Entre as turbulentas metrópoles de São Paulo e do Rio de Janeiro, existe um lugar onde reina a tranqüilidade de um cenário que nos remete ao passado. O caminho aberto pelos índios, ligando o litoral fluminense ao Vale do Paraíba, guarda as pegadas de antigos bandeirantes e tropeiros e dos atuais aventureiros. E aventura é o que não falta nesta preciosa faixa de Mata Atlântica da Serra do Mar. A natureza mistura-se às marcas da riqueza trazida pelo apogeu do café e estagnada com seu declínio.
O termo Bocaina é de origem Tupi-Guarani, cujo provável significado é "caminhos para o alto", devido à grande variação de altitude, desde as planícies costeiras baixas até os Campos de Altitude acima de 2.000 m. O "Pico do Tira Chapéu" ( 2.088 m) é o ponto mais alto da Serra da Bocaina. Ainda moram algumas famílias no parque ("colonos"), que encantam o visitante com sua forma de vida tradicional.
Hoje, a Serra da Bocaina é um reduto ecoturístico de primeira linha procurado por aventureiros de todo o país, mas sua criação, em 1972, teve outro propósito. A intenção era que o parque fosse o escudo protetor da região em seu entorno contra possíveis acidentes nas usinas nucleares de Angra I e II. A idéia, que surgiu no começo da década de 70, era delimitar um denso escudo protetor, formado por vegetação nativa, nas escarpas da Serra do Mar. E foi com essa finalidade que as autoridades do governo militar resolveram demarcar o parque. Hoje, porém, passados quase 30 anos, essa unidade de conservação constitui-se na mais rica amostra preservada de Mata Atlântica no país. O parque conta com o apoio da Pró-Bocaina, uma instituição local instalada na cidade de Bananal.
Mas o que interessa é que não faltam opções para todo tipo de “aventura”: trekking pela Trilha do Ouro ou até o Pico Tira o Chapéu; rapel em cachoeira ou pedreira; rafting no rio Mambucaba; canyoning praticado nos paredões rochosos da região ou em vales formados por cachoeiras, como o da cachoeira de Santo Izidro; motocross; asa-delta e paragliding em uma rampa natural localizada antes da entrada do parque; off-road, principalmente em uma trilha que se inicia em Arapeí e termina no portão principal do parque, a 27 quilômetros de São José do Barreiro.
A variação de cenários da Serra da Bocaina é uma de suas principais atrações: há desde uma enseada com praias arenosas e uma ilha oceânica - as praias do Cachaço e do Meio e a Ilha do Tesouro, todas na região de Trindade - a despenhadeiros, grotões e vales profundos com bordos recortados, atingindo altitudes superiores a 1.800 metros. Há também muitos rios, com belíssimas cachoeiras de águas frias e cristalinas, como a do Santo Izidro e a dos Veados.
A explicação para cenários tão diversos está na variação climática, que mescla as elevadas temperaturas do clima tropical (nas áreas mais baixas) à baixíssima temperatura das montanhas. Com paisagens tão singulares, a flora e a fauna só poderiam ser riquíssmas. Na vegetação predominam bromélias, palmeiras e embaúbas e, entre os animais, encontram-se pássaros em extinção como a harpia e o gavião-de-penacho, antas, cotias, saguis, macacos-prego, bichos-preguiça, cobras e até raras onças.
O Parque Nacional da Serra da Bocaina pode ser atravessada em um trekking de 3 a 4 dias, acompanhando o rio principal da região, o Mambucaba, que desemboca na cidade litorânea de mesmo nome. O caminho ainda conserva trechos da histórica "Trilha do Ouro", um antigo caminho construído pelos escravos no século 18 com pedras retiradas do leito do rio, cuja finalidade foi facilitar o transporte do ouro de Minas Gerais até o litoral.
  
Altitude Máxima da Serra da Bocaina: 2088 m (Pico do Tira Chapéu)
  
Área: 98.115 hectares
  
Administração: IBAMA
  
Relevo: Acidentado, com cristas e serras bem definidas e altitudes médias dentre 800 m e 950 m.
  
Carta Topográfica:
  
Atração: Paisagem.
  
Trilha do Ouro - Poucas trilhas no Brasil têm tanta história e poucas reúnem tanta beleza como a Trilha do Ouro, é ela um fascinante caminho colonial, construído no século XVII para escoar o ouro vindo das Minas Gerais. Prepare-se para uma verdadeira viagem pelo túnel do tempo: para percorrer a trilha, o turista pisa no “pé-de-moleque”, secular calçamento feito com enormes pedras trazidas das margens do rio Mambucaba pelos escravos.
Localizada na divisa dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, a trilha serpenteia do topo da Serra da Bocaína, a 1.540 metros de altitude, quase até o mar numa centena de quilômetros. Caminhar pela trilha do ouro é como voltar no tempo. Ela tem este nome porque servia de caminho alternativo para o contrabando de ouro, que era explorado nas minas de Ouro Preto e levado à Portugal, sem passar pela fiscalização da época.
Em toda a sua extensão podemos nos deslumbrar com um dos trechos mais exuberantes da mata atlântica, com cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego, e um cenário que começa com araucárias e hortênsias, típicas de climas mais temperados, e termina com bromélias e bananeiras tropicais, além de vários vestígios de uma época antiga ao longo do caminho, como as ruínas do antigo engenho de cana-de-açúcar e os trechos de pedra feito pelos escravos.
O ponto de partida para a Trilha do Ouro é o Parque Nacional da Serra da Bocaína, a 27 quilômetros de São José do Barreiro, cidade localizada a 174 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba. A trilha começa logo depois da corrente do parque, mas, se preferir, pode ir de Jipe até o trecho em que aparecem os primeiros vestígios de calçamento antigo. Algumas opções de hospedagem são a Pousada Vale dos Veados e a Casa da Dona Palmira. Um bom trecho da primeira parte da trilha é percorrido por pedras do antigo calçamento, um outro ponto de destaque é a Cachoeira dos Veados. A caminhada termina junto a uma ponte suspensa, depois do Rio Santo Antônio, a aproximadamente 15 quilômetros do bairro do Perequê, em Mambucaba (Angra dos Reis).
  
Cachoeira dos Veados - É considerada por muitos a mais bonita da região, com duas quedas de mais de 100 metros. Fica a cerca de dois dias de caminhada, pela Trilha do Ouro, num dos locais mais preservados do Parque. O caminho também pode ser feito de moto, mountain mike ou 4X4.
  
Cachoeira de Santo Izidro - A cachoeira de Santo Izidro é imperdível, fica a 1,5 km da entrada do Parque e é a cachoeira mais próxima da entrada principal do Parque. Após cruzar o primeiro rio, caminha-se mais dez minutos até chegar a uma entrada à esquerda, que leva até a cachoeira. A queda tem cerca de 70 m e possui um poço bom para banho. Na cachoeira de Santo Isidro é possível praticar o canyoning. Apesar da pouca altura, requer certa experiência e técnica. No local há furação para ancoragens.
  
Cachoeira das Posses - Fica a 8 Km da entrada principal do Parque. O caminho até lá pode ser feito a pé, de moto ou veículo 4x4 (desde que com permissão). Para aqueles que vão caminhando, depois da cachoeira de Santo Isidro, é preciso pegar um atalho à esquerda, marcado por alguns totens.
Outras cachoeiras também recomendadas: Cachoeira da Mata, Poço da Água Santa, Cachoeira dos Mochileiros.
  
