Parque Estadual da Serra do Brigadeiro

Parque Estadual da Serra do Brigadeiro


Tipo: Parque Estadual

Região: Serra do Brigadeiro

Localização: Fervedouro, Miradouro, Ervália, Araponga, Sericita, Matipó e Divino - MG, Brasil, América do Sul

Lat/Lon médias: 20 40 °S / 42 25 °W

Atividades: Caminhadas

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude Máxima: 1.985 m (Pico do Soares)




Descrição



Historicamente conhecida com a Serra dos Arrepiados, a Serra do Brigadeiro pegou o seu nome do Brigadeiro Bacelar que acompanhou os desbravadores da região nas primeiras décadas do Século XIX.

A Serra do Brigadeiro ergue-se na Zona da Mata mineira, no sudeste do estado, a cerca de 300 km de distância de Belo Horizonte, o parque ocupa terras dos municípios mineiros de Araponga, Fervedouro, Miradouro, Ervália, Sericita, Pedra Bonita, Muriaé e Divino. Criado em 27 de setembro de 1996 o parque cobre uma área de 14.984 hectares de onde predominam a Mata Atlântica, montanhas, vales, chapadas, encostas onde nascem diversos cursos d’água que contribuem de maneira significativa para a formação de duas importantes bacias hidrográficas do Estado: a do rio Doce e a do Paraíba do Sul.

Toda essa superfície ultrapassa os 1.000 m de altitude tendo seu ponto culminante no Pico do Soares (1.980 m de altitude), o ponto mais visitado pelos turistas é o Pico do Boné que atinge 1.870 m. “A Serra do Brigadeiro é um dos poucos fragmentos contínuos da Mata Atlântica em Minas”, estima-se que 40% de sua área sejam de vegetação primitiva.

Esse índice, que pode ser considerado alto, se explica pela densidade da cobertura florestal da serra e por suas características topográficas: relevo acidentado e ocorrência de grotões e vales abruptos. A dificuldade de acesso à região teria mantido a Serra do Brigadeiro ao abrigo da devastação humana. Contribuiu também para isso o clima da serra tropical de altitude que, úmido durante todo o ano, previne queimadas. O clima é responsável pela neblina recorrente que cobre área e pelas temperaturas inferiores a 0ºC verificadas durante o inverno.

A Serra do Brigadeiro é um dos últimos redutos da Mata Atlântica em Minas Gerais e, talvez, o mais importante. Em reunião de pesquisadores que avaliou o estado atual da biodiversidade em Minas, o parque foi considerado uma “zona azul”, isto é, sua preservação deve ter prioridade máxima. A importância da Serra do Brigadeiro se explica pela riqueza de sua fauna e flora: ocorrem ali diversas espécies endêmicas (que existem apenas naquela região) e ameaçadas de extinção.


Cachoeira do Boné - Foto: Belquior


O Parque abriga vários Picos: o do Soares (1.985 metros de altitude), o Campestre (1.908 m), o do Grama (1.899 m) e o do Boné (1.870 m). A altitude e o relevo amenizam a temperatura local e a neblina cobre os picos durante quase todo o ano, formando uma das mais belas imagens do Parque.

A impenetrabilidade da mata pode justificar que ocorram ali animais já extintos em outras regiões. O principal deles é o muriqui ou monocarvoeiro (Brachyteles arachnoides), o maior primata das Américas e um dos símbolos da luta pela conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. Dois diferentes grupos de muriquis já foram identificados no parque. Estima-se que o parque abrigue cerca de 200 indivíduos. No passado, esse número pode ter chegado à casa das centenas. Ainda assim, pesquisadores acreditam que se trata de uma das maiores populações emergentes desse primata em Minas Gerais.

A ocorrência de monocarvoeiros na Serra do Brigadeiro foi constatada em 1987 e, desde então, os esforços dos pesquisadores têm se voltado para a sua preservação. No entanto, outras espécies não tiveram a mesma sorte: “As antas e onças-pintadas, por exemplo, chegaram perto da extinção por volta de 1950”. Além dos monos, o barbado, o sauá, o caititu, o veado-mateiro são alguns dos animais raros ou ameaçados de extinção existentes no parque.

Diversas espécies de aves, algumas também em fase de extinção, são encontradas dentro da área do parque, como o pavó, o papagaio-do-peito-roxo, o gavião-pomba, o tucano-do-peito-amarelo, o trinca-ferro, a araponga, o tucano-de-peito-amarelo, o gavião-pega-macaco e certas espécies de beija-flor.

A Mata Atlântica, principal formação vegetal da área, está intercalada com os Campos de Altitude e afloramentos rochosos, formando um belo cenário. Considerado um paraíso botânico, o Parque constitui um ecossistema rico em espécies vegetais como bromélia, peroba, ipê, orquídea, cajarana, jequitibá, óleo-vermelho e palmito doce. A neblina que, durante quase o ano todo, cobre os picos onde se localizam os campos de altitude, propicia as condições para a formação de um ecossistema rico em orquídeas, samambaias, líquens, bromélias, variedades de gramíneas, arbustos e cactus, dentre outras espécies.

   Altitude Máxima: 1.985 m (Pico do Soares).
   Área: 14.984 hectares.
   Perímetro aproximado: 156,95 km.      
   Relevo: Montanhoso.
   Carta Topográfica: .
   Atração: Paisagem.


Atrações



Picos



   Pico do Soares: O Pico do Soares é uma grande rocha granítica que alcança altitude de 1.985 metros, o ponto mais alto do Parque, ele possui 3 elevações uma com 1.950 metros e outra com 1.920 metros sendo que esta apresenta melhor visão da região; sua trilha 7 km de extensão se inicia na Fazenda do Brigadeiro, a 20 km da cidade de Araponga, no município de Fervedouro. Há também um acesso com trilha mais difícil na Região de São Bento ou pela Fazenda da Pirraça, a 20 km da cidade de Fervedouro; a trilha fervedouro é de nível pesado.

