Travessia Serra do Piloto x Mazomba

Travessia Serra do Piloto x Mazomba


Tipo: Travessia

Parque: Parque Estadual Cunhambebe

Localização: Manguaratiba, Rio Claro e Itaguaí - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°51'52.98"S / 43°55'30.89"W

Atividades: Caminhadas, banho de rio e cachoeiras.

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude Máxima: 842 m (alto da Subida da Misericódia)




Descrição




Em uma bela porção da Serra do Mar, entre o recortado e cobiçado litoral de Mangaratiba e a bucólica cidade de Rio Claro, mais conhecida como Serra do Piloto, podemos desfrutar de um interessante circuito, no qual é possível mesclar uma linda travessia que cruza esta serra de oeste para leste, com uma surpreendente aula de história do Brasil que não é contada em nossos livros. Essa travessia nos impressiona pela diversidade dos cenários, por vez cruzaremos por lindas pastagens, por outras estaremos andando sobre uma luxuriante mata atlântica, mergulharemos em refrescantes cachoeiras e passaremos também por um passo onde horizontes se ampliam nos revelando todo esplendor e a beleza deste desconhecido lugar.

Do ponto mais alto dessa travessia, o alto da "Ladeira da Misericórdia", pode-se vislumbrar várias elevações que fazem parte do Parque Estadual Cunhambebe, como arredondada Pedra dos Fórgios, a Pedra da Lagoa, a pontuda Agulha do Mazomba e um lindo vale verde cheio de ondulações com um “mar de morros” bem parecido com as infinitas ondas do mar; incontáveis são as pregas dessas montanhas.


A Pedra da Lagoa e a Fazenda


Nesse circuito podemos ter também uma interessante aula de história do Brasil, porque a caminhada se inicia as margens da "Estrada Imperial" que foi a primeira estrada construída no país e tinha a função de facilitar o escoamento para o litoral da produção cafeeira do Vale do Paraíba Fluminense e também podemos visitar o sitio arqueológico da principal cidade brasileira do final do século XVIII e meados do século XIX, no auge do ciclo do café, que de forma trágica e cruel foi completamente destruída, sem necessidade, para ser alagada pelas águas da Represa Ribeirão das Lajes que estava sendo ampliada por volta de 1940, após a segunda guerra mundial, para aumentar produção de água e energia elétrica para suprir a demanda crescente da capital do Brasil que ainda era no Rio de Janeiro. Nesse circuito teremos a oportunidade de conhecer mais a história dramática dessa cidade, que é mais uma daquelas histórias que nos envergonham e que nossos livros escolares não contam ou o fazem superficialmente. Mais um episódio dramático da vida brasileira, que poderíamos aprender algumas lições, que se perde no tempo pela falta de credibilidade de nossa história oficial.


Fino Braço da Represa Ribeirão das Lajes


   Altitude Máxima: 842 m (alto da Subida da Misericódia).
   Nível: Semi Pesada.
   Duração: 6 horas (travessia).
   Distância: 18 km (travessia).
   Administração: INEA-RJ
   Bioma: Floresta Atlântica
   Carta Topográfica: Cunhambebe e Itaguaí.
   Atração: Paisagem, banho de rio, cachoeira, ruinas e aspéctos históricos.


O Circuito



Dependendo da logística adotada para essa travessia podemos fazer um roteiro cultural antes mesmo de iniciar essa bela caminhada. Para esse circuito ficar completo é interessante conhecer alguns pontos turísticos da RJ-149, conhecida também com "Estrada Imperial", que foi a primeira estrada construída no Brasil e também podemos esticar um pouco mais a viagem para conhecer as ruínas da cidade de São João Marcos que foi uma cidade esvaziada e demolida para ser inundada pelas águas da Represa Ribeirão das Lajes que estava sendo ampliado para a produção de energia elétrica, só que por um erro de calculo dos técnicos da Light a demolição de São João Marcos tinha sido desnecessária, pois a água não cobriu a antiga cidade. Hoje podemos visitar essas ruínas e conhecer o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos que foi criado justamente para contribuir com a preservação histórica e cultural da região e também para desenvolver o turismo local.


