O Parque Estadual do Itacolomi abriga o conhecido Pico do Itacolomi que foi o marco do eldorado na região, o pico serviu como referência geográfica às várias bandeiras que partiram em busca das minas de ouro negro. Graças à sublime visão proporcionada pelo Pico do Itacolomi, o bandeirante Antônio Dias de Oliveira conseguiu localizar o idílico vale do Tripuí, em 1698. Lá estava ela, a Pedra e o Menino, o Ita-corumi. Nascia Vila Rica, a cidade que não teve infância... Nascia Mariana, a primeira capital... Nascia Minas Gerais... E o Itacolomi testemunhou tudo. Os nevoeiros, freqüentes na serra, contribuem para aguçar a curiosidade do visitante sobre as lendas, mistérios e histórias da região nos tempos do ouro abundante, dos bandeirantes e da antiga Vila Rica.
O Parque Estadual, que revela alguns segredos sobre o eldorado e muitas histórias de Minas Gerais, hoje é uma rica fonte de estudos e pesquisas. Expedições do ouro há muito tempo deram lugar às expedições de pesquisas, como a dos naturalistas bávaros Spix e von Martius (1818). Além de importante ponto turístico, atrai a curiosidade de especialistas de todo o mundo. A impressão que o turista tem, quando atinge o pico nas primeiras horas do dia, é que derrepente a densa névoa vai se dissipar, trazendo de volta a velha Vila Rica e seus personagens históricos.
Encoberto por uma densa névoa, o Pico do Itacolomi impõe um ar místico ao cenário histórico de Ouro Preto e Mariana. Em tupi guarani, o nome quer dizer "a pedra e o menino" (ITA - CORUMI). Para os índios, o pico era visto como o "filhote" da montanha. É fácil perceber isso: uma pedra imensa, com outra menor ao seu lado.
O Parque Estadual do Itacolomi foi criado em 1967, e está situado entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. Possui aproximadamente 7.543 hectares de montanhas e vales protegendo o rico patrimônio natural, histórico e cultural, além de abrigar espécies em extinção como a ave pavó, o lobo-guará e a onça-parda. O Itacolomi é sede de um dos mais expressivos monumentos históricos de Minas Gerais, a Casa Bandeirista da Fazenda São José do Manso, do século XVIII.
A Casa Bandeirista da Fazenda São José do Manso, atual sede administrativa do parque, vale uma visita. Na década de trinta, essa fazenda abrigou uma plantação e fábrica de chá que abastecia toda a região. Hoje, ela tornou-se o Centro de Referência do parque para visitantes e pesquisadores. A Chácara do Cintra também deve ser vista. É uma edificação em ruínas, cujo aspecto chama atenção. Bonitos são os cursos d´água que cortam o parque. Podem-se observar: o Gualaxo do Sul, afluente do Rio Doce; os córrego do Manso, dos Prazeres, Domingas e do Benedito; o Rio Acima, o Ribeirão Belchior e a nascente do Rio Doce. É possível, também, percorrer as trilhas até o Pico do Itacolomi. Elas são de acesso difícil e o trajeto aproximado é de 15 Km. Mas, de lá, vale a belíssima vista panorâmica do parque e seus arredores, inclusive de cidades vizinhas
Destacando-se na paisagem de maneira imponente, o pico tem a forma pontiaguda, com outra ponta menor abaixo. Faz parte de um dos conglomerados rochosos do Parque Estadual do Itacolomi, formados de quartizitos, filitos, granitos e arenitos. Não há vegetação no pico. Em volta dele há predominância de gramíneas e arbustos. A região que circunda o pico é formada por belas paisagens e oferece linda vista panorâmica.
Do pico é possível avistar todo o Parque e as cidades de Ouro Preto e Mariana. É um mirante natural. O acesso ao pico é difícil, oferecendo obstáculos pedregosos e íngremes. O Parque possui infra-estrutura para atendimento aos visitantes e quem for ao Itacolimi vai poder conhecer o Museu da Casa do Chá, o Centro de Treinamento, a Biblioteca, o alojamento para pesquisadores, além de poder apreciar o maravilhoso roteiro histórico juntamente com a beleza dos recursos naturais. O lugar é uma rica fonte de estudo e pesquisa que atrai especialistas do Brasil e do mundo.
Mas a maior atração do parque é conhecer o pico em uma caminhada de aproximadamente 8 quilômetros. A ida, que alterna trechos planos e de subida, deixa inquietos os visitantes mais curiosos, interessados em alcançar logo o topo. A volta é mais tranqüila, podendo demorar menos de duas horas. Vale a pena o esforço. Além do prazer do contato com a natureza, o Itacolomi proporciona uma das mais belas vistas de Ouro Preto, Mariana e das montanhas que guardavam e ainda guardam as minas de ouro. Fica a pergunta: quem serão os novos bandeirantes?
"O Itacolomi, ensombrado na base pela negrura das matas e destacando-se de todos os vizinhos com o seu píncaro rochoso e nú, domina toda a região. Um maravilhoso altar de luz, desde a mais ofuscante claridade do sol até a negrura da mais tenebrosa sombra... A natureza parecia solenizar conosco, com a gravidade do silêncio, o estado de alma que nos empolgava, diante do magnífico panorama" (Spix & Martius, 1817).
  