Pedra da Marcela - Situada na crista da Serra do Mar, que faz divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a Pedra da Macela com 1.840 m de altitude é um dos pontos mais altos do município e proporciona uma vista encantadora ao aventureiros, em dias ensolarados é possível avistar a Baía de Ilha Grande, a cidade de Paraty, a Serra da Bocaina (180 km de litoral), o Vale do Paraíba e a Cidade de Cunha.
O acesso é feito pela SP 171 (Rodovia Cunha - Paraty ) para Parati, entrando no km 65. A partir daí são 4 km de estrada de cascalho até a porteira de Furnas, depois disso são mais 2 km a pé por uma trilha íngreme em estrada asfaltada, com duração de cerca de 45 min. Chegando na porteira de Furnas, deixar o carro estacionado e seguir a pé por mais 2 km. A caminhada se dá em estrada asfaltada, bem íngreme, com duração de 40 minutos a 1 hora.
No local existe uma antena retransmissora de sinais de rádio mantida por Furnas para comunicação com a Usina Nuclear de Angra dos Reis.
A geografia e ecologia da região estão localizadas dentro do Parque Nacional da Bocaina. No local não existe estrutura com banheiro ou lanchonete, por isso leve água, frutas ou lanche, boné, protetor solar, e uma sacola para não deixar o lixo no local. Duração do passeio: 3 a 4 horas.
  
Cachoeira do Espelho - A Cachoeira do Espelho tem esse nome porque o brilho do sol em suas águas transparentes nos dá a impressão de estarmos vendo o reflexo da luz em um espelho. Essa é uma das diversas trilhas do Sertão da Caputera, bairro situado entre a Vila da Petrobrás e o Estaleiro Verolme. Pegue a estrada de barro localizada a 300 metros do trevo de acesso à Vila da Petrobrás, após a ponte siga à esquerda no sentido Capuera II. No ponto final do ônibus é que se inicia a trilha. Após 500 metros de caminhada, você terá que sair da trilha principal quebrando à esquerda e atravessando o Rio Caputera pela ponte improvisada de madeira, assim você já estará na trilha. Na maior parte do tempo, o percurso é feito em mata bem fechada, onde cachos de bromélias afloram por toda parte. Durante a caminhada, será necessário atravessar o rio novamente, só que desta vez não existe ponte, tome cuidado e escolha o melhor caminho.
  
Estrada do Contorno - A Estrada do Contorno não pode verdadeiramente ser considerada uma trilha, é uma estrada pavimentada em que se pode caminhar em um dos locais mais atraentes e belos de Angra. Ela nos leva a algumas trilhas pequenas ao longo do percurso, para que possamos ter acesso a praias ainda virgens de águas cristalinas, uma gruta de pedras com saída para o mar e uma paisagem simplesmente linda. Ela se inicia no ponto final do ônibus do Retiro e termina no ponto final do ônibus de Vila Velha.
  
Pedra do Caxambu - Está localizada na pequena cidade de Arapeí - SP, na parte baixa da Serra da Bocaina. Fica a 6 km do Centro da Cidade.
  
Pedra do Frade - Com cerca de 1.550 metros de altura, pode ser atingida por Angra dos Reis, através da Vila do Frade (2 dias de caminhada), ou por Brejal, distrito de Bananal, situado bem acima na Serra.
  
Pico do Gavião - O Pico do Gavião outro ponto de altitude também oferece uma bela vista do mar e de uma rampa de vôo livre.
  
Pico do Tira o Chapéu - Localizado no Morro da Boa Vista, como o próprio nome indica, se tem uma das melhores visões da região, principalmente do alto do Pico do Tira o Chapéu, a 2.088 metros de altitude. Para se chagar até lá, as caminhadas variam de duas a quatro horas, dependendo do ponto de partida. Se você não for atleta, prefira encarar os trechos de até duas horas e meia, que já são suficientemente íngremes.
O visual é a maior recompensa: desde o início da caminhada já dá para ter uma visão de grande parte da Bocaina. E do “Tira o Chapéu”, é possível avistar com clareza a Serra da Mantiqueira, desde a região do Pico dos Marins, passando pelo Pico das Agulhas Negras e das Prateleiras, até a Pedra Selada de Visconde de Mauá. Se o tempo estiver bom, dá para ver até a Baía de Ilha Grande. Chegando no topo, a sensação de liberdade e de estar integrado à natureza fica mais forte.
  
Pico da Pedra Redonda - Essa atração fica a 8km de São José do Barreiro. O passeio até o pico pode ser realizado a pé, numa caminhada moderada morro acima, ou a cavalo. Para alcançar o topo são 7km de trilha. No alto, encontram-se um Mosteiro Budista e um Parque Ecológico. A bela paisagem vale a caminhada.
  
Rafting no rio Mambucaba - Quem passeia pelo calmo rio Mambucaba em sua foz, próxima à praia, não imagina o seu potencial para a aventura. Com corredeiras incríveis, é o segundo melhor rio do estado do Rio de Janeiro para a prática do rafting, só perdendo para o rio Paraibuna, em Três Rios. Esta modalidade esportiva constitui-se na descida em um bote para oito pessoas que, acompanhadas de guias, remam rio abaixo, esbarrando em pedras, rodando e levando muita água no rosto.
  
Trilha Banqueta - Jussaral - A trilha se inicia no bairro da Banqueta, que localiza-se na Rodovia Rio–Santos (BR-101), a 4 km do trevo de entrada da cidade de Angra em direção a Parati). A melhor maneira de encontrá-la é seguindo pela Estrada da Banqueta e passando pelo reservatório de água, depois mantendo-se à esquerda, até encontrar uma bifurcação em uma clareira meio desmatada. Neste ponto, existe uma trilha à direita e uma descida à esquerda. A trilha que leva ao Jussaral é a da direita, a outra nos leva até o bairro do Belém Areal. Jussaral é o nome de uma antiga estação de trem, que hoje se encontra completamente abandonada. O percurso, que é totalmente em subida, era usado na Antigüidade pelos coronéis de engenhos para transporte de mantimentos que chegavam por trem, e até hoje possui alguns trechos cobertos de pedras pelos escravos. O final da trilha é exatamente nos trilhos da ferrovia, perto da estação abandonada.
  
Trilha da Praia Grande - Esta trilha é bem emocionante, mas não é apropriada para pessoas inexperientes em caminhadas pela mata, pois existem vários trechos de mata que são bem fechados e possuem muitas bifurcações que confundem os caminhos. Na verdade, esta trilha também leva a várias alternativas de percurso, o mais simples e o menos arriscado é aquele da descida da Praia Grande . A trilha começa no bairro do Bonfim, que fica na Estrada do Contorno, a 3 Km do centro. Para encontrá-la, dobre a direita no primeiro cruzamento após o Clube do Chapisco. É uma rua sem saída, que no final encontra-se uma pequena trilha com ligeira inclinação para esquerda, siga sempre mantendo-se à esquerda, até encontrar uma descida íngreme por entre árvores altas, esta descida termina perto de uma casinha que fica atrás da Praia Grande.
  
Trilha da Torre de Televisão - Trilha com subida bastante íngreme no início, uma parte praticamente plana no meio, e depois novamente uma ladeira bem íngreme no final. Mas todo esforço compensa. Prepare seu coração para o visual lá de cima, que é alucinante. O início da trilha fica aproximadamente a um quilômetro do trevo de acesso a Angra indo em direção ao Rio de Janeiro. Dobre à direita quando avistar algumas casas e uma subida em concreto. Este trecho em concreto é de aproximadamente 100 m, logo em seguida, encontrará uma porteira, mas não se preocupe pois tem uma passagem sempre aberta, depois é só começar a subir e apreciar o visual.
  
Trilha dos Índios - A Trilha dos Índios fica localizada no bairro do Bracuí, na BR 101, no sentido Santos. Ela nos leva até a aldeia indígena dos Guaranis, que até hoje povoam as terras do município. Para ir até a aldeia, é necessário verificar se o acesso está liberado, pelo Centro de Informações Turísticas, pois muitas vezes fica proibida a entrada na aldeia. O trecho é longo e, ainda hoje, é usado pelos indígenas para transporte de alimentos e artesanato que são vendidos na beira da estrada. A trilha se inicia na entrada direita do bairro da Itinga do Bracuí. Pelo caminho, podemos encontrar cachoeiras, rios de águas claras e o melhor da mata atlântica. Uma caminhada inesquecível.
  
Trilha Paraty-Mirim - Saco do Mamanguá - Com 3 horas de duração a trilha começa no povoado de Paraty-Mirim e tem como atrações o encontro do mangue com a floresta, uma aldeia indígena Guarani, ruínas de fazendas coloniais e a paisagem maravilhosa da Baía da Ilha Grande.
  
