Catálogo
Listagem
Guia de Trilhas da Serra do Cipó - MG
Travessia Lapinha x Tabuleiro
Listagem
Guia de Trilhas da Serra do Cipó - MG
Travessia Lapinha x Tabuleiro
Essa singular travessia de 3 dias que se inicia no Vilarejo da Lapinha acabando na Vila de Tabuleiro, cruza a Serra do Espinhaço de Oeste para Leste, na região denominada de Serra do Cipó. Nessa travessia passa-se por picos, piscinas naturais, rios de água cristalina, campos rupestres, matas, cerrado e belíssimas cachoeiras.
A trilha dessa travessia é muito confusa, pois não é uma trilha convencional que estamos acostumados a encontrar e sim são caminhos que foram marcados no terreno pelos gados dessa região e pelos moradores do local quando se locomovem de um ponto para o outro, é por isso tem caminho para tudo que é direção.
No primeiro dia é preciso atravessar a Serra do Breu (ou Serra da Lapinha); pode-se dar a volta na Serra (mais a direita) que é a trilha normal além de ser bem mais fácil, ou passar por dentro (iniciando a subida na cachoeira da Lapinha). Como somos montanhistas de coração, preferimos passar por dentro da serra. Logo no começo do primeiro dia se tem uma grande surpresa: é uma visão de tirar o fôlego ao ver a lagoa da Lapinha do alto da Serra do Breu. Muitas pessoas preferem dar a volta na Serra, mas com certeza esse foi o local onde tirei as melhores fotos de toda a travessia.
Nesse dia passaremos ao lado do Pico do Breu, ele possui 1.679 m de altitude e é o ponto culminante de toda Serra do Cipó, do seu topo é possível ter uma visão de toda a região do Cipó, varias cachoeiras e a belíssima Lagoa da Lapinha. Quem tiver tempo pode fazer uma visita ao seu cume.
Lapinha está dentro da APA Morro da Pedreira, e está situada na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.
Normalmente, o primeiro pernoite é feito na casa da Dona Ana Benta, que é uma senhora que já passou dos 70 e vive sozinha em uma fazenda. Praticamente tudo que ela precisa para viver, ela tira de sua terra, com suas próprias mãos.
Uma hora antes da casa da Dona Ana Benta, cruza-se o leito de um córrego chamado de Parauninha - um lindo riacho com areia branca e bem fininha (lembra uma prainha). É um excelente lugar para um mergulho.
No segundo dia, a caminhada vai da casa da Dona Ana Benta até a casa da Dona Maria, onde é feito o segundo pernoite. Nesse dia a caminhada é feita pela crista da Serra do Cipó em uma altitude média de 1.300 m onde toda a diversidade dos campos de altitude poderá ser observada. Nesse dia normalmente é feita a caminhada até a parte de cima da Cachoeira do Tabuleiro, que é a terceira maior do País e a primeira do Estado de Minas Gerais. Sua queda possui 273 m de altura.
O local do acampamento na casa da Dona Maria é em um platô, onde se tem uma visão incrível de parte da Serra do Cipó. À noite avistamos luzes de muitas cidades, como as luzes próprio vilarejo de Tabuleiro.
Dona Maria é uma senhora de cerca de 70 anos de idade, que mora com seu marido em uma casa muito simples e sem luz elétrica, no alto da serra. Mesmo com essa idade, praticamente tudo que ela come vem de seu quintal (ela tem algumas plantações e cuida de porcos e galinhas). Durante as férias escolares a casa dela fica lotada com seus netos.
Tanto na Casa da Dona Ana Benta quanto na da Dona Maria, temos a opção de tomar um banho e jantar uma comidinha tradicional mineira. A maioria dos ingredientes são cultivados no próprio local, e o prato é simples, mas muito saboroso. Quando jantamos na casa da Dona Maria comemos arroz, feijão, macarrão com molho de tomate, farinha e carne de porco assada. Tudo estava uma delícia! De manhã, ela nos ofereceu um café com requeijão e o melhor que tudo isso (acampamento, banho, janta, café) custou apenas R$10,00.
O terceiro dia é praticamente de descida. Caminha-se da casa da Dona Maria até a parte de baixo da Cachoeira do Tabuleiro - que fica dentro do Parque Natural Municipal Ribeirão do Campo. Chega-se à parte baixa da cachoeira pelo leito do rio, pulando de pedra em pedra. Esse local é ideal para aproveitar um refrescante mergulho na gigante piscina natural da cachoeira que tem cerca de 60 metros de profundidade. A cachoeira é tão alta que a água normalmente evapora antes de tocar o chão, formando uma garoa.
A travessia não acaba aí; ainda tem uma caminhada de quarenta minutos do parque para o vilarejo de Tabuleiro, onde se tira a tradicional foto do final da travessia em frente à igrejinha.
Uma grande curiosidade dessa travessia é a variedade de plantas. A cada momento encontramos as mais exóticas plantas. Sua vegetação se apresenta de três tipos: na parte baixa da serra, a vegetação de serrado com suas árvores baixas e tortuosas; ao longo do curso dos rios, a mata de galeria com suas árvores frondosas. Nas partes mais elevadas, pelos grandes agrupamentos botânicos dos campos de altitude onde encontramos uma espécie protegida e endêmica da canela-de-ema (Vellozia piriseana) sobre a qual cresce uma orquídea, também endêmica da serra do Cipó, a Constantia cipoenasis.
A Serra do Cipó possui essa grande biodiversidade de plantas, porque no alto da serra chove pouco e, devido a superfície rochosa, a água escorre rapidamente. A natureza então - demonstrando toda a sua criatividade e adaptabilidade - desenvolveu plantas com capacidade de retirar, com suas folhas, água da umidade do ar.
Montanhas, cânions, rios, cachoeiras, campos e recantos de grande beleza estão por toda parte. A região ainda possui vestígios de ocupação pré-histórica, testemunhada nas pinturas rupestres dos diversos sítios arqueológicos.
  