Altitude Máxima: 1.772 m (Pico do Itacolomi).
  
Área: 7.543 hectares.
  
Relevo: Montanhoso.
  
Carta Topográfica: .
  
Atração: Paisagem.
  
Pico do Itacolomi: A trilha para se inicia Casa Bandeirista à 1.230m de altitude, passando pela estrada que leva ao Morro do Cachorro e, de onde, logo se avista a Serra do Trovão, principal serra do distrito de Lavras Novas, formada por um imponente maciço rochoso bem característico da Serra do Espinhaço, um platô de onde se tem uma visão panorâmica de 360º do Pico do Itacolomi, Pico do Itabirito, Serra do Caraça, Serra da Chapada, Represa do Custódio e a cidade de Ouro Preto. Continuando a caminhada, mais ao longe, já se consegue visualizar a charmosa Lavras Novas, distrito de Ouro Preto que encanta os visitante pelas cachoeiras e serras, de um lado, e do outro, o centro de Ouro Preto, com suas igrejas históricas e centenárias.
Nas partes mais elevadas, aparecem os campos de altitude com afloramentos rochosos, onde se vê as gramíneas, canelas de emas, sempre vivas e ciperáceas que cobrem os campos de altitude, além de diversas espécies de orquídeas. Após uma caminhada de aproximadamente 8 km e 2 horas de duração chega-se a base do Pico com altitude de 1.772m. A trilha que leva ao Pico é considerado leve superiot.
No entorno do Pico do Itacolomi se vê nascentes de água, fendas e pequenas grutas, porém, o acesso ao local é dificultado por falta de trilhas demarcadas e a grande quantidade de pedras.
  
Morro do Cachorro (Antenas): A partir do Morro do Cachorro (1.520 m de altitude) pode-se avistar a cidade de Ouro Preto, o distrito de Lavras Novas, a cidade de Mariana, a Serra do Caraça, a Serra de Ouro Branco e o Pico do Itabirito, além do pico do Itacolomi e os campos de altitude. A estrada que leva até este mirante possui 3,5 km de extensão e pode ser realizada em aproximadamente 2h 30min de caminhada (7 km ida e volta).
  
Pedra do Sertão: A Pedra do Sertão possui cerca de 1450m de altura e seu acesso é pela trilha do Sertão no sentido Mariana/Ouro Preto ao Pico do Itacolomi, no Parque Estadual do Itacolomi.
  
Trilha do Forno: O tema principal é a água (nascentes). Esta trilha possui 1.560 m de extensão e pode ser realizada em aproximadamente 1h 20min. Seu trajeto passa por uma área de baixada no sentido de uma das várias nascentes que formam o Córrego do Manso. A trilha leva esse nome por abrigar ruínas de um forno cerâmico, provavelmente da Olaria Roque Pinto. Esta trilha apresenta maior diversidade de espécies que as outras.
  
Trilha da Capela: O tema principal é a sucessão ecológica (após a ação antrópica sobre o meio). Esta trilha possui 1270 m de extensão e pode ser realizada em aprox 1h 15min. Seu trajeto percorre trechos de mata de candeia, plantação de eucaliptos e uma área mais preservada onde a sucessão ecológica encontra-se em um estágio mais avançado. A trilha apresenta diversas espécies de alto valor econômico e ecológico da região.
  
Trilha da Lagoa: Possui 470 m de extensão, destinada principalmente ao público infantil ou para pessoas com dificuldade de locomoção e idosos. Esta trilha pode ser realizada em aprox 30 min. Seu trajeto circunda a Lagoa da Capela e é composto por áreas planas e brejosas, possuindo várias passarelas e escadas suspensas.
  
Mirante: A trilha que leva ao mirante da bacia do Custódio, de onde se pode avistar o distrito de Lavras Novas, percorre trechos de eucaliptos e mata em regeneração, passando perto de alguns cursos d'água. Possui 5 km de extensão e pode ser realizada em aprox 2h 30min (10 km ida e volta).
  