No seu cume existem gramíneas e vegetação de médio porte, com aproximadamente 1,80 metro de altura, o que dificulta a visão do entorno. Próximo ao Pico, existe um outro ponto que oferece uma melhor apreciação da natureza circundante, embora seja menos alto do que o Pico do Soares. Desse ponto, é possível avistar o Rochedo, os picos do Cruzeiro, do Matipó e da Ararica, e  em dias de céu claro, a Serra do Caparaó.

Para chegar ao Pico do Soares, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se nas imediações da sede da Fazenda, de onde deve-se seguir em direção ao sul, pela trilha para o Pico. Nos primeiros 4,4 km, a trilha é plana, com partes levemente onduladas; ali a vegetação proporciona sombra, facilitando a caminhada. Na seqüência, porém, o terreno se torna íngreme, com uma vegetação mais rasteira e sem sombras, até chegar ao topo. Após subir a parte mais íngreme do percurso chega-se à primeira elevação localizada no entorno do Pico. Desse ponto, tem- se uma vista abrangente da região; na porção sul, a visão é prejudicada pela presença da segunda elevação anterior ao Pico. Dali se avista o Rochedo, os Picos do Cruzeiro, da Ararica e do Matipó, que é o último na direção norte. A partir desse ponto, siga por trilhas no sentido sul, até o cume do Pico do Soares. No período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável a utilização de veículo com tração nas quatro rodas (4x4).

Distância da Sede: 37,7 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 7,7 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 4 horas.


   Pico do Boné: É o principal atrativo do parque sendo o mais visitado fica 18 km de Araponga na região do Estouro, com seus 1.860 metros acima do mar, tem 360 graus de visão de toda região, sua trilha é a mais fácil do parque, são 4 km de trilha em estrada de uma antiga carvoaria da Belgo Mineira dos anos 60 em mata atlântica, nível de dificuldade leve.

O Pico do Boné, que leva esse nome por causa de sua aparência quando contemplado à distância e seu cume é formado por um pequeno platô que mede 10 por 15 metros, onde predomina uma vegetação constituída por gramíneas, pequenos arbustos e grande número de bromélias de flores vermelhas. É um dos Picos mais altos do Parque. Do alto do Pico do Boné, tem-se uma magnífica vista panorâmica em 360º. É possível, dali, avistar os mares de morros e, a leste, o distrito de Bom Jesus do Madeira; ao sul, a Serra do Grama e a Pedra do Pato; ao norte, o Pico do Soares e a Pedra Branca; e a oeste o município de Araponga.

Para chegar ao Pico, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque, no sentido de Araponga, por aproximadamente 11,5 km entre à direita, em estrada de terra, siga até as propriedades limítrofes à área da unidade de conservação. Siga depois a pé, em meio a plantações de café, passe por uma pequena cancela, caminhe até uma placa indicativa para o Pico (única em todo o percurso). Continue o trajeto até passar por uma pinguela natural, formada por fragmentos rochosos sobrepostos de maneira uniforme, sobre uma pequena corredeira. Siga por um caminho que, devido à vegetação densa, é sinuoso e estreito, até uma pequena lapa, conhecida como Pedra do Descanso, localizada na metade do percurso. Continue pela trilha até um afloramento rochoso já próximo ao destino. Desse local, avista-se um vale e, segundo os moradores locais, o único coqueiro Macaúba da área de abrangência do Parque. Depois da subida íngreme, de grande dificuldade, chega-se ao Pico.

Distância da Sede: 28 km. (8km de caminhada).
Distância da fazenda do Brigadeiro: 2,5 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 4 horas.


Visual do Pico do Boné - Foto: Belquior


   Pedra Campestre: Segundo maior pico do parque também chamada de Pedra do Pato ou Serra da Grama com 1.908 metros de altitude sua trilha é bem perigosa; fica próxima à portaria Pedra do Pato município de Fervedouro, a 24 km da cidade de Fervedouro, a trilha tem uma escalada a mão livre, mas com devido cuidado, em meio as bromélias, com vista panorâmica para o Pico do Boné e Soares e a Serra do Caparaó a mais de 80 km de distância, nos seus 1.600 metros tem se um lago natural de 1 metro de profundidade, logo acima do lago se sobe mais 400 metros para chegar ao cume maior; o cume menor fica a 2 km do maior e se chama Pico do Grama, com 1.899 metros, nível de dificuldade difícil.

   Pico do Itajuru: Localizado no extremo sul da Serra do Brigadeiro, na região norte de Muriaé, a 15 km da vila do Belisário, a estrada só passa gente e cavalo chamada de trilha do Careço, são 4 km de distancia, é bem sinalizada é o segundo pico mais visitado do parque, só atrás do Pico do Boné. O Pico do Itajuru é um afloramento de rochas graníticas cujo ponto culminante se encontra a 1.585 metros de altitude. No topo, a vegetação é de médio porte aproximadamente 1,80 metro de altura –, o que dificulta uma visão panorâmica  o entorno. No entanto, a visibilidade é ampla para a região das fazendas e para a cadeia de serras situadas dentro do Parque.

Para se chegar ao Pico do Itajuru, partindo do centro de visitantes pela estrada interna do Parque, siga por 7,1 km até Bom Jesus do Madeira, distrito de Fervedouro. Desse distrito, pegue a estrada à direita, siga por 1,2 km até Monte Alverne e continue por mais 4,8 km. Saia da estrada principal, que leva ao município de Miradouro e entre à direta. Percorra mais 10,5 km passando pela comunidade Cabeceira do Alegre e pelo vilarejo Serrania, na região pertencente ao município de Muriaé. Continue por 9,4 km nessa estrada em direção à região do Careço. Siga a pé ela estrada da região do Careço, pois não é possível o acesso de carro. Após caminhar 1,21 km pela estrada que leva para a comunidade do Careço, é necessário entrar por uma trilha à esquerda. Nesse local, existe um marco e uma placa indicativa com a informação “Trilha”. A partir desse ponto, siga a trilha até o Pico do Itajuru. Nos primeiros metros, existe um curso d’água que pode ser utilizado para abastecer os cantis. Existem algumas outras placas indicativas que orientam o visitante em direção ao Pico, porém sem informações geográficas.