A RJ-149 - Estrada Imperial



É uma bela estrada, cheia de história, que sobe sinuosamente a Serra do Piloto sendo considerada a primeira estrada de rodagem do país tendo a sua construção finalizada no ano de 1856. A estrada possui cerca de 40 km de extensão e foi construída com o objetivo de interligar o município de São João Marcos (o mais rico do país entre o final do século XVIII e meados do século XIX) ao mar, através da Serra do Piloto, para facilitar o escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba Fluminense e a entrada de mão-de-obra escrava para a lavoura. A Estrada Imperial foi completamente reformada em 2011/2012, mas perto do mirante, ponto de destaque da rodovia, teve seu piso original evidenciado assim como em outros trechos, para resgatar um pouco da história. O piso em pedras tipo "pé de moleque" sustentou por muitos anos a passagem de tropas e veículos entre Mangaratiba e a antiga São João Marcos.


Ruinas do Antigo Teatro


O acesso é pelo principal trevo da BR-101 em Mangaratiba, desembocando na própria RJ-149. Logo no seu início, ainda no plano, passaremos pelas ruínas de um antigo teatro construído pelos Barões do Café no período colonial da primeira metade do século XIX, para seu entretenimento. Conta-se que o ator João Caetano lá teria encenado algumas peças, entre 1833 e 1834. No início do segundo quilômetro a estrada começa a subir a inclinada Serra do Piloto em um caminho bem sinuoso com curvas bem fechadas e por volta do quinto quilômetros passaremos em um lido mirante a 200 metros de altitude, que apresenta uma das mais belas vistas da região, onde podemos ver toda a cidade de Mangaratiba, sua região rural, sua baia e bem no fundo a linda e característica silueta do relevo da Ilha Grande.


Mirante da Estrada Imperial


Perto do quilômetro sete passaremos pelo histórico Bebedouro da Barreira feito em pedra de cantaria, tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1983, construído para dar água aos animais que atravessavam a serra. Segundo dizem, D. Pedro II parou no local para dar de beber ao seu cavalo, quando por ali passou para inauguração da estrada. Meio quilômetro depois passaremos pela Cachoeira dos Escravos que apesar de ter sofrido alterações durante os anos, devido a acidentes naturais, ainda é um dos mais belos recantos da estrada, com suas estruturas de pedra a mostra e a bela queda d’água.


O Histórico Bebedouro da Barreira


No quilômetro 9.4 passaremos pela estrada do Rubião, no 11 pelo acesso ao bairro do Matutu e no 12 passaremos pelo Sitio da Santinha, que é uma pousada conhecida por sua cachoeira e pela piscina natural, já praticamento no centrinho da Serra do Piloto. No quilômetro 13.5 passaremos por uma estradinha de terra a direita de quem está subindo a serra, é nessa estradinha que começa a nossa bela travessia, mas se você antes de colocar a bota na trilha quiser visitar as outras atrações da Estrada Imperial é só seguir e marcar esse ponto para na volta começar a caminhada, mas não demore, pois essa travessia tem cerca de 18 km e normalmente é feita em 6 horas de caminhada.


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Perto do quilômetro 14.5 passaremos por uma alta ponte em curva, sobre um dos finos braços da Represa Ribeirão das Lajes, com um visual deslumbrante para um verde luxuriante da vegetação as margens da represa. Seguindo um pouco menos de 3 quilômetros passaremos por outra bela ponte e alta ponte também com um belo visual, com mais 2 pelo acesso a esquerda para a localidade conhecida como Macundu e com mais um 1 chegaremos ao recem criado Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, em um acesso a direita da estrada.


Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos



Em 2008, o Instituto Light para o Desenvolvimento Urbano e Social, com patrocínio da Secretaria de estado da Cultura do Rio de Janeiro, através da Lei de Incentivo à Cultura, apoio do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC, Prefeitura de Rio Claro, Instituto do Patrimônio Histórico Nacional do Ministério da Cultura - IPHAN e do Instituto Estadual do Ambiente do estado do Rio de Janeiro - INEA, foi criado um projeto pioneiro para a criação desse parque que é considerado o primeiro sítio arqueológico urbano do Brasil, para tentar resgatar a cidade desaparecida há quase 70 anos.


Portal do Parque de São João Marcos


No dia 9 de junho de 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos foi inaugurado com cerca de 930 mil metros quadrados possuindo infraestrutura necessária para receber estudantes, turistas e visitantes que desejarem conhecer a história da cidade, a arqueologia e a paisagem característica da região.


Caminhando no meio das ruinas


Do portal do parque, a beira da rodovia RJ-149, é preciso andar por cerca de 2 quilômetros em uma estradinha de terra bem ruim até o inicio efetivo das ruínas, é possível ir de carro, mas bem devagar.


Ruinas da Igreja Matriz


No parque podemos conhecer um pouco mais da história dessa cidade em uma bela exposição que possui uma maquete, revelando como era a antiga cidade em seus melhores tempos, mas o parque também possui um anfiteatro, uma cafeteria, painéis com fotos e depoimentos de antigos moradores. No local, os visitantes também podem ver artefatos típicos da época colonial, como louças, moedas, objetos pessoais, porcelanas, tijolos e até um instrumento usado na fabricação das hóstias.


A Ponte Padre Peres


Podemos também fazer o circuito de 3 quilômetros em uma trilha totalmente sinalizada para conhecer algumas ruínas da antiga cidade, como as da casa do forno com seu forno para pão em meia lua, da ponte Peres, do tanque e da galeria de esgoto, da Igreja Matriz com sua sacristia, da fachada da casa do Capitão-Mor, da Prefeitura, da Câmara Municipal, do Teatro Tibiriçá e dos túmulos do antigo cemitério.


A Travessia



Essa bela travessia se inicia no quilômetro 13.5 da RJ-149, começando a contar a partir do trevo com a rodovia Rio-Santos (BR-101), em uma entrada a direita de quem está subindo a Serra do Piloto em direção a Cidade de Rio Claro. Essa travessia de 18 km de um modo geral cruza essa serra do Oeste para o Leste atravessando primeiro uma linda região rural conhecida como Sertão por estradinhas de terra passando por cachoeiras e antigas fazendas de café, depois segue até o fim de um bucólico vale onde precisaremos subir a Ladeira da Misercódia que é o ponto alto de toda travessia, tanto pela linda vista para os belos picos ao redor como pelo grande esforço para subi-la e a parte final que é a descida do vale do Rio Mazomba com um desnível negativo de cerca de 800 metros. No final o banho de cachoeira é praticamente uma obrigação para comemorar o fim dessa bela travessia nas águas refrescantes das inúmeras quedas do Rio Mazomba.


Início da Travessia


Entrando no quilomentro 13.5 com cerca de 5 minutos de caminhada já podemos ver a nossa esquerda ruinas de uma antiga fazenda de café do século XIX, na verdade só conseguimos ver algumas paredes e um calçamento em pé de moleque que é bem característico dessa época. A travessia segue nesse momento sem grandes desníveis em uma estradinha que atualmente está coberta com brita, o que ajuda a segurar um pouco a poeira e dá uma resistencia maior por conta das chuvas. Com mais 5 minutos passaremos por um pequeno sítio também a nossa esquerda e logo depois a estradinha faz um curva fechada como um cotovelo seguindo temporariamente para o norte e depois vai voltando lentamente continuando a seguir para o leste.


Exuberância da vegetação


Com um pouco mais de 40 minutos de caminhada chegaremos em uma bifurcação onde seguiremos pela estradinha que segue mais a esquerda. Podemos até seguir para a direita, pois os dois caminhos iram se encontrar quilômetros à frente perto de uma igrejinha, mas o caminho da esquerda passa por uma cachoeira e por uma antiga fazenda de café onde uma parada se faz praticamente obrigatória.