Altitude Máxima: 1.687 m (Pico do Breu).
  
Nível: Caminhada Pesada.
  
Duração: 2 a 3 dias.
  
Carta Topográfica: Baldin.
  
Atração: Paisagem e Banhos de rios e cachoeiras.
O clima da região é tropical de altitude, com temperatura média anual de 21°C. De abril a novembro, período seco, é o melhor período para cruzar os rios, tomar banhos e praticar rapel. No restante do ano, chove mais, porém as cachoeiras ficam mais cheias e a vegetação, mais florida.
A Serra do Cipó está localizada no estado de Minas Gerais, à apenas 100 Km da capital mineira. O principal acesso é através da Rodovia MG-10, passando por Lagoa Santa e Almeida.
Logística da Travessia Lapinha - Tabuleiro
A região fica florida o ano inteiro, mas de maio a agosto a temperatura é mais agradável. Entre abril e novembro, período de seca, os banhos e o rapel nas cachoeiras tornam-se mais fáceis. De dezembro a março, com as chuvas frequentes, as cachoeiras ganham mais volume.
  
Belo Horizonte: 96 km
  
Rio de Janeiro: 540 Km
  
São Paulo: 682 Km
  
Brasília: 814 Km
  
Diamantina: 248 Km
  
Lagoa Santa: 60 Km
  
Jaboticatubas: 47 Km
  
Serro: 143 Km
  
Sete Lagoas: 100 Km
O acampamento nessa travessia vai variar um pouco de acordo com a hora de início ou se vai passar ou não por dentro da Serra do Breu, mas as principais áreas de acampamento são:
  
