Pedra da Mãe D'Água

Pedra da Mãe D'Água


Tipo: Montanha / Morro / Rocha

Região: Serra dos Órgãos

Localização: Petrópolis - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°27'54.01"S / 43° 7'5.19"W

Atividades: Caminhadas e Escaladas

Época do Ano: Primavera, Outono e Inverno

Altitude: 1.630 m




Descrição



O Pedra da Mãe D’Água é a montanha que mais se destaca quando olhamos para a serra do centrinho de Corrêias, mas ainda assim ela é pouquíssima conhecida além de ser ofuscada pelo seu irmão maior, que é o símbolo do montanhismo de Petrópolis  - O Pico do Alcobaça - que fica bem ao seu lado, por isso mesmo trilhar suas íngremes encostas é um privilégio para poucos, pois a trilha é fechada e bem mais difícil que a do próprio Alcobaça, mesmo sendo a Mãe D'Água quase 200 metros mais baixa.


A Mãe D'Água com sua imensa face norte (frente) e o Pico do Alcobaça (atrás)


A pedra da Mãe D'Água se eleva a 1.630 metros de altitude e possui uma imensa face rochosa virada para o norte e é nessa face que encontramos alguma das vias mais clássicas e completas de Petrópolis como por exemplo a via do Lagartão com quase 400 metros de extenção.

Por ser um conjunto isolado juntamente com o Alcobaça o visual da Mãe D'Água é impressionante, pois não há nada na frente para atrapalhar o visual para as montanhas mas longes, a não ser pelo próprio Alcobaça que está bem coladinho, mas ele não atrapalha nem um pouco a vista, mas sim é o diferencial da caminhada, pois ver o cone rochoso do Alcobaça bem de perto realmente é o ponto forte de toda atividade, mas não é só isso que a Mãe D'Água prepara para os mais dispostos... e sim apenas o começo, pois de seu cume é possivel ver a grande muralha da Serra dos Órgãos com destaque para os Castelitos, Pico da Glória e o Mamute, mas ao lado e também bem perto é possível ver o belo Cone com seu formato peculiar que deu origem ao seu nome. Mais ao longe é possivel ver a Serra das Araras com desteque óbvio para a Maria Comprida. É possível ainda ver o centrinho de Itaipava e até mesmo ver os prédios mais altos do centro de Petrópolis.


Visual da Trilha - Pico do Alcobaça


As encostas da Pedra da Mãe D’Água e do Pico do Alcobaça faziam parte da antiga Fazenda Alcobaça, que era uma propriedade da Companhia Petropolitana de Tecidos. Após a sua falência, essa grande área foi vendida em 1982 ao extinto Banco Nacional da Habitação (BNH), que tinha um projeto para a construção de um grande conjunto habitacional de mais de 2.500 unidades.


Serra dos Órgãos visto do cume da Mãe D'Água


O tipo de ocupação pretendida acarretaria, sem dúvida, uma séria degradação dos recursos hídricos e dos mananciais que abastecem o bairro da Cascatinha, em Petrópolis, há mais de cem anos, sendo até hoje a única fonte de abastecimento de cerca dos 10 mil moradores locais. Por isso, na época houve uma enorme mobilização da comunidade local - principalmente de quem depende da água captada no local -, a qual impediu a construção desse condomínio. Em 1986, por ocasião da extinção do BNH, a área passou ao domínio da Caixa Econômica Federal.


Visual do Cume da Mãe D'Água


Para a proteção dessa área foi criada a Reserva Ecológica do Alcobaça em 05 de maio de 1989, pelo Decreto nº 97.717 que ocupa uma área de 2.280.000 m² com altitude que varia aproximadamente entre 825 m e 1.040 m. Foi somente em 11 de novembro de 2005 que a Caixa Econômica Federal assinou o termo de doação ao IBAMA da Reserva do Alcobaça. Esse evento de assinatura aconteceu em Petrópolis, no salão da Igreja de Cascatinha, com as presenças da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do diretor do IBAMA, Luiz Fernando Krieger, do vice-presidente da CAIXA, Fernando Nogueira, além de moradores da região.


