Parque Estadual Cunhambebe

Parque Estadual Cunhambebe


Tipo: Parque Estadual

Região: Sul Fluminense

Localização: Mangaratiba, Rio Claro, Angra dos Reis e Itaguaí - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°54' S / 44° 9' W

Atividades: Caminhadas, Escaladas, Vôo Livre, Banhos de Rios e Cachoeiras

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude Máxima:




Descrição




O Parque Estadual do Cunhambebe foi criado através do Decreto Estadual nº 41.358 em 13 de Junho de 2008 e possui 38 mil hectares de área e um perímetro de quase 920 quilômetros, com essa área o parque se transformou no o terceiro maior parque Fluminense, atrás apenas do Parque Estadual de Três Picos e do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Quanto aos municípios, Mangaratiba tem a maior área incluída no parque, com mais de 15.800 hectares, o que corresponde a 41% da área desta UC, e grande parte dessa área são de encostas elevadas desse município. Rio Claro tem quase 11.870 hectares incluídos no Parque, equivalentes à cerca de 31% de toda a área. As áreas inseridas no recorte que pertencem a esse município estão concentradas na proximidade dos divisores com os municípios litorâneos e na região da Represa de Ribeirão das Lages. Angra dos Reis responde por aproximadamente 27% de todo o parque, ou cerca de 10.350 hectares. Toda essa área está localizada nas partes médias e superiores das encostas da porção leste do município. Em Itaguaí o parque tem pouco impacto, pois a área desse município é inferior a 500 hectares, que representam somente 1,3% do território proposto para a UC. Essa área está localizada em um pequeno trecho no extremo oeste de Itaguaí e na porção superior da bacia do rio Mazomba.


Pico das Três Orelhas e o Pão de Açúcar - Visual do Cume da Pedra Chata


Esse parque abrange inúmeras montanhas de grande interesse, a mais famosa delas sendo o Pico das Três Orelhas, em Mangaratiba, conquistado em 1951 pelo lendário Almy Ulisséa, acompanhado por Alfredo Maciel e Carlos Karklins, mas há muitas outras importantes como a Pedra da Conquista, Pedra Chata e o Pico do Sinfrônio. Há, claro, diversos afloramentos rochosos para escalada, mas o forte deste parque, em termos de montanhas, são mesmo as caminhadas e as possibilidades para longas travessias na crista da serra.


A bela Ponte dos Arcos


Do total da área do parque, 95% é composta por florestas bem conservadas, que reúnem espécies de árvores de grande porte como o angico, cedro, jequitibá rosa e guapuruvu. Na fauna, constam exemplares de mono carvoeiro, lontra, queixada, cateto e teiú, além de espécies ameaçadas de extinção, como, por exemplo, a anta, uma rã da espécie Cycloramphus eleutherodactylus e um primata da espécie Callithrix aurita. A nova unidade formará um importante contínuo florestal com o Parque Nacional da Bocaina e a Terra Indígena de Bracuhy, assegurando a preservação de inúmeras espécies animais e vegetais ameaçadas.


Panorâmica do Cume da Pedra Chata


Na área do parque estão incluídas parcialmente 13 bacias hidrográficas, entre as quais algumas importantes para o abastecimento de água da população do estado, como a Bacia da Represa de Ribeirão das Lajes. Entre as várias áreas de potencial interesse turístico estão os Pico do Sinfrônio, com 1.5 mil metros (o mais alto de Angra dos Reis) e das Três Orelhas (1.1 mil metros), em Mangaratiba. Trilhas, cachoeiras e paredões para escalada contam-se entre as principais atrações para os adeptos de esportes de aventura. O parque também terá áreas de relevante interesse histórico, como a antiga Estrada Imperial, no Distrito de São Marcos, em Mangaratiba, que conta com mirantes, edificações e ruínas típicas do período colonial.


O Pico do Papagaio e o Mar de Montanhas


A denominação do parque é uma homenagem ao cacique tupinambá Cunhambebe, líder da Confederação dos Tamoios, formada por volta de 1560. O cacique tornou-se temido pelos portugueses, contra os quais obteve várias vitórias até sua morte por varíola. Atualmente, Cunhambebe é lembrado pelo nome do maior distrito do município de Angra dos Reis, onde teria nascido, na localidade de Ariró.

