo, e é justamente por esse o caminho que se dá mais uma bela travessia de nossa serra imperial: a Travessia Caxambu x Santo Aleixo.
Nessa travessia podemos apreciar algumas das paisagens mais maravilhosas de nossas serras, já no inicio da subida para o Alto da Ventania é possível apreciar uma bela paisagem com destaque para Maria Comprida, para o pontudo Pico do Alcobaça e também para a sequencia das linhas de transmissão que seguem até se perder no horizonte. Já no Alto da Ventania a paisagem que mais nos chama a atenção é o Pico Grande de Magé com seu formato triangular bem na nossa frente e bem ao seu lado é possível ver parte do trajeto dessa travessia. No Alto da Ventania também podemos admirar a Pedra do Inferno com seus dois cumes, o maciço da Serra dos Órgãos com destaque para os Castelos do Açu e até mesmo o fundo da Baia da Guanabara. Outro local de beleza estonteante é a Garganta das Três Torres, de lá é possível já ver o vilarejo de Santo Aleixo com o Pico Pequeno de Magé bom aos seus pés.
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A trilha desta travessia é mantida pelos funcionários da companhia de transmissão elétrica, pois é por ela que os mesmos fazem a manutenção das torres de alta tensão, mas não existe uma manutenção regular, pois tem épocas que a trilha está aberta e em outras está praticamente fechada, acho que a manutenção da mesma seja feita somente quando tem alguma demanda de concerto ou manutenção nas torres.
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A travessia possui um desnível muito grande, são cerca de 500 metros de subida até o Alto da Ventania e são mais 1500 metros de desnível do Alto da Ventania até Santo Aleixo, e isso em quase 15 quilometro de extensão, ou seja, prepare os joelhos, pois eles vão sofrer um bocado.
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Parece que a linha da trilha segue a linha de alta tensão, mas não é verdade, essa travessia pode se dividida em algumas 5 partes:
  
1 - A primeira é a subida do Caxambu até o Alto da Ventania, que é a única parte de subida dessa travessia e nessa parte a trilha praticamente corre ao lado das linhas de transmissão.  
2- A segunda parte é a descida do Alto da Ventania até uma área de acampamento um pouco antes de entrar no descampado, essa parte é de quase 300 metros de desnível (negativo) e se passa praticamente sobre copas de belas árvores de nossa Mata Atlântica, nessa parte a trilha hora acompanha a linhas das torres e em outros momentos se afasta um pouco.  
3- A terceira parte é a do descampado, que é uma trilha praticamente plana em um descampado forrado por capim melado, um macete para encontrar a trilha nesse ponto é que ele segue a linha de transmissão até um local chamado de Garganta das Três Torres.  
4- A quarta parte da trilha é a pior de longe, ela começa na Garganta das Três Torres e nesse ponto não é mais possível mais caminhar seguindo as torres de perto, pois os cabos das mesmas mergulham em um grande penhasco (por isso o nome garganta) e só vão se conectar a próxima torre quilômetros abaixo, então o jeito aqui é descer a encosta longe das torres em um zig-zag respeitando as curvas de nível do terreno até praticamente já bem perto do final da descida. Nessa parte o desnível aumenta muito além de ter que passar por chatos Taquaruçus.  
5- A última e quinta parte é mamão com açúcar, é praticamente andar por trilhas bem abertas e por estradinhas de terras já bem próximo ao nosso destino final.|
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Para quem quiser esticar o fim de semana em Santo Aleixo pode ser uma boa pedida, pois lá existem muitas opções de caminhadas, como a caminhada para a Cachoeira do Monjolo, para o Pico do Itacolomy, para o Morro do Sapecado, para o Morro da Boa Vista, para o Pico Menor de Magé, etc...
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Altitude Máxima: 1.270 m (Ato da Ventania).  
Nível: Caminhada Semi-pesada.  
Duração: 5h00 min até 7h00 min (Travessia).  
Carta Topográfica: Petrópolis.  
Atração: paisagem.A Trilha
A partir da rodoviária no centro de Petrópolis dirija-se ao ponto do Caxambu. Pegue o ônibus Caxambu Santa Izabel. Descer no ponto final.
Siga a estradinha com calçamento de pedra sem dobrar para a ponte. Siga sempre subindo até chegar numa estrada de terra, sempre seguindo as torres de alta tensão, você passará por duas bifurcações, mas sempre se mantenha na estradinha principal até chegar um momento que ela se divide em duas, pegue a estrada da direita que é uma subida com calçamento de pedra, do ponto de ônibus até aqui devemos ter andado cerca de 15 minutos.
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Suba por essa estradinha por mais 10 minutos (cuidados com os cachorros) até ver uma entradinha na mata a esquerda antes de uma casa, entre aí, nesse ponto precisamos atravessar um riacho pulando por pedras, mas nesse ponto é bem fácil de fazê-lo. Assim que atravessar o rio chegaremos a uma cerca de arame farpado, nesse ponto a trilha acompanha a cerca para direita e é por devemos seguir por alguns minutos até chegar em um lugar que tem uma passagem para atravessa-la. Continue na trilha mas observe um bifurcação seguindo para a direita, é nela que devemos entrar. A a partir de agora você vai precisar seguir sua intuição para procurar alguma trilha nesse ponto que te levará na direção das torres, é que a trilha nesse ponto vai mudando de acordo com manejo do terreno em função das plantações, uma dica é andar na perto da borda direita da plantação, mais ou menos paralelo ao rio.