Visual do Cume - Maria Comprida e a Serra das Araras


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou no dia 13 de setembro de 2008 um decreto que anexou ao Parque Nacional da Serra do Órgãos as vertentes que compreendem a Pedra da Mãe D'Água e também o Pico do Alcobaça, pois isso mesmo antes de trilhar suas encostas é importante comunicar ao parque a intenção de ir, mas como não passa por nenhuma portaria do parque o ingresso não é cobrado. A área anexada possui mais de 6.000.000 m² e foi requerida por se tratar de um ecossistema representativo da Mata Atlântica, com trechos de mata primária, encontrando-se em excelente estado de conservação.

   Altitude: 1.630 m.
   Nível: Caminhada Leve-superior.
   Duração: 2h00 min até 3h00 min (Ida).
   Carta Topográfica: Itaipava.
   Atração: Paisagem.

A Trilha



A caminhada começa na ladeira que mais parece uma estradinha de terra bem erodida que fica ao lado de um grande portão de madeira que é a entrada para o Sítio Ughetto (vide como chegar). Subindo por essa estradinha iremos passar por algumas casas simples com alguns cachorros bem ariscos e também por um bonito vale a nossa esquerda salpicado de plantações de flores. Depois de cerca de 15 minutos de caminhada vamos passar em frente a uma casa do lado direito da estradinha.


Estradinha


Dá para reconhecer a casa pelos beija-flores de porcelana que enfeitam sua fachada e também pela rampa de concreto que dá acesso aos fundos do terreno. Vamos ter que entrar no terreno da casa, pois o início da trilha é nos fundos da mesma. Para entrar na casa você pode tentar levantar o portão feito de arame, ou pela cerca lateral também feita de arame farpado.


Entrando na casa


Siga a rampa de concreto até o final do terreno até chegar em um larguinho onde tem outra casa construída que é mais simples que a primeira, pois essa só está nos tijolos. A trilha propriamente dita começa nos fundos desse terreno bem na frente dessa segunda casa. Entrando na trilha logo pegaremos uma bifurcação a esquerda e vamos seguindo subindo em ziguezague por uma trilha bem marcada, relativamente fácil e protegida pela sombra das árvores. De tempos em tempos nos depararemos nesse ponto da trilha por um cano preto, esse cano é que leva água do riacho até a casa, e é por isso que essa parte da trilha está bem cuidada.


Trilha da Mãe D'Água


Depois de cerca de 20 minutos nesse ziguezague chegaremos em uma laje que na verdade é um leito de um rio, nesse ponto é preciso ter o máximo de atenção pois teremos que atravessá-lo e precisaremos descer alguns metros pelo seu leito até chegar na continuação da trilha. Quero reforçar que nesse ponto é preciso ter muito cuidado, pois a laje é muito escorregadia e se escorregar vai ser uma viagem sem volta, pois alguns metros para frente o rio despenca no vazio. Uma dica nesse ponto é atravessar a laje logo quando chegar nela, e depois ir descendo pelo mato na outra margem até chegar na continuação da trilha.


Laje onde passa o riacho


A trilha continua na margem oposta do rio, mas logo de cara podemos reparar que ela está bem mais fechada com uma vegetação que vaira entre pequeno e médio porte. Depois de poucos minutos chegaremos em um bonito local descampado onde veremos o "cone rochoso" do Pico do Alcobaça e seu "ombro" direito bem na nossa frente.


O cone do Acobaça e seu ombro direito

"Achar a continuação da trilha nesse descampado na minha opinião é o ponto chave da caminhada, precisamos ter em mente que a triha sobe o ombro direito do Acobaça até atingir seu alto, mas ela não segue em direção ao cone do Alcobaça e sim continua mais para a direita para contornar o ombro até quase emparelhar a com a crista da Mãe D'Água."


Após sair da mata (menos de 5 minutos depois do riacho) é prudente marcar esse ponto pois na volta pode ser difícil visualizar esse acesso. Assim que sair da mata a trilha segue um pouquinho para a direita e logo depois encontraremos uma bifucação de uma trilha subindo e a outra também subindo mas que segue bem mais para a direita, essa segunda trilha está errada, acho que de tanto o pessoal errar acabou marcando a trilha errada, a trilha correta segue subindo reto e logo chegará a uma pequena laje onde pode ser um bom local para descanço e para um lanche reforçado, pois a subida que vem a seguir é bem ingrime e é a pior parte da caminhada.