   Altitude Máxima:
   Área: 38.527 hectares
   Administração: INEA-RJ
   Bioma: Floresta Atlântica
   Carta Topográfica: Cunhambebe
   Atração: Paisagem

Atrações



Setor da Serra do Piloto



Este setor engloba parte do distrito sede de Mangaratiba, o distrito de Serra do Piloto (Mangaratiba) e parte do distrito de São João Marcos, em Rio Claro. Caracteriza-se pela vegetação exuberante de Mata Atlântica e uma variedade de acidentes geográficos, rios e cachoeiras. O acesso principal é feito através da RJ-149, que liga a Rodovia Rio-Santos, na altura do km 433 (trevo) em Mangaratiba, à localidade de São João Marcos.


Visual da Serra do Piloto - A Pedra da Lagoa e a Fazenda


Esta região é conhecida historicamente pela antiga Estrada Imperial (atual Estrada São João Marcos – RJ-149), uma das primeiras estradas de rodagem do Brasil. Esta via era utilizada para escoar as sacas de café e os escravos do Vale do Paraíba para o porto de Mangaratiba. Neste setor, encontram-se diversos pontos turísticos, como mirantes (vista para a baía de Mangaratiba), algumas edificações e ruínas típicas do período colonial, além de antigas pontes, piscinas naturais e belíssimas cachoeiras. Destes atrativos destacam-se:

   Cachoeira dos Escravos: Localizada nas cercanias da Estrada Imperial e no período colonial era utilizada por escravos;

   Cachoeira do Rubião: Também conhecida como Véu da Noiva, seu acesso é feito através de trilha, de aproximadamente 1 km, localizada à direita da estrada.

   Cachoeira da Bengala: A cachoeira oferece além de sua queda d’água, uma piscina natural rodeada por mata. O acesso se faz por trilha de, aproximadamente, 200 metros, à esquerda da RJ-149.

   Ruínas do antigo teatro: Esta é uma das ruínas mais importante do Sítio Histórico da Estrada Imperial. A tradição local, conta que a edificação era um teatro freqüentado pelos barões do café.


Ruinas do Antigo Teatro


   Bebedouro da Barreira: Localizado na Estrada Imperial, serviu durante o período colonial para dessedentação de animais que trafegavam pela via.


O Histórico Bebedouro da Barreira


   Sítio da Santinha: Localizada na RJ-149, a pousada é conhecida por sua cachoeira e piscina natural, e é utilizada como ponto de descanso de alguns roteiros de trilhas.

   Antigas Pontes da Estrada Imperial: Feitas pelos escravos na época da construção da Estrada Imperial, localizam-se a direita da estrada em direção a São João Marcos, após a Escola Josefina de Serra do Piloto. A mais conhecida é a Ponte Bela, utilizada como referencia em alguns roteiros de trilha da região.


A Ponte Padre Peres


   Igreja Matriz de São João Marcos: Toda construída à mão por Antônio Padre, com material transportado em lombo de animais, constituído principalmente de barro, cinza e tabatinga. Ali está localizado o Cruzeiro do antigo povoado de São João Marcos.


Ruinas da Igreja Matriz


Além destes atrativos, existem trilhas para trekking, enduro eqüestre, motocross e mountain-bike. A prefeitura de Mangaratiba selecionou algumas trilhas para receberem sinalização. Destas, duas estão neste setor: a trilha da Antiga Estrada Imperial, classificada como leve e com extensão 6 km, e a trilha Caminhos do Rubião, com 6 km de extensão e também é classificada como leve. Outras trilhas também são conhecidas na região, como a que liga a Serra do Piloto à Ponte Bela (São João Marcos) e a que liga o Sítio do Antônio Padre à Ponte Bela.

