O Pico da Lagoinha com seus 890 metros de altitude é o ponto culminante de Maricá e de toda a Região dos Lagos Fluminense. O seu cume, por ter uma vegetação bem fechada, impede um pouco os aventureiros de admirar o incrível visual da região, mas somos presenteados no decorrer de sua trilha, pois sempre que abre alguma clareira entre as árvores podemos contemplar um pouco da beleza dessa terra, como se fosse uma moldura para uma singular pintura.
De seu cume, é possível ver ao sul as praias e lagoas de Saquarema, Jaconé e Ponta Negra, além das praias de Maricá; ao norte as terras dos municípios de Tanguá e Rio Bonito, além de grande parte da cadeia de Montanhas que compõem a Serra dos Órgãos. A oeste é possível ver grande parte da Região dos Lagos - até mesmo Cabo Frio se o tempo estiver bem limpo - e a leste as terras do município de Niterói.
A trilha para o Pico da Lagoinha começa na Cachoeira do Espraiado, que, aliás, é um ótimo lugar para tomar um banho refrescante em suas 3 quedas e no seu poço artificial feito pela comunidade local. A cachoeira fica no bairro de mesmo nome a 15 km do centro da cidade. Durante a trilha passaremos por diversos córregos de águas cristalinas que compõem o cenário juntamente com a Mata Atlântica remanescente, onde encontramos vários animais silvestres. O pico recebeu esse nome por causa de um açude perto do ponto mais alto, construído pelos escravos.
O Pico da Lagoinha é exatamente o ponto de interseção das linhas de cumeada das Serras Redonda, Mato Grosso e Espraiado ou Barro de Ouro e também é o limite entre os Municípios de Maricá, Saquarema e Tanguá.
Existe uma grande confusão em relação a qual dos picos é o Pico da Lagoinha, eu nesse artigo estou me baseando na Carta Topográfica do IBGE e também em informações oficiais dos sites da Prefeitura de Maricá e Tanguá que indicam o Pico da Lagoinha como o ponto mais alto de ambos os municípios além de ser a intercessão dos mesmo. Outro problema é que a altura do Lagoinha na carta topográfica está errada, lá está indicando 879 metros e na verdade ele tem 890 metros, conferidos no meu próprio GPS, mas para piorar a confusão na carta existe um outro pico com os 890 metros de altitude, então esqueça esse tecnicismo e curta essa bela caminhada.
  
Altitude: 890 m.
  
Carta Topográfica: Saquarema.
  
Nível: Caminhada Leve Superior.
  
Duração: 03h (Ida).
  
Atração: paisagem.
A trilha para o Pico da Lagoinha começando na Cachoeira do Espraiado é classificada como leve-superior e possui uma duração média de 3 horas (ida) para se vencer um desnível aproximado de 720 metros.
A caminhada começa na Estrada do Espraiado bem em frente a cachoeira, onde é o melhor lugar para você estacionar seu carro. Lá sempre tem alguém tomando banho, além do pessoal que fica nos bares no local. A pernada começa seguindo a própria estradinha e logo no começo passaremos por uma minúscula e interessante capela a direita, que é imperceptível aos mais desatentos e com um pouco mais de 5 minutos de caminhada passaremos por um portão de ferro de uma propriedade, normalmente ele está aberto, mas se não tiver, pede-se licença e avisa que vai fazer uma caminhada na trilha para quem estiver por perto.
Caminhado mais dois minutos após o portão cruzaremos por um riacho pulando sobre as pedras. Vamos seguindo em frente pela própria estradinha que aos poucos vai ficando cada vez menor e mais precária, com mais 10 minutos passaremos por uma entrada de uma casa e entraremos em uma bifurcação à direita. Continuando a caminhada, mais 2 minutos (acompanhando um riacho à esquerda) cruzaremos mais um riacho e logo após esse riacho chegaremos numa entrada na mata à esquerda. Assim que entrar nesse entradinha logo encontraremos um riacho, que é um ótimo lugar para se refrescar. A trilha começa efetivamente ao cruzar esse riacho mais uma vez pulando de pedra em pedra, até agora caminhamos apenas em estradinhas de terra.
