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Guia de Trilhas do Parna Serra da Bocaina - RJ/SP
Trilha do Ouro
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Guia de Trilhas do Parna Serra da Bocaina - RJ/SP
Trilha do Ouro
Entre as turbulentas metrópoles de São Paulo e do Rio de Janeiro, existe um lugar bucólico onde reina a tranqüilidade de um cenário que nos remete ao passado. Neste local existe um caminho que serpenteia toda da serra, aberto originalmente pelos índios, ligando o litoral Fluminense ao Vale do Paraíba numa centena de quilômetros, que guarda as pegadas de antigos bandeirantes e tropeiros e agora dos atuais aventureiros. Poucas trilhas no Brasil têm tanta história e poucas reúnem tanta beleza como essa, conhecida como Trilha do Ouro, ela é um fascinante caminho colonial construído no século XVII para servir de caminho alternativo para o contrabando do ouro vindo das Minas Gerais.
Em toda a sua extensão podemos nos deslumbrar com um dos trechos mais exuberantes de nossa mata atlântica, com cachoeiras de tirar o fôlego, lindas paisagens e um cenário que começa com araucárias e hortênsias, típicas de climas mais temperados, e termina com bromélias e bananeiras tropicais. Prepare-se para uma verdadeira viagem pelo túnel do tempo, nessa trilha o aventureiro vai caminhar sobre o "pé-de-moleque", secular calçamento feito com enormes pedras trazidas das margens do rio Mambucaba pelos escravos, além de ver vários vestígios de uma época mais antiga ao longo do caminho, como as ruínas de um antigo engenho de cana-de-açúcar.
O ponto de partida é o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a 27 quilômetros de São José do Barreiro, cidade localizada a 270 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba. Normalmente demoramos de 3 a 4 dias para vencer os 70 quilômetros de extensão dessa exuberante travessia, que corta todo porque de norte para sul. A pernada começa logo após a portaria do parque a aproximadamente 1.500 metros de altitude e segue descendo a serra até chegar praticamente ao nível do mar, a 15 quilômetros do bairro do Perequê, já em Mambucaba que é um pequeno distrito da cidade de Angra dos Reis.
A produção de ouro na região das Minas Gerais aumentou bastante durante o século XVII e por esse motivo o governo português intensificou bastante o controle e a fiscalização da circulação dessas riquezas, e por isso foram abertos vários caminhos alternativos a Estrada Real que servia na época para burlar a fiscalização e para fugir da cobrança do quinto (imposto que era recolhido pelo governo português que era a quinta parte do ouro que o tropeiro transportava), esses descaminhos hoje em dia são chamados de uma maneira geral de "Trilha do Ouro". Partindo do litoral, quer de Paraty, pelo Caminho Velho, quer por Mambucaba, seguiam em direção à Serra da Bocaina, de onde se bifurcavam em diversas outras trilhas que alcançavam diferentes áreas do Vale do Paraíba, seguindo por atalhos na Serra da Mantiqueira até alcançar a região aurífera. A trilha deste artigo, que é a mais famosa delas recebeu o nome de Cesaréa, construída por volta de 1740 e partia da Vargem Grande, hoje município de São José do Barreiro e seguia serra acima, toda pedregulhada, em direção a Mambucaba.
  
Altitude Máxima: 1.514 m (Portaria do Parque)
  
Área: 98.115 hectares
  
Administração: IBAMA
  
Relevo: Acidentado, com cristas e serras bem definidas.
  
Carta Topográfica: Rio Mambucaba (SF-23-Z-A-IV-4)
  
Atração: Paisagem, cachoeiras e aspectos históricos.
Antes de colocar o pé na trilha, é importante fazer o planejamento detalhado dessa incrível travessia, até mesmo para tentar minimizar ao máximo o peso que é preciso levar e a quilometragem que vamos andar, no final os joelhos vão agradecer. A primeira decisão que você precisa tomar é o número de dias, normalmente essa travessia é feita em 3 ou em 4 dias e a segunda decisão é escolher e programar onde serão os pernoites.
  
Primeiro pernoite:
Se conseguir entrar bem cedo no parque o ideal e também o mais normal é acampar ou pernoitar na Pousada Barreirinha (tel: (12) 3117-2205), que fica a 18 quilômetros da portaria do parque, só que dessa forma você vai precisar controlar bem seu horário de visitação da Cachoeira Santo Izidro e também da Cachoeira das Posses para não comprometer a caminhada, pois ambas são imperdíveis, na minha opinião são as maiores atrações dessa travessia. A outra vantagem de dormir na Pousada Barreirinha é que você consegue equalizar melhor a quilometragem dos 3 dias de travessia.
Se você chegar a Pousada Barreirinha e ainda quiser caminhar um pouco mais, siga mais 4 quilômetros até a Pousada da Dona Palmira, onde você também poderá pernoitar em um dos quartos da pousada ou armar sua barraca no terreno.
Tem muita gente que antes de entrar no parque para fazer a Trilha do Ouro, segue para o Pico do Tira Chapéu para pernoitar lá no cume, e somente no dia seguinte desce do cume e segue para o parque para fazer a travessia, nesse caso normalmente a galera chega na portaria por volta de 13:00hs e depois de uma boa pernada. Nesse caso seria interessante fazer o primeiro pernoitar perto da Cachoeira das Posses, 8 quilômetros da portaria do parque. Nesse caso você ainda vai ter o dia seguinte para poder visitar essa cachoeira, caso chegue meio tarde. Na Cachoeira das Posses você ainda tem a opção de fazer um bivaque, ou até mesmo armar a barraca dentro de duas casas abandonadas que servem de refugio e cozinha para a galera, mas ainda tem a alternativa de armar a barraca em belo gramado em frente a essas casas.
OBS: Não existe local de acampamento entre a Cachoeira das Posses e a Pousada Barreirinhas.
  
