Travessia Pau da Fome x Camorim via Pedra do Quilombo

Travessia Pau da Fome x Camorim via Pedra do Quilombo


Tipo: Travessia

Parque: Parque Estadual daPedra Branca

Localização: Rio de Janeiro - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°56 45.49 S / 43°26 9.17 W (Pedra do Quilombo)

Atividades: Caminhadas e Travessias

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude Máxima: 735 m (Pedra do Quilombo)


Descrição



Essa bela travessia começa na sede do Pau da Fome do Parque Estadual da Pedra Branca que está localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, passando por inúmeros riachos e por uma exuberante Mata Atlântica, o primeiro ponto de parada é Pedra Quilombo que está  a 735 metros de altitude. De seu cume vislumbramos a zona oeste cidade em uma incrível tela panorâmica: é possível apreciar grande parte do Maciço da Pedra Branca e também do Maciço da Tijuca, que inclui a Pedra da Gávea e o Pico da Tijuca entre muitos outros, além de toda baixada de Jacarepaguá, da Barra da Tijuca, do Recreio dos Bandeirantes e do Campo dos Afonsos. Para finalizar o show e se o tempo estiver bem limpo é possível ver no horizonte uma tênue silhueta da cadeia de Montanhas que compõem a Serra do Tinguá e a Serra dos Órgãos com destaque para a incrível Agulha do Diabo.

A Travessia continua até atingirmos o Açude do Camorim, que é um incrível lago inserido dentro da floresta, em uma bacia fechada pelas montanhas, ele possui uma área de 210.000 m3 e profundidade de 18 metros, 435 acima do nível do mar, o açude possui cerca de um quarto do tamanho da Lagoa Rodrigo de Freitas. O açude foi planejado por Sampaio Corrêa e construído por Henrique de Novaes em 1908, formando um dos mais belos recantos de toda cidade do Rio de Janeiro.


Pedra do Quilombo

Essa travessia corta de norte a sul o Parque da Pedra Branca, que é considerado o maior parque natural urbano do mundo, com área de 12.500 hectares, para se ter uma idéia que não é pouca coisa, ele possui uma área quase 3 vezes maior que o Parque Nacional da Tijuca. O parque protege resquícios da nossa Mata Atlântica e nele encontramos além do Pico da Pedra Branca que é o ponto culminante da cidade do Rio de Janeiro com 1.024 metros de altitude, as represas do Camorim e do Pau da Fome, um antigo aqueduto, antigas fazendas coloniais e um importante patrimônio arquitetônico, com a Capela de São Gonçalo do Amarante, construída em 1625, a Igreja de Nossa Senhora de Monserrat, de 1776, e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São Boaventura, construída por volta de 1730.


Visual da Pedra do Quilombo

A trilha dessa travessia não é fácil, se por acaso você não tiver muita experiência nesse tipo de ambiente vá até a Pedra do Quilombo e volte pelo mesmo caminho, pois a parte da trilha que liga a encosta da Pedra do Quilombo com o Açude do Camorim está bem fechada por falta de uso e de manutenção. Quem quiser se arriscar é por sua conta e risco, mas para minimizar os problemas para você mesmo e também para os outros tente gravar o caminho que está seguindo para voltar pelo mesmo caso ocorra algum problema.


Açúde do Camorim

   Altitude Máxima: 735 m. (Pedra do Quilombo)
   Nível: Caminhada Semi-Pesada.
   Distância: 15.5 km.
   Duração: 4h00 min até 7h00 min (Travessis).
   Atração: Paisagem, Açude e Cachoeira.


A Trilha

Podemos dividir a trilha dessa travessia em 5 partes distintas:

   1- A primeira parte é a subida para a Pedra do Quilombo (se quiser fazer apenas a travessia não é necessário passar pela Pedra do Quilombo, mas é uma pena perder o espetáculo que é o visual de seu cume, já que a trilha da travessia passa bem pela encosta do mesmo) - distância: 5.5 km com 620 metros de desnível;

   2- A segunda é a descida da Pedra do Quilombo pela mesma trilha da subida até uma bifurcação onde se pega a trilha para o Açude do Camorim - distância: 800 m;

   3- A terceira parte é a travessia em si, subindo até Alto das Laranjeiras e depois descendo até o Jardim das Bromélias já bem perto do começo do Açude - distância: 4.5 km;

   4- A quarta é uma meia volta no Açude do Camorim desde da sua foz até a represa - distância: 1.5km;

   5- A quinta e última parte é a descida desde represa até a sub-sede do Camorim em um desnível de 280 metros em 3.4 km de distância.