Subindo pelas lajes


Após essa primeira laje, olhe para cima e tente visualizar uma outra laje mais acima de uns 2 a 3 metros de largura, bem comprida e bem mais ingrime. Repare bem pois é necessário subir por essa laje. Seguindo subindo reto, passaremos por mais uma laje e logo depois pela laje que visualizamos momentos antes, suba nessa laje e quando ela ficar muito ingrime repare que vai ter uma trilha saido da laje no lado esquerdo, não suba pela laje até o final, tente achar a saída para a trilha. Se não conseguir subir mais a laje e não conseguiu encontrar a trilha, volte descendo a laje e ache a entrada da trilha.


Saindo da laje e entrando na Trilha


Após a laje, a trilha segue subindo bem forte, mas ela pode estar um pouco fechada, mas a trilha é obvia e não tem bifurcações até chegar no alto do ombro do Alcobaça, essa trilha segue subindo forte e segue levemente para a direita até atingir o alto do ombro em cerca de 30 minutos de pernada. Chegando no alto do ombro a trilha segue margeando a encosta seguindo para a direita até quase emparelhar com a crista da Mãe D'Água onde a trilha começa a descer a encosta até chegar no ponto que a crista do Alcobaça encosta na crista da Mãe D'Água.


Andando no alto do ombro do Alcobaça


Depois de 10 minutos de descida a trilha adentra a uma mata e segue até encostar na Pedra da Mãe D'Água, nesse ponto a trilha segue para a direita subindo a sua encosta em uma trilha meio ingrime até chegar na sua crista. Assim que chegar na crista, marque o ponto de acesso para facilitar a volta. Nesse ponto tem uma trilha que segue para a esquerda para o mirante que sai de frente para o Alcobaça a uma que segue para a direita para o cume da Mãe D'Água. Seguindo para a direita subindo em poucos minutos a trilha adentra a uma bucólica mata salpicada de bromélias, realmente um show, e para melhorar, o chão é todo forrado de musgo formando um lindo tapete verde, no meu ver, esse ponto é a parte mais agradável de toda trilha.


Descendo o ombro e indo na direção da crista da Mãe D'Água


A trilha em poucos minutos sai da mata e ainda segue subindo pela crista até o cume, só que nessa parte a vegetação é bem rasteira. Essa última subida leva um pouco mais de 5 minutos para chegar no cume da Pedra da Mãe D'Água.


Trilhando a crista da Mãe D'Água pertinho do cume



Vias de Escalada



   Face Noroeste do Alcobaça: (2º III) 60 m

Conquistada em 15/05/1982 por Antônio Carlos Magalhães, Eric Nyssens, Murilo Pércia e Cesar Augusto Delgado.

   Mãe D’Água, Vr. da Crista: NE (IIsup) 50 m

Conquistada em 09/01/1982 por Antônio Carlos Magalhães, Eric Nyssens e Lis Maria Rabaço.

   Via do Lagartão do Mãe D’Água: 6º VIIb (A0(5)/VIIIa) 370 m

Sem dúvida, uma das escaladas mais completas e bonitas da cidade.

Conquistada em outubro de 1998 por Rogério Matos e Ildinei de Oliveira

   Mãe D’Água: Face Norte, 5º Vsup (A0(1)/VIIb), 400 m

Escalada que representou um marco para a sua época, pois, além de longa e exigente, toda protegida com grampos, foi conquistada num espírito bastante aventureiro, sendo de uma dificuldade elevada para os padrões vigentes.

Conquistada em 27/05/1979 por André Ilha e Wanderlei Stumpf.

   No Mundo Maior: 4° Vsup, 380 m


Localização



A Pedra da Mãe D'Água se localiza no Bairro Bonfim situado na Cidade de Petrópolis, região serrana estado do Rio de Janeiro.


Como Chegar



   De Ônibus:

A partir da rodoviária intermunicipal de Petrópolis (Terminal Bingen), pegue o ônibus da linha 150 que segue para o terminal rodoviário Corrêas. Já nesse terminal, é preciso fazer uma baldeação para pegar o ônibus da linha 616 Pinheiral (melhor opção porque o ponto final é mais perto do início da trilha) ou da linha 611 Bonfim. Descendo no ponto final é preciso continuar subindo a pé pela Estrada do Bonfim. Perto do Tche bar pegue a bifurcação da esquerda para continuar subindo pela estrada. Uns 100 metros antes da entrada para a Pousada Paraíso do Açu (que fica à esquerda) entre na Rua José Pimenta, que é uma rua de terra bem estreita e esburacada. Se você errar e não entrar nessa rua, em 5 minutos você chegará na portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos ou na Pousada.