A Serra do Piloto também oferece paredões para a prática do rapel e rampas naturais próprias para o vôo livre. Algumas empresas de ecoturismo já exploram esses esportes na região, assim como as trilhas e cachoeiras em seus roteiros, o que tem atraído turistas regulares e de aventura (profissionais e amadores), além dos próprios moradores locais. Cabe ressaltar, que o setor também oferece atrativos ao turismo cientifico, a região é umas das mais ricas em Mata Atlântica do Estado, apresentando uma grande diversidade de fauna e flora.


Setor Serra de Muriqui



Localizado em Mangaratiba, este setor se estende pelas serras dos distritos de Itacuruçá e Muriqui e tem como principal atrativo as quedas d’água dos rios que drenam para a baía de Sepetiba. No passado, a região abrigava grande número de macacos muriquis (Brachyteles arachnoides), o que pode significar um atrativo para o turismo científico, mesmo que atualmente não se tenha relatos de observações desta espécie na região.

Este setor é bastante utilizado pela população local e ainda atrai numerosos turistas de alta temporada. Ambos os tipos de freqüentadores vêm para a região em busca, principalmente, das cachoeiras, conhecidas pelas grandes quedas d`água, piscinas naturais e facilidade de acesso. As principais cachoeiras encontram-se muito próximas do limite proposto para o Parque, entretanto, existem trilhas para quedas d`água acima dos pontos utilizados pela maioria dos turistas e inseridas no desenho proposto para a UC. Os principais atrativos turísticos do setor são:

   Cachoeira Um ou Véu das Noivas: o acesso é através de trilha leve na mata, localizada na localidade conhecida como 'Cachoeirinha' em Muriqui. A área também contém alguns bares e residências nas proximidades da cachoeira.


Cachoeira Um


   Cachoeira do Itingussú: localizada no distrito de Itacuruçá, está inserida na propriedade Cachoeira Sagrada, já descrita no relatório fundiário, e bastante utilizada pelas religiões afro-brasileiras para cultos. Seu acesso é feito pelo km 25 da rodovia Rio-Santos.

Além desses atrativos, o setor oferece algumas trilhas através da Mata Atlântica em direção à Itacuruçá e em sentido contrário à Serra do Piloto.


Setor Vale do Sahy



Este setor turístico está inserido no vale do rio Sahy, em Mangaratiba, conhecido por sua beleza natural e pela prática de esportes de aventura. Um dos pontos mais conhecidos é a Pedra da Conquista, um morro de aproximadamente 400 metros de altura, com paredões próprios para a escalada. A Pedra da Conquinsta é um pequeno morro de pedra para onde os escravos fugitivos se refugiavam e em protesto contra a sofrida escravidão terminavam realizando suicídio coletivo na Pedra da Conquista, amarravam-se uns aos outros e pulavam.

Um de seus paredões foi conquistado no ano de 2007 por escaladores da União de Caminhantes e Escaladores do Estado do Rio de Janeiro (UNICERJ). A UNICERJ também mantém um campo escola em outro paredão deste mesmo morro. Cabe ressaltar que a Pedra da Conquista encontra-se totalmente inserida nos limites propostos para o parque.

Outros atrativos também são alvos de esportistas de aventura, como os relacionados à canoagem e rafting no próprio rio Sahy. A prefeitura de Mangaratiba selecionou uma a trilha na região para receber sinalização. Trata-se da rota dos escravos do Sahy – uma trilha de 2 km de extensão com pequeno grau de dificuldade.


Visual da Rota dos Escravos


Ao longo de suas trilhas, podem-se observar belas cachoeiras, como a Cachoeira Santa Bárbara, na antiga fazenda Santa bárbara, e ruínas históricas do período colonial. Existe ainda uma trilha que segue pelo interior da mata até a região do Rubião.


Setor Ribeirão das Lajes



Este setor se caracteriza pela Represa de Ribeirão das Lages e encontra-se na porção mais setentrional do recorte proposto para o parque. Parte deste setor confunde-se com o Setor turístico Serra do Piloto – São João Marcos. Esta pequena sobreposição ocorre porque este setor receber parte das trilhas que partem da Serra do Piloto.