Bacia do Custódio: A Bacia do Custódio é uma represa de grande beleza cênica com matas preservadas em seu entorno. A estrada que leva até a bacia passa pelo Mirante do Custódio e possui 8 km de extensão, pode ser realizada em aprox 5h 30min (16 km ida e volta). A represa situa-se a 4 km de Lavras Novas (alguns visitantes preferem ir até Lavras Novas do que ter que regressar ao parque, fique atento pois o último ônibus para Ouro Preto parte 16h!).
  
Casa Bandeirista: Construída, com influência da arquitetura paulista, pelo 2° Guarda-Mor Domingos da Silva Bueno entre 1706 a 1708. Serviu de posto fiscal (cobrança do Quinto) no tempo da exploração aurífera e vigilância e defesa do acesso às minas. Foi possivelmente o primeiro edifício público de Minas Gerais.
  
Museu do Chá: José Salles de Andrade iniciou em 1932 o cultivo na Fazenda do Manso que chegou a possuir 1.800.000 pés de chá. Parte da produção deste chá (Edelweiss) era exportado principalmente para a Alemanha. A maioria dos trabalhadores era da região que faziam longas e duras jornadas de trabalho. Esta produção encerrou em 1958. Hoje, o muséu é constituído pelo maquinário para beneficiamento do chá preto, e a planta (Thea sinensis) ainda é facilmente encontrada próximo ao Centro de Visitantes.
  
Capela São José: Erguida durante o período de cultivo de chá. Relatos dos trabalhadores informam que o proprietário mandou construir esta capela, devido ao comportamento bizarro dos animais e dos ruídos de correntes (escravos) provenientes da Casa Bandeirista.
O Parque Estadual do Itacolomi se localiza-se na Serra do Itacolomi, ao sul da Serra do Espinhaço. A área do parqur engloba parte dos municípios de Ouro Preto e Mariana no Estado de Minas Gerais.
Para o Parque Estadual:
O acesso fica entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. A partir de Ouro Preto, segue-se a BR-356 até o entroncamento com a MG-262, em direção ao parque. Outra opção é seguir, a partir do sul da cidade, a Rua Pandiá Calógeras, atravessar a estrada e seguir as trilhas sinalizadas.
Há transporte regular que passa em frente a portaria do Parque.
As empresas Pássaro Verde (intermunicipal, vários destinos), Turim e Transcotta e Vale do Ouro (interno) possuem transporte regular que passam na Portaria do Parque.
É permitido uso de veículos automotores da Portaria até a sede da fazenda. 5Km de estrada não pavimentada.
Para Ouro Preto:
De Belo Horizonte o caminho mais prático e todo asfaltado é pela BR040, sentido Rio de Janeiro. Depois de rodar aproximadamente 20 quilômetros, entrar no trevo sentido Ouro Preto (BR356 - rodovia dos Inconfidentes) e seguir até a cidade.
Há duas opções para quem sai de São Paulo capital. A primeira é pela BR381 até o trevo para Lavras. A partir daí pegar a BR265 até Barbacena. Desta cidade acessar a BR040 sentido Belo Horizonte até Conselheiro Lafaiete. Entrar em Lafaiete e seguir pela Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco e finalmente chegando a Ouro Preto. A outra opção é seguir de São Paulo direto para Belo Horizonte (BR381 - rodovia Fernão Dias). De Belo Horizonte pegar a BR040 (sentido Rio de Janeiro) até o trevo para Ouro Preto (Alphaville). A viagem continua pela BR356 (rodovia dos Inconfidentes) até o destino final. Embora no mapa este trecho pareça mais longo, a distância é quase a mesma em relação à primeira alternativa. Isso acontece porque a BR265 é bastante sinuosa.
Do Rio de Janeiro (capital) o trajeto é quase todo pela BR040, até Conselheiro Lafaiete. Desta cidade pegar a Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco e chegando a Ouro Preto.
Quem vem do Espírito Santo segue pela BR262 até Rio Casca. De lá o percurso é pela MG329 até Ponte Nova. A partir daí seguir pela MG262, passando por Mariana e chegando a Ouro Preto.
Os turistas do sudeste de Minas (norte da Zona da Mata mineira) e norte do Rio de Janeiro devem seguir até Viçosa (MG). De lá pegar a BR120 para Ponte Nova. Desta cidade a viagem continua pela MG262 até Ouro Preto.
A abundância natural da região está por toda parte. Coberto por uma vegetação bastante diversificada, o parque abriga campos rupestres, florestas de candeias e possui grandes áreas remanescentes da Mata Atlântica. As quaresmeiras são as árvores predominantes, encontradas principalmente ao longo dos cursos d'água como o córrego dos Prazeres e o ribeirão Belchior. Nas partes mais elevadas das montanhas aparecem os afloramentos rochosos, onde predominam as gramíneas e ciperáceas, sendo freqüentes as canelas-de-ema. Também é muito comum encontrar bromélias e exóticas orquídeas, que atraem a atenção e o interesse dos visitantes.
Parque do Itacolomi concentra uma fauna diversificada. São mais de 400 espécies, conforme o levantamento do Instituto Estadual de Florestas (IEF), que administra a reserva. Há uma grande variedade de animais raros, como o beija-flor de gravata, a lontra e o gato-mourisco. Porém, a região tem sofrido com a ameaça de extinção de algumas espécies. Dentre elas está o lobo-guará, a onça parda, o macaco sauá, a ave povó e o tamanduá-mirim. Na época de seca, os incêndios são uma preocupação constante. Por isso todo o cuidado é exigido de quem visita o parque.
Pelo Parque Estadual do Itacolomi e por Ouro Preto passaram as expedições em busca do ouro das Gerais. O patrimônio está preservado, dando ao visitante uma real visão da paisagem contemplada pelos antigos viajantes destes caminhos.
No final do século 18, na busca por riquezas, o bandeirante paulista, Antônio Dias, avistou o Pico do Itacolomi, que serviu como ponto de referência, para que outras expedições chegassem ao local com facilidade.
No Parque, a Fazenda São José do Manso é um exemplar da arquitetura colonial deixado pelos bandeirantes em Minas. A Fazenda é tombada pelo IEPHA. Restaurada, a antiga sede da fazenda, a Casa do Bandeirista, é o Centro de Visitantes do Parque foi construída entre 1706 e 1708 e é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais, considerada por especialistas o primeiro prédio público do Estado, pois servia para cobrança de impostos e vigilância das minas. Foi tombada em 1998.
A Fazenda do Manso foi um pólo produtor de chá na primeira metade do século 20. O Museu do Chá abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento do chá colhido nas lavouras da fazenda.
Outra atração é a Capela de São José que possui uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticas ouropretanas que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção. Também merecem destaque a Fazenda do Cibrão e as ruínas da Casa de Pedra. A Chácara dos Cintra é outra atração com suas ruínas e um grande portal em pedra sabão.
A sede administrativa do Parque fica na fazenda São José do Manso, local que abrigou, na década de 1930, uma fábrica de chá. Hoje, o Parque possui uma completa infra-estrutura para atender visitantes e pesquisadores com Centro de Visitantes, biblioteca, alojamentos para pesquisadores e funcionários. Algumas das edificações do Parque passaram por recente reforma e novas instalações melhoraram ainda mais a infra-estrutura de apoio a visitantes e pesquisadores. As obras foram realizadas com recursos do Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata/MG).
  