Segundo pernoite:
Normalmente o segundo pernoite é feito nos arredores da Cachoeira dos Veados. Se for fazer acampamento selvagem, você pode escolher em acampar em um terreno de um sítio abandonado quase em frente a travessia do Rio Mambucaba, ou a 5 minutos da cachoeira em outro camping selvagem. A vantagem de acampar no primeiro camping é que você pode usar a casa para servir de cozinha para fazer sua janta, e também você pode seguir no dia seguinte para a Cachoeira dos Veados sem as mochilas cargueiras, pois no dia seguinte você precisará atravessar nesse ponto o Rio Mambucaba para continuar a travessia rumo ao litoral. A Cachoeira dos Veados fica um pouco afastada da trilha principal, ou seja, você vai seguir para a cachoeira e depois vai precisar voltar para esse ponto.
Você também pode ficar na pousada do Tião que também é conhecido com Pousada dos Veados, só que ela fica do outro lado do Rio, e nesse caso você vai precisar atravessar o Rio 3 vezes! E essa travessia atualmente está meio tensa, principalmente se for feita no verão quando o rio fica bem cheio e turbulento. Se você cair só vão te achar na Baia da Ilha Grande, onde deságua o Rio. Falo 3 vezes, pois você deve chegar nesse ponto já bem tarde, depois de mais 18 km de caminhada, e provavelmente você vai preferir descansar, nesse caso você atravessa o rio pela primeira vez para ir para a pousada. No dia seguinte você vai precisar atravessar o rio novamente porque o caminho que segue para a cachoeira dos Veados fica na margem contrária da pousada, ou seja, na margem que você estava no dia anterior. Depois de conhecer a cachoeira precisará atravessar o rio novamente para continuar a pernada até Mambucaba.
Portaria -- 08k --> Cachoeira das Posses ----- 22k ------> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
Portaria ---- 18k -----> Pousada Barreirinha --- 12k ---> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
Portaria ----- 21k ------> Pousada da Dona Palmira -- 09k ---> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
Particularmente eu não vejo muita vantagem em dividir essa caminhada em 4 dias, ainda mais que o último dia, que na minha opinião é o mais puxado vai ser feito a partir da Cachoeira dos Veados em ambos os casos. Caso deseje dividir em mais dias para poder aproveitar mais as cachoeiras o ideal é fazer o primeiro pernoite na Cachoeira das Posses, o segundo pernoite da Pousada da Dona Palmira e o terceiro e último nos arredores da Cachoeira dos Veados.
Portaria -- 08k --> Cachoeira das Posses ----- 13k ------> Pousada da Dona Palmira -- 09k ---> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
* ATENÇÃO: Todas as distâncias e quilometragens citadas nesse artigo levam em consideração que os caminhantes optarão por ir pelo atalho logo no terceiro quilômetro de caminhada. Caso prefira por ir pela estradinha some mais 1.3 km a todas distâncias e referências de quilometragem.
A trilha começa logo após a portaria do parque e segue por uma estradinha de terra toda enfeitada por lindas hortênsias e cercadas por altas araucárias e pinheiros, muito comuns nessa região. A Trilha do Ouro começa nessa estradinha e segue acompanhado o Rio Mambucaba paralelamente até o seu final, já bem perto do litoral.
Por volta de 1,5 quilômetros de uma caminhada fácil e quase plana nessa estradinha, chega-se à Cachoeira do Santo Izidro (existe uma placa indicando), que é primeira grande atração da Trilha do Ouro. Após cruzar o primeiro rio em uma pequena ponte, caminha-se mais dez minutos pela estradinha até chegar a uma entrada à esquerda, que é a trilha de acesso para a cachoeira. Desse ponto não demora 10 minutos para chegar no poço ainda mais que existe um corrimão de madeira que auxilia nessa descida. A Cachoeira do Santo Izidro está localizada a uma altitude de 1.400 metros e possui uma linda queda de aproximadamente 80 metros, além de um grande poço com uma praianha de areia branca que nós convida para um mergulho em suas gélidas águas.
Para continuar a travessia, é necessário subir de voltar para a bucólica estradinha. Depois de 1 km após a Santo Izidro a caminhada tende a descer levemente até chegar perto do quilometro 8, que é onde está o acesso para a Cachoeira das Posses. Perto do terceiro quilometro podemos pegar um curto atalho a esquerda opcional, ou se quiser pode continuar mesmo pela estradinha.
No quilometro 8 está o acesso para a bela Cachoeira das Posses, onde a visita é obrigatória. O acesso a cachoeira também é sinalizado, fica a esquerda da estradinha e não leva 15 minutos ao poço da mesma. Entrando nesse acesso e 3 minutos caminhado em uma trilha plana passaremos por duas construções e um gramadinho onde a galera costuma acampar. Caso esteja chovendo bastante é possível até armar as barracas dentro dessas construções, mas mesmo acampando no gramado o pessoal as usam como cozinha, ou simplesmente como um local mais protegido para colocar o papo em dia.
Após as construções ainda andaremos em uma trilha plana, mas agora pularemos alguns pequenos córregos, mas a trilha não tarda a descer a íngreme encosta até o poço da cachoeira, já no meio da descida é possível admirar a força da água despencando de uma altura de 40 metros.
Para continuar, suba a encosta de volta e siga pela trilha de acesso à cachoeira até a estradinha. Já na estradinha você vai caminhar cerca de 3 km praticamente no plano e protegido do sol por enormes pinheiros, realmente um cenário deslumbrante. Perto do quilometro 11, a estradinha começa a ficar mais íngreme, mas a medida que você sobe a vegetação diminui revelando um visual muito bonito de alguns vales cortados por riachos e salpicados de araucárias, além de alguns descampados onde o gado pasta tranquilamente sem serem incomodados, um bom momento para parar, descansar e tirar muitas fotos.
Exatamente no quilometro 12 passaremos por uma bifurcação, onde o caminho certo é para a esquerda, o caminho da direita leva para a Pousada Vale dos Veados que fica a 4 km desse ponto. Seguindo pela esquerda, ainda na estradinha, andaremos um pouco mais de 2 km de subida até quase chegar a 1500 metros de altitude, mas quanto mais subimos mais o horizonte se amplia, a natureza se revela e tudo fica mais bonito. Aproveite esses momentos, pois na minha opinião são os visuais mais bonitos de toda Trilha do Ouro, não economize nas fotos.
Um pouco depois do quilometro 14 a estradinha começará a descer, e a partir desse ponto a Trilha do Ouro vai tender muito mais descer do que subir, as subidas que existirem vão ser curtas e não muito íngremes, enquanto as descidas serão um pouco mais longas e algumas bem inclinadas. Perto do quilometro 17 passaremos por uma curiosa e minúscula capelinha feita de madeira com um santinho em cima de um altar que parece mais um banquinho. Quase no quilometro 18 chegaremos finalmente na Pousada Barreirinha, que é onde a maioria do pessoal faz o primeiro pernoite. Se eu não me engano, o pernoite em um dos quartos comunitários, com direito a uma boa e caseira refeição (pode ser almoço ou jantar) e o café da manhã custa R$ 40,00 e o simples acampamento em seu terreno custa R$ 5,00, mas sem direito a refeição e ao café, caso queira é necessário pagar a parte.
A travessia continua pela estradinha e com mais 2 km após a pousada chegaremos em uma bifurcação, onde o caminho para Mambucaba é para a direita. Seguiremos e por mais 1.5 km de trilha onde passaremos por um bonito e plano descampado e logo depois chegaremos na Pousada da Dona Palmira (quilometro 21), que também é conhecida como Pousada Trilha do Ouro. Logo depois da Dona Palmira a estradinha vai diminuindo de tamanho até virar realmente uma trilha, ela sobe um pouco e quando começar a descer vamos nos deparar com o primeiro dos muitos fragmentos do famoso calçamento colonial. Assim que notarmos o calçamento a tendência é de ficarmos felizes, pois estamos fazendo essa trilha, dentre das muitas coisas, para conhecer-lo, mas esse sentimento vai mudar rápido e radicalmente, pois andar sobre esse calçamento não é nada fácil, ainda mais se ele estiver molhado, porque as pedras se transformam em sabão, têm algumas completamente verde de tanto limo. Se você chapar o pé em uma das pedras é queda na certa, por isso a dica é pisar entre as pedras e não em cima delas.
A trilha continua descendo até chegar a Fazenda Serrana no quilometro 22,5, onde volta a subir por cerca de 500 metros. A exatamente 5 km após a Barreirinha, a trilha volta a descer novamente até chegar nos arredores da Cachoeira dos Veados, já bem perto do quilometro 28 dessa travessia. Esse trecho de descida é bem simples e fácil, não tendo nenhuma bifurcação que te deixará com dúvidas. Uns 5 minutos antes de chegar na Fazenda Central (quilometro 27), que é uma linda propriedade com um laguinho na frente cheio de patinhos, precisaremos cruzar o Rio do Moinho por uma pinguela (ponte feita com um tronco), essa será a primeira e mais fácil pinguela que precisamos cruzar. Se não gostou, espere para ver o que vem pela frente!
Perto do quilometro 29 chegaremos em um bonito descampado salpicado de araucárias, em frente ao Rio Mambucaba, com uma mini praia onde o pessoal costuma tomar banho. É nesse local que o pessoal costuma acampar. Repare que nesse ponto tem um lindo gramado ótimo para armar nossas barracas. Outra sugestão de acampamento é o terreno de uma pequeno sitio abandonado com 3 construções que podemos usar de abrigo para cozinhar nosso jantar, quase em frente a esse local. Repare também que é nesse ponto que é feita a travessia (obrigatória) do Rio Mambucaba, é na outra margem do rio que fica a Pousada dos Veados (Tião) e também a trilha que segue para Mambucaba.
A trilha que segue para a impressionante Cachoeira do Veado é na mesma margem que você acabou de chegar, continue pela mesma trilha, passe pelo sítio abandonado e continue até chegar a uma bifurcação a direita onde deveremos passar por uma pinguela sobre o Ribeirão dos Veados. Esse rio deve ter uns 20 metros de largura nesse ponto e a pinguela é feita com dois troncos e um cabo de aço que serve para nos equilibrar, a travessia é fácil, mas dá um friozinho na barriga, pois se cair você vai se arrebentar seriamente nas grandes pedras do leito do rio.
Assim que você chegar no outro lado do rio vai se deparar com um ótimo lugar para acampamento, muita gente usa esse acampamento por ficar a 5 minutos da cachoeira, sem contar que ele é um gramado plano e bem protegido. A trilha que segue para a cachoeira segue para a direita após a pinguela, e em menos de 5 minutos já chegaremos no mirante dessa impressionante queda d´água. A Cachoeira do Veado é a maior atração de todo parque e é considerada a sexta maior cachoeira do Brasil, por isso a visita é obrigatória para quem está fazendo a Trilha do Ouro. A cachoeira é formada por 3 quedas que juntas formam mais de 200 metros de queda d´água. O volume de água é tão grande que poucas pessoas se arriscam a mergulhar em seu poço, é difícil até mesmo tirar foto, pois somos molhados constantemente pelas gotículas de água que voam com a pressão da água batendo nas pedras.
Para continuar a travessia, volte até quase em frente ao sítio abandonado, pois normalmente a travessia do rio é feito nesse ponto. Eu já vi várias configurações de pinguelas e pontes nessa travessia, mas nesse rio, principalmente no verão, acontecem muitas enxurradas levando tudo rio abaixo. Eu já vi até o pessoal atravessando dentro de uma gaiola em uma espécie de tirolesa, mas isso não existe mais.
Atualmente nesse ponto existem dois troncos mais ou menos emendados para chegar na outra margem e um cabo de aço mais para cima para dar um equilíbrio maior. Essa travessia realmente é meio tensa, principalmente se for feita no verão, nessa época o volume de água sobe muito, até praticamente cobrir a pinguela, sem contar que não é possível atravessar para o outro lado andando, pois além de não dar altura a força da água é impressionante. Caso faça essa travessia no inverno, tudo fica mais fácil, pois o volume e a força do rio diminuem drasticamente.
Existe uma outra alternativa a essa travessia, mas normalmente feita por mulas e só no inverno. É só seguir a trilha paralela ao rio, passando cerca de 1,5 km do sitio abandonado. Nessa altura vai ter uma bifurcação descendo a esquerda em direção ao rio, a travessia é nesse ponto, só que aqui o rio é mais largo ainda. Se seguir reto nessa trilha você chegará em mais um outro sitio.
Logo após atravessar o rio a trilha segue para a direita (para a esquerda segue para a casa do Tião), subindo a encosta. É nesse ponto que teremos um dos visuais mais bonitos de toda travessia, pois desse ponto teremos alguns mirantes para a Cachoeira do Veado. Como é possível atravessar o rio em diversos pontos, principalmente no inverno, não importa o ponto do rio que foi feito a travessia, o que importa é pegar a trilha que sobe a encosta no sentido sul afastando-se do rio.
Essa subida é tranqüila e tem mais ou menos 1 km de comprimento para logo depois começar o trecho mais chato e complicado de toda a travessia. Esse próximo trecho não é difícil e sim chato, é uma trilha única de descida com mais de 10 km pelo escorregadio calçamento colonial que por muitas vezes viram um leito de rio. É preciso ter cuidado com todos os passos, pise somente entre as pedras e prepare seus joelhos. Se só o calçamento não for suficiente para você, têm ainda muitos trechos de lama e barro que dependendo da época do ano você afundará seu pé até a altura do tornozelo.
Logo no começo da descida, um pouco antes de chegar no quilometro 32 passaremos pela divisa do estado de São Paulo com o Rio de Janeiro, quando cruzamos o Córrego da Memória. Seguiremos descendo pela Trilha do Ouro praticamente pisando em cima do histórico calçamento colonial e cercados por uma exuberante Mata Atlântica, muito diferente da vegetação da parte mais alta do parque. Nessa parte encontramos facilmente altas e frondosas árvores como o jequitibá, as quaresmeiras, o jacarandá, a figueira, entre outras, além de muitas flores e bromélias. Realmente um show, passeamos em um jardim natural na porção mais bem preservada de nossa Mata Atlântica.
No quilometro 37.5 precisaremos atravessar um rio por uma ponte de madeira, a travessia é bem tranqüila, mas pise apenas onde (ainda) existe uma madeira na transversal, pois onde não tem o piso da ponte pode ceder, e se isso acontecer a queda vai ser bem grande.
Após cruzar o rio pela ponte, estaremos a 100 metros de altitude e o desnível da descida ficará bem mais suave daqui para frente, pois estamos quase chegando na planície litorânea. Mais 2 km de pernada chegaremos na Ponte de Arame (não é para cruzá-la) que normalmente é o final da travessia, pois os carros de resgate já conseguem chegar nesse ponto facilmente. Se você não contratou previamente um resgate a pernada ainda vai continuar, mas agora você andará em uma estradinha plana cercada por pequenos sitos. Desse ponto até a localidade conhecida como Campo da Gringa são mais 14 km que normalmente são vencidos com mais 4 horas de caminhada, nesse local já é possível achar um transporte publico. Se tiver ainda com disposição você poderá andar mais 1,5 km em uma estradinha já asfaltada até a Rodovia Rio-Santos.
O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na Serra do Mar, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. A área engloba parte dos municípios de Paraty (40,31%) e Angra dos Reis (21,66%) no Estado do Rio de Janeiro; São José do Barreiro (18,35%), Ubatuba (12,72%), Cunha (4,57%) e Areias (2,39%) no Estado de São Paulo.
A logística dessa travessia é o terceiro ponto de atenção, principalmente para levar até a portaria do parque em São José do Barreiro em um horário que não comprometa o primeiro dia de travessia e também para resgatar o pessoal no final.
Vamos dividir a Logística em Três (3) Partes:
De Carro:
Não acho muita vantagem ir para São José do Barreiro de carro particular, ainda mais que você vai sair 3 dias depois lá no litoral, mas caso decida ir, no final da travessia você precisa pegar um ônibus até a Rodoviária de Angra e depois pegar um ônibus para subir a serra, ou para Lídice, ou para Bananal, e de lá pegar outro ônibus para São José do Barreiro.
  