Trilha Perequê - Mambucabinha - Essa é uma trilha bem curta, ideal para os iniciantes do trekking. Apesar de curta, ela possui um trecho considerável em subida, que nos leva ao topo do Morro da Boa Vista, onde podemos apreciar toda a harmonia entre o verde da mata atlântica e o azul do mar. Para achar o início da trilha, entre no bairro do Perequê, que fica no km 527 da Rio Santos, dobre à direita após a Escola Municipal Frei Bernardo, siga até encontrar as margens do Rio Perequê por aproximadamente 2 km, atravesse a ponte suspensa e suba a trilha da esquerda. Não esqueça de fechar as porteiras que encontrar pelo caminho, e não deixe de levar um cantil com água. O final da trilha é na Rodovia Rio-Santos a cerca de 500 metros do trevo da Vila Histórica de Mambucaba, uma grande opção para um refrescante mergulho.
  
Trilha Pontal - Jussaral - Essa trilha nos leva até a estação de trem do Jussaral partindo do bairro do Pontal, pela BR-101, distante aproximadamente 9 km do centro para Parati. O caminho percorrido é de uma beleza contagiante, porém não é aconselhável atravessá-la sem a orientação de um guia, pois possui várias bifurcações que nos levam a caminhos errados. Se você não está em boa forma física, é bom nem tentar, pois o trecho de subida é bem íngreme e a sol aberto. Um dos momentos mais marcantes desta caminhada, é a travessia de um dos túneis da estrada de ferro que liga Angra a Barra Mansa. Não esqueça da água. Existem poucos córregos e nem sempre a água é potável. Para os mais dispostos, a pedida é retornar pela trilha Banqueta - Jussaral.
  
Trilhas da Pedra da Placa - Estas trilhas partem da subida do Morro de Santo Antônio, onde fica o Convento São Bernardino de Sena, no centro da cidade, mas tem várias alternativas de percurso. Suba pelas escadas da parte esquerda do Convento, e siga sempre para cima, pelos caminhos possíveis, pois muitos deles terminam em quintais de residências particulares. Após muita subida de escada e trechos de concreto, encontramos um pequeno vestígio de trilha, um trecho de barro que vai finalizar em uma casa isolada perto da subida final. A partir daí, os caminhos serão de trilhas e poderá escolher trajetos diferentes. São três as alternativas:
       
1 - Pedra da Placa - Continue a subida pela parte de trás da placa de comunicação até avistar uma grande concentração de pedras. Suba até a pedra redonda e aprecie o visual simplesmente estupefato de toda a baía de Angra ;
       
2 - Baía da Enseada - Tome a descida à direita e desça a ladeira até chegar na baía, tome cuidado com alguns trechos que praticamente não têm trilha e o mato é bem alto. É bom estar vestido com calças compridas e camisas de manga, não esqueça de um bom tênis ou botas de caminhada. No final da descida, você estará na Baía da Enseada, então você pode finalizar a jornada pegando um ônibus de volta para o centro de Angra, ou se tiver ainda pique e quiser prosseguir, vá em direção ao Retiro pela Estrada do Contorno, e siga até Vila Velha, onde poderá pegar um ônibus, ou prosseguir caminhando até o centro de Angra, passando pela Praia Grande, Praia do Bonfim e pelo Colégio Naval ;
       
3 - Tanguá - siga pela parte de trás da placa de comunicação à direita, pelo caminho mais plano, e vá contornando o morro até a descida que leva à praia do Tanguá.
Na parte mais baixa, até 500 metros de altitude, a vegetação de floresta atlântica densa apresenta árvores de médio porte, que raramente ultrapassam 20 metros de altura. As espécies encontradas nesses locais incluem o murici ou pau-de-tucano, o baguaçu e canelas, além de palmito e embaúba. Acima de 500 metros, onde ocorre a floresta atlântica densa montana, predominam o pinheiro-bravo, o óleo-vermelho, o cedro, o açoita-cavalo e o óleo-pardo. Acima de 900 metros de altitude predominam os campos e gramíneas, com espécies características dessas áreas como a vassourinha-do-campo e a sempre-viva-da-serra.
A fauna dessa região inclui mamíferos como o macaco-prego e o pequeno sagüi. Encontra-se também o ouriço-cacheiro e a preguiça, além do veado, anta e a cutia. Há ainda algumas espécies de aves ameaçadas de extinção como a harpia, o gavião-pega-macaco e o gavião-de-penacho, a jacutinga, o cuiu-cuiu e o macuco, além do tucano-de-bico-preto.
Desde o início da colonização, os portugueses procuraram penetrar a região do Vale do Paraíba em busca de metais preciosos, da conversão dos gentios à fé católica, para combater invasores, aprisionar índios, estabelecer ligação com o litoral a posse do território.
O Rio Paraíba do Sul serviu como roteiro natural. A partir do início do século XVII foram palmilhados diversas trilhas indígenas que conduziam ao litoral Norte e ao sopé da Mantiqueira, de onde as bandeiras e viajantes partiam serra acima até atingir a região das Minas Gerais. As trilhas que merecem destaque são: a das gargantas dos rios Buquira, Piracuama e Sapucaí, do Piaqui e da garganta do Embaú.
Nestas investidas surgiu o Caminho Velho dos Paulistas, ou Estrada Real. Ele partia de São Paulo, passava pela Penha, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Guararema, atingindo o Vale do Paraíba, em Jacareí. Estendia-se até Taubaté de onde passava a acompanhar o trajeto do Caminho Velho de Paratí, até atingir a garganta do Embaú.
Este caminho garantiu a ocupação da região e o seu povoamento. Em 1628 começaram a serem doadas as primeiras sesmarias e em 1645, funda-se a Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, que se transformou em "centro irradiador do povoamento da região". Em 1693, bandeirantes partindo de Taubaté, chefiados por Antônio Rodrigues Arzão, descobriram as primeiras minas de ouro, na atual Ouro Preto.
Na medida em que, durante o século XVII, aumentou a produção de ouro na região das minas gerais, o governo português intensificou o controle da circulação das riquezas minerais. Medidas drásticas eram tomadas para se evitar o contrabando de ouro, de pedras preciosas e acabar com os desvios ou os seus "descaminhos". Apesar das leis e do rigor da fiscalização o contrabando continuou.
Ligado a este contexto da mineração, numerosas trilhas do ouro foram sendo abertas. Partindo do litoral, quer de Paraty, pelo Caminho Velho, quer por Mambucaba, seguiam em direção à Serra da Bocaina, de onde se bifurcavam em diversas outras trilhas que alcançavam diferentes áreas do Vale do paraíba, seguindo por atalhos na Serra da Mantiqueira até alcançar a região aurífera. A mais famosa delas recebeu o nome de Cesaréa, construída por volta de 1740. Partia da Vargem Grande, hoje município de São José do Barreiro e seguia serra acima, toda pedregulhada, em direção a Mambucaba.
Para impedir os descaminhados do ouro e melhorar a ligação das capitanias de São Paulo e do Rio de Janeiro, as autoridades coloniais decidiram construir um caminho pelo qual transitaria o gado que fosse comercializado e enviado para o Rio de Janeiro, acompanhando as trilhas existentes na Serra do Mar. O Caminho do Gado foi construído nas primeiras décadas do século XVIII. Partia entre os limites de Guaratinguetá e Lorena, para alcançar o Planalto da Bocaina e dali seguia em direção a Bananal e aos limites das capitanias. Uma bifurcação no alto da Serra permitia chegar-se ao litoral, via Mambucaba.
Os caminhos Velho de Parati, de Mambucaba, a Cesaréa e o Caminho do Gado formam hoje "Os Caminhos do Ouro", que começaram a ser redescobertos e revalorizados face ao fascínio que despertam, localizados em área de exuberante vegetação natural.
A colonização da região do Vale do Paraíba foi completada, no século XVIII, com a construção das "vias transversais" e do Caminho Novo da Piedade.
As "Vias Transversais" foram construída buscando a melhoria da comunicação com o litoral, dando vida à novos núcleos urbanos como São Luís do Paraitinga e Paraibuna.
O Caminho Novo da Piedade, foi construído com a finalidade de melhor controlar o fluxo das riquezas minerais que circulavam na região e melhorar o sistema de comunicação, por terra, entre as Capitanias de São Paulo e do Rio de Janeiro. As obras foram determinadas no início de 1725 e as primeiras picadas foram abertas em 1726. Deveriam ligar a Freguesia de Nossa Senhora da piedade (atual Lorena), até a Fazenda Santa Cruz, dos padres Jesuítas. No entanto, as obras só foram concluídas em 1778. As dificuldades foram muitas, ligadas principalmente ao desconhecimento e a topografia dos terrenos da área, antes conhecida como "sertão incompreensível", e, por contrariar os interesses de contrabandistas ali estabelecidos. Ao longo do seu trajeto foram surgindo as cidades de Silveira, Areias, São José do Barreiro e Bananal, hoje conhecidas como "cidades históricas", berço de rico patrimônio cultural e ambiental.
Por: Francisco Sodéro Toledo e Hamilton Rosa Ferreira
O clima da região é tropical superúmido, com média anual de 23°C (nas regiões mais altas, essa temperatura cai a cerca de 5ºC). O período de menos chuvas vai de maio a agosto, mas as temperaturas ficam mais baixas.
O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na Serra do Mar, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. A área engloba parte dos municípios de Paraty (40,31%) e Angra dos Reis (21,66%) no Estado do Rio de Janeiro; São José do Barreiro (18,35%), Ubatuba (12,72%), Cunha (4,57%) e Areias (2,39%) no Estado de São Paulo.
Partindo tanto do Rio como de São Paulo, o acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra, entrando na cidade de Queluz-SP. Depois, segue-se até Areias e finalmente a São José do Barreiro, num percurso de 35 quilômetros de estrada asfaltada. De São José do Barreiro são mais 27 quilômetros pela SP-221 até a entrada do Parque.
  
