Pedra do Elefante

Pedra do Elefante (Alto Mourão)


Tipo: Montanha / Morro / Rocha

Região: Região Oceânica de Niterói e Maricá

Localização: Niterói, Maricá - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°58 18.79 S /  43°1 16.04 W

Atividades: Caminhadas e Escaladas

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude: 412 m (Pedra do Elefante)


Descrição

A fantástica Pedra do Elefante ou Alto Mourão (412 m) é o ponto mais alto e mais conhecido da Serra da Tiririca e está dentro das terras do recente Parque Estadual da Serra da Tiririca localizado na região oceanica de Niteroi, mas precisamente entre as praias de Itaipuaçu e Itacoatiara.

Parque criado pela Lei Estadual nº 1.901, de 29 de novembro de 1991, e teve os limites provisórios descritos pelo Decreto Estadual nº 18.598, de 19 de abril de 1993 e é o único Parque Estadual que teve a criação motivada por vontade popular.

Com área potencial de aproximadamente 2.400 hectares (24 quilômetros quadrados), o Parque Estadual da Serra da Tiririca abrange terras das Regiões Leste e Oceânica do município de Niterói e parte do bairro de Itaipuaçu, pertencente ao município de Maricá.


Visual "testa" da Pedra do Elefante

Do cume da Pedra do Elefante, temos uma incrível visão de 360º. Olhando-se para oeste, vemos as montanhas do Rio, o Costão de Itacoatiara ou Morro do Tucum (217 m), o Morro das Andorinhas, toda a Região Oceânica de Niterói, suas lagoas e praias.


Visual da "nuca" da Pedra do Elefante

Virando-se para o leste, vemos uma enorme praia que chega a sumir no horizonte. É a Praia de Itaipuaçu, com quase 40 km de extensão. Ao longo, as lagoas de Maricá, da Barra e de Guarapina. Bem à nossa frente, as Ilhas Maricás (as únicas ilhas neste extenso e perigoso litoral, do Rio até Cabo Frio). Ao norte, toda a Serra da Tiririca e a Serra dos Órgãos.


Pedra do Elefante vista da Praia de Itaipuaçu

No cume tem uma área de acampamento bem pequena, acho que cabem no máximo umas duas barracas pequenas, esse local está protegido do vento, lá não existe água, se quiser acampar lá você vai precisar levar a sua.

   Altitude: 412 m.
   Administração: INEA.
   Nível: Caminhada Leve Superior.
   Duração: 1h:30min (Ida).
   Atração: paisagem.


A Trilha

A trilha começa no ponto mais alto da Estrada da Serrinha a 90 m de altitude, uns 50 m antes de se chegar ao Mirante de Itaipuaçu e está sinalizado com algumas placas. Siga subindo a encosta sentido sul em uma trilha bem marcada, com poucos obstáculos, que nesse trecho inicial corta uma área em recuperação, onde está sendo feito um trabalho de florestamento. Após 600 m de subida, aproximadamente 20 minutos, a inclinação diminui um pouco, a trilha cruza por uma clareira com chão de rocha chamada de Praça do Descanso, continuando após o final da clareira à trilha prossegue relativamente plana com um leve sobe-e-desce.

Com um pouco mais de 1 km a trilha chega à cota 310 m para começar uma descida mais forte em uma curva em cotovelo, descendo à esquerda e passando a seguir para sudeste (ignore o caminho à direita no vértice da curva). Com quase 1.2 km, 40 min do início, poucos metros antes de chegar ao mirante, à trilha cruza uma por uma trifurcação, onde o caminho correto é o mais marcado seguindo ligeiramente mais a esquerda. A trilha que segue descendo forte a encosta à direita está interditada e a que sobe a encosta, também à direita sentido noroeste segue para a Furna da Solidão.


Trilha

Poucos metros após a trifurcação, a trilha cruza um belo mirante virado para o Morro do Tucum e onde também é possível ver a Furna da Solidão na encosta do morro. Nesse mirante normalmente os grupos param um pouco para descansar e admirar o visual antes da subida final da Pedra do Elefante. Para continuar, prossiga até o final do mirante, onde a trilha volta a adentrar a mata. Com mais 120 m do mirante a trilha corta outra clareira e poucos metros depois chega à parte da escalaminhada a 310 m de altitude. Desde o início até esse ponto foram caminhados cerca de 1.7 km em aproximadamente 50 min.


Mirante - destaques para Morro do Telegrafo(direita) e Tucum/Costão (esquerda)

Esse trecho final ascende à própria crista rochosa da Pedra do Elefante em uma sucessão de escalaminhadas em rocha onde é necessário o uso constante das mãos para subir e dura menos de 20 min. Esse trecho não é muito difícil, mas é para ser feito com cuidado e não permite erros, além de ser desaconselhado para quem sofre de vertigens. O inicio da escalaminhada o caminhante segue por dentro de uma fenda que corta a inclinada rocha por mais de 20 metros. Alguns grupos colocam uma corda para auxiliar a ascensão pela fenda, pois é a parte mais inclinada dessa subida final.