Fino Braço da Represa Ribeirão das Lajes


Os principais atrativos turísticos deste setor são o sítio arqueológico das Ruínas de São João Marcos, localizado às margens do Reservatório, e o próprio reservatório, que serve ás praticas dos esportes náuticos. Os esportes náuticos na região já são explorados por moradores locais e turistas que chegam à região em busca da pesca esportiva, canoagem, rafting e para a prática de camping.


Portal do Parque de São João Marcos


Em 2008, o Instituto Light para o Desenvolvimento Urbano e Social, com patrocínio da Secretaria de estado da Cultura do Rio de Janeiro, através da Lei de Incentivo à Cultura, apoio do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC, Prefeitura de Rio Claro, Instituto do Patrimônio Histórico Nacional do Ministério da Cultura - IPHAN e do Instituto Estadual do Ambiente do estado do Rio de Janeiro - INEA, foi criado um projeto pioneiro para a criação desse parque que é considerado o primeiro sítio arqueológico urbano do Brasil, para tentar resgatar a cidade desaparecida há quase 70 anos.


Caminhando no meio das ruinas


No dia 9 de junho de 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos foi inaugurado com cerca de 930 mil metros quadrados possuindo infraestrutura necessária para receber estudantes, turistas e visitantes que desejarem conhecer a história da cidade, a arqueologia e a paisagem característica da região.


Setor Vale do rio do Saco



Este setor estende-se por parte da bacia do Rio do Saco (ou da Lapa), e caracteriza-se pelos diferentes compartimentos geomorfológicos. Oferecem paisagens de baixada, escarpas e vale suspenso, com exuberante ecossistema de Mata Atlântica. Neste setor está inserida a RPPN Cachoeirinha, da Fazenda Santa Justina, aonde é possível utilizar trilhas e desenvolver estudos científicos.

Há também alguns paredões na serra da Cachoeirinha onde há prática de rapel e escaladas, além de cachoeiras e trilhas que seguem ao longo da estrada que liga Mangaratiba a Rio Claro, através da Serra do Piloto.


Setor Serra das Três Orelhas



Este setor caracteriza-se pelas belas escarpas que sobem abruptamente da baixada costeira. O grande desnivelamento cria rios caudalosos e grandes cachoeiras, que atraem turistas regulares, moradores e praticantes de trekking, escaladas, canoagem e rafting. O pico das Três Orelhas é um dos cartões postais da região, e oferece aos praticantes de montanhismo excelentes vias de escalada, rapel e caminhadas. Umas das referencias para a escalada deste pico é o Clube Excursionista Carioca (CEC), um dos primeiros a conquistar seu cume.


O Pico das Três Orelhas e o Incrível Pão de Açúcar


A região também oferece cachoeiras, piscinas naturais e trilhas, muitas delas bastante utilizadas por moradores locais, principalmente do assentamento da Fazenda Batatal e turistas regulares. A prefeitura de Mangaratiba selecionou uma trilha na região para receber sinalização: a trilha Ingaíba x Batatal, localizada na Fazenda Igaíba e que segue por 3 km, apresentando grau de dificuldade fácil.

A cachoeira da Ingaíba é uma das referências locais, com poços e piscinas naturais rodeadas de mata e de fácil acesso, passando por fazendas que oferecem produtos naturais e artesanais. Cabe ressaltar que este setor é bastante procurado por turistas que seguem para o Hotel Portobelo.

Trilhas:

   Pedra Chata: A Pedra Chata é uma bela montanha que se eleva a 1.566 metros de altitude e está situada na serra das Três Orelhas, serra esta que divide duas cidades Fluminenses, a cidade de Rio Claro e a cidade de Mangaratiba. A Pedra Chata possui um formato de meia-lua contrariando um pouco seu nome e seu principal acesso se dá por uma bela trilha que começa no distrito de Rio Claro chamado de Lídice. De seu cume temos uma linda vista da Baia da Ilha Grande e Sepetiba.


Pedra Chata


   Bico do Papagaio: O Pico do Papagaio é uma pontuda montanha que se eleva a 1.512 metros de altitude e está situada no meio de um bonito vale cercado de inúmeras montanhas. Seu nome é obviamente em alusão ao seu cume rochoso que realmente possui um formato de um bico pontudo. Seu acesso se dá por uma trilha considerada leve-superior que começa a nove quilômetros do centrinho de Lídice.