Curral de Pedra (mais próxima a Lapinha),
  
Casa da Dona Benta (meio da Travessia, depois da prainha) e
  
Casa da Dona Maria (normalmente é usada no último dia da Travessia, perto da parte de cima da Cachoeira do Tabuleiro).
Mapa da Travessia Lapinha - Tabuleiro
Carta Topográfica de Baldim - SE-23-Z-C-III
2006-01 - Travessia Lapinha x Tabuleiro
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.
Adote uma Montanha
Travessia Lapinha x Tabuleiro
Travessia Lapinha x Tabuleiro
Tipo: Travessia Região: Serra do Cipó, ao sul da Cordilheira do Espinhaço Localização: Santana do Riacho - MG, Brasil, América do Sul Lat/Lon médias: 19 e 20ºS e 43 e 44ºW Atividades: Travessia e Banho de Rios e Cachoeiras Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno Altitude Máxima: 1.687 m (Pico do Breu) |
Descrição
Essa singular travessia de 3 dias que se inicia no Vilarejo da Lapinha acabando na Vila de Tabuleiro, cruza a Serra do Espinhaço de Oeste para Leste, na região denominada de Serra do Cipó. Nessa travessia passa-se por picos, piscinas naturais, rios de água cristalina, campos rupestres, matas, cerrado e belíssimas cachoeiras.
A trilha dessa travessia é muito confusa, pois não é uma trilha convencional que estamos acostumados a encontrar e sim são caminhos que foram marcados no terreno pelos gados dessa região e pelos moradores do local quando se locomovem de um ponto para o outro, é por isso tem caminho para tudo que é direção.
No primeiro dia é preciso atravessar a Serra do Breu (ou Serra da Lapinha); pode-se dar a volta na Serra (mais a direita) que é a trilha normal além de ser bem mais fácil, ou passar por dentro (iniciando a subida na cachoeira da Lapinha). Como somos montanhistas de coração, preferimos passar por dentro da serra. Logo no começo do primeiro dia se tem uma grande surpresa: é uma visão de tirar o fôlego ao ver a lagoa da Lapinha do alto da Serra do Breu. Muitas pessoas preferem dar a volta na Serra, mas com certeza esse foi o local onde tirei as melhores fotos de toda a travessia.
|
|
Nesse dia passaremos ao lado do Pico do Breu, ele possui 1.679 m de altitude e é o ponto culminante de toda Serra do Cipó, do seu topo é possível ter uma visão de toda a região do Cipó, varias cachoeiras e a belíssima Lagoa da Lapinha. Quem tiver tempo pode fazer uma visita ao seu cume.
Lapinha está dentro da APA Morro da Pedreira, e está situada na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.
|
|
Normalmente, o primeiro pernoite é feito na casa da Dona Ana Benta, que é uma senhora que já passou dos 70 e vive sozinha em uma fazenda. Praticamente tudo que ela precisa para viver, ela tira de sua terra, com suas próprias mãos.
|
|
Uma hora antes da casa da Dona Ana Benta, cruza-se o leito de um córrego chamado de Parauninha - um lindo riacho com areia branca e bem fininha (lembra uma prainha). É um excelente lugar para um mergulho.
No segundo dia, a caminhada vai da casa da Dona Ana Benta até a casa da Dona Maria, onde é feito o segundo pernoite. Nesse dia a caminhada é feita pela crista da Serra do Cipó em uma altitude média de 1.300 m onde toda a diversidade dos campos de altitude poderá ser observada. Nesse dia normalmente é feita a caminhada até a parte de cima da Cachoeira do Tabuleiro, que é a terceira maior do País e a primeira do Estado de Minas Gerais. Sua queda possui 273 m de altura.
O local do acampamento na casa da Dona Maria é em um platô, onde se tem uma visão incrível de parte da Serra do Cipó. À noite avistamos luzes de muitas cidades, como as luzes próprio vilarejo de Tabuleiro.
|
|
Dona Maria é uma senhora de cerca de 70 anos de idade, que mora com seu marido em uma casa muito simples e sem luz elétrica, no alto da serra. Mesmo com essa idade, praticamente tudo que ela come vem de seu quintal (ela tem algumas plantações e cuida de porcos e galinhas). Durante as férias escolares a casa dela fica lotada com seus netos.
Tanto na Casa da Dona Ana Benta quanto na da Dona Maria, temos a opção de tomar um banho e jantar uma comidinha tradicional mineira. A maioria dos ingredientes são cultivados no próprio local, e o prato é simples, mas muito saboroso. Quando jantamos na casa da Dona Maria comemos arroz, feijão, macarrão com molho de tomate, farinha e carne de porco assada. Tudo estava uma delícia! De manhã, ela nos ofereceu um café com requeijão e o melhor que tudo isso (acampamento, banho, janta, café) custou apenas R$10,00.
O terceiro dia é praticamente de descida. Caminha-se da casa da Dona Maria até a parte de baixo da Cachoeira do Tabuleiro - que fica dentro do Parque Natural Municipal Ribeirão do Campo. Chega-se à parte baixa da cachoeira pelo leito do rio, pulando de pedra em pedra. Esse local é ideal para aproveitar um refrescante mergulho na gigante piscina natural da cachoeira que tem cerca de 60 metros de profundidade. A cachoeira é tão alta que a água normalmente evapora antes de tocar o chão, formando uma garoa.
|
|
A travessia não acaba aí; ainda tem uma caminhada de quarenta minutos do parque para o vilarejo de Tabuleiro, onde se tira a tradicional foto do final da travessia em frente à igrejinha.
|
|
Uma grande curiosidade dessa travessia é a variedade de plantas. A cada momento encontramos as mais exóticas plantas. Sua vegetação se apresenta de três tipos: na parte baixa da serra, a vegetação de serrado com suas árvores baixas e tortuosas; ao longo do curso dos rios, a mata de galeria com suas árvores frondosas. Nas partes mais elevadas, pelos grandes agrupamentos botânicos dos campos de altitude onde encontramos uma espécie protegida e endêmica da canela-de-ema (Vellozia piriseana) sobre a qual cresce uma orquídea, também endêmica da serra do Cipó, a Constantia cipoenasis.
A Serra do Cipó possui essa grande biodiversidade de plantas, porque no alto da serra chove pouco e, devido a superfície rochosa, a água escorre rapidamente. A natureza então - demonstrando toda a sua criatividade e adaptabilidade - desenvolveu plantas com capacidade de retirar, com suas folhas, água da umidade do ar.
|
|
Montanhas, cânions, rios, cachoeiras, campos e recantos de grande beleza estão por toda parte. A região ainda possui vestígios de ocupação pré-histórica, testemunhada nas pinturas rupestres dos diversos sítios arqueológicos.
  