Escalaminhada

Agora o restante da subida é feita por uma série de trepa-pedras e raízes até chegar até chegar a “nuca” do Elefante que possui uma vista espetacular. Deste ponto pode-se visualizar a Praia de Itacoatiara, o Morro das Andorinhas, a Lagoa de Itaipu, parte da Região Oceânica de Niterói, mas o que chama mais atenção é a linha de montanhas da cidade do Rio de Janeiro praticamente se debruçando sobre o mar.


Andando na "nuca" do Elefante

A óbvia trilha segue pela cumeada cruzando por um trecho de arbustos até atingir rapidamente a “testa” do Elefante, outro belo mirante, só que virado para a Cidade de Maricá. De lá olhando para o leste, vemos a enorme de Praia de Itaipuaçu que chega a sumir no horizonte de tão extensa, além das lagoas de Maricá, da Barra e de Guarapina. Bem à nossa frente, as Ilhas Maricás, as únicas ilhas neste extenso e perigoso litoral desde Maricá até a cidade Arraial do Cabo. Ao norte, toda a Serra da Tiririca e a Serra dos Órgãos na linha do horizonte.

Para visitar a Furna da Solidão, volte até a trifurcação citada no segundo parágrafo do primeiro trecho. Neste ponto siga para noroeste subindo a encosta em uma trilha pouco marcada até chegar a um local onde fica nítido um grande bloco rochoso e arredondado a esquerda, quase 90 m depois da trifurcação. Quando avistar o bloco, que faz parte da furna, abandone a trilha e siga descendo a encosta (sem trilha definida) para a esquerda na direção da sua base.

Chegando na base do bloco, mais alguns passos já chega-se na furna, que não é muito grande, mas desse local se tem uma vista bem diferente da Pedra do Elefante, onde é possível ver todo caminho onde é feito a escalaminhada final e também é visível a Agulha Guarischi que está colada na face oeste do Elefante.


Localização

A Pedra do Elefante se localiza na Região Oceânica bem na divisa dos Municípios de Niterói e Maricá e está dentro das terras do Parque Estadual da Serra da Tiririca.


Acesso

O Acesso da trilha para da Pedra do Elefante é pelo Mirante no alto da Serrinha de Itaipuaçu.


Como Chegar

De carro

Por Itaipu, seguir na Estrada Francisco da Cruz Nunes até próximo do número 7.000 e entrar na pequena rotatória de Itaipuaçu para iniciar a subida da Estrada da Serrinha. Subir a íngreme serrinha por aproximadamente 1 km até o Mirante de Itaipuaçu, poucos metros do inicio da trilha, onde é possível estacionar alguns carros. Vindo de Maricá, seguir até quase o final da Praia de Itaipuaçu e entrar na Rua Raimundo Monteiro continuando na mesma até desembocar na Estrada Gilberto Carvalho. Prosseguir nessa estrada até o final, onde a sua continuação é Estrada da Serrinha.


De ônibus

Pode ser usada qualquer linha de ônibus que tem seu ponto final na Praia de Itaipu para chegar ao início da trilha, como as linhas “38 - Itaipu x Centro”, “52 - Maria Paula x Itaipu” e “46 - Várzea das Moças x Itaipu”. A principal delas é a linha 38 que tem como ponto final o Terminal Rodoviário João Goulart, localizado ao lado da estação das barcas no Centro de Niterói. Existem também duas linhas intermunicipais que interligam a Praia de Itaipu ao Bairro do Castelo, na cidade do Rio de Janeiro. Para qualquer uma dessas linhas, saltar na Estrada Francisco da Cruz Nunes perto rotatória de Itaipuaçu e subir a Estradinha da Serrinha, a pé, até o início da trilha.


Quando Ir

Todas as estações são boas para caminhar até a Pedra do Elefante, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmento no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amenua tornando o passeio mais agradável.


Mapa Dinâmico

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Desmistificando sua denominação

Desde o início da mobilização popular pela proteção do conjunto de morros agrupados com o nome genérico de Serra da Tiririca – hoje Parque Estadual –, tem havido uma certa confusão de nomes em relação ao seu ponto culminante (412m).

A pedra que alguns denominam Alto Mourão outros chamam de Pedra do Elefante, e tantos outros, Falso Pão de Açúcar. Há ainda aqueles que acham ser o Alto Mourão a Pedra do Telégrado, que é a rocha imediatamente contígua ao ponto culminante, um pouco mais baixa e com cavidades na sua vertente voltada para a Enseada do Bananal. Enfim, não existe um consenso quanto à denominação correta da pedra símbolo do Parque Estadual da Serra da Tiririca, visível tanto da Praia de Itacoatiara quanto de Itaipuaçu.

Entretanto, algumas pistas podem ajudar a esclarecer o mistério dos nomes e a confusão decorrente deste fato.