Rio de Janeiro (RJ): 263 km
  
São Paulo (SP): 306 km
  
Belo Horizonte (MG): 559 km
  
Brasília (DF): 1.237 km
  
Salvador (BA): 1.958 km
  
Porto Alegre (RS): 1.437 km
A melhor época é o inverno, porque chove menos ficando as caminhadas mais seguras, as trilhas mais secas e céu mais limpo, mas nessa época as cachoeiras ficam com uma vazão menor. Se quiser curtir as cachoeiras é melhor aproveitá-las no verão.
* É permitido camping selvagem ou pernoite em casa de colono ( a casa é de pau a pique e bastante simples, não tem eletricidade, o pernoite é feito em quartos coletivos, não é necessário levar roupa de cama. O banheiro é coletivo e tem serpentina para esquentar a água).
2010-12 - Trilha do Ouro
2010-12 - Pico do Tira Chapéu
Quem quiser o Mapa da Serra da Bocaina em tamanho grande, favor solicitá-lo no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Para esclarecer suas dúvidas, ou para pegar algumas dicas nos envie tambem um e-mail.
No mapa estão destacados as cidades de:
  
Angra dos Reis
  
Arapeí
  
Areias
  
Bananal
  
Cunha
  
Paraty
  
São José do Barreiro
  
Silveiras
  
Ubatuba
As Trilhas:
  
Caminho Real
  
Caminho do Ouro - Penha
  
Caminho do Ouro - Ruína da Casa dos Quintos
  
Caminho do Ouro - traçado 3
  
Trilha Campo do Paranãzinho
  
Trilha da Bocaininha
  
Trilha da Cachoeira do Bonito
  
Trilha da Cachoeira do Bracuí
  
Trilha da Cachoeira do Guaripu
  
Trilha da Cachoeira do Mimoso
  
Trilha da Cachoeira do Veado
  
Trilha da Fazenda da Glória
  
Trilha da Fazenda Murycana
  
Trilha da Fazenda Ponte Alta
  
Trilha da Graúna
  
Trilha da Pedra Branca
  
Trilha da Pedra da Macela
  
Trilha da Pedra do Frade
  
Trilha da Pedra Redonda
  
Trilha da Ponta Negra
  
Trilha da Praia da fazenda
  
Trilha da Praia de Camburi
  
Trilha da Praia do Sono
  
Trilha da Praia Martins de Sá
  
Trilha da Serra da Bocaina
  
Trilha da Vargem Grande
  
Trilha das Pedras Azuis
  
Trilha de Cunhambebe
  
Trilha de Laranjeiras
  
Trilha de Mangaratiba
  
Trilha de Trindade
  
Trilha do Ariró
  
Trilha do Bairro da Pedra Branca
  
Trilha do Bracuí
  
Trilha do Charquinho
  
Trilha do Charquinho
  
Trilha do Corisquinho
  
Trilha do Costão do Camburi
  
Trilha do Fundão
  
Trilha do Grataú
  
Trilha do Jardim
  
Trilha do Monjolinho
  
Trilha do Morro da Pedra Redonda
  
Trilha do Morro do Papagaio
  
Trilha do Ouro
  
Trilha do Perequê
  
Trilha do Pico da Pedra em Pé
  
Trilha do Pico do Cairuçu
  
Trilha do Pico do Gavião
  
Trilha do rio Barra Grande
  
Trilha do rio do Funil
  
Trilha do rio Mateus-nunes
  
Trilha do rio Taquari
  
Trilha do Saco do Mamanguá
  
Trilha do Tira Chapéu
  
Trilha do Vale do Bonito
  
Trilha do Vale dos Veados
  
Trilha dos Arapongas
  
Trilha dos Macacos
  
Trilha dos Sete Degraus
  
Trilha entre estados
  
Trilha São José do Barreiro-Paraty
As Cachoeiras:
  
Cachoeira da Escada
  
Cachoeira das Posses
  
Cachoeira do Bonito
  
Cachoeira do Bracuí
  
Cachoeira do Guaripu
  
Cachoeira do Mimoso
  
Cachoeira do Veado
  
Cachoeira dos Mochileiros
  
Cachoeira Santo Isidro
  
Cachoeiras do Caminho do Ouro
Os Picos, Morros e Mirantes:
  
Alto da Jararaca
  
Mirante do Vale do Mambucaba
  
Morro do Papagaio
  
Pedra Branca
  
Pedra da Macela
  
Pedra da Moça
  
Pico da Pedra em Pé
  
Pico do Frade
  
Pico do Gavião
  
Pico do Tira-Chapéu
E outras belezas da Serra da Bocaina e cercanias:
  
Ponta de Trindade
  
Ponte Suspensa
  
Ruína da Casa dos Quintos
  
Sete Degraus
  
Vale dos Veados
  
Veleiros - Paraty
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.
  
Levar sempre um bom repelente.
  
Contrate ou combine com alguém para te buscar no final da Trilha do Ouro, marque na Ponte de Arame ou na Placa do Parque, pois ainda tem um bom pedaço de caminhada em uma estradinha até o primeiro ponto do ônibus.
Diariamente, das 7 às 19 h
  
Ibama: (21) 232- 9623 ou no
  
Posto de São José do Barreiro: (12) 577-1225.
Parque Nacional da Bocaina
Rodovia Estadual da Bocaina (SP-221) - Centro
12830-000 - São José do Barreiro - SP
Telefone: (12) 3117-2183/2188
Fax: (12) 3117-2188
  
O acesso ao Parque é gratuito.
  