Vindo do Rio de Janeiro:
Existem três opções:
       
Pela Rodovia Presidente Dutra até Barra Mansa e de lá seguindo para Bananal e chegando em São José do Barreiro (mais longa).
       
Pela Rodovia Presidente Dutra até Resende, sentido Clube Casa da Lua, passando por Formoso e chegando a São José do Barreiro. Melhor e mais curta opção apesar de percorrer 20 km de estrada de terra.
       
Saída da Rodovia Presidente Dutra no Km 08 na cidade de Queluz, pegando a Estrada dos Tropeiros. São 35 km até São José do Barreiro (mais longa).
  
Vindo de São Paulo:
       
Saída da Rodovia Presidente Dutra no Km 08 na cidade de Queluz, pegando a Estrada dos Tropeiros. São 35 km até São José do Barreiro.
       
Saída da Rodovia Presidente Dutra no Km 35 na cidade de Silveiras, pegando a Estrada dos Tropeiros. São 65 km até São José do Barreiro.
De Ônibus:
  
Vindo do Rio de Janeiro:
       
Por Resende:
Em Resende a empresa que leva direto para São José do Barreiro é a Viação Asteca ((24)3359-0498), mas não possuem muitos horários e o pior é que eles não coincidem com os horários de chegada dos ônibus provenientes da cidade do Rio de Janeiro.
Horários: 06:00 e 16:00 hs de segunda a sábado e 07:00 e 14:00 hs aos domingos e feriados.
       
Por Barra Mansa:
Na rodoviária em Barra Mansa, comprar bilhete da Viação Colitur até Bananal (vários horários). Já na Rodoviária de Bananal pegar o ônibus da Viação Pássaro Marron que segue para São José do Barreiro (também vários horários).
Horários de Barra Mansa para Bananal (Viação Colitur): 6:10, 7:10, 8:10, 11:30, 13:20, 15:20, 17:20 e 18:50 hs (diariamente).
Horários de Bananal para São José do Barreiro (Viação Pássaro Marron): 05:30, 11:30 e 17:30hs (diariamente).
- Colitur: (24) 3323-4151 / (24) 3323-8640 / (24) 3323-1480
- Pássaro Marrom: (11) 6221-0244 / (12) 31321380
- Rodoviária de Barra Mansa: (24) 3323-4091 / (24) 3322-4275
- Rodoviaria de Bananal (Viação Colitur): (12) 3116-1274
  
Vindo de São Paulo:
       
Por São Paulo:
Existe um ônibus da Viação Pássaro Marron que sai da Rodoviária de São Paulo e segue direto para São José do Barreiro, só que possui poucos horários.
Horários: 16:30 hs de Domingo a 6.ª feira e as 07:00 hs somente aos sábados.
       