A trilha para a Pedra do Quilombo começa praticamente depois do portão de entrada da sub-sede do Pau da Fome, assim que adentrar pelo portão siga para a esquerda em direção a uma casa amarela, a trilha começa logo depois dessa casa que é usada como apoio para o pessoal que trabalha no parque. Essa parte da trilha é muito bem marcada, praticamente uma estradinha e segue sempre subindo debaixo de copas de belas e frondosas árvores de nossa Mata Atlântica. Logo no começo da trilha cruzaremos por dois riachos, e com mais 10 minutos de subida cruzaremos com mais um e com menos de 5 minutos depois desse último riacho passaremos por uma bifurcação, mas seguiremos sempre em frente pela trilha principal.


Trilha da Pedra do Quilombo

Com mais alguns minutos de subida passaremos ao lado de uma cerca e desse ponto já podemos ver no nosso lado direito no alto a primeira meta dessa travessia, a Pedra do Quilombo. Desse ponto, no meu modo criativo de ver ela parece mais um hambúrguer! Só passado por lá para você entender o que eu estou falando.


Pedra do Quilombo

Seguindo sempre subindo passaremos ainda por um filete d’água e depois por mais um riacho. Após 10 minutos de caminhada após o último riacho chegaremos em um colo com uma bifurcação bem marcada para a direita, a trilha correta para o Quilombo é entrando nessa bifurcação para a direita, se você passar direto irá descer em direção da Colônia Juliano Moreira, então se começar a descer, volte, pois você passou direto pela bifurcação.

Essa parte da trilha ainda continua subindo, mas agora em um leve zig-zag e também é a parte a mais bonita de toda caminhada, pois passaremos por alguns mirantes de onde se é possível ver toda a silhueta da Serra dos Órgãos e também parte da baixada de Jacarepaguá. Em poucos minutos após entrar na bifurcação passaremos por um casebre a nossa esquerda, continuaremos a subir em uma trilha um pouco mais estreita que dependendo da época do ano é possível que o mato possa estar um pouco alto, mas nada que atrapalhe a nossa caminhada. Subindo pela trilha em mais 15 minutos passaremos por um bonito bambuzal e logo depois a trilha vai cortar uma plantação de bananas até chegar em um descampado.


Visual da Trilha

Pegando o caminho da esquerda no descampado chegaremos na sede do Sítio Bela Vista, onde normalmente a galera descansa um pouco. A sede o sítio na mais é do que um velho casebre que está caindo aos pedaços, mas a construção já esteve em pior estado. O caminho correto para a Pedra do Quilombo é indo pela direita, cortando toda plantação de bananas até chegar em uma encosta onde a trilha continua. É preciso ter atenção na saída do descampado para achar novamente a trilha que segue para a Pedra do Quilombo, mas tenho uma dica! Atrevesse toda a plantação de bananas no sentido oposto da sede (direita no descampado) e procure um cano preto que leva água para a caixa d’água do casebre, esse cano vai te levar diretamente para a trilha e ele ainda vai te acompanhar por um bom tempo de caminhada.

Você deve seguir o cano preto por uma trilha que vai para o oeste, é praticamente uma reta que segue em um aclive bem suave e que vai margeando uma encosta. Depois de mais ou menos 15 minutos de caminhada após a sede do sítio chegaremos em uma bifurcação, o caminho correto para o Quilombo é para a esquerda subindo por uma trilha bem íngreme, a trilha que segue reto é a trilha da travessia que vai até o Açude do Camorim (lembre-se desse ponto). Para identificar esse ponto é só reparar que tem um troco caído fechando trilha um pouco depois da entrada para a bifurcação, o cano preto passa por cima desse troco. Uma outra dica para não ter dúvida nesse ponto é que a trilha que continua para oeste está um pouco mais fechada, pois é bem menos usada do que a trilha que segue para o Quilombo.


Bifurcação: Subida da Pedra do Quilombo x Travessia
Repare no Cano Preto e no Tronco Caido

Entrando na bifurcação à esquerda seguimos subindo por uma trilha bem íngreme onde por diversas vezes somos obrigados a ultrapassar alguns obstáculos com a ajuda das mãos, depois de 10 minutos nessa subida passaremos por um grande bloco de pedra e com mais de 5 minutos de subida chegaremos a uma bifurcação à direita, essa bifurcação segue até o “Morro do Quilombo” que é 30 metros mais alto que a Pedra do Quilombo, mas por possuir muita vegetação em seu cume o visual lá de cima é bem pobre, e é por esse motivo que ele é pouquíssimo visitado. Continuando subindo chegaremos em um colo onde a trilha segue para a esquerda contornando a Pedra do Quilombo por trás e por algumas vezes ela vai ficando bem estreita e frágil, mas ela segue até uma outra bifurcação. Indo para a direita seguimos para a parte da frente da Pedra do Quilombo, mas por possuir muita vegetação o visual não é muito bom, então não perca seu tempo e siga diretamente para a esquerda até atingir a base da pedra, onde é necessária uma pequena escalaminhada para acessar o seu cume. Tenha cuidado!