Bucólica Estradinha


Depois da bifurcação a estradinha começa a descer suavemente e a cada passo que damos nos impressionamos pela diversidade dos cenários, em um momento a estradinha cruza uma linda pastagem, depois passaremos por frondosas árvores e logo após por uma linda mata que de tanta beleza chegaremos a cachoeira do Santo Antônio em 25 minutos praticamente sem perceber o tempo passar. Na verdade não é uma cachoeira em si, e sim uma seqüência de pequenas quedas d´água e um poço entre as pedras que nos dias mais quentes nos convida para um mergulho refrescante.


Cacheira Santo Antônio


Um pouquinho depois da cachoeira, passaremos por um bar onde podemos beber um refrigerante ou uma cerveja bem geladinha, realmente um luxo! Em qual caminhada encontramos um bar no meio do caminho? Depois do bar a estradinha volta a cruzar um descampado e com menos de 10 minutos passaremos por uma outra bifurcação onde o caminho correto é seguindo para a direita e logo depois vamos começar a subir uma inclinada ladeira onde chegaremos em seu final em um pouco menos 20 minutinhos de caminhada que dependendo do sol vai parecer muito mais. A estradinha aos poucos vai descendo onde teremos um lindo visual a nossa direita apontando para alguns picos desconhecidos com mais de 1.200 metros de altitude que estão dentro dos limites do Parque Estadual Cunhambebe e em seguida chegaremos à Fazenda Catumbi em menos de 10 minutos desde do início da descida.


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Após tirarmos algumas fotos da antiga sede da Fazenda Catumbi seguiremos pela estradinha, passaremos por algumas casinhas bem rústicas e em 15 minutos por uma bifurcação que é fácil de reconhecer pela Igrejinha verde que tem no local, o caminho correto é o mais a esquerda, o da direita é final da estradinha que evitamos entrar bem no começo da caminhada. Passaremos em alguns minutos por uma ponte improvisada com 3 grossos canos de ferro e logo depois por um portal de uns 4 metros de altura feito com tijolinho em frente a uma casinha branca, uma frondosa árvore com um lido laguinho a nossa direita.


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Atenção, logo depois de passar pelo portal, saíremos da estradinha por uma porteira a nossa direita, e a partir desse ponto andaremos praticamente sobre trilhas ou estradinhas bem precárias. Logo depois da porteira passaremos por um riacho de águas bem cristalinas, em seguida seguiremos a esquerda na proxima bifurcação e logo depois por mais um riacho onde precisaremos encher nossos cantis para enfrentar a subida a "Subida da Misericódia". Logo depois de passar pelo riacho continuaremos na estradinha mais larga, evitando algumas trilhas a direita que segue para um baixo morrote.


Visual no início da Subida da Misericória


Não tarda e já vamos começar a Subida da Misericódia que possui um desnível de 300 metros que normalmente é vencido em um pouco mais de uma hora de caminhada. O problema não é a subida em si e nem a inclinação, e sim o grande calor pois não tem nenhuma vegetação para nos proteger do sol, existe somente uma árvore que alcançamos com uns 50 minutos de caminhada. Essa subida nos leva para o final desse bonito vale, bem no seu vértice, seguindo ligeramente para o sudeste.


Subida da Misericórdia


Com 5 minutos de subida passaremos por uma bifurcação onde seguiremos em frente na mais batida, e logo depois por um riacho que desce a serra fazendo um curva em cotovelo nesse ponto. Essa subida pode ser dura, mas a cada passo os horizontes se ampliam cada vez mais nos revelando em todo esplendor e a beleza dessa serra. Já do meio dessa subida já conseguimos ver a arredondada Pedra dos Fórgios a nossa esquerda, perto da linha do horizonte a Pedra da Lagoa e um lindo vale verde cheio de ondulações com um "mar de morros". Depois de 20 minutos após o último riacho seguiremos ainda subindo o vale, não entrando na bifurcação que segue reto indo na direção de uma porteira.