Belo Horizonte: 110 km.
  
Brasília: 860 Km
  
Rio de Janeiro: 403 Km
  
São Paulo (via Belo Horizonte): 682 Km
  
São Paulo (via São João Del'Rei): 678 Km
  
Vitória: 440 Km
O parque possui uma area de camping com cerca de 20 mil metros quadrados, com capacidade de abrigar 30 barracas e possui infra-estrutura completa: vestiários com chuveiros quentes, tanques, churrasqueiras.
O parque também possui apartamento mobiliado constituído de dois quartos, com capacidade para 8 pessoas e banheiro com água quente. Possui geladeira, fogão e demais utensílios domésticos.
O Parque está aberto de Quarta Feira a Segunda Feira, de 08:00h às 17:00h
Instituto Estadual de Florestas - IEF
Tel: (31) 3330-7013
Tel: (31) 3551-1544, ramal 236
Fax: (31) 3330-7014
Informações: Rua Xavier da Veiga, 309 Centro
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.
Adote uma Montanha
Parque Estadual do Itacolomi
Parque Estadual do Itacolomi
Tipo: Parque Estadual Região: Serra do Itacolomi, ao sul da Serra do Espinhaço Localização: Ouro Preto e Mariana - MG, Brasil, América do Sul Lat/Lon médias: 20° 22 e 20° 30 S / 43º 32 e 43º 22 W Atividades: Caminhadas Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno Altitude Máxima: 1.772 m (Pico do Itacolomi) |
Descrição
O Parque Estadual do Itacolomi abriga o conhecido Pico do Itacolomi que foi o marco do eldorado na região, o pico serviu como referência geográfica às várias bandeiras que partiram em busca das minas de ouro negro. Graças à sublime visão proporcionada pelo Pico do Itacolomi, o bandeirante Antônio Dias de Oliveira conseguiu localizar o idílico vale do Tripuí, em 1698. Lá estava ela, a Pedra e o Menino, o Ita-corumi. Nascia Vila Rica, a cidade que não teve infância... Nascia Mariana, a primeira capital... Nascia Minas Gerais... E o Itacolomi testemunhou tudo. Os nevoeiros, freqüentes na serra, contribuem para aguçar a curiosidade do visitante sobre as lendas, mistérios e histórias da região nos tempos do ouro abundante, dos bandeirantes e da antiga Vila Rica.
O Parque Estadual, que revela alguns segredos sobre o eldorado e muitas histórias de Minas Gerais, hoje é uma rica fonte de estudos e pesquisas. Expedições do ouro há muito tempo deram lugar às expedições de pesquisas, como a dos naturalistas bávaros Spix e von Martius (1818). Além de importante ponto turístico, atrai a curiosidade de especialistas de todo o mundo. A impressão que o turista tem, quando atinge o pico nas primeiras horas do dia, é que derrepente a densa névoa vai se dissipar, trazendo de volta a velha Vila Rica e seus personagens históricos.
Encoberto por uma densa névoa, o Pico do Itacolomi impõe um ar místico ao cenário histórico de Ouro Preto e Mariana. Em tupi guarani, o nome quer dizer "a pedra e o menino" (ITA - CORUMI). Para os índios, o pico era visto como o "filhote" da montanha. É fácil perceber isso: uma pedra imensa, com outra menor ao seu lado.
|
|
O Parque Estadual do Itacolomi foi criado em 1967, e está situado entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. Possui aproximadamente 7.543 hectares de montanhas e vales protegendo o rico patrimônio natural, histórico e cultural, além de abrigar espécies em extinção como a ave pavó, o lobo-guará e a onça-parda. O Itacolomi é sede de um dos mais expressivos monumentos históricos de Minas Gerais, a Casa Bandeirista da Fazenda São José do Manso, do século XVIII.
A Casa Bandeirista da Fazenda São José do Manso, atual sede administrativa do parque, vale uma visita. Na década de trinta, essa fazenda abrigou uma plantação e fábrica de chá que abastecia toda a região. Hoje, ela tornou-se o Centro de Referência do parque para visitantes e pesquisadores. A Chácara do Cintra também deve ser vista. É uma edificação em ruínas, cujo aspecto chama atenção. Bonitos são os cursos d´água que cortam o parque. Podem-se observar: o Gualaxo do Sul, afluente do Rio Doce; os córrego do Manso, dos Prazeres, Domingas e do Benedito; o Rio Acima, o Ribeirão Belchior e a nascente do Rio Doce. É possível, também, percorrer as trilhas até o Pico do Itacolomi. Elas são de acesso difícil e o trajeto aproximado é de 15 Km. Mas, de lá, vale a belíssima vista panorâmica do parque e seus arredores, inclusive de cidades vizinhas
|
|
Destacando-se na paisagem de maneira imponente, o pico tem a forma pontiaguda, com outra ponta menor abaixo. Faz parte de um dos conglomerados rochosos do Parque Estadual do Itacolomi, formados de quartizitos, filitos, granitos e arenitos. Não há vegetação no pico. Em volta dele há predominância de gramíneas e arbustos. A região que circunda o pico é formada por belas paisagens e oferece linda vista panorâmica.
Do pico é possível avistar todo o Parque e as cidades de Ouro Preto e Mariana. É um mirante natural. O acesso ao pico é difícil, oferecendo obstáculos pedregosos e íngremes. O Parque possui infra-estrutura para atendimento aos visitantes e quem for ao Itacolimi vai poder conhecer o Museu da Casa do Chá, o Centro de Treinamento, a Biblioteca, o alojamento para pesquisadores, além de poder apreciar o maravilhoso roteiro histórico juntamente com a beleza dos recursos naturais. O lugar é uma rica fonte de estudo e pesquisa que atrai especialistas do Brasil e do mundo.
Mas a maior atração do parque é conhecer o pico em uma caminhada de aproximadamente 8 quilômetros. A ida, que alterna trechos planos e de subida, deixa inquietos os visitantes mais curiosos, interessados em alcançar logo o topo. A volta é mais tranqüila, podendo demorar menos de duas horas. Vale a pena o esforço. Além do prazer do contato com a natureza, o Itacolomi proporciona uma das mais belas vistas de Ouro Preto, Mariana e das montanhas que guardavam e ainda guardam as minas de ouro. Fica a pergunta: quem serão os novos bandeirantes?
"O Itacolomi, ensombrado na base pela negrura das matas e destacando-se de todos os vizinhos com o seu píncaro rochoso e nú, domina toda a região. Um maravilhoso altar de luz, desde a mais ofuscante claridade do sol até a negrura da mais tenebrosa sombra... A natureza parecia solenizar conosco, com a gravidade do silêncio, o estado de alma que nos empolgava, diante do magnífico panorama" (Spix & Martius, 1817).
  