Por Aparecida:
Viação Pássaro Marron, saindo de Aparecida. Horários: às 06:00, 11:00 e 18:00 hs diariamente.
       
Por Cruzeiro:
Viação Pássaro Marron, saindo de Cruzeiro. Horários: às 06:30, 11:30, 15:15 e 23:30 hs diariamente.
Site da Viação Pássaro Marron
É muito importante alguns dias antes de ir para São José do Barreiro entrar em contato com alguém na cidade que faça o frete até a entrada do Parque, caso decida ir a pé, acrescente mais um dia de caminhada, pois são 27 quilômetros de subida em uma estradinha de terra íngreme e muito esburacada até o parque.
A pessoa mais famosa que faz esse tipo de transporte é o Zé Pescoçinho, mas ele está se aposentando, mas mesmo assim pode ligar para ele que ele intermédia o seu frete com o pessoal que ainda está fazendo. Normalmente essa viagem é feita em um Fusca, com as cargueiras amarradas em cima do carro, mas mesmo assim se o pessoal do grupo for meio parrudo o ideal é 3 pessoas por Fusca, senão vai ser difícil a subida da serra, por isso é importante nesse contato falar quantas pessoas irão. Normalmente essa viagem de 27 quilômetros de Fusca dura cerca de duas (2) horas e custa R$100,00 para o grupo.
Existe também a opção de subir a serra em 4X4, mas custa um pouco mais, mas também a viajem é bem mais rápida e confortável. Normalmente o pessoal do 4x4 cobra no mínimo R$200,00 para o grupo.
Telefones:
  
Zé Pescocinho (Fusca): (12) 3117-1368;
  
Augusto (Fusca): (12) 3117-2146 e (12)9701-3248;
  
Eliezer (4x4): (12) 9737-1787 e (12) 3117-2123.
Normalmente o resgate no final da travessia é feito em frente à Ponte de Arame, pois nesse ponto acaba a trilha e começa uma estradinha de terra que segue até Mambucaba. Se você resolver continuar andando e não contratar um transporte para o resgate, você irá andar mais 14 quilômetros até o Campo da Gringa, que é uma pequena localidade onde é possível pegar um ônibus de linha até Mambucaba ou até Angra. Se quiser andar até a Rodovia Rio-Santos acrescente mais 1,5 quilometro.
Quem faz esse resgate é o Valdo, e ele cobra cerca de R$40,00 para o grupo, mas é importante ligar antes de começar a travessia para verificar a disponibilidade.
Já em Mambucaba, você pode pegar um ônibus de linha para a Rodoviária de Angra, e de lá é possível pegar um ônibus direto para a cidade do Rio de Janeiro ou um outro que suba a serra de volta.
Telefones:
  
Valdo: (24) 9949-1701.
  
Rio de Janeiro (RJ): 263 km
  
São Paulo (SP): 306 km
  
Belo Horizonte (MG): 559 km
  
Brasília (DF): 1.237 km
  
Salvador (BA): 1.958 km
  
Porto Alegre (RS): 1.437 km
A melhor época é o inverno, porque chove menos ficando a caminhada mais segura, as trilhas mais secas e céu mais limpo, mas nessa época as cachoeiras ficam com uma vazão menor sem contar o frio intenso no alto da serra. Se quiser curtir as cachoeiras é melhor aproveitá-las no verão, mas no verão as travessias dos rios ficam mais complicadas e as pedras mais escorregadias.
É permitido camping selvagem ou pernoite nas pousadas que na verdade são as próprias casas do colonos (as casas são de pau a pique e são bastante simples, não tem eletricidade, o pernoite é feito em quartos coletivos, não é necessário levar roupa de cama. O banheiro é coletivo e tem serpentina para esquentar a água).
Quem quiser o Mapa da Serra da Bocaina em tamanho grande, favor solicitá-lo no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Para esclarecer suas dúvidas, ou para pegar algumas dicas nos envie tambem um e-mail.
2010-12 - Trilha do Ouro
2010-12 - Pico do Tira Chapéu
Carta Topográfica Rio Mambucaba - Escala 1:50.000 - SF-23-Z-A-IV-4 - JPG
Carta Topográfica Rio Mambucaba - Escala 1:50.000 - SF-23-Z-A-IV-4 - PDF
É obrigatorio solicitar a autorização para fazer a Trilha do Ouro, esse pedido deve ser feito impreterivelmente com 07 a 10 dias de antecedência, exceto nos feriados quando o prazo é de 15 a 20 dias. O visitante deverá enviar via fax (12) 3117-2143, correio ou email ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ), o pedido de autorização com as seguintes informações para cada integrante do grupo:
  
Nome completo;
  
Endereço;
  
CPF e RG;
  
Telefone para contato;
  
Período (definindo o tempo de 03 ou 04 dias);
  
Em caso de grupos, deverá ser indicado o responsável pelo grupo, que deverá fornecer também um telefone de contato em caso de emergência.
  
O visitante que pretende fazer a Trilha do Ouro deverá solicitar autorização com antecedência ao parque;
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto;
  
Levar sempre um bom repelente;
  
Contrate ou combine com alguém para te buscar no final da Trilha do Ouro, marque na Ponte de Arame ou na Placa do Parque, pois ainda tem um bom pedaço de caminhada em uma estradinha até o primeiro ponto do ônibus.;
  
O limite de visitantes por dia é de +/- 80 pessoas, sendo este o número máximo, conforme o Plano de Manejo do Parque;
  
Menores de idade, caso não estejam acompanhados pelos pais, deverão estar acompanhados de um responsável, que deverá apresentar uma autorização por escrito dos pais no ato do pedido de autorização;
  
Não é permitido o acampamento dentro do PNSB para quem não vai fazer a trilha do ouro, pois ainda não estão definidas as áreas para camping.
Diariamente, das 7 às 19 h
Parque Nacional da Bocaina
Rodovia Estadual da Bocaina (SP-221) - Centro
12830-000 - São José do Barreiro - SP
Telefone: (12) 3117-2183/2188
Fax: (12) 3117-2143
  
O acesso ao Parque é gratuito.
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Trilha do Ouro
Descrição
Entre as turbulentas metrópoles de São Paulo e do Rio de Janeiro, existe um lugar bucólico onde reina a tranqüilidade de um cenário que nos remete ao passado. Neste local existe um caminho que serpenteia toda da serra, aberto originalmente pelos índios, ligando o litoral Fluminense ao Vale do Paraíba numa centena de quilômetros, que guarda as pegadas de antigos bandeirantes e tropeiros e agora dos atuais aventureiros. Poucas trilhas no Brasil têm tanta história e poucas reúnem tanta beleza como essa, conhecida como Trilha do Ouro, ela é um fascinante caminho colonial construído no século XVII para servir de caminho alternativo para o contrabando do ouro vindo das Minas Gerais.
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Em toda a sua extensão podemos nos deslumbrar com um dos trechos mais exuberantes de nossa mata atlântica, com cachoeiras de tirar o fôlego, lindas paisagens e um cenário que começa com araucárias e hortênsias, típicas de climas mais temperados, e termina com bromélias e bananeiras tropicais. Prepare-se para uma verdadeira viagem pelo túnel do tempo, nessa trilha o aventureiro vai caminhar sobre o "pé-de-moleque", secular calçamento feito com enormes pedras trazidas das margens do rio Mambucaba pelos escravos, além de ver vários vestígios de uma época mais antiga ao longo do caminho, como as ruínas de um antigo engenho de cana-de-açúcar.
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O ponto de partida é o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a 27 quilômetros de São José do Barreiro, cidade localizada a 270 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba. Normalmente demoramos de 3 a 4 dias para vencer os 70 quilômetros de extensão dessa exuberante travessia, que corta todo porque de norte para sul. A pernada começa logo após a portaria do parque a aproximadamente 1.500 metros de altitude e segue descendo a serra até chegar praticamente ao nível do mar, a 15 quilômetros do bairro do Perequê, já em Mambucaba que é um pequeno distrito da cidade de Angra dos Reis.
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A produção de ouro na região das Minas Gerais aumentou bastante durante o século XVII e por esse motivo o governo português intensificou bastante o controle e a fiscalização da circulação dessas riquezas, e por isso foram abertos vários caminhos alternativos a Estrada Real que servia na época para burlar a fiscalização e para fugir da cobrança do quinto (imposto que era recolhido pelo governo português que era a quinta parte do ouro que o tropeiro transportava), esses descaminhos hoje em dia são chamados de uma maneira geral de "Trilha do Ouro". Partindo do litoral, quer de Paraty, pelo Caminho Velho, quer por Mambucaba, seguiam em direção à Serra da Bocaina, de onde se bifurcavam em diversas outras trilhas que alcançavam diferentes áreas do Vale do Paraíba, seguindo por atalhos na Serra da Mantiqueira até alcançar a região aurífera. A trilha deste artigo, que é a mais famosa delas recebeu o nome de Cesaréa, construída por volta de 1740 e partia da Vargem Grande, hoje município de São José do Barreiro e seguia serra acima, toda pedregulhada, em direção a Mambucaba.
  