Chegando no vértice do Vale


Continuando subindo logo passaremos por uma porteira e com mais 10 minutos passaremos por uma bifurcação onde seguiremos para a direita na direção de uma árvore que por sinal é a única árvore de toda subida, depois desse ponto a trilha começa a contornar o morrete pela direita, passando primeiro por mais uma porteira seguindo reto até o vértice do vale que alcançamos em mais 10 minutos de caminhada, mas agora andaremos com vegetação a nossa esquerda. No final do vale estaremos a 840 metros de altitude e teremos uma linda visão panorâmica de todo caminho que trilhamos até aqui. Desse ponto podemos ver a Agulha do Mazomba bem a nossa direta.


Agulha do Mazomba


Logo depois do vértice passaremos por uma porteira e começaremos a longa descida do vale do Rio Mazomba de mais de 700 metros de desnível até o final dessa travessia. Essa descida é por uma trilha bem batida, provavelmente feita pelos plantadores de bananas que existem na região e se dá praticamente segue sobre a sombra das copas de frondozas árvores de nossa Mata Atlantica reduzindo um pouco o nosso calor, ainda mais que cruzaremos por alguns pontos d´água durante essa descida. Com cerca de 20 minutos de descida já teremos cruzados por 3 riachos, o último com um pouco mais de volume d´água que os dois anteriores e com 40 minutos passaremos por um mirante onde é possível ver a linda baixada da Cidade de Itaguaí e a nossa direira bem no contra-forte da serra a pontuda Agulha do Mazomba.


Longa trilha de descida na vertente virada para Itaguaí


Depois de 5 minutos após o mirante passaremos por uma bifurcação onde seguiremos mais a esquerda continuando a descida e com mais 15 minutos chegaremos no final da trilha e no início de uma estradinha que dá acesso a um bonito sitio a nossa direita. Continuaremos descendo a estradinha que nas partes mais inclinadas tem um calçamento de pedras e andaremos a partir desse ponto paralelo ao rio Mazomba a nossa direita. Com 5 minutos desde do sítio passaremos por uma pequena represa com uma queda d´água a nossa direita com acesso por um portão, com mais 5 por uma central da Cedae e com mais 10 por um acesso a algumas quedas e poços do rio Mazomba, que eu recomendo uma visita para se deliciar nessas águas. Vale gastar um tempinho para explorar esse local pois são inúmeros lugares bonitos para serem fotografados e para escolher onde podemos tomar nosso merecido banho.


Um dos muitos poços do Rio Mazomba


Não demore muito nessas águas, pois a caminhada ainda não acabou, seguindo a estradinha, sempre descendo, em 10 minutos passaremos por um mirante, no meio de uma acentuada curva, onde podemos ver a área rural da cidade de Itaguaí e uma enorme baixada com alguns morros bem na linha do horizonte. Com mais 10 minutos passaremos por algumas casas, bares a beira do rio e chegaremos em um larguinho a nossa esquerda, fim de nossa travessia, onde é o ponto final do ônibus que pode nos deixar na rodoviária de Itaguaí, bem no centro da cidade que fica do outro lado da BR-101.


Localização



Essa travessia se inicia na Serra do Piloto, porção da Serra do Mar, que separa a cidade litorânea de Mangaratiba com a cidade de Rio Claro que está localizada no Médio Paraíba do Sul e ainda cruzas terras da cidade de Itaguaí, todas essas localizadas no Estado do Rio de Janeiro, bem perto da divisa com o Estado de São Paulo.


Logística



Eu aconselho usar o ônibus conjugado com taxi para a logística dessa travessia, pois o final da travessia é bem distante de seu começo o que nos atrapalha o uso do carro particular. Primeiro precisaremos seguir para a cidade de Mangaratiba, e de lá pegar um taxi ou um ônibus que suba a Serra do Piloto e que possa nos deixar no quilômetro 13.5 da RJ-149. No final da travessia sairemos em um larguinho no bairro Mazomba que é o ponto final de alguns ônibus que podem nos deixar na rodoviária no centro da cidade de Itaguaí, e de lá podemos pegar um ônibus para a cidade do Rio de Janeiro, ou de volta para Mangaratiba.