Altitude Máxima: 1.687 m (Pico do Breu).  
Nível: Caminhada Pesada.  
Duração: 2 a 3 dias.  
Carta Topográfica: Baldin.  
Atração: Paisagem e Banhos de rios e cachoeiras.Clima
O clima da região é tropical de altitude, com temperatura média anual de 21°C. De abril a novembro, período seco, é o melhor período para cruzar os rios, tomar banhos e praticar rapel. No restante do ano, chove mais, porém as cachoeiras ficam mais cheias e a vegetação, mais florida.
Localização
A Serra do Cipó está localizada no estado de Minas Gerais, à apenas 100 Km da capital mineira. O principal acesso é através da Rodovia MG-10, passando por Lagoa Santa e Almeida.
Logística
Quando Ir
A região fica florida o ano inteiro, mas de maio a agosto a temperatura é mais agradável. Entre abril e novembro, período de seca, os banhos e o rapel nas cachoeiras tornam-se mais fáceis. De dezembro a março, com as chuvas frequentes, as cachoeiras ganham mais volume.
Distância da Capitais
  
Belo Horizonte: 96 km  
Rio de Janeiro: 540 Km  
São Paulo: 682 Km  
Brasília: 814 Km  
Diamantina: 248 Km  
Lagoa Santa: 60 Km  
Jaboticatubas: 47 Km  
Serro: 143 Km  
Sete Lagoas: 100 KmAcampamento
O acampamento nessa travessia vai variar um pouco de acordo com a hora de início ou se vai passar ou não por dentro da Serra do Breu, mas as principais áreas de acampamento são:
  
Curral de Pedra (mais próxima a Lapinha),  
Casa da Dona Benta (meio da Travessia, depois da prainha) e  
Casa da Dona Maria (normalmente é usada no último dia da Travessia, perto da parte de cima da Cachoeira do Tabuleiro).Mapa da Travessia
Carta Topográfica
Galeria de Fotos
Dicas
  
Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.Tempo
..: Clube do Aventureiros :..
www.clubedosaventureiros.com
Adote uma Montanha
Quer contribuir com o Guia de Trilhas / Montanhas e Cachoeiras? O Guia está aberto a contribuição de seus leitores. Clique para saber mais detalhes.
Artigos Relacionados:
| < Anterior |
|---|
Login
Quem está Online
Nós temos 157 visitantes online
Estatísticas
Visualizações : 11511585




comentários
Ai queria os dados do Km.
Att,
Emanuela
Se não for em dia útil, tô dentro.
Um abraço,
Derli
muito boa a narrativa e descrição do lugar. Pretendo levar minha caderneta de campo também. Vou fazer a travessia nesse carnaval ...Abraço
abraços
Parabéns pela bela narrativa, muito bem redigida, e pelas fotos, que estão magníficas.
Você conseguiu agregar muito valor ao texto com toda essa quantidade enorme de dicas.
Pretendo fazer essa travessia em breve. Imperdível!
Abraços,
Rafael
Obrigada.
Liz
Assine o RSS dos comentários