Altitude Máxima: 1.514 m (Portaria do Parque)  
Área: 98.115 hectares  
Administração: IBAMA  
Relevo: Acidentado, com cristas e serras bem definidas.  
Carta Topográfica: Rio Mambucaba (SF-23-Z-A-IV-4)  
Atração: Paisagem, cachoeiras e aspectos históricos.Planejamento
Antes de colocar o pé na trilha, é importante fazer o planejamento detalhado dessa incrível travessia, até mesmo para tentar minimizar ao máximo o peso que é preciso levar e a quilometragem que vamos andar, no final os joelhos vão agradecer. A primeira decisão que você precisa tomar é o número de dias, normalmente essa travessia é feita em 3 ou em 4 dias e a segunda decisão é escolher e programar onde serão os pernoites.
1 - Travessia em três (3) dias:
  
Primeiro pernoite:Se conseguir entrar bem cedo no parque o ideal e também o mais normal é acampar ou pernoitar na Pousada Barreirinha (tel: (12) 3117-2205), que fica a 18 quilômetros da portaria do parque, só que dessa forma você vai precisar controlar bem seu horário de visitação da Cachoeira Santo Izidro e também da Cachoeira das Posses para não comprometer a caminhada, pois ambas são imperdíveis, na minha opinião são as maiores atrações dessa travessia. A outra vantagem de dormir na Pousada Barreirinha é que você consegue equalizar melhor a quilometragem dos 3 dias de travessia.
Se você chegar a Pousada Barreirinha e ainda quiser caminhar um pouco mais, siga mais 4 quilômetros até a Pousada da Dona Palmira, onde você também poderá pernoitar em um dos quartos da pousada ou armar sua barraca no terreno.
Tem muita gente que antes de entrar no parque para fazer a Trilha do Ouro, segue para o Pico do Tira Chapéu para pernoitar lá no cume, e somente no dia seguinte desce do cume e segue para o parque para fazer a travessia, nesse caso normalmente a galera chega na portaria por volta de 13:00hs e depois de uma boa pernada. Nesse caso seria interessante fazer o primeiro pernoitar perto da Cachoeira das Posses, 8 quilômetros da portaria do parque. Nesse caso você ainda vai ter o dia seguinte para poder visitar essa cachoeira, caso chegue meio tarde. Na Cachoeira das Posses você ainda tem a opção de fazer um bivaque, ou até mesmo armar a barraca dentro de duas casas abandonadas que servem de refugio e cozinha para a galera, mas ainda tem a alternativa de armar a barraca em belo gramado em frente a essas casas.
OBS: Não existe local de acampamento entre a Cachoeira das Posses e a Pousada Barreirinhas.
  