Entrando na Rua José Pimenta logo você encontrará na sua direita a bela Igrejinha do Bonfim com uma bela plantação de rosas na frente da igreja. Continue seguindo a rua que dá uma virada para a esquerda e começa a subir. Suba a ladeira que tem uma pavimentação somente onde passam as rodas do carro até um grande portão de madeira, que é a entrada para o Sítio Ughetto. A ladeira parece acabar nesse portão, mas não acaba; se você reparar, ela continua mais à direita, mas nesse ponto ela se transforma em uma ladeira de terra estreita e bem erodida. Essa ladeira é o começo da caminhada para a Mãe D'Água e também para o Pico do Alcobaça.

Horários do ônibus Corrêas x Pinheiral - Linha 616
Horários do ônibus Corrêas x Bonfim - Linha 611


Igrejinha do Bonfim



   De Carro:

A partir do Rio de Janeiro, siga na direção de Petrópolis pela BR-040. Quase chegando a Petrópolis, não entre na cidade; continue na estrada na direção de Itaipava. Do fim do túnel você deve seguir uma média de 15 à 20 minutos para sair da rodovia e entrar a direita no acesso para Itaipava (nesse ponto você entrará na estrada União Indústria). Passe pelo trevo de Itaipava e continue em direção (não siga para Itaipava) aos bairros de Bonsucesso e Nogueira. Logo depois que passar por Nogueira você chegará à Corrêas. Nesse ponto entre à esquerda, atravesse a ponte e contorne a praça de Corrêas. Entre na Rua Agostinho Goulão; nesse ponto zere o hodômetro de seu carro, ande cerca de 3,5 km, entre à direita na Estrada do Bonfim.

Siga toda Estrada do Bonfim e perto do Tche bar entre a rua a esquerda para continuar subindo a estradinha. Uns 100 metros antes da entrada para a Pousada Paraíso do Açu (que fica à esquerda) entre na Rua José Pimenta, que é uma rua de terra bem estreita e esburacada. Se você errar e não entrar nessa rua você chegará na portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos ou na Pousada.

Entrando na Rua José Pimenta logo você encontrará na sua direita a bela Igrejinha do Bonfim com uma bela plantação de rosas na frente da igreja. Continue seguindo a rua que dá uma virada para a esquerda e começa a subir. Suba a ladeira que tem uma pavimentação somente onde passam as rodas do carro até um grande portão de madeira, que é a entrada para o Sítio Ughetto. Quando chegar nesse portão de madeira, estacione o carro. Nesse local tem uma área para estacionar uns 5 carros.

A ladeira parece acabar nesse portão, mas não acaba; se você reparar, ela continua mais à direita, mas nesse ponto ela se transforma em uma ladeira de terra estreita e bem erodida. Essa ladeira é o começo da caminhada para a Mãe D'Água e também para o Pico do Alcobaça. Se você possuir um 4x4 ou se apenas não tiver pena de seu carro, você ainda consegue subir mais um pouco com o veículo, mas eu não o aconselho, pois perto desse portão ainda tem alguns moradores que podem olhar seu carro, sem contar que essa ladeira está muito esburacada. Ela apenas serve para os moradores escoarem a produção de flores que é plantada nessa região.

Dica: Siga sempre as placas das Pousadas Cabanas do Açu e Paraíso do Açu, já que o começo da trilha é bem perto dessas pousadas.


Quando Ir



O inverno é a melhor estação do ano para se caminhar/escalar os morros de Petrópolis, principalmente nas de maior duração e/ou com pernoite, pois o tempo é bem mais estável.
Nas demais estações é possível ir, mas esteja preparado para chuvas principalmente no final da tarde, no verão as temperaturas podem chegar perto dos 40°C.


Acampamento



O cume não é muito plano, não é muito grande, não existem áreas protegidas para camping e nem água; por isso, se quiser acampar, procure ver antes a previsão meteorológica e de levar tudo o que precisar.


Mapa






Galeira de Fotos



2010-04 - Pedra da Mãe D'Água


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Carta Topográfica de Itaipava


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Tracklog da Pedra da Mãe D'Água


Dicas



Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.


Tempo





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comentários  

 
0 #1 31-03-2011 00:17
fantastica as informações, as fotos, e tudo mais
muito bacana.
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