Distância da Sede: 35,84 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 4,15 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 horas e 10 minutos (trecho de caminhada).

   Pico da Ararica: Do alto dos 1.792 metros do Pico da Ararica, vislumbra-se, com nitidez, o relevo e as bacias hidrográficas de toda a região circundante. Avistam-se ao norte-noroeste o Pico Matipó e o vale da comunidade do Matipó; ao sul, os Picos do Saco do Bode, do Soares, os Rochedos e parte da mata da região do Parque, que abrange a Fazenda do Brigadeiro; a sudeste-leste, os mares de morros, fazendas e pousadas, pastagens e as estradas que cortam os vales; e na borda oeste-sul-sudoeste, e a noroeste, as cadeias de serras do Parque. A vegetação no cume é composta por gramíneas e alguns arbustos de pequeno porte.

Para se chegar ao Pico da Ararica, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque, no sentido de Araponga. Siga  as placas indicativas da Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na sede da Fazenda pela estrada que leva à comunidade de Matipó. Depois de percorrer uma distância de aproximadamente 3,37 km, vire à direita e pegue uma trilha secundária. Siga por essa trilha até o cume do Pico da Ararica. Mas atenção: a trilha secundária não é bem marcada. O trecho da Fazenda do Brigadeiro até o Pico da Ararica é bastante escorregadio, sendo recomendável, no período das chuvas, a utilização.

Distância da Sede: 35,5 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 5,5 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas e 25 minutos.

   Pico do Cruzeiro: O Pico do Cruzeiro, a 1.684 metros acima  do nível do mar, possui uma vegetação predominante de campos de altitude, devido aos fortes ventos que o assolam e ao solo arenoso. É um dos pontos mais altos da Serra do Brigadeiro e proporciona uma das mais belas vistas panorâmicas da região. Dali, observar o uso e a ocupação do solo na região adjacente. No inverno, a temperatura no Pico gira em torno dos 10ºC. O local é privilegiado para visualização do mar de morros que compõe o relevo da região circunvizinha, sendo também bastante procurado com finalidade religiosa, já que ali se encontra um enorme cruzeiro. Ao norte do Pico, encontra-se o município de Fervedouro; a oeste, a Pedra da Ararica; a leste, o Pico do Soares; e ao sul, Araponga.

Para se chegar ao Pico do Cruzeiro, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na sede da Fazenda pelo caminho denominado "Trilha do Pico do Cruzeiro" . Não existe bifurcação na trilha que segue um único sentido até o destino. Essa trilha encontra-se em bom estado de conservação, mas apresenta trechos de difícil acesso. No período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável a utilização de veículo com tração nas quatro rodas (4x4). É necessário também o acompanhamento de um guarda-parque, já que a trilha não apresenta sinalização. O acesso ao Pico do Cruzeiro é considerado difícil para crianças e idosos, por apresentar uma declividade acentuada e por ser muito escorregadio, devido à grande quantidade de matéria orgânica presente no solo.

Distância da Sede: 32,5 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 2,5 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas e 30 minutos.

   Pico do Grama: É um maciço rochoso granítico recoberto por vegetação de campo de altitude. O ponto mais elevado do Pico encontra-se a 1.561 metros, possibilitando que e tenha dali uma bela vista da sede administrativa, rodeada por morros e vegetação densa. O local é privilegiado para a visualização do mar de morros que compõe o relevo da região. Do Pico, avistam-se ainda os municípios de Miradouro, Fervedouro e Ervália, e os Picos do Boné e do Soares, além das redes de drenagem existentes em toda a volta.

Para se chegar ao Pico do  rama, partindo do centro de visitantes, siga a estrada interna do Parque, no sentido de Bom Jesus do Madeira/Fervedouro. Pegue a primeira trilha à direita. Não existe trilha definida até o atrativo. Do início da caminhada até a porção final, que é o ponto mais alto do Pico, a declividade do terreno é acentuada, podendo a trilha ser classificada como de alto grau de dificuldade. Por isso, esse passeio não é recomendado para crianças e idosos.

Distância da Sede: 3,08 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 1 hora e 50 minutos.

   Pico do Matipó: Localiza-se nos limites do Parque com o município de Matipó. Do seu topo, a  1.852 metros de altitude, tem-se ampla e bela vista panorâmica da região, alcançando-se, ao sul, os Picos do Soares, do Boné, do Saco do Bode e da Ararica, além da região de Araponga; o prolongamento da serra que  compreende a porção noroeste do Parque e a mata da Fazenda do Brigadeiro, que se destaca na paisagem devido a sua extensão e exuberância. A nordeste, pode-se avistar o povoado de Matipó, fazendas e algumas lavouras.

Para se chegar ao Pico do Matipó, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na Sede da Fazenda pela trilha que leva para a comunidade Matipó. Após percorrer 1 km, entre à esquerda, no sentido do Pico. Siga por essa trilha principal. Nesse trecho, existem bifurcações para trilhas secundárias. No final da trilha principal, há uma bifurcação. Mantenha-se à esquerda e continue no sentido do Pico. A partir daí, não existem outras bifurcações. Após 3,21 km, depara-se com um paredão de rocha bastante íngreme, que é o único acesso ao Pico. A subida é auxiliada por uma corda existente no paredão, porém, em alguns pontos, a vegetação dificulta a escalada. Apesar de a caminhada exigir esforço físico, principalmente nas subidas, o passeio pode ser feito em apenas um dia.

Distância da Sede: 34,15 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 4,15km
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas e 30 minutos.

   Pedra Branca: É um afloramento de rochas cristalinas, com paredes íngremes que, vistas de longe, apresentam coloração branca. A vegetação de seu entorno é densa na parte baixa e, no topo, composta por campos de altitude. Desse local, avista-se os Picos do Boné e do Saco do Bode; e a própria Pedra Branca é vista de Bom Jesus do Madeira.