A partir do riacho caminharemos entre as árvores, mas desse ponto nos depararemos com várias trilhas, mas todas elas vão se unir mais acima, mas escolha mais a esquerda que começa a subindo forte em zig-zag. A inclinação aumenta bastante e nesse ponto observamos que ela é muito usada pelo pessoal do Motocross, porque a trilha está muito marcada e muito erodida; dá para ver perfeitamente as marcas no barro feitas pelas motos. Em menos de 10 minutos após o rio, passaremos por um casebre branco e logo após o casebre se descortinará em uma clareira o primeiro visual da trilha. Realmente é uma visão animadora, um pequeno petisco do que está por vir. Desse ponto já é possível ver o mar de Maricá. Mais 15 minutos de caminhada sairemos da mata e passaremos a caminhar em um descampado acompanhando uma cerca no lado esquerdo, mas ainda com a trilha bem marcada. Desse ponto já é possível ver claramente algumas praias de Maricá e alguns morros vizinhos.
A trilha segue subindo no belo descampado onde é interrompida por uma enorme voçoroca, nesse ponto podemos abandonar a trilha para subir a própria encosta que está a nossa direita, esse ponto é um ponto chave da trilha, se seguir pela trilha principal você poderá pegar mais para frente uma bifurcação a direita que vai sair no mesmo local, mas você vai andar um pouco mais, e se caminhar pela trilha principal você irá em direção as terras da cidade de Tanguá. Seguiremos subindo por essa encosta fora da trilha até ver uma grande árvore que se destaca completamente do pasto onde estamos. A sombra dessa árvore é costumeiramente usada pelo gado local para se proteger do forte sol, pois é a única árvore que projeta uma sombra decente nesse local. É importante achar essa árvore pois a trilha que segue para a travessia passa exatamente por ela.
Seguiremos por essa nova trilha e em menos de 10 minutos atingiremos o alto da Serra do Espraiado, que na verdade, é a divisa entre o município de Maricá com Tanguá. Nesse local existe restos de uma cerca de arame farpado exatamente na linha divisória dos municípios. Desse ponto temos outra grata surpresa da trilha: como estamos bem em cima da Serra do Espraiado, avista-se um grande tapete verde ao norte, que de fato são as terras dos municípios de Tanguá e Rio Bonito. Mas o mais surpreendente é que desse ponto já podemos avistar uma tênue silhueta da Serra dos Órgãos bem ao fundo. O Alto do Espraiado é um bom lugar para parar e descansar, mas pena que não tem uma sombra.
A pernada continua seguindo a trilha bem marcada que segue a cumeada da serra no sentido leste (à esquerda de quem está olhando de frente para o litoral) na direção da base de um pequeno e pontudo morro. Com aproximadamente 15 minutos de caminhada a partir do Ato do Espraiado a trilha sai do descampado adentrando em um bosque arborizado e logo após ela começa a descer. Atenção! Antes de entrar nessa parte mais arborizada é necessário pegar uma tênue bifurcação a direita, se não achar a tal bifurcação tente subir a íngreme encosta assim mesmo, mas não siga pela trilha principal! Não siga pela parte mais arborizada! Existe uma trilha bem discreta que sobe essa íngreme encosta (mais ou menos no sentido sudeste) até o ponto mais alto desse morro, mas as vezes por falta de uso ou por incêndios ela some mesmo, mas suba mesmo que fora da trilha, pois quando você chegar quase no topo dessa elevação você fatalmente encontrará a trilha para o Pico do Lagoinha. Essa conexão entre essas duas trilhas é o ponto chave de toda travessia, pode ter época que a trilha pode está mais obvia, e em outras que nem tanto.
Quase chegando no alto dessa elevação já é possível reencontrar a trilha, as poucos voltaremos a andar para o leste e entraremos em um trecho de Mata Atlântica com árvores bem altas e frondosas, mas agora a trilha fica pouco aparente. Podemos perceber que essa trilha é feita quase exclusivamente por caçadores que agem clandestinamente nessa região. Notamos que eles deixam seus mantimentos e pertences escondidos perto de seu acampamento - um verdadeiro absurdo. Eles se sentem bem à vontade nessa região, pois praticamente só eles conhecem essas trilhas. Para se ter uma idéia do que estou falando, nós conhecemos algumas pessoas que nasceram e moram até hoje na Serra do Espraiado e nem eles sabiam da existência dessa trilha para o Pico da Lagoinha. Eles conheciam apenas a trilha utilizada pelas motos. Precisamos incentivar arduamente as pessoas que gostam da natureza, a vivenciar esses momentos; só assim, com o aumento do tráfego nas trilhas é que conseguiremos inibir a ação clandestina dessas pessoas.
A trilha segue subindo forte dentro da mata acompanhando a linha da serra, em determinado momento dessa subida encontraremos uma cerca de arame com 1 metro de extensão fechando a trilha, não tem muito sentido essa cerquinha, mas acho que quem colocou ela aí pensou ter chegado ao Pico da Lagoinha, mas o pico fica a 3 minutos dali. É fácil se enganar onde exatamente é o cume, pois não temos nenhuma orientação visual, só sei olhando para o altímetro quando ele marca exatamente 890 de altitude. Do cume do Lagoinha não vemos muita coisa, mas é a parte onde a vegetação fica mais bela, com árvores nativas de nossa Mata Atlântica além das bromélias e das muitas flores coloridas.