Segundo pernoite:Normalmente o segundo pernoite é feito nos arredores da Cachoeira dos Veados. Se for fazer acampamento selvagem, você pode escolher em acampar em um terreno de um sítio abandonado quase em frente a travessia do Rio Mambucaba, ou a 5 minutos da cachoeira em outro camping selvagem. A vantagem de acampar no primeiro camping é que você pode usar a casa para servir de cozinha para fazer sua janta, e também você pode seguir no dia seguinte para a Cachoeira dos Veados sem as mochilas cargueiras, pois no dia seguinte você precisará atravessar nesse ponto o Rio Mambucaba para continuar a travessia rumo ao litoral. A Cachoeira dos Veados fica um pouco afastada da trilha principal, ou seja, você vai seguir para a cachoeira e depois vai precisar voltar para esse ponto.
Você também pode ficar na pousada do Tião que também é conhecido com Pousada dos Veados, só que ela fica do outro lado do Rio, e nesse caso você vai precisar atravessar o Rio 3 vezes! E essa travessia atualmente está meio tensa, principalmente se for feita no verão quando o rio fica bem cheio e turbulento. Se você cair só vão te achar na Baia da Ilha Grande, onde deságua o Rio. Falo 3 vezes, pois você deve chegar nesse ponto já bem tarde, depois de mais 18 km de caminhada, e provavelmente você vai preferir descansar, nesse caso você atravessa o rio pela primeira vez para ir para a pousada. No dia seguinte você vai precisar atravessar o rio novamente porque o caminho que segue para a cachoeira dos Veados fica na margem contrária da pousada, ou seja, na margem que você estava no dia anterior. Depois de conhecer a cachoeira precisará atravessar o rio novamente para continuar a pernada até Mambucaba.
Portaria -- 08k --> Cachoeira das Posses ----- 22k ------> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
Portaria ---- 18k -----> Pousada Barreirinha --- 12k ---> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
Portaria ----- 21k ------> Pousada da Dona Palmira -- 09k ---> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
2 - Travessia em Quatro (4) dias:
Particularmente eu não vejo muita vantagem em dividir essa caminhada em 4 dias, ainda mais que o último dia, que na minha opinião é o mais puxado vai ser feito a partir da Cachoeira dos Veados em ambos os casos. Caso deseje dividir em mais dias para poder aproveitar mais as cachoeiras o ideal é fazer o primeiro pernoite na Cachoeira das Posses, o segundo pernoite da Pousada da Dona Palmira e o terceiro e último nos arredores da Cachoeira dos Veados.
Portaria -- 08k --> Cachoeira das Posses ----- 13k ------> Pousada da Dona Palmira -- 09k ---> Cachoeira dos Veados ---- 18k -----> Final da Travessia
* ATENÇÃO: Todas as distâncias e quilometragens citadas nesse artigo levam em consideração que os caminhantes optarão por ir pelo atalho logo no terceiro quilômetro de caminhada. Caso prefira por ir pela estradinha some mais 1.3 km a todas distâncias e referências de quilometragem.
A Trilha
A trilha começa logo após a portaria do parque e segue por uma estradinha de terra toda enfeitada por lindas hortênsias e cercadas por altas araucárias e pinheiros, muito comuns nessa região. A Trilha do Ouro começa nessa estradinha e segue acompanhado o Rio Mambucaba paralelamente até o seu final, já bem perto do litoral.
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Por volta de 1,5 quilômetros de uma caminhada fácil e quase plana nessa estradinha, chega-se à Cachoeira do Santo Izidro (existe uma placa indicando), que é primeira grande atração da Trilha do Ouro. Após cruzar o primeiro rio em uma pequena ponte, caminha-se mais dez minutos pela estradinha até chegar a uma entrada à esquerda, que é a trilha de acesso para a cachoeira. Desse ponto não demora 10 minutos para chegar no poço ainda mais que existe um corrimão de madeira que auxilia nessa descida. A Cachoeira do Santo Izidro está localizada a uma altitude de 1.400 metros e possui uma linda queda de aproximadamente 80 metros, além de um grande poço com uma praianha de areia branca que nós convida para um mergulho em suas gélidas águas.
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Para continuar a travessia, é necessário subir de voltar para a bucólica estradinha. Depois de 1 km após a Santo Izidro a caminhada tende a descer levemente até chegar perto do quilometro 8, que é onde está o acesso para a Cachoeira das Posses. Perto do terceiro quilometro podemos pegar um curto atalho a esquerda opcional, ou se quiser pode continuar mesmo pela estradinha.
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No quilometro 8 está o acesso para a bela Cachoeira das Posses, onde a visita é obrigatória. O acesso a cachoeira também é sinalizado, fica a esquerda da estradinha e não leva 15 minutos ao poço da mesma. Entrando nesse acesso e 3 minutos caminhado em uma trilha plana passaremos por duas construções e um gramadinho onde a galera costuma acampar. Caso esteja chovendo bastante é possível até armar as barracas dentro dessas construções, mas mesmo acampando no gramado o pessoal as usam como cozinha, ou simplesmente como um local mais protegido para colocar o papo em dia.
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Após as construções ainda andaremos em uma trilha plana, mas agora pularemos alguns pequenos córregos, mas a trilha não tarda a descer a íngreme encosta até o poço da cachoeira, já no meio da descida é possível admirar a força da água despencando de uma altura de 40 metros.
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Para continuar, suba a encosta de volta e siga pela trilha de acesso à cachoeira até a estradinha. Já na estradinha você vai caminhar cerca de 3 km praticamente no plano e protegido do sol por enormes pinheiros, realmente um cenário deslumbrante. Perto do quilometro 11, a estradinha começa a ficar mais íngreme, mas a medida que você sobe a vegetação diminui revelando um visual muito bonito de alguns vales cortados por riachos e salpicados de araucárias, além de alguns descampados onde o gado pasta tranquilamente sem serem incomodados, um bom momento para parar, descansar e tirar muitas fotos.
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Exatamente no quilometro 12 passaremos por uma bifurcação, onde o caminho certo é para a esquerda, o caminho da direita leva para a Pousada Vale dos Veados que fica a 4 km desse ponto. Seguindo pela esquerda, ainda na estradinha, andaremos um pouco mais de 2 km de subida até quase chegar a 1500 metros de altitude, mas quanto mais subimos mais o horizonte se amplia, a natureza se revela e tudo fica mais bonito. Aproveite esses momentos, pois na minha opinião são os visuais mais bonitos de toda Trilha do Ouro, não economize nas fotos.
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Um pouco depois do quilometro 14 a estradinha começará a descer, e a partir desse ponto a Trilha do Ouro vai tender muito mais descer do que subir, as subidas que existirem vão ser curtas e não muito íngremes, enquanto as descidas serão um pouco mais longas e algumas bem inclinadas. Perto do quilometro 17 passaremos por uma curiosa e minúscula capelinha feita de madeira com um santinho em cima de um altar que parece mais um banquinho. Quase no quilometro 18 chegaremos finalmente na Pousada Barreirinha, que é onde a maioria do pessoal faz o primeiro pernoite. Se eu não me engano, o pernoite em um dos quartos comunitários, com direito a uma boa e caseira refeição (pode ser almoço ou jantar) e o café da manhã custa R$ 40,00 e o simples acampamento em seu terreno custa R$ 5,00, mas sem direito a refeição e ao café, caso queira é necessário pagar a parte.
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A travessia continua pela estradinha e com mais 2 km após a pousada chegaremos em uma bifurcação, onde o caminho para Mambucaba é para a direita. Seguiremos e por mais 1.5 km de trilha onde passaremos por um bonito e plano descampado e logo depois chegaremos na Pousada da Dona Palmira (quilometro 21), que também é conhecida como Pousada Trilha do Ouro. Logo depois da Dona Palmira a estradinha vai diminuindo de tamanho até virar realmente uma trilha, ela sobe um pouco e quando começar a descer vamos nos deparar com o primeiro dos muitos fragmentos do famoso calçamento colonial. Assim que notarmos o calçamento a tendência é de ficarmos felizes, pois estamos fazendo essa trilha, dentre das muitas coisas, para conhecer-lo, mas esse sentimento vai mudar rápido e radicalmente, pois andar sobre esse calçamento não é nada fácil, ainda mais se ele estiver molhado, porque as pedras se transformam em sabão, têm algumas completamente verde de tanto limo. Se você chapar o pé em uma das pedras é queda na certa, por isso a dica é pisar entre as pedras e não em cima delas.
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A trilha continua descendo até chegar a Fazenda Serrana no quilometro 22,5, onde volta a subir por cerca de 500 metros. A exatamente 5 km após a Barreirinha, a trilha volta a descer novamente até chegar nos arredores da Cachoeira dos Veados, já bem perto do quilometro 28 dessa travessia. Esse trecho de descida é bem simples e fácil, não tendo nenhuma bifurcação que te deixará com dúvidas. Uns 5 minutos antes de chegar na Fazenda Central (quilometro 27), que é uma linda propriedade com um laguinho na frente cheio de patinhos, precisaremos cruzar o Rio do Moinho por uma pinguela (ponte feita com um tronco), essa será a primeira e mais fácil pinguela que precisamos cruzar. Se não gostou, espere para ver o que vem pela frente!
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Perto do quilometro 29 chegaremos em um bonito descampado salpicado de araucárias, em frente ao Rio Mambucaba, com uma mini praia onde o pessoal costuma tomar banho. É nesse local que o pessoal costuma acampar. Repare que nesse ponto tem um lindo gramado ótimo para armar nossas barracas. Outra sugestão de acampamento é o terreno de uma pequeno sitio abandonado com 3 construções que podemos usar de abrigo para cozinhar nosso jantar, quase em frente a esse local. Repare também que é nesse ponto que é feita a travessia (obrigatória) do Rio Mambucaba, é na outra margem do rio que fica a Pousada dos Veados (Tião) e também a trilha que segue para Mambucaba.
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A trilha que segue para a impressionante Cachoeira do Veado é na mesma margem que você acabou de chegar, continue pela mesma trilha, passe pelo sítio abandonado e continue até chegar a uma bifurcação a direita onde deveremos passar por uma pinguela sobre o Ribeirão dos Veados. Esse rio deve ter uns 20 metros de largura nesse ponto e a pinguela é feita com dois troncos e um cabo de aço que serve para nos equilibrar, a travessia é fácil, mas dá um friozinho na barriga, pois se cair você vai se arrebentar seriamente nas grandes pedras do leito do rio.
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Assim que você chegar no outro lado do rio vai se deparar com um ótimo lugar para acampamento, muita gente usa esse acampamento por ficar a 5 minutos da cachoeira, sem contar que ele é um gramado plano e bem protegido. A trilha que segue para a cachoeira segue para a direita após a pinguela, e em menos de 5 minutos já chegaremos no mirante dessa impressionante queda d´água. A Cachoeira do Veado é a maior atração de todo parque e é considerada a sexta maior cachoeira do Brasil, por isso a visita é obrigatória para quem está fazendo a Trilha do Ouro. A cachoeira é formada por 3 quedas que juntas formam mais de 200 metros de queda d´água. O volume de água é tão grande que poucas pessoas se arriscam a mergulhar em seu poço, é difícil até mesmo tirar foto, pois somos molhados constantemente pelas gotículas de água que voam com a pressão da água batendo nas pedras.
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Para continuar a travessia, volte até quase em frente ao sítio abandonado, pois normalmente a travessia do rio é feito nesse ponto. Eu já vi várias configurações de pinguelas e pontes nessa travessia, mas nesse rio, principalmente no verão, acontecem muitas enxurradas levando tudo rio abaixo. Eu já vi até o pessoal atravessando dentro de uma gaiola em uma espécie de tirolesa, mas isso não existe mais.
Atualmente nesse ponto existem dois troncos mais ou menos emendados para chegar na outra margem e um cabo de aço mais para cima para dar um equilíbrio maior. Essa travessia realmente é meio tensa, principalmente se for feita no verão, nessa época o volume de água sobe muito, até praticamente cobrir a pinguela, sem contar que não é possível atravessar para o outro lado andando, pois além de não dar altura a força da água é impressionante. Caso faça essa travessia no inverno, tudo fica mais fácil, pois o volume e a força do rio diminuem drasticamente.
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Existe uma outra alternativa a essa travessia, mas normalmente feita por mulas e só no inverno. É só seguir a trilha paralela ao rio, passando cerca de 1,5 km do sitio abandonado. Nessa altura vai ter uma bifurcação descendo a esquerda em direção ao rio, a travessia é nesse ponto, só que aqui o rio é mais largo ainda. Se seguir reto nessa trilha você chegará em mais um outro sitio.
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Logo após atravessar o rio a trilha segue para a direita (para a esquerda segue para a casa do Tião), subindo a encosta. É nesse ponto que teremos um dos visuais mais bonitos de toda travessia, pois desse ponto teremos alguns mirantes para a Cachoeira do Veado. Como é possível atravessar o rio em diversos pontos, principalmente no inverno, não importa o ponto do rio que foi feito a travessia, o que importa é pegar a trilha que sobe a encosta no sentido sul afastando-se do rio.
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Essa subida é tranqüila e tem mais ou menos 1 km de comprimento para logo depois começar o trecho mais chato e complicado de toda a travessia. Esse próximo trecho não é difícil e sim chato, é uma trilha única de descida com mais de 10 km pelo escorregadio calçamento colonial que por muitas vezes viram um leito de rio. É preciso ter cuidado com todos os passos, pise somente entre as pedras e prepare seus joelhos. Se só o calçamento não for suficiente para você, têm ainda muitos trechos de lama e barro que dependendo da época do ano você afundará seu pé até a altura do tornozelo.
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Logo no começo da descida, um pouco antes de chegar no quilometro 32 passaremos pela divisa do estado de São Paulo com o Rio de Janeiro, quando cruzamos o Córrego da Memória. Seguiremos descendo pela Trilha do Ouro praticamente pisando em cima do histórico calçamento colonial e cercados por uma exuberante Mata Atlântica, muito diferente da vegetação da parte mais alta do parque. Nessa parte encontramos facilmente altas e frondosas árvores como o jequitibá, as quaresmeiras, o jacarandá, a figueira, entre outras, além de muitas flores e bromélias. Realmente um show, passeamos em um jardim natural na porção mais bem preservada de nossa Mata Atlântica.
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No quilometro 37.5 precisaremos atravessar um rio por uma ponte de madeira, a travessia é bem tranqüila, mas pise apenas onde (ainda) existe uma madeira na transversal, pois onde não tem o piso da ponte pode ceder, e se isso acontecer a queda vai ser bem grande.
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Após cruzar o rio pela ponte, estaremos a 100 metros de altitude e o desnível da descida ficará bem mais suave daqui para frente, pois estamos quase chegando na planície litorânea. Mais 2 km de pernada chegaremos na Ponte de Arame (não é para cruzá-la) que normalmente é o final da travessia, pois os carros de resgate já conseguem chegar nesse ponto facilmente. Se você não contratou previamente um resgate a pernada ainda vai continuar, mas agora você andará em uma estradinha plana cercada por pequenos sitos. Desse ponto até a localidade conhecida como Campo da Gringa são mais 14 km que normalmente são vencidos com mais 4 horas de caminhada, nesse local já é possível achar um transporte publico. Se tiver ainda com disposição você poderá andar mais 1,5 km em uma estradinha já asfaltada até a Rodovia Rio-Santos.
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Localização
O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na Serra do Mar, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. A área engloba parte dos municípios de Paraty (40,31%) e Angra dos Reis (21,66%) no Estado do Rio de Janeiro; São José do Barreiro (18,35%), Ubatuba (12,72%), Cunha (4,57%) e Areias (2,39%) no Estado de São Paulo.
Logística
A logística dessa travessia é o terceiro ponto de atenção, principalmente para levar até a portaria do parque em São José do Barreiro em um horário que não comprometa o primeiro dia de travessia e também para resgatar o pessoal no final.
Vamos dividir a Logística em Três (3) Partes:
1- Ida para São José do Barreiro:
De Carro:
Não acho muita vantagem ir para São José do Barreiro de carro particular, ainda mais que você vai sair 3 dias depois lá no litoral, mas caso decida ir, no final da travessia você precisa pegar um ônibus até a Rodoviária de Angra e depois pegar um ônibus para subir a serra, ou para Lídice, ou para Bananal, e de lá pegar outro ônibus para São José do Barreiro.
  