Você até pode ir para Mangaratiba de carro, mas não suba a Serra do Piloto com carro próprio, pois vai ficar ruim o resgate. Deixe o carro estacionado perto do cais de onde saem às barcas para Ilha Grande e pegue um taxi para subir a Serra do Piloto, ou um ônibus da Viação Colitur que possui horários bem espaçados e irregulares que também sobe a serra. A vantagem do taxi é que você pode fazer o circuito completo, ou seja, pode visitar os pontos de interesse da RJ-149 e ainda visitar o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos conforme descrito acima. Normalmente o taxi cobra 50 reais para deixar no km 13.5 e 70 reais para fazer o passeio completo, mas acho interessante ligar antes para agendar a corrida e para acertar os valores. Se você foi de carro para Mangaratiba é bem fácil achar um ônibus da rodoviária de Itaguaí que segue para lá para efetuar o resgate.


De Ônibus



Para quem está partindo do Rio de Janeiro a melhor escolha é pegar na Rodoviária Novo Rio o ônibus que segue direto para Mangaratiba da Viação Costa Verde.

Para que está partindo de São Paulo tem duas opções, a primeira é seguir para a cidade de Volta Redonda e lá pegar um ônibus da viação Cidade do Aço que segue para Mangaratiba. A segunda opção é pegar o ônibus da Viação Reunidas Paulista que faz a viagem de São Paulo x Angra dos Reis. Em Angra existem linhas regulares de ônibus e Vans para Mangaratiba, 20 minutos de viagem.


   Contatos:

        Viação Cidade do Aço - Site: http://www.cidadedoaco.net / Tel.: 0800 703 4022
        Viação Costa Verde - Site http://www.costaverdetransportes.com.br / Tel.: (21) 3622-3123
        Empresa Reunidas Paulistas - Site: www.reunidaspaulista.com.br / Tel.: (11) 6971-2210 / (21) 2270-5743 / (24) 3365-0181
        Viação Colitur -  Tel.: (24) 3323-4151 / (24) 3323-8640 / (24) 3323-1480


Taxi



Perto do cais da Barca, ao lado da Igreja Católica existem dois pontos de taxi, um de uma cooperativa e o outro dos taxis autônomos.

        Taxista Roberto - Tel.: (21) 9483-4021
        Coomotam - Coop. de Motoristas de Taxi de Mangaratiba - Site: www.coomotam.com / Tel.: (21) 2789-1481


De Carro



   Partindo do Rio de Janeiro:

        Via Av. Brasil: Seguir Av. Brasil até o bairro de Santa Cruz, no trevo do Supermercado Extra, acessar a direita a BR–101 (Rodovia Rio-Santos) e seguir até Mangaratiba.

        Via Barra da Tijuca: Seguir Av. das Américas sentido Recreio, subir a serra da Grota Funda, passando por dentro de Santa Cruz seguindo até Av. Brasil, descer 300 metros sentido Centro, pegar o primeiro retorno sentido trevo do Supermercado Extra, a direita acessar BR-101 (Rodovia Rio-Santos) e também seguir até Mangaratiba.


   Partindo da região do Vale do Rio Paraíba:

Para quem vem de carro do Vale do Paraíba, Volta Redonda, Barra do Piraí, Piraí, etc., o  melhor caminho é seguir a Presidente Dutra (BR-116) sentido Rio de Janeiro, depois da cidade de Piraí acessar a RJ-125 perto da cidade de Seropédica (Universidade Rural), seguir RJ-125 até o entroncamento com a cidade de Itaguaí, pegando ai a BR-101 (Rodovia Rio-Santos) sentido Mangaratiba.


   Partindo de São Paulo:

Para quem vem de São Paulo, seguir Rod. Presidente Dutra (BR-116), após a cidade de Pirai, acessar a RJ-125 (ref. perto Universidade Federal Rural), seguir RJ-125 até o entroncamento com a cidade de Itaguaí e pegar a BR-101 (Rodovia Rio-Santos) sentido Mangaratiba.