Para se chegar ao local, partindo do centro de visitantes, siga pela estrada interna do Parque no sentido do distrito  e Bom Jesus do Madeira/ Fervedouro. De Bom Jesus do Madeira, avance rumo à comunidade dos Galdinos até a Fazenda do Sr. Armando, de onde se tem uma vista panorâmica da Pedra Branca para a qual não existem trilhas demarcadas. A partir dessa fazenda, o percurso só pode ser coberto a pé.

Distância da Sede: 14,3 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 40 minutos.

   Pedra do Cruzeiro: A Pedra do Cruzeiro é um afloramento de rocha granítica cujo ponto culminante se encontra a 1.645 metros de altitude. Seu topo é plano e a vegetação predominante é a de campos de altitude. No local existe um cruzeiro, onde as comunidades de Ervália e Dom Viçoso se reúnem, todo dia 10 de maio, para a celebração de uma missa. Do alto tem-se uma privilegiada visão do mar de morros das redondezas.

Para se chegar à Pedra do Cruzeiro, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque no sentido de Araponga e vire à esquerda em direção à Serrinha. Percorra aproximadamente 10,4 km e vire à direita na comunidade de São Domingos. Siga por mais 800 metros e vire à esquerda, em direção à comunidade de Dom Viçoso. Vá em frente por 7,6 km, vire à direita, no sentido da Serra do Congo, percorra 2,1 km e dobre novamente à direita. 400 metros adiante, vire à esquerda e, depois de 300 metros, mais uma vez à direita, até a fazenda do Sr. Geraldo Tristão. Desse ponto, você terá de seguir caminhando por uma trilha à direita, por aproximadamente 1 km. Atravesse o córrego da Moega e ande mais 4,4 km por trilha não sinalizada até o topo da Pedra do Cruzeiro.

Distância da Sede: 27,7 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 horas e 40 minutos.

   Pedra do Pato: A Pedra do Pato, conhecida também como Pedra do Campestre, é um dos pontos mais altos do Parque, com aproximadamente 1.908 metros de altitude.  Seu nome se deve a uma formação rochosa de coloração esbranquiçada que lembra a figura de um pato. Essa formação pode ser avistada da Portaria Pedra do Pato e da região de Fervedouro. Da Pedra do Pato, a vista panorâmica é deslumbrante. Pode-se avistar a Portaria Pedra do Pato, os Picos do Boné e do Soares, o distrito Bom Jesus do Madeira e a região do entorno.

Para chegar à Pedra do Pato a partir do centro de visitantes, siga a estrada interna do Parque no sentido do distrito de Bom Jesus do Madeira. Percorra 2,7 km até a entrada da trilha, antes da Portaria Pedra do Pato. O percurso não é sinalizado e nem demarcado. Existem pequenos trechos isolados que apresentam vestígios de trilha. No início do percurso, próximo à Portaria Pedra do Pato, há predominância de samambaias. Após esse trecho, a vegetação é densa e o terreno íngreme, dificultando a caminhada. Na seqüência, o percurso torna-se mais íngreme e aumenta o grau de dificuldade.  A partir daí, deixam de existir os vestígios de trilhas. Chega-se, então, a uma área de campo com alta declividade, onde se destacam as bromélias e gramíneas. Continue caminhando até um curso d’água que forma cerca de três pequenas piscinas naturais. Seguindo esse curso d’água, chega-se ao topo da cachoeira da Pedra do Pato.

Distância da Sede: 5 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 4 horas.

   Pedra do Rochedo: O Rochedo é um afloramento de rochas graníticas recoberto por vegetação de campo de altitude. Destaca-se a ocorrência de grande quantidade de orquídeas. Seu ponto mais alto se encontra a 1.798 metros de altitude, e dali é possível admirar a imensa quantidade de morros que caracterizam a região. Ao sul, é possível avistar os Picos do Boné e do Soares, além da Laje do Ouro; a  oeste, o Saco do Bode; e, a oeste, a comunidade do Estouro, no município de Araponga.

Para chegar à Pedra do Rochedo, saindo de carro do centro de  visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada começa na sede da Fazenda, partindo  da trilha à direita, na porteira, onde existe uma placa sinalizando o atrativo Laje do Ouro. Depois da porteira, siga a trilha à direita até a base do Rochedo. Esse trecho do caminho possui diversas bifurcações, e, a partir da base do Rochedo, deixam de existir as trilhas demarcadas. Toda a trilha percorrida a pé pode ser classificada como de alto grau de dificuldade, principalmente devido à declividade do terreno. No período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável o uso de veículo  com tração.

Distância da Sede: 33,08 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 3,08 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas.

   Saco do Bode: São dois afloramentos rochosos separados por uma fenda que impossibilita a passagem de um para o outro. A declividade do percurso para se chegar ao Saco do Bode é alta, e só é possível alcançar – sem equipamentos de escalada – o topo de um dos afloramentos. Lá em cima, a vegetação é de campo de altitude, enquanto na base das formações predomina o bioma Mata Atlântica. Durante o percurso e nas proximidades do Saco do Bode, nota-se a constante presença de samambaias, jequitibás e canjeranas, além de outras espécies vegetais introduzidas no local.

Para chegar ao Saco do Bode, partindo do centro de visitantes, siga pela estrada interna do Parque no sentido do distrito de Bom Jesus do Madeira/ Fervedouro. De Bom Jesus, avance em direção à comunidade de São Pedro; vire à direita, próximo à matriz, depois vire novamente à direita nas proximidades de uma plantação de café. O percurso de Bom Jesus até essa plantação de café totaliza 10,1 km. Siga por mais 4,3 km e entre à esquerda em um trevo, até a fazenda do Sr. Humberto. Percorra uma trilha paralela ao córrego São Bento. Após 1 km, atravesse o córrego e continue por mais 2,4 km. Atravesse novamente o mesmo córrego e prossiga na trilha por mais 2,2 km, até a base do Saco do Bode. Devido à alta declividade do terreno e a quase inexistência de trilha demarcada, o percurso é considerado difícil.

Distância da Sede: 27 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 4 horas.