Vindo do Rio de Janeiro:Existem três opções:
       
Pela Rodovia Presidente Dutra até Barra Mansa e de lá seguindo para Bananal e chegando em São José do Barreiro (mais longa).       
Pela Rodovia Presidente Dutra até Resende, sentido Clube Casa da Lua, passando por Formoso e chegando a São José do Barreiro. Melhor e mais curta opção apesar de percorrer 20 km de estrada de terra.       
Saída da Rodovia Presidente Dutra no Km 08 na cidade de Queluz, pegando a Estrada dos Tropeiros. São 35 km até São José do Barreiro (mais longa).  
Vindo de São Paulo:       
Saída da Rodovia Presidente Dutra no Km 08 na cidade de Queluz, pegando a Estrada dos Tropeiros. São 35 km até São José do Barreiro.       
Saída da Rodovia Presidente Dutra no Km 35 na cidade de Silveiras, pegando a Estrada dos Tropeiros. São 65 km até São José do Barreiro.De Ônibus:
  
Vindo do Rio de Janeiro:       
Por Resende:Em Resende a empresa que leva direto para São José do Barreiro é a Viação Asteca ((24)3359-0498), mas não possuem muitos horários e o pior é que eles não coincidem com os horários de chegada dos ônibus provenientes da cidade do Rio de Janeiro.
Horários: 06:00 e 16:00 hs de segunda a sábado e 07:00 e 14:00 hs aos domingos e feriados.
       
Por Barra Mansa:Na rodoviária em Barra Mansa, comprar bilhete da Viação Colitur até Bananal (vários horários). Já na Rodoviária de Bananal pegar o ônibus da Viação Pássaro Marron que segue para São José do Barreiro (também vários horários).
Horários de Barra Mansa para Bananal (Viação Colitur): 6:10, 7:10, 8:10, 11:30, 13:20, 15:20, 17:20 e 18:50 hs (diariamente).
Horários de Bananal para São José do Barreiro (Viação Pássaro Marron): 05:30, 11:30 e 17:30hs (diariamente).
- Colitur: (24) 3323-4151 / (24) 3323-8640 / (24) 3323-1480
- Pássaro Marrom: (11) 6221-0244 / (12) 31321380
- Rodoviária de Barra Mansa: (24) 3323-4091 / (24) 3322-4275
- Rodoviaria de Bananal (Viação Colitur): (12) 3116-1274
  
Vindo de São Paulo:       
Por São Paulo:Existe um ônibus da Viação Pássaro Marron que sai da Rodoviária de São Paulo e segue direto para São José do Barreiro, só que possui poucos horários.
Horários: 16:30 hs de Domingo a 6.ª feira e as 07:00 hs somente aos sábados.
       
Por Aparecida:Viação Pássaro Marron, saindo de Aparecida. Horários: às 06:00, 11:00 e 18:00 hs diariamente.
       