Pico do Papagaio


   Pão de Açúcar


Setor Serra do Pinto – Serra de Jacareí



Este setor engloba o distrito de Conceição de Jacareí e suas serras próximas. Caracteriza-se pela bacia do rio Jacareí e por um relevo de escarpas íngremes, que oferecem atrativos para a pratica de montanhismo. Também é comum a prática de esportes aquáticos em seus rios.

A referência turística local é a queda d`água do rio Jacareí, uma cachoeira com pedra lisa, que possui 8m de altura e forma um escorregador natural para se alcançar uma grande piscina natural. Junto ao ponto mais elevado possui outra piscina natural, menor, usada por crianças.

O setor também oferece trilhas, sendo que uma delas foi selecionada pela prefeitura de Mangaratiba para receber sinalização – trilha Poço Encantado, de 3 km de extensão e grau de dificuldade moderado.


Setor Jacuecanga



Este setor engloba o distrito de Jacuecanga, em Angra dos Reis, e caracteriza-se por ter grande parte de suas terras inseridas no Corredor Turístico da Ponta Leste. O acesso é feito através da rodovia Rio-Santos, na altura do Trevo da Petrobras (Terminal da Baía da Ilha Grande), e segue em sentido à comunidade de Caputera.

Este setor oferece vários rios de água abundante e limpa, com alguns pontos de queda d`água. Alguns desses pontos possuem piscinas naturais acessíveis através de trilhas e estradas de terra.

O recorte do Parque Estadual do Cunhambebe encontra-se acima das áreas mais utilizadas pelos turistas, que buscam nesse corredor turístico atrativos pra esporte e lazer. Entretanto, as áreas inseridas no recorte da UC também oferecem cachoeiras, trilhas e paredões para escalada, como o Morro Boa Vista, além de pousadas muito próximas aos limites propostos.


Morro da Boa Vista


Além dos turistas de aventura, profissionais ou não, este setor apresenta grande potencial para o turista regular, que em busca de sossego, encontra nas pousadas próximas ao recorte proposto para o parque, infra-estrutura e lazer com conforto e belas cachoeiras. A trilha mais conhecida é a da Cachoeira do Espelho, nome que ressalta o efeito dos raios solares em suas águas, formando um grande espelho natural. Esta trilha é percorrida em pouco mais de duas horas e meia e seu acesso é feito através do sertão da Caputera, entre a Vila da Petrobrás e o Estaleiro Brasfels.


Cachoeira do Espelho


Apesar de estar fora do recorte proposto para o Parque, acima do Marina Clube, existe uma rampa para vôo livre explorada pela Associação de Vôo Livre de Angra dos Reis (AVLAR), possível parceira para desenvolvimento desta pratica nas áreas interiores do parque.


Setor Serra Major Bernardes



Este setor incorpora parte do corredor turístico da Ponta Sul em Angra dos Reis, e caracteriza-se principalmente, pela paisagem serrana da serra Major Bernardes. Esta região oferece rios, cachoeiras, piscinas naturais, paredões e grande diversidade de fauna e flora. Apresenta grande potencial para o turismo de aventura, como o trekking, escaladas e rafting. Esses esportes encontram na bacia do rio Japuíba, no morro do Cocho e na própria escarpa da serra do Major Bernardes excelentes locais para suas práticas.


Lindo Visual do Cunhambebe


As trilhas são os principais atrativos dessa região, com destaque óbivio para a incrível Travessia Angra x Lídice que é uma memorável e longa travessia, toda feita em cima de antigos trilhos, de quase 50 quilômetros ligando o recortado litoral de Angra dos Reis com o bucólico vilarejo de Lídice no alto da serra. Nesse lindo caminho seremos desafiados a transpor mais de uma dezena de estreitos túneis cuidadosamente esculpidos na rocha, e também a cruzar por muitas pontes, algumas bem altas e feitas apenas por dormentes, onde em cada passo é preciso prender a respiração, e também por majestosas pontes sustentadas por grandes pilares em formato de arco e tudo isso emoldurado por um luxuriante verde da densa mata.