   Serra das Cabeças: A Serra das Cabeças é um conjunto de três afloramentos rochosos. Um deles recebe o nome de Mamute; outro é eventualmente chamado de Índio ou Chinês; o terceiro não é nominado. A Serra é um dos pontos mais elevados do Parque, com 1.853 metros de altitude. Do topo da primeira “cabeça”, avistam- se as trilhas de acesso às outras formações. Qualquer das três “cabeças” possibilita, de seu cume, uma bonita vista panorâmica de outras áreas do Parque, além da cadeia de morros. Existe uma pousada chamada Serra D'Água nas imediações das Serra da Cabeças, são 4 km de trilha e é o atrativo mais próxima da cidade de Araponga, rumo a estrada Araponga/Fervedouro.

Para chegar à Serra das Cabeças, partindo do centro de visitantes, siga de carro por 2 km pela estrada interna do Parque, o sentido de Araponga. Da estrada, avistam-se três grandes blocos rochosos, semelhantes a três cabeças agrupadas. A trilha tem início na propriedade do Sr. Valcy Luciano Corrêa ou na Pousada Serra D’Água, que fica à direita da estrada. Siga a pé, atravessando o Córrego do Funil. O filete de água desce por duas formações rochosas semelhantes a um funil. Continue pela trilha paralela ao córrego. Durante o percurso, avista-se, paralela à trilha, uma lapinha e uma cachoeirinha. Após esse ponto, a vegetação passa por uma transição de Mata Atlântica para campos de altitude, onde predominam as gramíneas, árvores de grande porte e arbustos. Após aproximadamente 1h30 de caminhada, chega-se ao cume da primeira das três grandes rochas. Durante todo o percurso, encontram-se espécies vegetais típicas de Mata Atlântica, como muricis e embaúbas. Nota-se também a presença constante e boa distribuição de água ao longo do trajeto.

Distância da Sede: 5 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 30 minutos.


Rios e Cachoeiras



   Laje do Ouro: A Laje do Córrego do Ouro é um afloramento de rochas graníticas, a leste do córrego, que se estende até suas margens. Um dos grandes atrativos é a queda d’água que se forma sobre a rocha, dando origem a poços com água translúcida, ótimos para banhos.

A Laje se encontra a uma altitude de 1.500 metros, e sua vegetação é caracterizada pela existência de campos de altitude circundados por Mata Atlântica secundária, o que propicia um clima ameno, em torno dos 20ºC.

Destacam-se na paisagem a Pedra do Rochedo, ao sul, e o Pico do Soares, ao norte, este último com 1.985 metros de altitude, o ponto culminante do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro.

Para chegar à Laje, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na sede da Fazenda, partindo da trilha existente à direita, na porteira, onde há uma placa sinalizando o atrativo. Essa porteira permanece sempre trancada e a sinalização existe apenas no início da trilha. Por isso, a visitação só é permitida com a companhia de um guarda-parque, que conhece bem toda a região.

Distância da Sede: 32,7 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:2,7 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas e 20 minutos

   Cachoeirinha: Trata-se de uma corredeira com aproximadamente 20 metros de desnível, localizada bem próximo à Fazenda do Brigadeiro e à trilha. Após a última queda, há um poço propício para banhos, com o fundo formado por uma rocha lisa.

Para chegar até ela, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na sede da Fazenda, pela trilha que leva ao Pico do Soares. Depois de percorrer aproximadamente 1,5km, entre na trilha à esquerda e ande mais 160 metros até chegar à Cachoeirinha.

O deslocamento até a sede da Fazenda pode ser feito de carro de passeio, bicicleta, motocicleta ou a pé; dali até a Cachoeirinha, somente a pé. Nos períodos de chuva, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável a utilização de veículo com tração nas quatro rodas (4x4).

Distância da Sede: 31,67 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 1,67 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 1 hora

   Vale das Piscinas: Consiste num regato que, escorrendo por entre rochas, forma aproximadamente seis piscinas naturais com profundidades que variam de 1 a 1,5 metro. A vegetação do entorno é de médio porte e não obstrui os raios solares, o que faz com que a água sempre se encontre numa temperatura agradável para o banho. Do local, mirando-se na direção leste-sudeste, podem-se observar algumas vilas, fazendas, o Saco do Bode e o relevo da região, formado por sucessões de morros e pelo complexo da Serra da Mantiqueira.

Para chegar até lá, partindo do centro de visitantes, siga pela estrada interna do Parque, no sentido do Distrito de Bom Jesus do Madeira/ Fervedouro. De Bom Jesus do Madeira, siga em direção à comunidade de São Pedro, vire à direita próximo à matriz, vire novamente à direita, próximo a uma plantação de café. O percurso de Bom Jesus do Madeira até a plantação de café totaliza 10,1 km. Siga por mais 4,3 km e entre à esquerda num trevo até a Pousada do Sr. Humberto. A partir desse ponto, até o Vale das Piscinas, não existe trilha, sendo necessário o acompanhamento de um guia. Esse trecho corresponde a 4,2 km.

Distância da Sede: 25,7 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas e 30 minutos.

   Cabeceira do Rio Casca: O Rio Casca é um afluente da Bacia do Rio Doce. A sua cabeceira forma uma queda de aproximadamente 3 metros, que não chega a dar origem a um poço; ao contrário, a água infiltra-se no solo e só vai ressurgir cerca de 20 metros adiante. No entorno, a mata de galeria é densa.

Para chegar à cabeceira do Rio Casca, a partir do centro de visitantes, percorra a estrada interna do Parque por 7,1 km até Bom Jesus do Madeira, distrito de Fervedouro. De Bom  Jesus, pegue a estrada à direita por 1,2 km, até Monte Alverne, e siga adiante  por mais 4,8 km. Nesse ponto, saia da estrada principal, que vai a Miradouro, entre à direita e percorra mais 10,5 km, passando pela comunidade Cabeceira  o Alegre e pelo vilarejo Serrania, na região pertencente ao município de  Muriaé. Continue nessa estrada por mais 9,4 km em direção à região do  Careço. Percorrida essadistância, não será mais possível seguir de carro. Caminhe, então, por 1,21 km pelo caminho que conduz à comunidade do  Careço, onde existe um marco e uma placa indicativa que contém a palavra "Trilha". A partir dai, basta seguir a indicação por 1,9 km, até a nascente; a  trilha que segue à esquerda leva ao Pico do Itajuru.