Só é permitido a entrada no parque com autorização do IBAMA. O pedido deverá ser feito com 5 dias de antecedência.
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Parque Nacional da Serra da Bocaina
Parque Nacional da Serra da Bocaina
Tipo: Parque Nacional Região: Serra da Bocaina Localização: RJ e SP, Brasil, América do Sul Lat/Lon: 22º40 e 23º20 S e 44°24 e 44º54 W Atividades: Caminhadas, Cavalgadas, Rafting, Canyoning, Banhos de Rios e Cachoeiras Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno Altitude Máxima: 2.088 m (Pico do Tira Chapéu) |
Descrição
Entre as turbulentas metrópoles de São Paulo e do Rio de Janeiro, existe um lugar onde reina a tranqüilidade de um cenário que nos remete ao passado. O caminho aberto pelos índios, ligando o litoral fluminense ao Vale do Paraíba, guarda as pegadas de antigos bandeirantes e tropeiros e dos atuais aventureiros. E aventura é o que não falta nesta preciosa faixa de Mata Atlântica da Serra do Mar. A natureza mistura-se às marcas da riqueza trazida pelo apogeu do café e estagnada com seu declínio.
O termo Bocaina é de origem Tupi-Guarani, cujo provável significado é "caminhos para o alto", devido à grande variação de altitude, desde as planícies costeiras baixas até os Campos de Altitude acima de 2.000 m. O "Pico do Tira Chapéu" ( 2.088 m) é o ponto mais alto da Serra da Bocaina. Ainda moram algumas famílias no parque ("colonos"), que encantam o visitante com sua forma de vida tradicional.
Hoje, a Serra da Bocaina é um reduto ecoturístico de primeira linha procurado por aventureiros de todo o país, mas sua criação, em 1972, teve outro propósito. A intenção era que o parque fosse o escudo protetor da região em seu entorno contra possíveis acidentes nas usinas nucleares de Angra I e II. A idéia, que surgiu no começo da década de 70, era delimitar um denso escudo protetor, formado por vegetação nativa, nas escarpas da Serra do Mar. E foi com essa finalidade que as autoridades do governo militar resolveram demarcar o parque. Hoje, porém, passados quase 30 anos, essa unidade de conservação constitui-se na mais rica amostra preservada de Mata Atlântica no país. O parque conta com o apoio da Pró-Bocaina, uma instituição local instalada na cidade de Bananal.
Mas o que interessa é que não faltam opções para todo tipo de “aventura”: trekking pela Trilha do Ouro ou até o Pico Tira o Chapéu; rapel em cachoeira ou pedreira; rafting no rio Mambucaba; canyoning praticado nos paredões rochosos da região ou em vales formados por cachoeiras, como o da cachoeira de Santo Izidro; motocross; asa-delta e paragliding em uma rampa natural localizada antes da entrada do parque; off-road, principalmente em uma trilha que se inicia em Arapeí e termina no portão principal do parque, a 27 quilômetros de São José do Barreiro.
A variação de cenários da Serra da Bocaina é uma de suas principais atrações: há desde uma enseada com praias arenosas e uma ilha oceânica - as praias do Cachaço e do Meio e a Ilha do Tesouro, todas na região de Trindade - a despenhadeiros, grotões e vales profundos com bordos recortados, atingindo altitudes superiores a 1.800 metros. Há também muitos rios, com belíssimas cachoeiras de águas frias e cristalinas, como a do Santo Izidro e a dos Veados.
A explicação para cenários tão diversos está na variação climática, que mescla as elevadas temperaturas do clima tropical (nas áreas mais baixas) à baixíssima temperatura das montanhas. Com paisagens tão singulares, a flora e a fauna só poderiam ser riquíssmas. Na vegetação predominam bromélias, palmeiras e embaúbas e, entre os animais, encontram-se pássaros em extinção como a harpia e o gavião-de-penacho, antas, cotias, saguis, macacos-prego, bichos-preguiça, cobras e até raras onças.
O Parque Nacional da Serra da Bocaina pode ser atravessada em um trekking de 3 a 4 dias, acompanhando o rio principal da região, o Mambucaba, que desemboca na cidade litorânea de mesmo nome. O caminho ainda conserva trechos da histórica "Trilha do Ouro", um antigo caminho construído pelos escravos no século 18 com pedras retiradas do leito do rio, cuja finalidade foi facilitar o transporte do ouro de Minas Gerais até o litoral.
  
Altitude Máxima da Serra da Bocaina: 2088 m (Pico do Tira Chapéu)  
Área: 98.115 hectares  
Administração: IBAMA  
Relevo: Acidentado, com cristas e serras bem definidas e altitudes médias dentre 800 m e 950 m.  
Carta Topográfica:  
Atração: Paisagem.Atrações
Acesso pela portaria do Parque:
  
Trilha do Ouro - Poucas trilhas no Brasil têm tanta história e poucas reúnem tanta beleza como a Trilha do Ouro, é ela um fascinante caminho colonial, construído no século XVII para escoar o ouro vindo das Minas Gerais. Prepare-se para uma verdadeira viagem pelo túnel do tempo: para percorrer a trilha, o turista pisa no “pé-de-moleque”, secular calçamento feito com enormes pedras trazidas das margens do rio Mambucaba pelos escravos.Localizada na divisa dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, a trilha serpenteia do topo da Serra da Bocaína, a 1.540 metros de altitude, quase até o mar numa centena de quilômetros. Caminhar pela trilha do ouro é como voltar no tempo. Ela tem este nome porque servia de caminho alternativo para o contrabando de ouro, que era explorado nas minas de Ouro Preto e levado à Portugal, sem passar pela fiscalização da época.
Em toda a sua extensão podemos nos deslumbrar com um dos trechos mais exuberantes da mata atlântica, com cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego, e um cenário que começa com araucárias e hortênsias, típicas de climas mais temperados, e termina com bromélias e bananeiras tropicais, além de vários vestígios de uma época antiga ao longo do caminho, como as ruínas do antigo engenho de cana-de-açúcar e os trechos de pedra feito pelos escravos.
O ponto de partida para a Trilha do Ouro é o Parque Nacional da Serra da Bocaína, a 27 quilômetros de São José do Barreiro, cidade localizada a 174 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba. A trilha começa logo depois da corrente do parque, mas, se preferir, pode ir de Jipe até o trecho em que aparecem os primeiros vestígios de calçamento antigo. Algumas opções de hospedagem são a Pousada Vale dos Veados e a Casa da Dona Palmira. Um bom trecho da primeira parte da trilha é percorrido por pedras do antigo calçamento, um outro ponto de destaque é a Cachoeira dos Veados. A caminhada termina junto a uma ponte suspensa, depois do Rio Santo Antônio, a aproximadamente 15 quilômetros do bairro do Perequê, em Mambucaba (Angra dos Reis).
  
Cachoeira dos Veados - É considerada por muitos a mais bonita da região, com duas quedas de mais de 100 metros. Fica a cerca de dois dias de caminhada, pela Trilha do Ouro, num dos locais mais preservados do Parque. O caminho também pode ser feito de moto, mountain mike ou 4X4.  
Cachoeira de Santo Izidro - A cachoeira de Santo Izidro é imperdível, fica a 1,5 km da entrada do Parque e é a cachoeira mais próxima da entrada principal do Parque. Após cruzar o primeiro rio, caminha-se mais dez minutos até chegar a uma entrada à esquerda, que leva até a cachoeira. A queda tem cerca de 70 m e possui um poço bom para banho. Na cachoeira de Santo Isidro é possível praticar o canyoning. Apesar da pouca altura, requer certa experiência e técnica. No local há furação para ancoragens.  
Cachoeira das Posses - Fica a 8 Km da entrada principal do Parque. O caminho até lá pode ser feito a pé, de moto ou veículo 4x4 (desde que com permissão). Para aqueles que vão caminhando, depois da cachoeira de Santo Isidro, é preciso pegar um atalho à esquerda, marcado por alguns totens.Outras cachoeiras também recomendadas: Cachoeira da Mata, Poço da Água Santa, Cachoeira dos Mochileiros.
  