Visual da Pedra do Quilombo

O cume é praticamente todo rochoso e não é muito amplo, mas tem uma vista de surpreendente, na minha opinião é a segunda melhor vista de todo Parque Estadual da Pedra Branca. Em seu cume existe um livro de cume que é na verdade um caderninho que serve para que os montanhistas possam escrever suas impressões sobre as dificuldades da subida e também a respeito do incrível visual que temos lá de cima.

Como a travessia continua, é necessário não demorar muito no Quilombo e começar a descida pelo mesmo caminho da subida até atingir novamente o cano preto. Agora seguiremos o caminho da esquerda para continuar a travessia, o da direita leva diretamente até a sede do Sítio Bela Vista. A partir de agora a trilha vai estar bem mais fechada, onde a experiência vai contar muito, então se não possuir volte para o Pau da Fome pelo mesmo caminho da ida.


Borboleta na Trilha

Agora a trilha segue no sentido oeste, mais ou menos plana obedecendo sempre a curva de nível da encosta, em menos de 10 minutos passaremos por um pequeno riacho, nessa parte da trilha vamos descer cerca de 170 metros para começar a subir novamente, com 20 minutos de subida chegaremos em um colo que é chamado de Alto das Laranjeiras.

Até aqui a trilha está um pouco fechada, mas dá para se guiar sem grandes dificuldades, mas a partir desse ponto que é a descida até o Jardim das Bromélias a dificuldade aumenta bastante, pois a mata está alta dificultando a orientação (seria útil levar um facão). Essa descida tem cerca de 2.0 km de distância com um desnível de 190 metros. Se repararem bem a trilha de descida é bem ampla, mas já está sendo tomada novamente pela vegetação, ela foi muito usada no passado, mas com o desuso e descaso ela está fechando, mas dá para reparar que a trilha possui uma calha bem larga mesmo estando atualmente cheia de folhas. Para ajudar na orientação existem umas setas talhadas nos troncos das árvores, mas mesmo assim não é fácil.


Seta indicando a direção da Travessia

Depois do Alto das Laranjeiras a trilha muda de sentido, agora ela vai no sentido sul, e com mais cinco minutos depois do Alto das Laranjeiras passaremos por uma bifurcação onde é preciso entrar à direita, sentido oeste, (atenção!!!), você saberá que está no caminho certo com mais 5 minutos de caminhada, pois teremos que passar por cima de um grosso tronco que está caído bem em cima da trilha. Com mais 3 minutos a trilha dá uma virada seguindo para o sul novamente e vai nesse sentido até o Açude do Camorim.

Seguindo a calha da trilha e sempre tentando reparar nas setas marcadas nas árvores vamos caminhando em um leve zig-zag e sempre contemplando a exuberância e a beleza cênica dessa parte do parque. Depois de 50 minutos de descida, após o Alto das Laranjeiras chegaremos ao Jardim das Bromélias que é praticamente o final da descida, e é nesse ponto que todo mundo se perde, pois existe uma trilha mais marcada caindo um pouco mais para a direita (acho que é de todo mundo errar) que segue diretamente para um rio, mas a trilha correta é seguindo reto sempre na direção sul. Assim que você começar a escutar um barulho de rio, já fique atento, e se você chegar a esse rio com uma encosta alta do outro lado da margem é que você realmente errou, volte alguns metros e procure a trilha correta, existem até umas setas desenhadas nas árvores apontando para cima na direção correta. Esse ponto é chave para a travessia e fica menos de 5 minutos de caminhada do começo do Açude.


A Trilha fechada da Travessia

Após passar pelo Jardim das Bromélias quase já chegando ao Açude você precisa cruzar um riacho, mas não confunda com o rio que citei acima, esse aqui é menor e não tem não tem uma encosta alta no outro lado da margem. Menos de 5 minutos após esse último riacho chegaremos ao começo do açude que dependendo da estação do ano esse comecinho pode estar sem água, mas dá para reparar que a vegetação muda completamente, ao invés de árvores frondosas agora temos um tipo de planta aquática que chega a no máximo 1.50m.