Altitude Máxima: 1.772 m (Pico do Itacolomi).  
Área: 7.543 hectares.  
Relevo: Montanhoso.   
Carta Topográfica: .  
Atração: Paisagem.Atrações
  
Pico do Itacolomi: A trilha para se inicia Casa Bandeirista à 1.230m de altitude, passando pela estrada que leva ao Morro do Cachorro e, de onde, logo se avista a Serra do Trovão, principal serra do distrito de Lavras Novas, formada por um imponente maciço rochoso bem característico da Serra do Espinhaço, um platô de onde se tem uma visão panorâmica de 360º do Pico do Itacolomi, Pico do Itabirito, Serra do Caraça, Serra da Chapada, Represa do Custódio e a cidade de Ouro Preto. Continuando a caminhada, mais ao longe, já se consegue visualizar a charmosa Lavras Novas, distrito de Ouro Preto que encanta os visitante pelas cachoeiras e serras, de um lado, e do outro, o centro de Ouro Preto, com suas igrejas históricas e centenárias.Nas partes mais elevadas, aparecem os campos de altitude com afloramentos rochosos, onde se vê as gramíneas, canelas de emas, sempre vivas e ciperáceas que cobrem os campos de altitude, além de diversas espécies de orquídeas. Após uma caminhada de aproximadamente 8 km e 2 horas de duração chega-se a base do Pico com altitude de 1.772m. A trilha que leva ao Pico é considerado leve superiot.
No entorno do Pico do Itacolomi se vê nascentes de água, fendas e pequenas grutas, porém, o acesso ao local é dificultado por falta de trilhas demarcadas e a grande quantidade de pedras.
|
|
  