Distância da Sede: 36,1 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 horas.

   Pocinho do Rochedo: Situado a 1.744 metros de altitude, o Pocinho do Rochedo é formado por um pequeno curso d’água que atravessa um afloramento de rochas graníticas de formato côncavo e, depois de uma queda de cerca de 3 metros, forma um  pequeno poço de aproximadamente 0,8 metro de profundidade, de águas cristalinas e frias. Na vegetação do entorno, característica dos campos de altitude, destacam-se as orquídeas, presentes em grande quantidade.

Para chegar ao Pocinho do Rochedo, saindo de carro do centro de visitantes, pegue   estrada principal do Parque, no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na sede da Fazenda, partindo da trilha à direita, na porteira, onde  existe uma placa sinalizando o atrativo Laje do Ouro. Após a porteira, siga a  trilha à direita até a base do Rochedo 2. Esse trecho apresenta diversas bifurcações. A partir da base do Rochedo, não existe trilha demarcada. Chegando ao topo do Rochedo, siga à esquerda, até o Pocinho. No período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, é recomendável o uso de veículo com tração 4x4.

Distância da Sede: 33,66 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 3,66 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas e 40 minutos.


Trilhas



   Trilha da Moega: Essa trilha tem extensão de 3,3 km. No seu primeiro trecho, observam-se áreas desmatadas. Durante o percurso, pode-se admirar a diversidade da flora e fauna da região, cuja vegetação predominante é a do bioma Mata Atlântica. As  árvores são de grande porte, e o acúmulo de matéria orgânica no solo é grande. A flora local é representada por espécies como embaúbas, quaresmeiras e canelas. A mata adjacente é fechada, formando um dossel. A trilha apresenta baixo grau de dificuldade, podendo ser percorrida por crianças idosos.

Para chegar à Trilha da Moega, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque no sentido de Araponga, vire à esquerda em direção à Serrinha. Percorra aproximadamente 10,4 km e vire à direita, na comunidade de São Domingos. Siga depois por mais 800 metros e vire à  esquerda, em direção à comunidade de Dom Viçoso. Vá em frente por 7,6 km, vire à direita, no sentido da Serra do Congo, percorra 2,1 km e dobre novamente à direita. 400 metros adiante, vire à esquerda e, depois de 300 metros, mais uma vez à direita, até a fazenda do Sr. Geraldo Tristão. A partir desse ponto, inicia-se a caminhada por uma trilha de aproximadamente 1 km, à direita. Atravesse o córrego da Moega e chegue à trilha de mesmo nome.

Distância da Sede: 23,3 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 1 hora e 15 minutos.

   Trilha do Carvão: A Trilha do Carvão tem 6,7 km de extensão e, aproximadamente, 3 metros de largura. Em alguns pontos, a largura é menor devido à recomposição da vegetação, ou por causa de processos erosivos. É uma caminhada sem grandes obstáculos e com subidas pouco acentuadas. A vegetação de Mata Atlântica é abundante ao longo de todo o trajeto, proporcionando boa sombra ao caminhante. Durante o percurso, podem ser vistos muitos samambaiaçus (xaxins), enquanto se ouve o suave barulho das águas dos regatos e os cantos de aves como a araponga e o trinca-ferro. De um determinado trecho, avista-se a Serra das Cabeças. Segundo moradores da região, a Companhia Belgo Mineira explorava madeira naquelas terras, e transitava com caminhões por  aquela trilha transportando lenha e carvão. O fato é que existem ruínas de  fornos de carvoaria e um chassi de carreta abandonado, em bom estado de conservação, o que causa estranheza pelo contraste provocado pela densa mata a sua volta. A trilha termina nas proximidades da comunidade do Estouro.

Para chegar à Trilha do Carvão, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada principal em direção a Bom Jesus do Madeira, passe pela Portaria Pedra do Pato, continue pela estrada e, após percorrer 5,5 km, entre à esquerda onde existe uma porteira. Dessa estrada, avista-se à direita a Cachoeira do Pio. O local é conhecido como São João da Barra. Continue por  mais 2,8 km, atravessando dois pequenos córregos sem pontes. Depois de passar pela quarta porteira, avista-se a sede da Fazenda Braúna. Uns 200 metros antes da sede, inicia-se a trilha. É possível chegar à Trilha do Carvão também a partir de Estouro. Basta sair em direção a São João da Barra, onde se encontra placa indicativa.

Distância da Sede: 8,3 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 20 minutos.

   Trilha do Encontro: Em todo o percurso, observa-se vegetação típica de Mata Atlântica, predominantemente secundária, com forte presença de bromélias e orquídeas. A alguns metros do início da trilha existe uma bifurcação; a da esquerda dá acesso à Trilha da Lajinha; e a da direita às Trilhas da Serrinha e do Encontro. Próximo a esse entroncamento, a descida é íngreme. Nesse ponto, existe uma escada seguida de passarela de madeira e, logo à frente, blocos de rochas sob um curso d’água. No decorrer da trilha, há uma confluência entre os Córregos Serra Nova e o do Moinho do Zeca, onde existe um entroncamento que, à esquerda, leva à Trilha da Serrinha, e à direita, continua para a Trilha do Encontro. A partir desse trecho, a trilha não tem mais bifurcações. Há uma grande declividade, mas apenas no trecho inicial. Durante o percurso, pode-se ver inúmeras espécies da flora regional, destaque para os muricis de pequeno porte – árvores graciosas, sobretudo quando estão floridas. No final da trilha, passa-se por uma clareira até chegar à estrada interna do Parque, próximo ao heliponto. Nesse local existia um forno para produzir carvão, hoje desativado. Segundo informações locais, parte dessa trilha foi uma estrada utilizada para puxar a madeira usada na fabricação de móveis e na produção de carvão.

Distância da Sede: 100 m.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 minutos.