A chegada no açude é uma festa! Já podemos respirar e ficar calmo pois o pior já passou, agora é só contornar a lagoa até o seu mirante que é na outra extremidade com uma curta e plana caminhada de 1.5 km, nesse ponto a trilha está bem marcada e você sempre terá o açude como referencia no seu lado esquerdo, não se afaste muito dele. Logo após começar a contornar o açude você cruzará um riacho, depois terá que passar por cima de uma gigantesca árvore que caiu bem no meio da trilha e logo após cruzará mais um riacho, em menos 30 minutos você chegará ao mirante onde o pessoal faz uma parada para fazer um lanche reforçado e também para descansar um pouco. O mirante nada mais é que um descampado que possui uma bonita visão de toda extensão do açude e fica praticamente ao lado da represa e também da torre caída, ambos valem uma visita.


Obstáculo na Trilha

Para descer para a sub-sede do Camorim é só voltar alguns metros (1 minuto de caminhada) até uma bifurcação entre a trilha que dá a volta no açude a a outra que desce até a sub-sede, achando a trilha a caminhada agora é só para baixo em um desnível de 280 metros em 3.4 km de distância que normalmente vencemos com uma hora de caminhada. Essa descida não tem mistério pois a trilha está muito bem marcada e quando encontrar alguma bifurcação, não entre, siga sempre pela trilha principal. Praticamente na metade dessa descida passaremos por uma bifurcação a esquerda com uma descida bem íngreme, nesse momento você escutará um som de um rio, essa bifurcação segue direto para a cachoeira do Camorim.


Torre caída


Localização

Essa travessia corta de norte a sul o Parque da Pedra Branca que está situado na Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro.


Como Chegar

   Núcleo Pau da Fome:

Pelo largo da Taquara, entrar na Estrada do Rio Grande e seguir até o Largo da Capela, onde termina a Rio Grande. Entrar na Estrada do Pau da Fome e seguir em frente uns dez minutos até a entrada da sede. Estrada do Pau da Fome nº 4003.

   Núcleo Camorim:

Vindo da Barra ou de Jacarepaguá, pela Estrada dos Bandeirantes, entrar na Estrada do Camorim e seguir até o largo da Capela de São Gonçalo do Amarante. Chegando na Capela, mantenha à esquerda e siga em frente até a entrada da Subsede do Parque.


   Núcleo Piraquara:

Chegando em Realengo o acesso é pela Praça Campo de Marte (Praça do Canhão), seguir a Rua Bernado de Vasconcelos até entrar a esquerda na Rua do Imperador, seguir na Rua do Imperador até fazer uma curva suave à esquerda para acessar a Rua dos Limites e depois entrar a direita na Rua do Governo, segui-la até o final.


Quando Ir

Todas as estações são boas para fazer essa travessia, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.


Mapa Dinâmico

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Altimetria


Altimetria da Travessia Pau da Fome x Camorim via Pedra do Quilombo


Carta Topográfica

Mapa Topográfico do Maciço da Pedra Branca (PEPB) - Rio de Janeiro - RJ - 1:50.000 - IPP


Download Tracklog 

Tracklog da Travessia Pau da Fome x Camorim via Pedra do Quilombo - Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) - Rio de Janeiro - RJ


Acampamento

O acampamento dentro do Parque Estadual da Pedra Branca está proibido.

Endereços do Parque



   Núcleo Pau da Fome:

Estrada do Pau-da-Fome, 4003, Jacarepaguá, Rio de Janeiro - RJ
CEP: 22723-490

   Núcleo Camorim:

Estrada do Camorim, 2118, Camorim, Rio de Janeiro - RJ
CEP: 22780-070

   Núcleo Piraquara:

Rua do Governo s/n (no final), Realengo, Rio de Janeiro - RJ


Telefones do Parque



   Administração: (21) 3347-1786
   Agendamento neap: (21) 2333-6653

Chefe do PEPB: Alexandre M. Pedroso.


Horário de Visitação

De Terça a Domingo, das 9h às 16h30 min.


Galeria de Fotos

2009-08 - Travessia Piraraquara x Pau da Fome via Pedra do Ponto
2009-07 - Travessia Pau da Fome x Camorim via Pedra do Quilombo
2009-03 - Travessia Camorim - Vargem Grande
2008-11 - Pedra Branca com Travessia Pau da Fome x Rio da Prata
2005-11 - Pedra do Quilombo
2005-04 - Pedra da Tartaruga


Dicas

   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.


Tempo



..: Clube do Aventureiros :..
www.clubedosaventureiros.com


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