Perto do Lagoinha quando a vegetação abre um pouco, é possível ver à leste uma extensa planície que corresponde às terras da Região dos Lagos. Ao sul, a Vila de Sampaio Correia, as Praias e Lagoas de Ponta Negra, Jaconé e Saquarema; dá até para ver a Igrejinha no alto da colina no centro de Saquarema. A trilha vira para o sul e em mais de 1 km atingimos o ponto mais alto de toda Região dos Lagos: o cume do Pico da Lagoinha. O que eu acho mais bonito de toda a caminhada não é o cume em si - pois ele é bem fechado e não tem muita coisa lá para ver -, mas a caminhada até aqui, pois ela é especial e cheia de surpresas e de paisagens maravilhosas.
O Pico da Lagoinha se localiza no exatamente ponto de interseção das linhas de cumeada das Serras Redonda, Mato Grosso e Espraiado ou Barro de Ouro e também é o limite entre os Municípios de Maricá, Saquarema e Tanguá.
O Acesso para a trilha para o Pico da Lagoinha é pela estrada do Espraiado que dá acesso ao bairro de mesmo nome.
O acesso para o Município de Maricá é feito pela RJ-106 que é chamada de Rodovia Amaral Peixoto. Ela liga o Município às cidades de Niterói e São Gonçalo. A rodovia está muito boa, pois ela foi reformada e duplicada há pouco tempo. No km 38 da RJ-106 entramos à esquerda na Estrada do Espraiado que dá acesso ao bairro de mesmo nome. Essa estrada corta todo Vale do São Francisco. Seguimos nessa estrada por cerca de 7 km até chegar na cachoeira, onde é o melhor lugar para estacionar seu carro.
Todas as estações são boas para caminhar até o Pico da Lagoinha, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.
2009-11 - Travessia Espraiado x Sampaio Correira
2007-05 - Pico da Lagoinha
Tracklog da Travessia Espraiado x Sampaio Correia via Pico da Lagoinha e Rampa de Asa Delta - Maricá/Saquarema - RJ
Carta Topográfica de Saquarema
  
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Pico da Lagoinha
Descrição
O Pico da Lagoinha com seus 890 metros de altitude é o ponto culminante de Maricá e de toda a Região dos Lagos Fluminense. O seu cume, por ter uma vegetação bem fechada, impede um pouco os aventureiros de admirar o incrível visual da região, mas somos presenteados no decorrer de sua trilha, pois sempre que abre alguma clareira entre as árvores podemos contemplar um pouco da beleza dessa terra, como se fosse uma moldura para uma singular pintura.
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De seu cume, é possível ver ao sul as praias e lagoas de Saquarema, Jaconé e Ponta Negra, além das praias de Maricá; ao norte as terras dos municípios de Tanguá e Rio Bonito, além de grande parte da cadeia de Montanhas que compõem a Serra dos Órgãos. A oeste é possível ver grande parte da Região dos Lagos - até mesmo Cabo Frio se o tempo estiver bem limpo - e a leste as terras do município de Niterói.
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A trilha para o Pico da Lagoinha começa na Cachoeira do Espraiado, que, aliás, é um ótimo lugar para tomar um banho refrescante em suas 3 quedas e no seu poço artificial feito pela comunidade local. A cachoeira fica no bairro de mesmo nome a 15 km do centro da cidade. Durante a trilha passaremos por diversos córregos de águas cristalinas que compõem o cenário juntamente com a Mata Atlântica remanescente, onde encontramos vários animais silvestres. O pico recebeu esse nome por causa de um açude perto do ponto mais alto, construído pelos escravos.
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O Pico da Lagoinha é exatamente o ponto de interseção das linhas de cumeada das Serras Redonda, Mato Grosso e Espraiado ou Barro de Ouro e também é o limite entre os Municípios de Maricá, Saquarema e Tanguá.
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Existe uma grande confusão em relação a qual dos picos é o Pico da Lagoinha, eu nesse artigo estou me baseando na Carta Topográfica do IBGE e também em informações oficiais dos sites da Prefeitura de Maricá e Tanguá que indicam o Pico da Lagoinha como o ponto mais alto de ambos os municípios além de ser a intercessão dos mesmo. Outro problema é que a altura do Lagoinha na carta topográfica está errada, lá está indicando 879 metros e na verdade ele tem 890 metros, conferidos no meu próprio GPS, mas para piorar a confusão na carta existe um outro pico com os 890 metros de altitude, então esqueça esse tecnicismo e curta essa bela caminhada.