   Trilha do Pai Inácio: Trata-se de uma trilha limpa, de 5 km de extensão e aproximadamente 3 metros de largura. Após percorrer 3,88 km, avista-se à esquerda da trilha uma mata de porte maior e, ao sul, há uma vista panorâmica da região.

Para chegar à Trilha Pai Inácio, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque, no sentido de Araponga, vire à esquerda em direção à Serrinha. Percorra aproximadamente 10,4 km e vire à direita, na comunidade de São Domingos. Siga por mais 800 metros e vire à esquerda, em direção à comunidade de Dom Viçoso. Siga por 3,6 km, vire à esquerda e continue por essa estrada por, aproximadamente, 3 km, até o início da trilha. A partir de então, o percurso só pode ser feito a pé.

Distância da Sede: 17,8 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 1 hora.

   Trilha Laje do Ouro: A trilha mede 2,7 km de extensão e 3 metros de largura, do seu início até o encontro com o Córrego do Ouro. A partir daí, ela se torna estreita, chegando a 1 metro em alguns pontos. A topografia do terreno é relativamente plana, de fácil acesso. Durante a caminhada, atravessa-se pequenos cursos d’água, provavelmente de afluentes do Córrego do Ouro. Em alguns trechos, é possível ouvir o rumorejar dos riachos. A vegetação de Mata Atlântica é abundante ao longo de todo o trajeto, propiciando boa sombra. No decorrer da trilha, avistam-se o Rochedo e os Picos do Cruzeiro e do Soares. No final da trilha, já próximo à Laje do Ouro, a vegetação é mais baixa, o que aumenta consideravelmente a incidência dos raios solares. Durante o período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável a utilização de veículo com tração nas quatro rodas (4x4).

Distância da Sede: 30 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 1 hora.

   Trilha do Rochedo: Essa trilha tem 2,7 km de extensão, apresenta alta declividade e não se encontra demarcada.  Sua vegetação é de Mata Atlântica secundária, com árvores de grande porte que proporcionam sombra em boa parte do percurso, tornando a caminhada mais agradável. Na Trilha do Rochedo, é possível encontrar várias espécies da fauna ameaçadas de extinção, como o mono- carvoeiro ou muriqui, o maior primata da América Latina.

Para chegar à trilha, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na sede da Fazenda, partindo da trilha à direita, na porteira, onde existe uma placa sinalizando o atrativo Laje do Ouro. Após a porteira, siga a trilha à direita até a base do Rochedo, num trecho que apresenta diversas bifurcações.  A partir do Rochedo, não existe caminho demarcado. Do início da caminhada até a porção final, no ponto mais alto do Rochedo, a declividade é alta e o percurso pode ser classificado como de alto grau de dificuldade.

Distância da Sede: 32,7 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 2,7 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 horas.

   Trilha da Serrinha: O início do percurso dá acesso a três atrativos: as Trilhas da Serrinha, da Lajinha e do Encontro. Ao longo de todo o trajeto, pode-se observar vegetação típica da Mata Atlântica, predominantemente secundária, com presença de bromélias e orquídeas.

Para chegar à trilha, partindo do centro de visitantes, siga a pé no sentido do Posto de Fiscalização (residência localizada em frente ao centro de visitantes). A trilha começa logo atrás dessa residência. A alguns metros do início da trilha, existe uma bifurcação. A da esquerda dá acesso à Trilha da Lajinha, e a da direita, às Trilhas da Serrinha e do Encontro. Próximo a esse entroncamento, a descida é íngreme. Nesse ponto, existe uma escada, seguida de uma passarela de madeira e, logo à frente blocos de rochas em meio a um curso d’água. No decorrer da trilha, há uma confluência dos córregos Serra Nova e Moinho do Zeca, onde existe um entroncamento que, à direita, leva para a Trilha do Encontro, e à esquerda, à Trilha da Serrinha, que margeia o córrego em alguns trechos e adentra a mata em outros, quando há áreas de alta declividade

A Trilha da Serrinha – também conhecida como Trilha Nova – é um antigo caminho de carro-de-boi que ligava o vilarejo de Serrinha, próximo a São Domingos, município de Araponga, ao distrito de Bom Jesus do Madeira, no município de Fervedouro. A trilha, que só pode ser percorrida em companhia de um guarda-parque, termina numa pequena cachoeira, sem formação de poço, e, nas proximidades, existem as ruínas de um moinho.

Distância da Sede: 100 m.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 minutos.

   Trilha da Pedra do Cruzeiro: Essa trilha mede aproximadamente 3,3 km de extensão e não está bem demarcada. Inicia-se numa lavoura de café de propriedade particular – uma fazenda cuja divisa se encontra a 1.245 metros de altitude. Trilha da Pedra do Cruzeiro possui grande beleza natural e cênica. A vegetação do entorno é predominantemente do bioma Mata Atlântica – as árvores são de grande porte e o acúmulo de matéria orgânica no solo é elevado. A trilha é utilizada principalmente pela comunidade local, que todos os anos, no dia 10 de maio, se reúne ali para uma celebração religiosa.

Para chegar à Trilha da Pedra do Cruzeiro, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque no sentido de Araponga. Vire à esquerda em direção a Serrinha e percorra aproximadamente 10,4 km, virando depois à direita rumo à comunidade de São Domingos. Dali, siga por mais 800 metros e vire à  esquerda, em direção à comunidade de Dom Viçoso. Prossiga em frente por 7,6 km, vire à direita, no sentido da Serra do Gongo, percorra 2,1 km e dobre novamente à direita. 400 metros adiante, vire à esquerda e, depois de 300 metros, mais uma vez à direita, até a fazenda do Sr. Geraldo Tristão. Desse ponto, inicia-se a caminhada por uma trilha à direita, que deve ser percorrida em 1 km. Atravesse o córrego da Moega, ande mais 4,4 km por trilha não sinalizada até o topo. Esse roteiro deve ser feito na companhia de um guarda-parque.

Distância da Sede: 23,3 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 horas e 40 minutos.