Morro do Cachorro (Antenas): A partir do Morro do Cachorro (1.520 m de altitude) pode-se avistar a cidade de Ouro Preto, o distrito de Lavras Novas, a cidade de Mariana, a Serra do Caraça, a Serra de Ouro Branco e o Pico do Itabirito, além do pico do Itacolomi e os campos de altitude. A estrada que leva até este mirante possui 3,5 km de extensão e pode ser realizada em aproximadamente 2h 30min de caminhada (7 km ida e volta).  
Pedra do Sertão: A Pedra do Sertão possui cerca de 1450m de altura e seu acesso é pela trilha do Sertão no sentido Mariana/Ouro Preto ao Pico do Itacolomi, no Parque Estadual do Itacolomi.  
Trilha do Forno: O tema principal é a água (nascentes). Esta trilha possui 1.560 m de extensão e pode ser realizada em aproximadamente 1h 20min. Seu trajeto passa por uma área de baixada no sentido de uma das várias nascentes que formam o Córrego do Manso. A trilha leva esse nome por abrigar ruínas de um forno cerâmico, provavelmente da Olaria Roque Pinto. Esta trilha apresenta maior diversidade de espécies que as outras.  
Trilha da Capela: O tema principal é a sucessão ecológica (após a ação antrópica sobre o meio). Esta trilha possui 1270 m de extensão e pode ser realizada em aprox 1h 15min. Seu trajeto percorre trechos de mata de candeia, plantação de eucaliptos e uma área mais preservada onde a sucessão ecológica encontra-se em um estágio mais avançado. A trilha apresenta diversas espécies de alto valor econômico e ecológico da região.  
Trilha da Lagoa: Possui 470 m de extensão, destinada principalmente ao público infantil ou para pessoas com dificuldade de locomoção e idosos. Esta trilha pode ser realizada em aprox 30 min. Seu trajeto circunda a Lagoa da Capela e é composto por áreas planas e brejosas, possuindo várias passarelas e escadas suspensas.  
Mirante: A trilha que leva ao mirante da bacia do Custódio, de onde se pode avistar o distrito de Lavras Novas, percorre trechos de eucaliptos e mata em regeneração, passando perto de alguns cursos d'água. Possui 5 km de extensão e pode ser realizada em aprox 2h 30min (10 km ida e volta).   
Bacia do Custódio: A Bacia do Custódio é uma represa de grande beleza cênica com matas preservadas em seu entorno. A estrada que leva até a bacia passa pelo Mirante do Custódio e possui 8 km de extensão, pode ser realizada em aprox 5h 30min (16 km ida e volta). A represa situa-se a 4 km de Lavras Novas (alguns visitantes preferem ir até Lavras Novas do que ter que regressar ao parque, fique atento pois o último ônibus para Ouro Preto parte 16h!).   
Casa Bandeirista: Construída, com influência da arquitetura paulista, pelo 2° Guarda-Mor Domingos da Silva Bueno entre 1706 a 1708. Serviu de posto fiscal (cobrança do Quinto) no tempo da exploração aurífera e vigilância e defesa do acesso às minas. Foi possivelmente o primeiro edifício público de Minas Gerais.   
Museu do Chá: José Salles de Andrade iniciou em 1932 o cultivo na Fazenda do Manso que chegou a possuir 1.800.000 pés de chá. Parte da produção deste chá (Edelweiss) era exportado principalmente para a Alemanha. A maioria dos trabalhadores era da região que faziam longas e duras jornadas de trabalho. Esta produção encerrou em 1958. Hoje, o muséu é constituído pelo maquinário para beneficiamento do chá preto, e a planta (Thea sinensis) ainda é facilmente encontrada próximo ao Centro de Visitantes.   
Capela São José: Erguida durante o período de cultivo de chá. Relatos dos trabalhadores informam que o proprietário mandou construir esta capela, devido ao comportamento bizarro dos animais e dos ruídos de correntes (escravos) provenientes da Casa Bandeirista. Localização
O Parque Estadual do Itacolomi se localiza-se na Serra do Itacolomi, ao sul da Serra do Espinhaço. A área do parqur engloba parte dos municípios de Ouro Preto e Mariana no Estado de Minas Gerais.
Como Chegar
Para o Parque Estadual:
O acesso fica entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. A partir de Ouro Preto, segue-se a BR-356 até o entroncamento com a MG-262, em direção ao parque. Outra opção é seguir, a partir do sul da cidade, a Rua Pandiá Calógeras, atravessar a estrada e seguir as trilhas sinalizadas.
Há transporte regular que passa em frente a portaria do Parque.
As empresas Pássaro Verde (intermunicipal, vários destinos), Turim e Transcotta e Vale do Ouro (interno) possuem transporte regular que passam na Portaria do Parque.
É permitido uso de veículos automotores da Portaria até a sede da fazenda. 5Km de estrada não pavimentada.
Para Ouro Preto:
De Belo Horizonte o caminho mais prático e todo asfaltado é pela BR040, sentido Rio de Janeiro. Depois de rodar aproximadamente 20 quilômetros, entrar no trevo sentido Ouro Preto (BR356 - rodovia dos Inconfidentes) e seguir até a cidade.