Pedra da Marcela - Situada na crista da Serra do Mar, que faz divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a Pedra da Macela com 1.840 m de altitude é um dos pontos mais altos do município e proporciona uma vista encantadora ao aventureiros, em dias ensolarados é possível avistar a Baía de Ilha Grande, a cidade de Paraty, a Serra da Bocaina (180 km de litoral), o Vale do Paraíba e a Cidade de Cunha.O acesso é feito pela SP 171 (Rodovia Cunha - Paraty ) para Parati, entrando no km 65. A partir daí são 4 km de estrada de cascalho até a porteira de Furnas, depois disso são mais 2 km a pé por uma trilha íngreme em estrada asfaltada, com duração de cerca de 45 min. Chegando na porteira de Furnas, deixar o carro estacionado e seguir a pé por mais 2 km. A caminhada se dá em estrada asfaltada, bem íngreme, com duração de 40 minutos a 1 hora.
No local existe uma antena retransmissora de sinais de rádio mantida por Furnas para comunicação com a Usina Nuclear de Angra dos Reis.
A geografia e ecologia da região estão localizadas dentro do Parque Nacional da Bocaina. No local não existe estrutura com banheiro ou lanchonete, por isso leve água, frutas ou lanche, boné, protetor solar, e uma sacola para não deixar o lixo no local. Duração do passeio: 3 a 4 horas.
Outros acessos e Arredores:
  
Cachoeira do Espelho - A Cachoeira do Espelho tem esse nome porque o brilho do sol em suas águas transparentes nos dá a impressão de estarmos vendo o reflexo da luz em um espelho. Essa é uma das diversas trilhas do Sertão da Caputera, bairro situado entre a Vila da Petrobrás e o Estaleiro Verolme. Pegue a estrada de barro localizada a 300 metros do trevo de acesso à Vila da Petrobrás, após a ponte siga à esquerda no sentido Capuera II. No ponto final do ônibus é que se inicia a trilha. Após 500 metros de caminhada, você terá que sair da trilha principal quebrando à esquerda e atravessando o Rio Caputera pela ponte improvisada de madeira, assim você já estará na trilha. Na maior parte do tempo, o percurso é feito em mata bem fechada, onde cachos de bromélias afloram por toda parte. Durante a caminhada, será necessário atravessar o rio novamente, só que desta vez não existe ponte, tome cuidado e escolha o melhor caminho.|
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Estrada do Contorno - A Estrada do Contorno não pode verdadeiramente ser considerada uma trilha, é uma estrada pavimentada em que se pode caminhar em um dos locais mais atraentes e belos de Angra. Ela nos leva a algumas trilhas pequenas ao longo do percurso, para que possamos ter acesso a praias ainda virgens de águas cristalinas, uma gruta de pedras com saída para o mar e uma paisagem simplesmente linda. Ela se inicia no ponto final do ônibus do Retiro e termina no ponto final do ônibus de Vila Velha.  
Pedra do Caxambu - Está localizada na pequena cidade de Arapeí - SP, na parte baixa da Serra da Bocaina. Fica a 6 km do Centro da Cidade.  
Pedra do Frade - Com cerca de 1.550 metros de altura, pode ser atingida por Angra dos Reis, através da Vila do Frade (2 dias de caminhada), ou por Brejal, distrito de Bananal, situado bem acima na Serra.  
Pico do Gavião - O Pico do Gavião outro ponto de altitude também oferece uma bela vista do mar e de uma rampa de vôo livre.  
Pico do Tira o Chapéu - Localizado no Morro da Boa Vista, como o próprio nome indica, se tem uma das melhores visões da região, principalmente do alto do Pico do Tira o Chapéu, a 2.088 metros de altitude. Para se chagar até lá, as caminhadas variam de duas a quatro horas, dependendo do ponto de partida. Se você não for atleta, prefira encarar os trechos de até duas horas e meia, que já são suficientemente íngremes.O visual é a maior recompensa: desde o início da caminhada já dá para ter uma visão de grande parte da Bocaina. E do “Tira o Chapéu”, é possível avistar com clareza a Serra da Mantiqueira, desde a região do Pico dos Marins, passando pelo Pico das Agulhas Negras e das Prateleiras, até a Pedra Selada de Visconde de Mauá. Se o tempo estiver bom, dá para ver até a Baía de Ilha Grande. Chegando no topo, a sensação de liberdade e de estar integrado à natureza fica mais forte.
  