   Trilha do Pico do Cruzeiro: Sua extensão é de aproximadamente 2,5 km, em solo que apresenta acúmulo de matéria orgânica em meio a abundante vegetação de Mata Atlântica, o que garante boa sombra aos caminhantes e, com um pouco de sorte, a visualização de espécies da fauna típica. Para alcançá-la, saindo de carro de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque, no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas da Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se justamente ao lado da centenária Fazenda, pelo caminho denominado Trilha do Pico do Cruzeiro. No período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável o uso de veículo com tração. É necessário o acompanhamento de um guarda-parque. Alguns trechos são de difícil acesso.

Distância da Sede: 32,5 km.
Distância da fazenda do Brigadeiro: 2,5 km
Tempo de percurso: Aproximadamente 3 horas e 30 minutos.

   Trilha da Lajinha: O início da trilha dá acesso a três atrativos: as Trilhas da Lajinha, da Serrinha e do Encontro. Nesse trecho, observa-se vegetação típica de Mata Atlântica, predominantemente secundária, com presença marcante de bromélias e  orquídeas. A Trilha da Lajinha mede aproximadamente 1 km, é estreita, de fácil percurso e proporciona passeios rápidos e educativos. Alguns trechos apresentam processos erosivos causados pela ação antrópica. No final da  trilha, encontra-se um afloramento rochoso denominado Lajinha, caracterizado por rochas graníticas e vegetação de campo de altitude. Dali,tem-se uma excelente vista da Mata Atlântica, onde se destacam os muricis quando na época de sua floração. Para percorrer a Trilha da Lajinha é necessário o acompanhamento de um guarda-parque; o trajeto não é recomendável em dias de chuva, uma vez que o terreno fica muito escorregadio.

Distância da Sede: 100 m.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 2 minutos.

Fazendas



   [strong]Fazenda do Brigadeiro: O casarão da Fazenda do Brigadeiro existe há 70 anos. Foi construído no estilo neocolonial, com dois pavimentos idênticos entre si e mede 240 m2.

Para chegar ao casarão, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque, sentido de Araponga. Siga as placas indicativas para a Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. No caminho de  cesso pode-se avistar o imponente Pico do Boné. No período de chuvas, a estrada de acesso torna-se escorregadia, sendo recomendável o uso de veículo com tração nas quatro rodas (4x4).

Distância da Sede: 30 km.
Tempo de percurso: Aproximadamente 50 minutos.

   [strong]Ermida Antônio Martins: A ermida foi construída em 1908 pela família de João dos Anjos Macedo, em homenagem a Antônio Martins. Em 1952, Vicente Lima e José Laureano, dois cidadãos locais, organizaram um mutirão, reconstruíram a capela e colocaram em seu interior a imagem de Santo Antônio. Atualmente, a Ermida abriga um pequeno altar com imagens de vários santos. Junto à entrada, alguns devotos costumam acender velas e fazer pedidos a Antônio Martins, que muita gente já considera um santo. A parte externa da capela compõe um mirante natural, de onde se tem uma vista privilegiada de parte do Parque, podendo-se ainda avistar as serras da Carangola e do Grama, e admirar o nascer e o pôr do sol. \

Para chegar à Ermida, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque, no sentido da Portaria Pedra do Pato. Basta seguir as placas indicativas até o atrativo, que fica a 1.324 metros de altitude.

Distância da Sede: 825 m.
Distância da fazenda do Brigadeiro:
Tempo de percurso: Aproximadamente 12 minutos.


Localização



A Serra do Brigadeiro ergue-se na Zona da Mata mineira, no sudeste do estado, a 330 km de Belo Horizonte.


Como Chegar



O acesso mais utilizado é pela cidade de Araponga. A estrada não é pavimentada e seu estado de conservação é regular. O Parque fica entre os municípios de Araponga e Fervedouro. Saindo de Belo Horizonte, seguir pela BR 040, no sentido do Rio de Janeiro, até a BR 356 (rodovia dos Inconfidentes), sentido Ouro Preto. Seguir pela MG 262 até o município de Ponte Nova e entrar na BR 120, sentido Viçosa. Em Viçosa, no trevo para Ubá, pegar o acesso para São Miguel do Anta e, depois, pela BR 482 até Araponga. A partir daí, seguir por 11 km de estrada de terra até a ‘Portaria Araponga' do Parque. A partir de Viçosa, a estrada está bem sinalizada. Outro acesso para o Parque, chegando pela Portaria Pedra do Pato, é pelo município de Fervedouro que fica a 27,7km. A estrada não é pavimentada. No período das chuvas as estradas de acesso ao Parque tornam-se escorregadias, sendo recomendável o uso de veículo tracionado.


Quando Ir




Mapa Dinâmico






Mapa do Parque




Mapa do Parque Estadual do Brigadeiro



Infra-Estrutura



A infra-estrutura do Parque é composta por centros de pesquisa, posto da polícia ambiental, laboratórios, alojamentos para pesquisadores, Centro de Visitantes e de Administração, residências, além das residências de funcionários. A sede da ‘Fazenda Neblina', antiga construção colonial, sede da Fazenda onde hoje se localiza o Parque, foi reformada e transformada em casa de hóspede.

A infra-estrutura do Parque foi construída em parceria com o Programa de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata) com recursos da Cooperação Financeira Internacional Brasil-Alemanha, repassados através do Banco Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) que investiu cerca de R$ 1,25 milhão.


Visitação



O Parque não possui área de camping e a visitação deve ser feita no período diurno. Consulte a administração antes de visitar os atrativos do Parque.

Horário de Funcionamento: 7 às 16 horas.

Telefone: (32) 3721.7491

   Agende sua visita com oito dias de antecedência através de oficio, e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou telefone (0xx32) 3271-7491. Informe data, horário previsto de chegada e retorno e o objetivo da visita.


Distância da Capitais



   Belo Horizonte: 290 km.


Acampamento



O Parque não possui área de camping, não sendo permitido acampar em sua área.


Dicas



   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.


Tempo





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comentários  

 
-2 #2 20-10-2011 14:59
poiiyu
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+1 #1 02-06-2010 10:45
Olá! Ótimo texto, muito explicativo! Obrigado pelas informações!
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