Distâncias das Cidades



   Rio de Janeiro (RJ): 96 km
   São Paulo (SP): 412 km
   Santos (SP): 450 km
   Belo Horizonte (MG): 460 km


Mapa Dinâmico






Altimetria



Altimetria da Travessia Serra do Piloto x Mazomba



Quando Ir



É possível fazer a Travessia Serra do Piloto x Mazomba em qualquer época do ano, mas a melhor época é o inverno, porque chove menos ficando as caminhadas mais seguras com os dormentes menos escorregadios, as trilhas mais secas e céu mais limpo sem contar que com a temperatura mais amenua a caminhada fica mais agradável, mas nessa época as cachoeiras ficam com uma vazão menor. Se quiser curtir as cachoeiras da região é melhor aproveitá-las no verão.


Galeira de Fotos



2012-01 - Estrada Imperial
2012-01 - Travessia Serra do Piloto x Mazomba


Download Carta Topográfica



Carta Topográfica Cunhambebe - SF-23-Z-A-V-3


Download Tracklog



Tracklog da Travessia Serra do Piloto x Mazomba - PEC - RJ (CA)


Dicas



   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto;
   Visite as atrações da Estrada Imperial e o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos.


Referências Bibliográficas



A surpreendente história de São João Marcos
Site do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos
História da Estrada Imperial
Instituto de Arqueologia Brasileira


Tempo





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www.clubedosaventureiros.com


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comentários  

 
0 #9 hugo 07-12-2013 19:04
Citando marcelo22:
É possivel acamapar ou pernoitar na travessia?

Marcelo,

É possível sim, ideal no alto da Ladeira da Misericórdia.

Abraços
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0 #8 01-12-2013 17:43
É possivel acamapar ou pernoitar na travessia?
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0 #7 19-11-2013 09:47
Nossa não sabia dessa trilha bem pertinho da capital,já vou agitar com a rapaziada para podermos fazer!!!
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+1 #6 Marcelo Oliveira de Sá 20-08-2013 09:54
Prezados, a carta topográfica não engloba, de fato, a região descrita por vocês... Peço que verifiquem, por gentileza, ou me corrijam, caso eu esteja errado.
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+1 #5 Érika Chrockatt 17-06-2013 18:01
Quem está a fim de fazer essa travessia ainda este ano de 2013???

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0 #4 06-01-2013 22:08
Que ótimo existir você pra contar e mostrar os ponto turísticos em foto e história,pois acessei vários site e nada. Isso tudo pra descobrir que a foto que tirei era de uma ruina de teatro.Obrigada.
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+1 #3 09-07-2012 09:11
Graças a esse artigo eu e um amigo meu fizemos essa travessia neste fim de semana, 07-jul-12.
Na verdade não íamos fazê-la, a idéia era ir ao ponto mais alto e voltar pois não tínhamos logística para irmos de Mazomba buscar o carro que ficou no início da trilha.
Quando chegamos próximo ao ponto mais alto, devido à precariedade da trilha, achamos que estávamos perdidos, até que encontramos uns motoqueiros pelas informações vimos que estávamos no próximo ao caminho certo.
Já eram 17 horas e o sol estava se pondo, encorajados pela conversa com os motoqueiros e com o artigo em mãos, com água e lanternas, e imbuídos do espírito aventureiro e curiosidade, decidimos fazer a travessia descendo para Mazomba e arranjar um jeito de voltar e buscar o carro.
Esse site é fantástico e nos inspira a fazer todas as trilhas indicadas.
Parabéns.
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0 #2 José Miguel Peters Garcia 11-03-2012 18:44
Prezados amigos;
houve um lapso. A área não é coberta pelas Folhas Topográficas Cunhambebe e Itaguaí, mas sim por Mangaratiba e Itaguaí.
Abraços. Guëll.
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0 #1 06-03-2012 19:34
Show de bola,gostei muito, as fotos são muito maneiras, vou fazer essa trilha também! Valeu pela dica!
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