Há duas opções para quem sai de São Paulo capital. A primeira é pela BR381 até o trevo para Lavras. A partir daí pegar a BR265 até Barbacena. Desta cidade acessar a BR040 sentido Belo Horizonte até Conselheiro Lafaiete. Entrar em Lafaiete e seguir pela Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco e finalmente chegando a Ouro Preto. A outra opção é seguir de São Paulo direto para Belo Horizonte (BR381 - rodovia Fernão Dias). De Belo Horizonte pegar a BR040 (sentido Rio de Janeiro) até o trevo para Ouro Preto (Alphaville). A viagem continua pela BR356 (rodovia dos Inconfidentes) até o destino final. Embora no mapa este trecho pareça mais longo, a distância é quase a mesma em relação à primeira alternativa. Isso acontece porque a BR265 é bastante sinuosa.
Do Rio de Janeiro (capital) o trajeto é quase todo pela BR040, até Conselheiro Lafaiete. Desta cidade pegar a Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco e chegando a Ouro Preto.
Quem vem do Espírito Santo segue pela BR262 até Rio Casca. De lá o percurso é pela MG329 até Ponte Nova. A partir daí seguir pela MG262, passando por Mariana e chegando a Ouro Preto.
Os turistas do sudeste de Minas (norte da Zona da Mata mineira) e norte do Rio de Janeiro devem seguir até Viçosa (MG). De lá pegar a BR120 para Ponte Nova. Desta cidade a viagem continua pela MG262 até Ouro Preto.
Quando Ir
Flora
A abundância natural da região está por toda parte. Coberto por uma vegetação bastante diversificada, o parque abriga campos rupestres, florestas de candeias e possui grandes áreas remanescentes da Mata Atlântica. As quaresmeiras são as árvores predominantes, encontradas principalmente ao longo dos cursos d'água como o córrego dos Prazeres e o ribeirão Belchior. Nas partes mais elevadas das montanhas aparecem os afloramentos rochosos, onde predominam as gramíneas e ciperáceas, sendo freqüentes as canelas-de-ema. Também é muito comum encontrar bromélias e exóticas orquídeas, que atraem a atenção e o interesse dos visitantes.
Fauna
Parque do Itacolomi concentra uma fauna diversificada. São mais de 400 espécies, conforme o levantamento do Instituto Estadual de Florestas (IEF), que administra a reserva. Há uma grande variedade de animais raros, como o beija-flor de gravata, a lontra e o gato-mourisco. Porém, a região tem sofrido com a ameaça de extinção de algumas espécies. Dentre elas está o lobo-guará, a onça parda, o macaco sauá, a ave povó e o tamanduá-mirim. Na época de seca, os incêndios são uma preocupação constante. Por isso todo o cuidado é exigido de quem visita o parque.
História
Pelo Parque Estadual do Itacolomi e por Ouro Preto passaram as expedições em busca do ouro das Gerais. O patrimônio está preservado, dando ao visitante uma real visão da paisagem contemplada pelos antigos viajantes destes caminhos.
No final do século 18, na busca por riquezas, o bandeirante paulista, Antônio Dias, avistou o Pico do Itacolomi, que serviu como ponto de referência, para que outras expedições chegassem ao local com facilidade.
No Parque, a Fazenda São José do Manso é um exemplar da arquitetura colonial deixado pelos bandeirantes em Minas. A Fazenda é tombada pelo IEPHA. Restaurada, a antiga sede da fazenda, a Casa do Bandeirista, é o Centro de Visitantes do Parque foi construída entre 1706 e 1708 e é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais, considerada por especialistas o primeiro prédio público do Estado, pois servia para cobrança de impostos e vigilância das minas. Foi tombada em 1998.
A Fazenda do Manso foi um pólo produtor de chá na primeira metade do século 20. O Museu do Chá abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento do chá colhido nas lavouras da fazenda.
Outra atração é a Capela de São José que possui uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticas ouropretanas que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção. Também merecem destaque a Fazenda do Cibrão e as ruínas da Casa de Pedra. A Chácara dos Cintra é outra atração com suas ruínas e um grande portal em pedra sabão.
Infra-Estrutura
A sede administrativa do Parque fica na fazenda São José do Manso, local que abrigou, na década de 1930, uma fábrica de chá. Hoje, o Parque possui uma completa infra-estrutura para atender visitantes e pesquisadores com Centro de Visitantes, biblioteca, alojamentos para pesquisadores e funcionários. Algumas das edificações do Parque passaram por recente reforma e novas instalações melhoraram ainda mais a infra-estrutura de apoio a visitantes e pesquisadores. As obras foram realizadas com recursos do Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata/MG).
Distância da Capitais
  