  
Altitude: 890 m.  
Carta Topográfica: Saquarema.  
Nível: Caminhada Leve Superior.  
Duração: 03h (Ida).  
Atração: paisagem.A Trilha
A trilha para o Pico da Lagoinha começando na Cachoeira do Espraiado é classificada como leve-superior e possui uma duração média de 3 horas (ida) para se vencer um desnível aproximado de 720 metros.
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A caminhada começa na Estrada do Espraiado bem em frente a cachoeira, onde é o melhor lugar para você estacionar seu carro. Lá sempre tem alguém tomando banho, além do pessoal que fica nos bares no local. A pernada começa seguindo a própria estradinha e logo no começo passaremos por uma minúscula e interessante capela a direita, que é imperceptível aos mais desatentos e com um pouco mais de 5 minutos de caminhada passaremos por um portão de ferro de uma propriedade, normalmente ele está aberto, mas se não tiver, pede-se licença e avisa que vai fazer uma caminhada na trilha para quem estiver por perto.
Caminhado mais dois minutos após o portão cruzaremos por um riacho pulando sobre as pedras. Vamos seguindo em frente pela própria estradinha que aos poucos vai ficando cada vez menor e mais precária, com mais 10 minutos passaremos por uma entrada de uma casa e entraremos em uma bifurcação à direita. Continuando a caminhada, mais 2 minutos (acompanhando um riacho à esquerda) cruzaremos mais um riacho e logo após esse riacho chegaremos numa entrada na mata à esquerda. Assim que entrar nesse entradinha logo encontraremos um riacho, que é um ótimo lugar para se refrescar. A trilha começa efetivamente ao cruzar esse riacho mais uma vez pulando de pedra em pedra, até agora caminhamos apenas em estradinhas de terra.
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A partir do riacho caminharemos entre as árvores, mas desse ponto nos depararemos com várias trilhas, mas todas elas vão se unir mais acima, mas escolha mais a esquerda que começa a subindo forte em zig-zag. A inclinação aumenta bastante e nesse ponto observamos que ela é muito usada pelo pessoal do Motocross, porque a trilha está muito marcada e muito erodida; dá para ver perfeitamente as marcas no barro feitas pelas motos. Em menos de 10 minutos após o rio, passaremos por um casebre branco e logo após o casebre se descortinará em uma clareira o primeiro visual da trilha. Realmente é uma visão animadora, um pequeno petisco do que está por vir. Desse ponto já é possível ver o mar de Maricá. Mais 15 minutos de caminhada sairemos da mata e passaremos a caminhar em um descampado acompanhando uma cerca no lado esquerdo, mas ainda com a trilha bem marcada. Desse ponto já é possível ver claramente algumas praias de Maricá e alguns morros vizinhos.
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A trilha segue subindo no belo descampado onde é interrompida por uma enorme voçoroca, nesse ponto podemos abandonar a trilha para subir a própria encosta que está a nossa direita, esse ponto é um ponto chave da trilha, se seguir pela trilha principal você poderá pegar mais para frente uma bifurcação a direita que vai sair no mesmo local, mas você vai andar um pouco mais, e se caminhar pela trilha principal você irá em direção as terras da cidade de Tanguá. Seguiremos subindo por essa encosta fora da trilha até ver uma grande árvore que se destaca completamente do pasto onde estamos. A sombra dessa árvore é costumeiramente usada pelo gado local para se proteger do forte sol, pois é a única árvore que projeta uma sombra decente nesse local. É importante achar essa árvore pois a trilha que segue para a travessia passa exatamente por ela.
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Seguiremos por essa nova trilha e em menos de 10 minutos atingiremos o alto da Serra do Espraiado, que na verdade, é a divisa entre o município de Maricá com Tanguá. Nesse local existe restos de uma cerca de arame farpado exatamente na linha divisória dos municípios. Desse ponto temos outra grata surpresa da trilha: como estamos bem em cima da Serra do Espraiado, avista-se um grande tapete verde ao norte, que de fato são as terras dos municípios de Tanguá e Rio Bonito. Mas o mais surpreendente é que desse ponto já podemos avistar uma tênue silhueta da Serra dos Órgãos bem ao fundo. O Alto do Espraiado é um bom lugar para parar e descansar, mas pena que não tem uma sombra.