   1ª) Um mapa contemporâneo possui a indicação Alto Mourão na rocha situada ao lado da indicação Falso Pão de Açúcar. Esta última indicação refere-se à elevação mais alta (412m). É possível que venha daí a confusão de nomes e localizações, haja vista que tal mapa é amplamente utilizado. Ressalte-se, ainda, que não são raros os equívocos cartográficos na localização de morros e picos.

   2ª) Quem olha da Praia de Itaipuaçu para o Recanto distingue perfeitamente a cara de um elefante perfeito na rocha, com olho, tromba e orelha. Evidentemente, a denominação Pedra do Elefante é uma alusão a esta semelhança; portanto, supõe-se que seja relativamente recente e de autoria popular.

   3ª) Um mapa datado de 1586, de autoria de João Teixeira Albernaz, indica claramente a localização do Pão de Martim Mourão (referência ao donatário da sesmaria que incluía esta elevação) no lugar onde figura o Falso Pão de Açúcar nos mapas atuais. Já a "Carta Topográfica da Capitania do Rio de Janeiro", de Manuel Vieira Leão (confeccionada por volta de 1800), apresenta a designação de Alto Mourão para o mesmo morro (Grael, citando Adonias. Anais do IV Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 1993).

   4ª) Helmut Oskar Heske, famoso excursionista pioneiro (falecido em 1998), afirmava categoricamente que o Alto Mourão é a mesma "coisa" que Pedra do Elefante e Falso Pão de Açúcar. Entretanto, por se tratar de fonte primária e sem registro – apesar de fidedigna –, não pode ser considerada como prova fundamental. Por outro lado, o tradicional Centro Excursionista Brasileiro (CEB) adota há décadas as mesmas denominações (Alto Mourão, Pedra do Elefante, Falso Pão de Açúcar, e ainda: Pedra de Itaipuaçu) para a mesma rocha de 412m.

Finalmente, conclui-se que:

        a) O ponto culminante da Serra da Tiririca tem como nome historicamente original Alto Mourão. Todos os outros: Pedra do Elefante, Falso Pão-de-Açúcar e Pedra de Itaipuaçu – são referências posteriores à mesma elevação, evidentemente adotadas e consolidadas pelo uso popular;

        b) O morro imediatamente contíguo ao verdadeiro Alto Mourão (a pedra com cavidades em sua vertente para a Enseada do Bananal) recebe às vezes a mesma e equivocada denominação, devido a um erro cartográfico em um mapa contemporâneo (até onde se sabe). Tal engano é agravado pelo franco uso desta indicação por estudiosos e freqüentadores do parque.

Mais do que uma simples atualização, o esclarecimento das verdadeiras denominações daquela área da Serra da Tiririca ajudam a resgatar e valorizar o passado histórico da região, além de facilitar a localização e orientação espacial para todos os que lidam com o parque, como guias ecológicos, pesquisadores e ecologistas.

[urli url="http://www.nitvista.com/index_frame.php?url=%2Fmicrosite%2Fartigos%2Fexibe.php%3Fid%3D55%26canal%3Decoando"]Referência[/urli]


Acampamento

No cume tem uma área de acampamento bem pequena, acho que cabem no máximo umas duas barracas pequenas, esse local está protegido do vento, mas lá não existe água, se quiser acampar lá você vai precisar levar a sua.


Galeria de Fotos

2004-05 - Pedra do Elefante
2007-10 - Pedra do Elefante


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comentários  

 
+2 #12 14-05-2014 19:49
gostei muito vocês me ajudaram na minha pesquisa da escola brigado
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+1 #11 12-11-2013 12:14
presta atenção no caminho. porque vamos na 4ª feira, feriado, prepara as perninhas, bj
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+1 #10 21-10-2013 10:44
aaa eu já subi mas faz muito tempo . Gostaria de saber se tem grupo organizado , com uma pessoa que saiba os caminhos certos claro .
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0 #9 21-03-2013 20:38
nunca fui
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+1 #8 13-02-2013 22:50
Só uma correção: não é permitido acampar no local.
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+1 #7 24-12-2012 02:55
bom dia, gostaria de percorrer essa trilha com minha filha de oito anos, é possivel? como posso agendar? obrigado
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+1 #6 25-06-2012 10:39
Olá! Vocês organizam grupos? Tenho interesse em fazer Pedra Bonita e Corcovado, já fiz Pedra da Gávea, Morro da Urca e Floresta da Tijuca.
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-2 #5 20-04-2012 11:04
eu gostei mais quando eu subi eu fiquei com votade de vumitar
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+2 #4 17-03-2012 19:54
eu ja vi de perto õ/
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+3 #3 22-01-2012 20:36
eawe galera fiz essa trilha hj muito maneira e nao conhecia a trilha nem sabia como chegar atravez de vcs q conceguir ir e levar mais 2 pessoasde compania tds gostram se divertiram mais quando é chegada a a hora da escalaminhada para a nuca do elefante a parada fica umpokinho tensa rsrsrs mai svale apena galera recomendo e agradeço vlww !!!!
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