Pico da Pedra Redonda - Essa atração fica a 8km de São José do Barreiro. O passeio até o pico pode ser realizado a pé, numa caminhada moderada morro acima, ou a cavalo. Para alcançar o topo são 7km de trilha. No alto, encontram-se um Mosteiro Budista e um Parque Ecológico. A bela paisagem vale a caminhada.  
Rafting no rio Mambucaba - Quem passeia pelo calmo rio Mambucaba em sua foz, próxima à praia, não imagina o seu potencial para a aventura. Com corredeiras incríveis, é o segundo melhor rio do estado do Rio de Janeiro para a prática do rafting, só perdendo para o rio Paraibuna, em Três Rios. Esta modalidade esportiva constitui-se na descida em um bote para oito pessoas que, acompanhadas de guias, remam rio abaixo, esbarrando em pedras, rodando e levando muita água no rosto.  
Trilha Banqueta - Jussaral - A trilha se inicia no bairro da Banqueta, que localiza-se na Rodovia Rio–Santos (BR-101), a 4 km do trevo de entrada da cidade de Angra em direção a Parati). A melhor maneira de encontrá-la é seguindo pela Estrada da Banqueta e passando pelo reservatório de água, depois mantendo-se à esquerda, até encontrar uma bifurcação em uma clareira meio desmatada. Neste ponto, existe uma trilha à direita e uma descida à esquerda. A trilha que leva ao Jussaral é a da direita, a outra nos leva até o bairro do Belém Areal. Jussaral é o nome de uma antiga estação de trem, que hoje se encontra completamente abandonada. O percurso, que é totalmente em subida, era usado na Antigüidade pelos coronéis de engenhos para transporte de mantimentos que chegavam por trem, e até hoje possui alguns trechos cobertos de pedras pelos escravos. O final da trilha é exatamente nos trilhos da ferrovia, perto da estação abandonada.  
Trilha da Praia Grande - Esta trilha é bem emocionante, mas não é apropriada para pessoas inexperientes em caminhadas pela mata, pois existem vários trechos de mata que são bem fechados e possuem muitas bifurcações que confundem os caminhos. Na verdade, esta trilha também leva a várias alternativas de percurso, o mais simples e o menos arriscado é aquele da descida da Praia Grande . A trilha começa no bairro do Bonfim, que fica na Estrada do Contorno, a 3 Km do centro. Para encontrá-la, dobre a direita no primeiro cruzamento após o Clube do Chapisco. É uma rua sem saída, que no final encontra-se uma pequena trilha com ligeira inclinação para esquerda, siga sempre mantendo-se à esquerda, até encontrar uma descida íngreme por entre árvores altas, esta descida termina perto de uma casinha que fica atrás da Praia Grande.  
Trilha da Torre de Televisão - Trilha com subida bastante íngreme no início, uma parte praticamente plana no meio, e depois novamente uma ladeira bem íngreme no final. Mas todo esforço compensa. Prepare seu coração para o visual lá de cima, que é alucinante. O início da trilha fica aproximadamente a um quilômetro do trevo de acesso a Angra indo em direção ao Rio de Janeiro. Dobre à direita quando avistar algumas casas e uma subida em concreto. Este trecho em concreto é de aproximadamente 100 m, logo em seguida, encontrará uma porteira, mas não se preocupe pois tem uma passagem sempre aberta, depois é só começar a subir e apreciar o visual.  
Trilha dos Índios - A Trilha dos Índios fica localizada no bairro do Bracuí, na BR 101, no sentido Santos. Ela nos leva até a aldeia indígena dos Guaranis, que até hoje povoam as terras do município. Para ir até a aldeia, é necessário verificar se o acesso está liberado, pelo Centro de Informações Turísticas, pois muitas vezes fica proibida a entrada na aldeia. O trecho é longo e, ainda hoje, é usado pelos indígenas para transporte de alimentos e artesanato que são vendidos na beira da estrada. A trilha se inicia na entrada direita do bairro da Itinga do Bracuí. Pelo caminho, podemos encontrar cachoeiras, rios de águas claras e o melhor da mata atlântica. Uma caminhada inesquecível.  
Trilha Paraty-Mirim - Saco do Mamanguá - Com 3 horas de duração a trilha começa no povoado de Paraty-Mirim e tem como atrações o encontro do mangue com a floresta, uma aldeia indígena Guarani, ruínas de fazendas coloniais e a paisagem maravilhosa da Baía da Ilha Grande.  
Trilha Perequê - Mambucabinha - Essa é uma trilha bem curta, ideal para os iniciantes do trekking. Apesar de curta, ela possui um trecho considerável em subida, que nos leva ao topo do Morro da Boa Vista, onde podemos apreciar toda a harmonia entre o verde da mata atlântica e o azul do mar. Para achar o início da trilha, entre no bairro do Perequê, que fica no km 527 da Rio Santos, dobre à direita após a Escola Municipal Frei Bernardo, siga até encontrar as margens do Rio Perequê por aproximadamente 2 km, atravesse a ponte suspensa e suba a trilha da esquerda. Não esqueça de fechar as porteiras que encontrar pelo caminho, e não deixe de levar um cantil com água. O final da trilha é na Rodovia Rio-Santos a cerca de 500 metros do trevo da Vila Histórica de Mambucaba, uma grande opção para um refrescante mergulho.  
Trilha Pontal - Jussaral - Essa trilha nos leva até a estação de trem do Jussaral partindo do bairro do Pontal, pela BR-101, distante aproximadamente 9 km do centro para Parati. O caminho percorrido é de uma beleza contagiante, porém não é aconselhável atravessá-la sem a orientação de um guia, pois possui várias bifurcações que nos levam a caminhos errados. Se você não está em boa forma física, é bom nem tentar, pois o trecho de subida é bem íngreme e a sol aberto. Um dos momentos mais marcantes desta caminhada, é a travessia de um dos túneis da estrada de ferro que liga Angra a Barra Mansa. Não esqueça da água. Existem poucos córregos e nem sempre a água é potável. Para os mais dispostos, a pedida é retornar pela trilha Banqueta - Jussaral.  
Trilhas da Pedra da Placa - Estas trilhas partem da subida do Morro de Santo Antônio, onde fica o Convento São Bernardino de Sena, no centro da cidade, mas tem várias alternativas de percurso. Suba pelas escadas da parte esquerda do Convento, e siga sempre para cima, pelos caminhos possíveis, pois muitos deles terminam em quintais de residências particulares. Após muita subida de escada e trechos de concreto, encontramos um pequeno vestígio de trilha, um trecho de barro que vai finalizar em uma casa isolada perto da subida final. A partir daí, os caminhos serão de trilhas e poderá escolher trajetos diferentes. São três as alternativas:       
1 - Pedra da Placa - Continue a subida pela parte de trás da placa de comunicação até avistar uma grande concentração de pedras. Suba até a pedra redonda e aprecie o visual simplesmente estupefato de toda a baía de Angra ;       
2 - Baía da Enseada - Tome a descida à direita e desça a ladeira até chegar na baía, tome cuidado com alguns trechos que praticamente não têm trilha e o mato é bem alto. É bom estar vestido com calças compridas e camisas de manga, não esqueça de um bom tênis ou botas de caminhada. No final da descida, você estará na Baía da Enseada, então você pode finalizar a jornada pegando um ônibus de volta para o centro de Angra, ou se tiver ainda pique e quiser prosseguir, vá em direção ao Retiro pela Estrada do Contorno, e siga até Vila Velha, onde poderá pegar um ônibus, ou prosseguir caminhando até o centro de Angra, passando pela Praia Grande, Praia do Bonfim e pelo Colégio Naval ;       
3 - Tanguá - siga pela parte de trás da placa de comunicação à direita, pelo caminho mais plano, e vá contornando o morro até a descida que leva à praia do Tanguá.Flora
Na parte mais baixa, até 500 metros de altitude, a vegetação de floresta atlântica densa apresenta árvores de médio porte, que raramente ultrapassam 20 metros de altura. As espécies encontradas nesses locais incluem o murici ou pau-de-tucano, o baguaçu e canelas, além de palmito e embaúba. Acima de 500 metros, onde ocorre a floresta atlântica densa montana, predominam o pinheiro-bravo, o óleo-vermelho, o cedro, o açoita-cavalo e o óleo-pardo. Acima de 900 metros de altitude predominam os campos e gramíneas, com espécies características dessas áreas como a vassourinha-do-campo e a sempre-viva-da-serra.
Fauna
A fauna dessa região inclui mamíferos como o macaco-prego e o pequeno sagüi. Encontra-se também o ouriço-cacheiro e a preguiça, além do veado, anta e a cutia. Há ainda algumas espécies de aves ameaçadas de extinção como a harpia, o gavião-pega-macaco e o gavião-de-penacho, a jacutinga, o cuiu-cuiu e o macuco, além do tucano-de-bico-preto.
Histórico
Desde o início da colonização, os portugueses procuraram penetrar a região do Vale do Paraíba em busca de metais preciosos, da conversão dos gentios à fé católica, para combater invasores, aprisionar índios, estabelecer ligação com o litoral a posse do território.
O Rio Paraíba do Sul serviu como roteiro natural. A partir do início do século XVII foram palmilhados diversas trilhas indígenas que conduziam ao litoral Norte e ao sopé da Mantiqueira, de onde as bandeiras e viajantes partiam serra acima até atingir a região das Minas Gerais. As trilhas que merecem destaque são: a das gargantas dos rios Buquira, Piracuama e Sapucaí, do Piaqui e da garganta do Embaú.
Nestas investidas surgiu o Caminho Velho dos Paulistas, ou Estrada Real. Ele partia de São Paulo, passava pela Penha, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Guararema, atingindo o Vale do Paraíba, em Jacareí. Estendia-se até Taubaté de onde passava a acompanhar o trajeto do Caminho Velho de Paratí, até atingir a garganta do Embaú.
Este caminho garantiu a ocupação da região e o seu povoamento. Em 1628 começaram a serem doadas as primeiras sesmarias e em 1645, funda-se a Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, que se transformou em "centro irradiador do povoamento da região". Em 1693, bandeirantes partindo de Taubaté, chefiados por Antônio Rodrigues Arzão, descobriram as primeiras minas de ouro, na atual Ouro Preto.
Na medida em que, durante o século XVII, aumentou a produção de ouro na região das minas gerais, o governo português intensificou o controle da circulação das riquezas minerais. Medidas drásticas eram tomadas para se evitar o contrabando de ouro, de pedras preciosas e acabar com os desvios ou os seus "descaminhos". Apesar das leis e do rigor da fiscalização o contrabando continuou.
Ligado a este contexto da mineração, numerosas trilhas do ouro foram sendo abertas. Partindo do litoral, quer de Paraty, pelo Caminho Velho, quer por Mambucaba, seguiam em direção à Serra da Bocaina, de onde se bifurcavam em diversas outras trilhas que alcançavam diferentes áreas do Vale do paraíba, seguindo por atalhos na Serra da Mantiqueira até alcançar a região aurífera. A mais famosa delas recebeu o nome de Cesaréa, construída por volta de 1740. Partia da Vargem Grande, hoje município de São José do Barreiro e seguia serra acima, toda pedregulhada, em direção a Mambucaba.
Para impedir os descaminhados do ouro e melhorar a ligação das capitanias de São Paulo e do Rio de Janeiro, as autoridades coloniais decidiram construir um caminho pelo qual transitaria o gado que fosse comercializado e enviado para o Rio de Janeiro, acompanhando as trilhas existentes na Serra do Mar. O Caminho do Gado foi construído nas primeiras décadas do século XVIII. Partia entre os limites de Guaratinguetá e Lorena, para alcançar o Planalto da Bocaina e dali seguia em direção a Bananal e aos limites das capitanias. Uma bifurcação no alto da Serra permitia chegar-se ao litoral, via Mambucaba.
Os caminhos Velho de Parati, de Mambucaba, a Cesaréa e o Caminho do Gado formam hoje "Os Caminhos do Ouro", que começaram a ser redescobertos e revalorizados face ao fascínio que despertam, localizados em área de exuberante vegetação natural.
A colonização da região do Vale do Paraíba foi completada, no século XVIII, com a construção das "vias transversais" e do Caminho Novo da Piedade.
As "Vias Transversais" foram construída buscando a melhoria da comunicação com o litoral, dando vida à novos núcleos urbanos como São Luís do Paraitinga e Paraibuna.
O Caminho Novo da Piedade, foi construído com a finalidade de melhor controlar o fluxo das riquezas minerais que circulavam na região e melhorar o sistema de comunicação, por terra, entre as Capitanias de São Paulo e do Rio de Janeiro. As obras foram determinadas no início de 1725 e as primeiras picadas foram abertas em 1726. Deveriam ligar a Freguesia de Nossa Senhora da piedade (atual Lorena), até a Fazenda Santa Cruz, dos padres Jesuítas. No entanto, as obras só foram concluídas em 1778. As dificuldades foram muitas, ligadas principalmente ao desconhecimento e a topografia dos terrenos da área, antes conhecida como "sertão incompreensível", e, por contrariar os interesses de contrabandistas ali estabelecidos. Ao longo do seu trajeto foram surgindo as cidades de Silveira, Areias, São José do Barreiro e Bananal, hoje conhecidas como "cidades históricas", berço de rico patrimônio cultural e ambiental.
Por: Francisco Sodéro Toledo e Hamilton Rosa Ferreira
Clima
O clima da região é tropical superúmido, com média anual de 23°C (nas regiões mais altas, essa temperatura cai a cerca de 5ºC). O período de menos chuvas vai de maio a agosto, mas as temperaturas ficam mais baixas.
Localização
O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na Serra do Mar, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. A área engloba parte dos municípios de Paraty (40,31%) e Angra dos Reis (21,66%) no Estado do Rio de Janeiro; São José do Barreiro (18,35%), Ubatuba (12,72%), Cunha (4,57%) e Areias (2,39%) no Estado de São Paulo.
Como Chegar
Partindo tanto do Rio como de São Paulo, o acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra, entrando na cidade de Queluz-SP. Depois, segue-se até Areias e finalmente a São José do Barreiro, num percurso de 35 quilômetros de estrada asfaltada. De São José do Barreiro são mais 27 quilômetros pela SP-221 até a entrada do Parque.
Distâncias das Capitais
  