Por Cruzeiro:Viação Pássaro Marron, saindo de Cruzeiro. Horários: às 06:30, 11:30, 15:15 e 23:30 hs diariamente.
2- De São José do Barreiro para a portaria do parque:
É muito importante alguns dias antes de ir para São José do Barreiro entrar em contato com alguém na cidade que faça o frete até a entrada do Parque, caso decida ir a pé, acrescente mais um dia de caminhada, pois são 27 quilômetros de subida em uma estradinha de terra íngreme e muito esburacada até o parque.
A pessoa mais famosa que faz esse tipo de transporte é o Zé Pescoçinho, mas ele está se aposentando, mas mesmo assim pode ligar para ele que ele intermédia o seu frete com o pessoal que ainda está fazendo. Normalmente essa viagem é feita em um Fusca, com as cargueiras amarradas em cima do carro, mas mesmo assim se o pessoal do grupo for meio parrudo o ideal é 3 pessoas por Fusca, senão vai ser difícil a subida da serra, por isso é importante nesse contato falar quantas pessoas irão. Normalmente essa viagem de 27 quilômetros de Fusca dura cerca de duas (2) horas e custa R$100,00 para o grupo.
Existe também a opção de subir a serra em 4X4, mas custa um pouco mais, mas também a viajem é bem mais rápida e confortável. Normalmente o pessoal do 4x4 cobra no mínimo R$200,00 para o grupo.
Telefones:
  
Zé Pescocinho (Fusca): (12) 3117-1368;  
Augusto (Fusca): (12) 3117-2146 e (12)9701-3248;  
Eliezer (4x4): (12) 9737-1787 e (12) 3117-2123.3- Do final da Travessia até Mambucaba:
Normalmente o resgate no final da travessia é feito em frente à Ponte de Arame, pois nesse ponto acaba a trilha e começa uma estradinha de terra que segue até Mambucaba. Se você resolver continuar andando e não contratar um transporte para o resgate, você irá andar mais 14 quilômetros até o Campo da Gringa, que é uma pequena localidade onde é possível pegar um ônibus de linha até Mambucaba ou até Angra. Se quiser andar até a Rodovia Rio-Santos acrescente mais 1,5 quilometro.
Quem faz esse resgate é o Valdo, e ele cobra cerca de R$40,00 para o grupo, mas é importante ligar antes de começar a travessia para verificar a disponibilidade.
Já em Mambucaba, você pode pegar um ônibus de linha para a Rodoviária de Angra, e de lá é possível pegar um ônibus direto para a cidade do Rio de Janeiro ou um outro que suba a serra de volta.
Telefones:
  
Valdo: (24) 9949-1701.Distâncias das Capitais
  
Rio de Janeiro (RJ): 263 km  
São Paulo (SP): 306 km  
Belo Horizonte (MG): 559 km  
Brasília (DF): 1.237 km  
Salvador (BA): 1.958 km  
Porto Alegre (RS): 1.437 kmQuando Ir
A melhor época é o inverno, porque chove menos ficando a caminhada mais segura, as trilhas mais secas e céu mais limpo, mas nessa época as cachoeiras ficam com uma vazão menor sem contar o frio intenso no alto da serra. Se quiser curtir as cachoeiras é melhor aproveitá-las no verão, mas no verão as travessias dos rios ficam mais complicadas e as pedras mais escorregadias.
Acampamento
É permitido camping selvagem ou pernoite nas pousadas que na verdade são as próprias casas do colonos (as casas são de pau a pique e são bastante simples, não tem eletricidade, o pernoite é feito em quartos coletivos, não é necessário levar roupa de cama. O banheiro é coletivo e tem serpentina para esquentar a água).
Mapa Dinâmico
Altimetria
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Mapa das Trilhas
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Quem quiser o Mapa da Serra da Bocaina em tamanho grande, favor solicitá-lo no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Para esclarecer suas dúvidas, ou para pegar algumas dicas nos envie tambem um e-mail.
Galeira de Fotos
Download Carta Topográfica
Autorização para fazer a Travessia
É obrigatorio solicitar a autorização para fazer a Trilha do Ouro, esse pedido deve ser feito impreterivelmente com 07 a 10 dias de antecedência, exceto nos feriados quando o prazo é de 15 a 20 dias. O visitante deverá enviar via fax (12) 3117-2143, correio ou email ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ), o pedido de autorização com as seguintes informações para cada integrante do grupo:
  
Nome completo;  
Endereço;  
CPF e RG;  
Telefone para contato;  
Período (definindo o tempo de 03 ou 04 dias);  
Em caso de grupos, deverá ser indicado o responsável pelo grupo, que deverá fornecer também um telefone de contato em caso de emergência.Dicas
  
O visitante que pretende fazer a Trilha do Ouro deverá solicitar autorização com antecedência ao parque;  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto;  
Levar sempre um bom repelente;  
Contrate ou combine com alguém para te buscar no final da Trilha do Ouro, marque na Ponte de Arame ou na Placa do Parque, pois ainda tem um bom pedaço de caminhada em uma estradinha até o primeiro ponto do ônibus.;  
O limite de visitantes por dia é de +/- 80 pessoas, sendo este o número máximo, conforme o Plano de Manejo do Parque;  
Menores de idade, caso não estejam acompanhados pelos pais, deverão estar acompanhados de um responsável, que deverá apresentar uma autorização por escrito dos pais no ato do pedido de autorização;  
Não é permitido o acampamento dentro do PNSB para quem não vai fazer a trilha do ouro, pois ainda não estão definidas as áreas para camping.Horário de Funcionamento
Diariamente, das 7 às 19 h
Endereço
Parque Nacional da Bocaina
Rodovia Estadual da Bocaina (SP-221) - Centro
12830-000 - São José do Barreiro - SP
Telefone: (12) 3117-2183/2188
Fax: (12) 3117-2143
Preços
  
O acesso ao Parque é gratuito.Tempo
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comentários
Boa sorte a todos que se lançarem nas trilhas da Bocaina!!!!
14-O ideal é parar na fazenda do Sr Tião, deixar a mochila e depois seguir para a imperdível Cachoeira dos veados. A travessia do rio e feita num bomdinho puxado por cabos de aço e que aparenta ter muita segurança. Nada é cobrado pela travessia, lembro que é obrigatória a travessia tendo em vista que a trilha segue a partir da casa da fazenda.
9-Fazenda Barreirinha: Sr Sebastião e Dona Wanda.
10-Fazenda do bondinho que atravessa o rio Mambucaba: Sr Tião e Dona Vera.
11-O mapa vendido no comércio de S.J. do Barreiro está desatualizado. Não existe mais a ponte próxima à Cachoeira dos Veados como dito no mapa. Este é o único local suscetível de dúvidas.
12-O caminho correto passa pela fazenda do Sr Tião da Dona Vera (onde tem o bondinho) e segue pelo lado esquerdo do Rio Mambucaba.
7-A título de sugestão pode-se pernoitar na Fazenda Barreirinha no 1º dia e na Fazenda do Sr Tião no 2º dia, pagando em média R$ 70,00 pela pousada completa.
4-A subida a pé até a entrada do Parque consumirá seguramente 2 dias.
5-Conheci a simpática dona da Pousada "Campos da Bocaina" Sra Karina (12) 3144-2610 9739-2981. Essa pousada fica próxima à entrada do Parque. Para quem for fazer a Trilha com conforto fica aí uma boa dica.
Realmente para quem gosta de lindas paisagens é a caminhada ideal. Gostaria de tecer alguns comentários sobre a logística da trilha:
1-A orientação da trilha é muito tranquila, sendo remota a chance de alguém se perder, contudo, o local é desprovido de qualquer recurso médico ou similar, logo, é necessário ser experiente para realizar a trilha sem apoio.
2-A estrutura de apoio ao turista é precária e a impressão é que o local não depende muito do turismo.
Vandeir, scaneei o mapa, não está lá grande coisa, mas posso te mandar sim.Só que não sei o seu e-mail... vc pode mandar uma mensagem para o nosso e-mail para a gente te encaminhar o mapa, ok?
Fico feliz que nosso relato ajudou a outros trilheiros neste percurso.
Fico porém bem chateada pelo fato do Daniel não comparecer para fazer o resgate. Ele não compareceu no nosso resgate de Ilha Grande, mas ele encaminhou outra pessoa (o excelente Sr. Valim) e o translado aconteceu do mesmo jeito... sinto muito mesmo, e assim como fizemos a "campanha" dos serviços que ele nos prestou, me sinto na obrigação de também informar a não prestação dos serviços que você contratou... As pessoas têm que lembrar que a propaganda boa corre,mas como dizem, a propaganda ruim voa!!! Publicamos o mesmo comentário no nosso blog e mandei a reclamação para a Pousada que nos indicou o serviço dele, para ver se a reclamação também chega a ele...
Abs!
Marcia
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