Siga até o final das plantações em direção as torres para começar a subir a encosta, bem no começo da subida passaremos por um chato capim melado, que pode tampar um pouco o traçado da trilha, mas tente seguir na direção de um conjunto de duas torres, pois a trilha passará bem no meio delas, que são as primeiras torres já fora da plantação. Se você já estava achando ruim o capim melado, para piorar, ele acaba para dar lugar a horríveis samambaias que ficam te arranhando o tempo todo.
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Seguindo pela trilha no meio das samambaias em menos de 20 minutos (após passar por dentro das torres) chegaremos em uma bifurcação, a trilha da esquerda é um atalho que sobe reto que precisamos evitar, a trilha da direita é a original que devemos seguir pois ela respeita as curvas de nível da encosta. A partir desse ponto a trilha fica bem marcada e passaremos a andar praticamente na sobra, sobre as copas de bonitas árvores de nossa Mata Atlântica, e vai assim até chegar no Alto da Ventania. Nessa bifurcação normalmente paramos para descansar e para apreciar uma bela vista, desse ponto apreciamos a imponente e sombria face sul da Maria Comprida e também o pontudo cume do Alcobaça.
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Com um pouco mais de 15 minutos de caminhada após da última bifurcação chegaremos a um ponto de água que costuma deixar a trilha molhada e escorregadia, logo após esse ponto começaremos a subir em zig-zag até alcançar uma torre em mais 25 minutos de caminhada. Após essa torre a trilha faz uma curva para a esquerda e segue mais ou menos plana e pouco inclinada até se encontrar com o final do atalho que evitamos. Agora a trilha segue praticamente reta com uma inclinação média de 45 graus até chegar no Alto da Ventania com mais 15 minutos de pernada.
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Quase chegando ao cume do Alto da Ventania a trilha sai da mata para cortar um capim baixinho que dependendo da estação do ano fica com uma bonita aparência dourada. Esse capim cobre praticamente todo Ventania que também é salpicado por muitos blocos de pedras onde normalmente paramos para fazer um bom lanche reforçado, além de tirar várias fotos de suas muitas lajes e blocos de pedras, pois o visual daqui é estonteante. Daqui de cima o que nos chama mais atenção é o Pico Grande de Magé com seu formato triangular bem na nossa frente, mas também podemos admirar a Pedra do Inferno com seus dois cumes, o maciço da Serra dos Órgãos com destaque para os Castelos do Açu e até mesmo os fundos da Baia da Guanabara.
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O Alto da Ventania não possui um cume definido, ele é um amplo platô onde a serra não é tão escarpa, servindo de passagem para quem quer descer a serra nessa bela travessia, e é por esse motivo que o Ventania foi escolhido como o local onde passaria a rede de transmissão elétrica que liga a serra ao litoral.
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Seguindo a trilha já no cume do Ventania, a primeira bifurcação a direita, é a bifurcação de outra bela travessia, a Travessia Cobiçado x Ventania. Continuamos seguindo até chegar na próxima bifurcação a direita que desce em um vale entre a Pedra do Inferno no lado direito e o Pico Grande de Magé do lado esquerdo, assim que entramos nessa trilha já podemos observar toda linha das torres que praticamente vamos seguir nessa travessia até Santo Aleixo, desse ponto são aproximados 1.500 metros de desnível de descida em 10 km de distância até o final.
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Entrado nessa bifurcação a direita passaremos logo ao lado de uma torre e continuaremos descendo em uma trilha bastante escorregadia, em pouco tempo o capim dá lugar a árvores de médio porte e um pouco depois andaremos sobre copas de grande árvores. Em 20 minutos de descida em uma trilha razoavelmente marcada vamos precisar desviar um pouco da trilha original, pois uma grande árvore de 40 metros de altura caiu sobre a trilha, obstruindo a mesma completamente, é preciso nesse ponto subir em um barraco para passar por cima do grosso tronco da árvore. Depois de superado esse obstáculo seguimos na trilha que em mais 10 minutos chegaremos em um bonito riacho que vale uma parada para reabastecer os cantis e para admirar a beleza cênica do local.
Precisaremos atravessar o rio pulando por cima das pedras, seguindo caminhado chegaremos em um local que é ótimo para um acampamento, com árvores bem altas e com a mata não muito fechada, esse local é usado para quem faz essa travessia em dois dias, normalmente para quem está fazendo o sentido inverso, ou seja, subindo um desnível de 1.500 metros.