Rio de Janeiro (RJ): 263 km  
São Paulo (SP): 306 km  
Belo Horizonte (MG): 559 km  
Brasília (DF): 1.237 km  
Salvador (BA): 1.958 km  
Porto Alegre (RS): 1.437 kmQuando Ir
A melhor época é o inverno, porque chove menos ficando as caminhadas mais seguras, as trilhas mais secas e céu mais limpo, mas nessa época as cachoeiras ficam com uma vazão menor. Se quiser curtir as cachoeiras é melhor aproveitá-las no verão.
Acampamento
* É permitido camping selvagem ou pernoite em casa de colono ( a casa é de pau a pique e bastante simples, não tem eletricidade, o pernoite é feito em quartos coletivos, não é necessário levar roupa de cama. O banheiro é coletivo e tem serpentina para esquentar a água).
Galeira de Fotos
Mapa das Trilhas
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Quem quiser o Mapa da Serra da Bocaina em tamanho grande, favor solicitá-lo no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Para esclarecer suas dúvidas, ou para pegar algumas dicas nos envie tambem um e-mail.
No mapa estão destacados as cidades de:
  
Angra dos Reis  
Arapeí  
Areias  
Bananal  
Cunha  
Paraty  
São José do Barreiro  
Silveiras  
UbatubaAs Trilhas:
  
Caminho Real  
Caminho do Ouro - Penha  
Caminho do Ouro - Ruína da Casa dos Quintos  
Caminho do Ouro - traçado 3  
Trilha Campo do Paranãzinho  
Trilha da Bocaininha  
Trilha da Cachoeira do Bonito  
Trilha da Cachoeira do Bracuí  
Trilha da Cachoeira do Guaripu  
Trilha da Cachoeira do Mimoso  
Trilha da Cachoeira do Veado  
Trilha da Fazenda da Glória  
Trilha da Fazenda Murycana  
Trilha da Fazenda Ponte Alta  
Trilha da Graúna  
Trilha da Pedra Branca  
Trilha da Pedra da Macela  
Trilha da Pedra do Frade  
Trilha da Pedra Redonda  
Trilha da Ponta Negra  
Trilha da Praia da fazenda  
Trilha da Praia de Camburi  
Trilha da Praia do Sono  
Trilha da Praia Martins de Sá  
Trilha da Serra da Bocaina  
Trilha da Vargem Grande  
Trilha das Pedras Azuis  
Trilha de Cunhambebe  
Trilha de Laranjeiras  
Trilha de Mangaratiba  
Trilha de Trindade  
Trilha do Ariró  
Trilha do Bairro da Pedra Branca  
Trilha do Bracuí  
Trilha do Charquinho  
Trilha do Charquinho  
Trilha do Corisquinho  
Trilha do Costão do Camburi  
Trilha do Fundão  
Trilha do Grataú  
Trilha do Jardim  
Trilha do Monjolinho  
Trilha do Morro da Pedra Redonda  
Trilha do Morro do Papagaio  
Trilha do Ouro  
Trilha do Perequê  
Trilha do Pico da Pedra em Pé  
Trilha do Pico do Cairuçu  
Trilha do Pico do Gavião  
Trilha do rio Barra Grande  
Trilha do rio do Funil  
Trilha do rio Mateus-nunes  
Trilha do rio Taquari  
Trilha do Saco do Mamanguá  
Trilha do Tira Chapéu  
Trilha do Vale do Bonito  
Trilha do Vale dos Veados  
Trilha dos Arapongas  
Trilha dos Macacos  
Trilha dos Sete Degraus  
Trilha entre estados  
Trilha São José do Barreiro-ParatyAs Cachoeiras:
  
Cachoeira da Escada  
Cachoeira das Posses  
Cachoeira do Bonito  
Cachoeira do Bracuí  
Cachoeira do Guaripu  
Cachoeira do Mimoso  
Cachoeira do Veado  
Cachoeira dos Mochileiros  
Cachoeira Santo Isidro  
Cachoeiras do Caminho do OuroOs Picos, Morros e Mirantes:
  
Alto da Jararaca  
Mirante do Vale do Mambucaba  
Morro do Papagaio  
Pedra Branca  
Pedra da Macela  
Pedra da Moça  
Pico da Pedra em Pé  
Pico do Frade  
Pico do Gavião  
Pico do Tira-ChapéuE outras belezas da Serra da Bocaina e cercanias:
  
Ponta de Trindade  
Ponte Suspensa  
Ruína da Casa dos Quintos  
Sete Degraus  
Vale dos Veados  
Veleiros - ParatyDownload Carta Topográfica
Dicas
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.  
Levar sempre um bom repelente.  
Contrate ou combine com alguém para te buscar no final da Trilha do Ouro, marque na Ponte de Arame ou na Placa do Parque, pois ainda tem um bom pedaço de caminhada em uma estradinha até o primeiro ponto do ônibus.Horário de Funcionamento
Diariamente, das 7 às 19 h
Telefones Úteis
  
Ibama: (21) 232- 9623 ou no  
Posto de São José do Barreiro: (12) 577-1225.Endereço
Parque Nacional da Bocaina
Rodovia Estadual da Bocaina (SP-221) - Centro
12830-000 - São José do Barreiro - SP
Telefone: (12) 3117-2183/2188
Fax: (12) 3117-2188
Preços
  
O acesso ao Parque é gratuito.  
Só é permitido a entrada no parque com autorização do IBAMA. O pedido deverá ser feito com 5 dias de antecedência.Tempo
..: Clube do Aventureiros :..
www.clubedosaventureiros.com
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comentários
Párabéns pelo artigo! Muito informativo. Senti falta só de opções de hospedagem próximo ao Parque. Fiquei em uma Pousada ano passado chamada Pousada da Terra muito charmosa e confortável que recomendo: http://www.pdterra.com.br
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