Travessia da Décima Segunda Ponte


Nas partes mais baixas, próximas da baixada, as cachoeiras e poções são bastante utilizados pelos moradores locais e, em alta temporada, por turistas regulares, que encontram nesses locais serviços e infra-estrutura básica para visitação.


Setor Serra do Sinfrônio – RJ-155



Este setor compreende parte da rodovia Saturnino Braga (RJ-155) e a serra do Sinfrônio, na divisa entre o município de Angra e Rio Claro. Os principais atrativos encontram-se ao longo da RJ-155, com seus túneis esculpidos na rocha e os inúmeros mirantes com vista para a Baía da Ilha Grande. Soma-se a esses, corredeiras típicas das regiões serranas com cachoeiras, atraindo adeptos da natureza e de esportes como a canoagem e rafting.

Neste setor, encontra-se o Pico do Sinfrônio, o maior pico de Angra dos Reis, com aproximadamente 1.500 metros de altitude, oferece vias para escalada, trilhas, quedas d`água, além de proporcionar bons passeios de moto ou montain bike, pelos caminhos  que cruzam a região. A trilha mais conhecida é a de Banqueta x Estação de Jussaral, que neste trecho, oferece quedas d`água, piscinas naturais e grande diversidade de fauna e flora.


Setor Turístico bacia do Ariró – Serra da Campanha



Este setor caracteriza-se pelas escarpas das serras da Campanha e da Garganta, em um ecossistema de bem conservado de Mata Atlântica. As áreas mais altas têm seus acessos bastante dificultados pela densidade da mata e o relevo acidentado. Sugerindo um uso mais restrito voltado principalmente para o turismo científico.

Na região da Serra d’água, próxima a localidade de Ariró, encontram-se algumas cachoeiras e poços d`água bastante utilizadas por moradores e turistas regulares, entretanto não se encontram inseridas no recorte proposto para o parque.


Flora



Do total da área do parque, 95% é composta por florestas bem conservadas, que reúnem espécies de árvores de grande porte como o angico, cedro, jequitibá rosa e guapuruvu.


Fauna



Na fauna, constam exemplares de mono carvoeiro, lontra, queixada, cateto e teiú (Tupinambis merianae), além de espécies ameaçadas de extinção, como, por exemplo, a anta, uma rã da espécie Cycloramphus eleutherodactylus e um primata da espécie Callithrix aurita.


História



Quem foi Cunhambebe? Cunhambebe era o Chefe Supremo da Nação Tupinambá no século 16. Esta nação se dividia em tribos que se localizavam num território que ia desde o Rio Juqueriquerê em Caraguatatuba, no Estado de São Paulo, até o Cabo de São Tomé, depois de Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro, adentrando ainda pelo interior por todo o Vale do Paraíba entre os Estados do Rio e São Paulo.


Chefe Supremo da Nação Tupinambá
Hercúleo e destemido, ele chefiava todas as aldeias deste território. Ofendidos pelos Portugueses que destruíam as famílias indígenas, escravizando muitos para o trabalho nos engenhos de cana-de-açúcar, os Índios Tupinambás criaram a chamada Confederação dos Tamoios a qual possuía invejável poderio de guerra. Para garantir sua liberdade, os Índios ainda se associaram aos Franceses, os quais haviam fundado na baía da Guanabara uma colônia antes mesmo da fundação do Rio de Janeiro. Esta colônia, batizada de França Antártica, ameaçava a hegemonia e integridade do empreendimento Português e serviria de refúgio para os protestantes fugidos das guerras de religião na Europa.

Devemos à Cunhambebe assim como a Aimberê, Pidobuçú e Coaquira, todos Chefes Tupinambás, o acordo fomentado pelos Jesuítas e celebrado com os Portugueses, que ficou conhecido como Tratado de Paz de Iperoig, celebrado no local da nossa muito querida e linda Cidade de Ubatuba, SP. Este tratado garantiu a unidade do Brasil com uma só língua, uma só fé e um só território. Sem o tratado de Paz, a Confederação dos Tamoios teria provavelmente destruído São Vicente e hoje o Brasil, entre o Rio e São Paulo, provavelmente teria um outro país ou Departamento Francês e a história teria sido outra.