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Em poucos minutos após a área de acampamento a vegetação muda novamente, agora caminharemos sobre um descampado forrado de capim melado que normalmente tampa toda a trilha, mas favorece o visual da mesma, ótimo para tirar muitas fotos. O macete nesse ponto para achar o traçado da trilha é saber que ela passa por debaixo da primeira torre já nesse capinzal e vai seguindo os cabos de alta-tensão. Nesse ponto não é necessário ir pela a encosta mais alta e a direita das torres, mas também é possível caso não ache a trilha. Se não achar vá caminhado sempre paralelo as torres até um local chamado de Garganta das Três Torres que é um local onde se tem a vista mais bonita de toda travessia, e aproveite para tirar a tradicional foto na pequena arvorezinha retorcida e desfolhada (infelizmente essa arvorezinha símbolo da travessia caiu sobre o barranco). Desse ponto a vista realmente é maravilhosa, avistamos os dois picos principais picos de Magé, o Grande a nossa esquerda e o Pequeno praticamente na nossa frente com o vilarejo de Santo Aleixo aos seus pés.
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Você vai saber que chegou na Garganta das Três Torres, obviamente porque nesse local existem três torres sendo uma está fora de uso, e nesse ponto não é mais possível mais caminhar seguindo as torres de perto, pois os cabos das mesmas mergulham em um grande penhasco (por isso o nome garganta) e só vão se conectar a próxima torre quilômetros abaixo, então o jeito aqui é descer a encosta longe das torres em um zig-zag respeitando as curvas de nível do terreno até praticamente já bem perto do final da descida.
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A trilha agora desce indo para a esquerda e adentrando agora em uma espessa mata, essa parte da trilha é a pior, pois é bastante fechada, cansativa e cheia de obstáculos, como descidas de barrancos, alguns trepa-pedras e ainda vamos precisar nos rastejar em outros pontos, ou seja, você vai se sentir o verdadeiro Pitfall. Em menos de 10 minutos já dentro dessa mata, passaremos pelo primeiro ponto d’água, e com mais 5 minutos no segundo e com mais 3 minutos no terceiro. Mais 10 minutos de caminhada passaremos por um trepa-pedra que é necessário ter um pouco de cuidado para superá-lo, não é difícil.
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Mais 15 minutos de caminhada após o trepa-pedra chegaremos na parte mais delicada (e chata) da travessia, a passagem pelos Taquaruçus que é uma espécie de Bambu bem grosso e que não é possível ser cortando com os nossos facões. Nesse ponto vamos precisar rastejar, passar por cima e até mesmo improvisar algum desvio para superar esses Bambus gigantes, e vamos assim praticamente por 1 hora em um zig-zag na companhia desses Taquaruçus. Atualmente (Maio 2011) a trilha está aberta e é possível superar esse trecho sem maiores problemas.
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Após os Taquaruçus trilha volta a alcançar o descampado das torres já bem embaixo. Seguindo a trilha voltaremos a adentrar na mata e passaremos por alguns riachos e depois por uma casinha a esquerda e uma cerca a direita, nesse ponto o macete é sempre ficar na trilha mais marcada até chegar a uma rua, agora é só seguir essa rua até chegar ao centrinho de Santo Aleixo, que é o final dessa bela travessia.
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Se quiser esticar o fim de semana em Santo Aleixo pode ser uma boa pedida, pois lá existem muitas opções de caminhadas, como a caminhada para a Cachoeira do Monjolo, para o Pico do Itacolomy, para o Morro do Sapecado, para o Morro da Boa Vista, para o Pico Menor de Magé, etc...
Acesso
Pela localidade Santa Izabel no Caxambu Pequeno.
Como Chegar
Com é uma travessia que o ponto inicial da caminhada fica muito longe do ponto final, já em outro município eu recomendo subir para Petrópolis de ônibus. Da rodoviária Novo-Rio (rodoviária da cidade do Rio de Janeiro) saem ônibus para Petrópolis a cada hora e custa cerca de 15 reais.
Já na rodoviária em Petrópolis que fica as margens da BR-040, pegar um outro ônibus que segue para a rodoviária do centro de Petrópolis, e lá pegar o ônibus Caxambu Santa Izabel. Seguir nesse ônibus até o ponto final.
Quando Ir
O inverno é a melhor estação do ano para se caminhar/escalar os morros de Petrópolis, principalmente nas de maior duração e/ou com pernoite, pois o tempo é bem mais estável.
Nas demais estações é possível ir, mas esteja preparado para chuvas principalmente no final da tarde, no verão as temperaturas podem chegar perto dos 40°C.
Mapa
Altimetria
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Acampamento
A melhor área de acampamento nessa travessia é nas proximidades no Alto da Ventania, pois, alem de plano ainda encontramos água nas redondezas e ainda possui uma vista maravilhosa, mas cuidado, pois é área freqüentada por caçadores. Outro detalhe é que toda extensão dessa travessia foi recentemente incorporada ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos, e eu não sei como fica essa questão juntamente com o parque.
Outro bom ponto de acampamento nessa travessia é descendo do Alto da Ventania para Santo Aleixo por volta de 1 hora, um pouco depois do primeiro riacho, esse é um local plano, bastante protegido e com água até para tomar banho nas redondezas. Esse local é mais utilizado para quem faz essa travessia em dois dias no sentido inverso, ou seja, de Santo Aleixo para o Caxambu.
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