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A pernada continua seguindo a trilha bem marcada que segue a cumeada da serra no sentido leste (à esquerda de quem está olhando de frente para o litoral) na direção da base de um pequeno e pontudo morro. Com aproximadamente 15 minutos de caminhada a partir do Ato do Espraiado a trilha sai do descampado adentrando em um bosque arborizado e logo após ela começa a descer. Atenção! Antes de entrar nessa parte mais arborizada é necessário pegar uma tênue bifurcação a direita, se não achar a tal bifurcação tente subir a íngreme encosta assim mesmo, mas não siga pela trilha principal! Não siga pela parte mais arborizada! Existe uma trilha bem discreta que sobe essa íngreme encosta (mais ou menos no sentido sudeste) até o ponto mais alto desse morro, mas as vezes por falta de uso ou por incêndios ela some mesmo, mas suba mesmo que fora da trilha, pois quando você chegar quase no topo dessa elevação você fatalmente encontrará a trilha para o Pico do Lagoinha. Essa conexão entre essas duas trilhas é o ponto chave de toda travessia, pode ter época que a trilha pode está mais obvia, e em outras que nem tanto.
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Quase chegando no alto dessa elevação já é possível reencontrar a trilha, as poucos voltaremos a andar para o leste e entraremos em um trecho de Mata Atlântica com árvores bem altas e frondosas, mas agora a trilha fica pouco aparente. Podemos perceber que essa trilha é feita quase exclusivamente por caçadores que agem clandestinamente nessa região. Notamos que eles deixam seus mantimentos e pertences escondidos perto de seu acampamento - um verdadeiro absurdo. Eles se sentem bem à vontade nessa região, pois praticamente só eles conhecem essas trilhas. Para se ter uma idéia do que estou falando, nós conhecemos algumas pessoas que nasceram e moram até hoje na Serra do Espraiado e nem eles sabiam da existência dessa trilha para o Pico da Lagoinha. Eles conheciam apenas a trilha utilizada pelas motos. Precisamos incentivar arduamente as pessoas que gostam da natureza, a vivenciar esses momentos; só assim, com o aumento do tráfego nas trilhas é que conseguiremos inibir a ação clandestina dessas pessoas.
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A trilha segue subindo forte dentro da mata acompanhando a linha da serra, em determinado momento dessa subida encontraremos uma cerca de arame com 1 metro de extensão fechando a trilha, não tem muito sentido essa cerquinha, mas acho que quem colocou ela aí pensou ter chegado ao Pico da Lagoinha, mas o pico fica a 3 minutos dali. É fácil se enganar onde exatamente é o cume, pois não temos nenhuma orientação visual, só sei olhando para o altímetro quando ele marca exatamente 890 de altitude. Do cume do Lagoinha não vemos muita coisa, mas é a parte onde a vegetação fica mais bela, com árvores nativas de nossa Mata Atlântica além das bromélias e das muitas flores coloridas.
Perto do Lagoinha quando a vegetação abre um pouco, é possível ver à leste uma extensa planície que corresponde às terras da Região dos Lagos. Ao sul, a Vila de Sampaio Correia, as Praias e Lagoas de Ponta Negra, Jaconé e Saquarema; dá até para ver a Igrejinha no alto da colina no centro de Saquarema. A trilha vira para o sul e em mais de 1 km atingimos o ponto mais alto de toda Região dos Lagos: o cume do Pico da Lagoinha. O que eu acho mais bonito de toda a caminhada não é o cume em si - pois ele é bem fechado e não tem muita coisa lá para ver -, mas a caminhada até aqui, pois ela é especial e cheia de surpresas e de paisagens maravilhosas.
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Localização
O Pico da Lagoinha se localiza no exatamente ponto de interseção das linhas de cumeada das Serras Redonda, Mato Grosso e Espraiado ou Barro de Ouro e também é o limite entre os Municípios de Maricá, Saquarema e Tanguá.
Acesso
O Acesso para a trilha para o Pico da Lagoinha é pela estrada do Espraiado que dá acesso ao bairro de mesmo nome.
Como Chegar
O acesso para o Município de Maricá é feito pela RJ-106 que é chamada de Rodovia Amaral Peixoto. Ela liga o Município às cidades de Niterói e São Gonçalo. A rodovia está muito boa, pois ela foi reformada e duplicada há pouco tempo. No km 38 da RJ-106 entramos à esquerda na Estrada do Espraiado que dá acesso ao bairro de mesmo nome. Essa estrada corta todo Vale do São Francisco. Seguimos nessa estrada por cerca de 7 km até chegar na cachoeira, onde é o melhor lugar para estacionar seu carro.
Quando Ir
Todas as estações são boas para caminhar até o Pico da Lagoinha, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.
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