Embora Cunhambebe fosse temido, ele morreu de peste depois da chegada dos Franceses no Rio de Janeiro para a fundação da França Antártica. Nossa história apresenta Cunhambebe genericamente como sendo uma única pessoa. Contudo, na realidade, afirma o tupinólogo Capistrano de Abreu terem havido dois Cunhambebes. O Pai era o famoso guerreiro, temido por todos os Portugueses, contemporâneo de Hans Staden e de André Thevet, escritor da Cosmografia Universal. O filho, segundo estudiosos, também chamado Cunhambebe, contemporâneo de Anchieta, foi quem teria ajudado a celebrar o referido Tratado de Paz de Iperoig, garantindo o êxito do empreendimento Português no Brasil. Pai ou Filho, apresentado como uma única pessoa ou que de fato tenham sido duas distintas, Cunhambebe sempre será o "verdadeiro herói do Brasil". Hoje em dia, seu papel histórico está sendo revisto e discutido para que mereça o devido destaque dentre os vultos de nossa História.

Muito grande, ele tinha uma força descomunal, uma coragem sem igual e uma dureza e ferocidade incomuns. Gabava-se de ter comido centenas de inimigos. O seu maior prazer era causar terror em seus contrários. Nunca perdoou nenhum português.

A morte de Cunhambebe por varíola e a estratégia dos portugueses de dividir a Confederação a partir de negociação com os diferentes grupos de índios levou ao enfraquecimento da Confederação dos Tamoios e ao domínio português na região.

Atualmente, Cunhambebe é lembrado pelo nome do maior distrito do município de Angra dos Reis, que abrange, inclusive, parte da área onde se pretende implantar o Parque Estadual do Cunhambebe. Assim, a escolha desse nome para o Parque é importante como homenagem ao líder indígena da região.


Clima



O clima da região é tropical superúmido, com média anual de 23°C (nas regiões mais altas, essa temperatura cai a cerca de 5ºC). O período de menos chuvas vai de maio a agosto, mas as temperaturas ficam mais baixas.


Localização



O Parque Estadual Cunhambebe está localizado no Médio Paraíba ao sul do Estado do Rio de Janeiro, quase na divisa com o estado de São Paulo e entre a Serra do Mar e a Bacia do Rio Paraíba do Sul.


Distâncias das Capitais



   Angra dos Reis (RJ): 40 km
   Rio de Janeiro (RJ): 170 km
   São Paulo (SP): 370 km


Mapa das Trilhas




Mapa das trilhas do Cunhambebe


Quem quiser o Mapa das trilhas do Cunhambebe em tamanho grande, favor solicitá-lo no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Para esclarecer suas dúvidas, ou para pegar mais algumas dicas pode nos escrever também.

* Esse Mapa foi baseado na Carta Topográfica de Mangaratiba do IBGE.


Mapa do Parque




Mapa do Parque Estadual Cunhambebe



Quando Ir



A melhor época é o inverno, porque chove menos ficando as caminhadas mais seguras, as trilhas mais secas e céu mais limpo, mas nessa época as cachoeiras ficam com uma vazão menor. Se quiser curtir as cachoeiras é melhor aproveitá-las no verão.


Acampamento / Refúgio



   Refúgio Limpa Trilha:
Estrada do Canta Galo s/n - Sertão do Cantagalo - Garatucaia - Angra dos Reis
Tel: (21) 9180-4102


Galeira de Fotos



2012-01 - Estrada Imperial
2012-01 - Travessia Serra do Piloto x Mazomba
2011-05 - Travessia Angra x Lídice
2010-06 - Pedra Chata
Trilha Rota Escravos do Sahy
Trilha para a Cachoeira Véu de Noiva


Download Carta Topográfica



Carta Topográfica Mangaratiba - SF-23-Z-A-V-4
Carta Topográfica Cunhambebe - SF-23-Z-A-V-3


Dicas



   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.


Horário de Funcionamento



Ainda não existe nenhuma estrutura no parque e muito menos portaria.


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