Belo Horizonte: 110 km.  
Brasília: 860 Km   
Rio de Janeiro: 403 Km   
São Paulo (via Belo Horizonte): 682 Km   
São Paulo (via São João Del'Rei): 678 Km   
Vitória: 440 KmAcampamento
O parque possui uma area de camping com cerca de 20 mil metros quadrados, com capacidade de abrigar 30 barracas e possui infra-estrutura completa: vestiários com chuveiros quentes, tanques, churrasqueiras.
O parque também possui apartamento mobiliado constituído de dois quartos, com capacidade para 8 pessoas e banheiro com água quente. Possui geladeira, fogão e demais utensílios domésticos.
Horário do Parque
O Parque está aberto de Quarta Feira a Segunda Feira, de 08:00h às 17:00h
Endereço
Instituto Estadual de Florestas - IEF
Tel: (31) 3330-7013
Tel: (31) 3551-1544, ramal 236
Fax: (31) 3330-7014
Informações: Rua Xavier da Veiga, 309 Centro
Dicas
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.Tempo
..: Clube do Aventureiros :..
www.clubedosaventureiros.com
Adote uma Montanha
Quer contribuir com o Guia de Trilhas / Montanhas e Cachoeiras? O Guia está aberto a contribuição de seus leitores. Clique para saber mais detalhes.
Artigos Relacionados:
Login
Quem está Online
Nós temos 146 visitantes online
Estatísticas
Visualizações : 11511451




comentários
grato
Assine o RSS dos comentários